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terça-feira, 5 de abril de 2016

Com o apoio da ONU tratadas 100 vítimas da fístula na G-Bissau

O Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, anunciou o apoio à campanha de tratamento da fístula obstétrica na Guiné-Bissau. Uma centena de pacientes deve beneficiar da iniciativa que decorre esta semana.


A Rádio ONU falou com a representante do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, no país. A agência apoia a campanha promovida pelo governo guineense, onde as mulheres serão tratadas por técnicos nacionais no maior hospital do país.

Especialista
Kourtoum Nacro explicou os principais objectivos da iniciativa, tendo realçado o facto inédito de os trabalhos serem presididos por um especialista que fala português.
"O Doutor Igor Vaz, chefe dos Serviços da Urologia do Hospital Central de Maputo está a liderar esta campanha e ele fala português. Trata-se da primeira campanha a ser liderada por um professor que fala português, contrariamente à campanha anterior liderada por um senegalês."

Formação
Os cirurgião moçambicano que lidera o grupo deve realizar cirurgias de casos complexos da fístula e urologia. As acções devem reforçar as capacidades dos médicos nacionais sobre a matéria para combater a mortalidade materna.
A responsável destacou a previsão de tratar 30 casos de fístulas complexas, 53 de incontinência urinária, bem como casos complexos de urologia. Para Nacro, a doença resulta de partos prolongados.
"As populações não devem marginalizar as mulheres que padecem desta patologia. Ela resulta de partos prolongados, é importante fazer os trabalhos de parto nos hospitais e não fora deles. Assim em caso de dificuldade recorre-se a cesariana, evitando problemas de fístula".

Apoio Técnico
Na segunda-feira, o lançamento oficial da campanha foi presidido pela ministra da Saúde Pública (nome).
Cerca de 231 mulheres foram operadas gratuitamente de fístula obstétrica na Guiné-Bissau entre 2009 e 2013 como apoio técnico e financeiro do Unfpa no âmbito do programa de prevenção, tratamento e inserção social das pacientes.

"O Doutor Igor Vaz, chefe dos Serviços da Urologia do Hospital Central de Maputo está a liderar esta campanha e ele fala português. Trata-se da primeira campanha a ser liderada por um professor que fala português, contrariamente à campanha anterior liderada por um senegalês."

Campanha de tratamento da fístula obstétrica na GB Foto: Irin

quarta-feira, 30 de março de 2016

Missão pela paz e segurança

Em véspera do final do mandato rotativo no Conselho de Segurança da ONU, neste mês de Março sob a presidência angolana, importa realçar a forma positiva como a diplomacia angolana soube fazer avançar uma agenda consentânea com os desejos de paz e segurança em todo o mundo.


Mas com maior particularidade para África, um continente cujos desafios em termos de paz, segurança e estabilidade renovam-se a cada dia que passa.
Com a assumpção de tão importante responsabilidade, presidir ao Conselho de Segurança, numa fase em que se acentuaram os “problemas internacionais”, Angola tinha como um dos focos principais África.
O representante permanente na ONU, referindo-se aos objectivos, disse que “durante a presidência, faremos com que o resto do mundo e sobretudo os membros permanentes do Conselho de Segurança mais influentes olhem para África, um dos continentes com maiores perspectivas para o mundo, através de Angola”. 

Sob o signo da busca da paz e segurança na região dos Grandes Lagos, a presidência angolana procurou maximizar as vias para pacificar aquela que é das regiões mais voláteis do continente e do mundo. Embora se tenha tratado de uma segunda experiência, no papel de membro Não Permanente do Conselho de Segurança, vive-se desta vez um contexto de grande conflitualidade que resulta de crises políticas, terrorismo, alterações climáticas.
Tendem a crescer conflitos com natureza assimétrica, em que o confronto militar, de menor ou grande intensidade, deixou de ter uma natureza interestadual.

São notórios, cada vez mais, sinais de conflitualidade por razões pré ou pós-eleitorais, bem como envolvendo Estados contra entes infra-estatais, tais como organizações terroristas, grupos organizados de contrabando de drogas, seres e órgãos humanos, entre outros, que ameaçam países inteiros.

As Organizações Internacionais tais como as Nações Unidas e aquelas de dimensão continental ou regional enfrentam maior dificuldade, hoje, a lidar com situações de instabilidade política e militar, crises humanitárias em que predomina a acção de tais grupos. A mobilidade das redes por detrás destes grupos, acrescida de factores como a porosidade das fronteiras, reduzida coordenação entre os Estados, dificultam em muitos casos a erradicação destes males. 

Ainda assim e fruto da conjugação de esforços por parte da toda a comunidade internacional, numerosas acções têm sido possíveis ao longo deste mês de Março, em nome do Conselho de Segurança, no quadro do seu papel fundamental na preservação da paz e segurança internacionais. Uma das marcas da presidência angolana, atendendo à dinâmica africana que se pretendeu com esta presidência, passou pelo envio ao terreno de delegações do Conselho de Segurança para maior precisão e sustentação dos seus relatórios. Estes passos não só contribuem para a melhoria da percepção dos desafios nas Relações Internacionais, como asseguram o processo de tomada de decisão ao nível do órgão com poder de veto do Sistema das Nações Unidas.

Foram aprovadas numerosas resoluções, foram enviadas delegações a vários países e o Conselho de Segurança fez o devido acompanhamento de casos que suscitam atenção e empenho para inverter o quadro de insustentabilidade política e militar. Co-chefiada pelos embaixadores Ismael Martins, de Angola, e Fadé Seck, do Senegal, uma delegação do Conselho de Segurança esteve, no início do mês de Março, na Guiné-Bissau, Mali e Senegal, para ter percepção no terreno sobre várias situações.

Foi indispensável a ida à Guiné-Bissau para junto da classe política local solicitar mais consenso no diálogo político, a necessidade de cedências mútuas e sobretudo respeito escrupuloso pelas leis do país. Mais a norte, a delegação informou-se sobre o impacto das actividades terroristas e o estado de segurança na região Ocidental de África e na zona do Sahel.

Acreditamos que se tratou de um passo certo e seguro porque, tratando-se de um órgão cujas resoluções se revestem de obrigatoriedade de cumprimento por parte dos Estados, era importante tomar conhecimento no terreno. As iniciativas mais recentes, ainda no âmbito da presidência angolana do Conselho de Segurança, traduziram-se na abordagem sobre os Grandes Lagos e muito recentemente sobre o papel das mulheres na prevenção de conflitos.

Esperemos que o trabalho da presidência angolana tenha continuidade e que as bases lançadas na busca das melhores soluções para os casos da península coreana, Médio Oriente, África e América Latina surtam os seus efeitos. Não há dúvidas de que essas expectativas, relativamente às sementes para a solução dos principais desafios da paz e segurança em África, são maiores em África. Afinal, a presidência angolana do Conselho de Segurança da ONU foi dedicada essencialmente ao continente africano, com maior incidência sobre a paz e segurança nos Grandes Lagos. 

Independentemente da complexidade da missão e a exiguidade de tempo, acreditamos que a diplomacia angolana soube cumprir a sua missão em nome da paz e segurança no mundo.

 
 

terça-feira, 29 de março de 2016

ONU pede maior participação, visibilidade das mulheres na construção da paz

Enfatizando o compromisso consistente, confiável e universal das mulheres na prevenção de conflitos, o chefe da ONU Mulheres hoje pediu maiores esforços para atingir a meta de alocação de pelo menos 15 por cento dos recursos de construção da paz para a igualdade de género eo empoderamento das mulheres.


"As mulheres precisam de dispor de recursos para que eles possam fazer mais", Phumzile Mlambo-Ngcuka, Diretor Executivo da ONU Mulheres disse ao Conselho de Segurança durante um debate aberto sobre o papel das mulheres na prevenção de conflitos em África.

"O compromisso de alocar pelo menos 15 por cento dos fundos de construção da paz para a igualdade de género e o empoderamento das mulheres, deve tornar-se uma realidade. Isso deve ser estendida a todos os esforços destinados a prevenir e combater o extremismo violento ", acrescentou.

Ela também salientou que as organizações de mulheres devem receber o apoio político e financeiro necessário para se envolver em violência prevenção, mediação e diplomacia, como investir na igualdade de género como parte do 2030 Agenda para o Desenvolvimento Sustentável "é a melhor receita para prevenção estrutural, de longo prazo . "

No entanto, o papel das mulheres na prevenção de conflitos é muitas vezes ausente nas discussões de mais alto nível sobre a paz e segurança, ela apontou, acolhendo o debate de hoje que incidiu sobre a relação entre a necessidade de se concentrar na prevenção da violência e prestando atenção para a importância crítica da igualdade de género.

Ms. Mlambo-Ngcuka passou a citar exemplos específicos de prevenção de conflitos liderados por mulheres em África, incluindo a "situação quartos das Mulheres, 'um mecanismo de acompanhamento para apoiar mulheres candidatas e lutar contra a discriminação das mulheres nos processos eleitorais e violência eleitoral baseada no género e assédio.

Nos últimos cinco anos, o mecanismo foi estabelecido na Guiné-Bissau, Quénia, Libéria, Mali, Senegal, Serra Leoa e Uganda, eo modelo está sendo replicado em uma lista crescente de países em toda a África, com o apoio das mulheres da ONU.

"Nossa pesquisa mostra também que as mulheres desempenham um papel fundamental no de-escalada das tensões e prevenir a radicalização em suas famílias. No Mali, a influência mais importante para o sucesso reintegração de muitos ex-combatentes tem sido as mulheres em suas famílias e comunidades ", disse ela.

Na região do Sahel, a renda, estado e resistência das mulheres tem sido impulsionado por programas que preencham a lacuna de gênero no acesso à terra e a outros recursos produtivos, disse ela. Em áreas pobres do Quênia, as organizações de mulheres estão usando as mães para identificar e evitar a propagação de radicalização, e no Burundi, centenas de mulheres mediadores estão trabalhando incansavelmente para resolver conflitos locais.

De acordo com o Estudo Global sobre Mulheres, Paz e Segurança , os países com níveis mais baixos de desigualdade de género são menos propensos a recorrer ao uso da força; segurança das mulheres é um dos indicadores mais fiáveis ​​da tranquilidade de um Estado; e diferentes padrões de gastos das mulheres contribuem directamente para o resgate social pós-conflito, ela notou.

Ela também apresentou algumas propostas. trabalho de prevenção da ONU deve incluir deliberações mais frequentes por parte do Conselho de Segurança informado pela perspectiva e análises das mulheres no chão. A prática de ouvir a sociedade civil deve ser alargado às consultas sobre situações específicas de cada país, para o trabalho dos órgãos subsidiários do corpo de 15 nações, incluindo o Comité de Contraterrorismo, bem como missões de visita do Conselho, acrescentou.

Os membros do Conselho também devem exigir uma análise de género robusta nos relatórios e em todos os esforços de prevenção de atrocidades, ela continuou, observando que a ONU Mulheres actua como Secretaria para o novo grupo de peritos informal sobre Mulheres, Paz e Segurança, que realizou a sua primeira reunião no mês passado em Mali. Este mecanismo é um passo importante no sentido de garantir informações consistentes e de qualidade flui ao Conselho, acrescentou.

Mulheres na mediação de conflitos

Também informar o Conselho foi Tayé-Brook Zerihoun, Assistente-Secretário-Geral para os Assuntos Políticos, que disse que a promoção da participação efectiva das mulheres na mediação de conflitos e abordar as suas necessidades específicas em esforços de paz tinha sido uma prioridade do Departamento de Assuntos Políticos desde 2010, quando seu trabalho de prevenção de conflitos tinha-se tornado cada vez mais inclusiva.

Desde 2012, todas as equipes de suporte a mediação da ONU tinha incluído as mulheres, e as mulheres fizeram-se metade dos participantes em alto nível de treinamento de habilidades de mediação do Departamento, que incidiu sobre o reforço da paridade de género e o carácter futuro e configuração de pacificação internacional.

Ele disse que o Departamento também continuou a implementar, com a ONU Mulheres, a sua Estratégia Conjunta sobre o Género e Mediação, que ajudou a desenvolver a capacidade de mediação para os enviados e equipes de mediação, fornecendo a especialização de género e formação, enquanto a ONU Mulheres reforçada a capacidade da regional, nacional e mulheres líderes locais e grupos paz, e as oportunidades de acesso suportados para as mulheres nas negociações de paz.

No entanto, o acesso desigual e as oportunidades de participação das mulheres nos processos de tomada de decisão política persistiu em todo o mundo. "Priorizar a prevenção e soluções políticas inclusivas nunca foi mais urgente", enfatizou.
Estratégia de consolidação da paz com foco em género

Macharia Kamau, Presidente da Comissão de Consolidação da Paz, disse que as mulheres continuam a ser um recurso que não foi efectivamente utilizado, citando obstáculos como práticas culturais cínicos que mantiveram atitudes patriarcais; insuficiente vontade política para implementar a resolução do Conselho de Segurança 1325 (2000) sobre mulheres, paz e segurança; abordagens militarizada para a resolução de conflitos que enchiam as iniciativas orgânicos; e a ausência de recuperação económica sensível ao género.

Como tal, a Comissão apresentou a sua primeira estratégia de género, que deverá aprovar antes de julho, ele disse, acrescentando que estabeleceu recomendações sobre o reforço da integração da perspectiva do género em todos os compromissos específicos do país e estratégicos. Daqui para frente, a Comissão gostaria de utilizar a sua influência única para defender conhecimentos técnicos sobre a igualdade de género e construção da paz, bem como o financiamento, ele continuou.

A combinação de compromisso por parte da liderança sénior, conhecimentos especializados e recursos financeiros destinados faria uma diferença real, como tinha sido visto no Burundi, onde UN-Women apoiada uma rede de 534 mulheres mediadores em todos os municípios, disse ele.

Colocando uma ênfase pessoal sobre a questão de género, ele disse que tinha visto a ruína que 100 anos de políticas coloniais e pós-coloniais tinha desabafado sobre as mulheres na cultura e na sociedade de sua terra natal, no Quénia. "As mulheres permanecem firmemente na parte inferior dos degraus do progresso social e capacitação", disse ele, ressaltando que um futuro mais inclusivo exigiria que os países responder com força para a condição das mulheres no meio deles.


Mulheres Executivo das Nações Unidas Director Phumzile Mlambo-Ngcuka abordar reunião do Conselho de Segurança "O papel das mulheres na prevenção e resolução de conflitos em África".



























domingo, 27 de março de 2016

Directrizes Internacionais sobre planeamento hurbano

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) publicou no mês de março a versão em português das suas Directrizes Internacionais para Planeamento Urbano e Territorial.


O documento contém orientações para o desenvolvimento de políticas adequadas e abrangentes, que levem em consideração os vínculos entre o planeamento urbano e territorial e áreas como o desenvolvimento socioeconómico sustentável, o meio ambiente e a governação.
Segundo o ONU-Habitat, planos e projectos urbanos inapropriados levam à distribuição espacial inadequada de pessoas e actividades, contribuindo para a proliferação das favelas, o aumento dos congestionamentos, a segregação e desigualdade social, a degradação ambiental e a limitação do acesso a serviços básicos.

Com as Directrizes, o Programa da ONU oferece um conjunto de referências para a reforma e concepção de políticas urbanas. As recomendações foram elaboradas com base em experiências nacionais e locais, das quais foram extraídos princípios universalmente aplicáveis e adaptáveis a diferentes contextos.

O documento considera que o planeamento urbano e territorial é “uma pré-condição para uma qualidade de vida melhor e processos bem-sucedidos de globalização que respeitem patrimónios e diversidade cultural”.

Para o ONU-Habitat, a concepção de projectos para cidades e territórios não se reduz apenas a ferramentas técnicas. De acordo com a agência da ONU, trata-se de um verdadeiro processo de tomada de decisões, que lida com interesses competitivos e está associado a estratégias de desenvolvimento.




sábado, 26 de março de 2016

Morreu a jovem moçambicana, convidada de Ban Ki-moon

Morreu esta sexta-feira a moçambicana Raquelinha Langa, que se celebrizou por perguntar ao chefe da ONU o que um menina como ela tinha que fazer para um dia ser secretária-geral. Ela perdeu a vida em Maputo, aos 20 anos, vítima de doença prolongada.


O professor Ernesto Ngomane foi o acompanhante de Raquelina nas Nações Unidas quando ela foi convidada especial do secretário-geral, Ban Ki-moon, em 2014.

Crises

Falando à Rádio ONU, o docente disse que ela vinha sofrendo de crises que a impediram de iniciar as aulas em fevereiro.

” Uma vez hospitalizada, ela teve que receber soro porque já vinha muito fraca e estava com problemas de falta de sangue. Durante a noite de quinta-feira recebeu soro. A família, quando a deixou no hospital, recebeu a informação que depois devia receber sangue e foi orientada a regressar na manhã do dia seguinte, sexta-feira santa. Quando a família lá foi a notícia que teve é que ela já tinha perdido a vida.”

Corajosa

Na visita, Raquelina Langa disse à Rádio ONU que estava determinada a esforçar-se para que como mulher liderasse a organização quando chegou a Nova Iorque para celebrar o 12 de agosto, Dia Internacional da Juventude.

“Se eu lutar creio que sim, sim que não fique mesmo no sonho mas sim uma realidade. (Pergunta : Esta viagem de avião hoje só foi para ter uma ideia do que vai ser porque vai passar muito tempo no avião quando for secretária-geral?)…estou (risos). Fui corajosa para enfrentar esta batalha e não seria medrosa para enfrentar as outras que veem por aí.”

Raquelina questionou a Ban Ki-moon durante a visita que fez à sua escola em 2013, onde era activista defensora dos direitos dos jovens.

No reencontro com Raquelina, em Nova Iorque, o secretário-geral disse porque a então adolescente chamou a sua atenção.

Sonhar Grande

Ban disse que pensou ter sido um bom momento para que depois de sete décadas das Nações Unidas, se considerasse que uma mulher para liderar a organização.

O chefe da ONU declarou que quis enviar uma mensagem forte ao mundo de que através da sua resposta, e da pergunta de Raquelina, uma mulher poderia tornar-se uma secretária-geral. Ban apelou às mulheres a “sonhar grande, de forma ambiciosa e ao mesmo tempo prática” sobre como tornar-se numa secretária-geral.

O professor Ernesto Ngomane disse que segundo os arranjos iniciais o funeral da activista será realizado na segunda-feira.

Segundo ele, após a presença a Nova Iorque, Raquelina Langa passou a encarar a luta contra a violência a mulher e a rapariga como uma das suas bandeiras. A sua devoção especial era para temas como a promoção de direitos humanos.

O sonho de Raquelina de vir a ser uma secretária-geral terminou esta sexta-feira, mas vive em milhões de meninas a quem ela tentou alcançar com as suas mensagens no seu país.


Após pergunta de Raquelina, Ban apelou às mulheres a sonhar grande. Foto: ONU/Mark Garten.
 
Após Nova Iorque, Raquelina Langa abracou luta contra a violência a mulher e a rapariga como uma das suas bandeiras. Foto: ONU/Mark Garten.



























sexta-feira, 25 de março de 2016

Crimes contra a humanidade. Fez-se justiça

DOIS CASOS DE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS:


Chamando o julgamento desta quinta-feira (24) de “histórico” para a população da ex-Iugoslávia e para a Justiça penal internacional, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, expressou apoio às vítimas que sofreram sob o comando do ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic, 70, após sua condenação pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia.

“Fugitivos não podem se desviar da resolução colectiva da comunidade internacional de garantir que sejam levados à Justiça de acordo com a lei”, disse Ban por meio de seu porta-voz.

Em comunicado separado, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, elogiou o veredicto, classificando a decisão como “muito significativa”.
“Seu julgamento é simbolicamente poderoso, acima de tudo para as vítimas dos crimes cometidos durante as guerras na Bósnia-Herzegovina e na ex-Iugoslávia, mas também para as vítimas no mundo todo”, disse Zeid Ra’ad Al Hussein em comunicado emitido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Zeid acrescentou que, mesmo havendo a possibilidade de recurso, o veredicto mostra que “não importa o quão poderoso eles sejam, ou quão intocáveis eles imaginem ser, em qual continente morem, os perpetuadores de tais crimes precisam saber que não irão escapar da Justiça”.

Karadzic, que foi presidente da auto-proclamada República Sérvia da Bósnia, foi condenado pelo genocídio na região de Srebrenica em 1995, e também por perseguição, exterminação, assassinato, deportação, actos desumanos, terror, ataques ilegais contra civis e tomada de reféns. O tribunal o absolveu da acusação de genocídio em outras localidades na Bósnia e Herzegovina em 1992.
Zeid tinha uma conexão pessoal com o julgamento, por ter servido à Força de Protecção das Nações Unidas na antiga Iugoslávia entre 1994 e 1996.

Em seu comunicado, Zeid disse que a decisão acabou com a tese de que as acções de Karadzic eram nada mais do que manipulação política, e o coloca como “arquitecto da destruição e de assassinatos em massa”.

Ele acrescentou que o julgamento deve ajudar a evitar que líderes na Europa e em outras regiões busquem explorar sentimentos nacionalistas. “Discursos que incentivam o ódio, a discriminação e a violência são uma força inflamável”, disse. “Nos países da ex-Iugoslávia, vimos o terrível derramamento de sangue que eles podem causar.”




O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a condenação pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) do ex-vice-presidente congolês Jean-Pierre Bemba por crimes contra a humanidade e de guerra, incluindo estupro, assassinato e pilhagem, cometidos por suas milícias em 2002 e 2003 na República Centro-Africana.

“O julgamento do tribunal reafirma que a impunidade não será tolerada e envia um forte sinal de que comandantes serão considerados responsáveis por crimes internacionais cometidos por aqueles sob sua autoridade”, disse o secretário-geral em comunicado publicado na terça-feira (22).
Bemba foi chefe do grupo rebelde congolês Movimento de Libertação do Congo, assim como vice-presidente da República Democrática do Congo durante a transição ocorrida entre 2003 e 2006.

O caso foi o primeiro levado ao TPI que teve como foco a violência sexual como arma de guerra, assim como oficiais militares de comando cujas tropas promoveram atrocidades – mesmo que eles não tenham ordenado directamente os crimes.

Em seu comunicado, Ban disse que o julgamento era “um importante passo para levar justiça às vítimas desses crimes horrendos na República Centro-Africana”.
O chefe de direitos humanos da ONU também se manifestou sobre o caso. “Mesmo reconhecendo que o julgamento concluído hoje possa ser alvo de recurso, ele envia uma importante mensagem para o mundo de que a justiça internacional irá prevalecer, mesmo nos casos em que civis com posições de supervisão ou comando sejam acusados de crimes cometidos em países diferentes dos seus”, disse o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, em comunicado à imprensa.

“Muito ainda precisa ser feito para garantir justiça para os demais crimes terríveis cometidos no país desde 2002, como os abusos e violações em larga escala cometidos nos últimos três anos. No entanto, espero que esse julgamento sirva como um poder dissuasivo contra futuros abusos e violações aos direitos humanos não apenas na República Centro-Africana como em todos os locais em que forem cometidos”, disse Zeid.

“Eu acredito fortemente que veredictos como esse representam um importante passo rumo à erradicação desses crimes sexuais horrendos que deterioraram a vida de tantas mulheres – assim como de homens e meninos – e que até recentemente foram cometidos com quase total impunidade”, declarou.
Mais de 5 mil vítimas tiveram o direito de participar dos procedimentos relativos ao julgamento de Jean-Pierre Bemba.

A violência contra as mulheres é frequentemente usada como estratégia de guerra na região. Foto: ACNUR/F. Noy

Pela primeira vez, Gambia comemora o "Dia Africano de Alimentação Escolar"


No último dia 10 de março, o escritório do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) na Gâmbia e o Ministério de Educação Básica e Secundária comemoraram pela primeira vez o Dia Africano de Alimentação Escolar, data recentemente declarada pela União Africana.


O dia foi marcado por uma feira de alimentos e uma marcha de crianças de escolas que integram o programa de alimentação escolar. Os participantes da feira de alimentos foram seleccionados entre os sectores público e privado, incluindo associações de nutrição escolar, o Ministério da Agricultura, agências da ONU, restaurantes, hotéis e cônjuges de embaixadores.
“Alimentar nossas crianças é fundamental para a construção de uma geração mais forte e com potencial de contribuir efectivamente para o desenvolvimento nacional”, afirmou a primeira-dama da Gâmbia, que foi representada no evento pelo ministro da Justiça.
As refeições foram preparadas com alimentos locais frescos e sucos. Pratos deliciosos e diversos provenientes de várias culturas foram servidos. As crianças participantes, que vinham de áreas pobres, se deliciaram ao provar entradas, pratos principais e sobremesas preparadas e servidas por convidados ilustres.



O tema deste ano destacou a actual mudança no programa de alimentação escolar de Gâmbia: a parceria com agricultores familiares para promover a alimentação escolar vinculada à compra local de alimentos. Esse vínculo com agricultores locais amplia a sustentabilidade do programa e revitaliza economias rurais.
O PMA trabalha com o governo da Gâmbia para prover alimentação escolar a crianças de 6 a 12 anos. O programa atende estudantes nas comunidades mais vulneráveis, onde as taxas de insegurança alimentar, desnutrição e pobreza são altas. A alimentação escolar é essencial para a expansão das oportunidades educacionais e para a prevenção da desnutrição no país da África Ocidental.

Actualmente, mais de 100 mil crianças recebem almoço diariamente nas escolas. O programa de alimentação escolar é amplamente reconhecido como uma das principais redes de protecção social do país e agora integra a política nacional de educação e a política de protecção social.


DIA INTERNACIONAL PARA O DIREITO À VERDADE EM RELAÇÃO ÀS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS E PELA DIGNIDADE DAS VÍTIMAS 24 DE MARÇO DE 2016

MENSAGEM DO SECRETÁRIO GERAL DA ONU


Esta celebração anual presta homenagem à memória de Monsenhor Óscar Arnulfo Romero,  assassinado a 24 de março de 1980. Monsenhor Romero esteve activamente empenhado em denunciar as violações dos direitos humanos dos indivíduos mais vulneráveis ​​em El Salvador.
Em todo o mundo, todas as vítimas têm o direito de saber a verdade sobre as violações que o afetaram a ele ou a ela. Mas a verdade também tem de ser contada para o benefício de todas as pessoas e das comunidades como uma salvaguarda vital contra a recorrência de violações. O direito à verdade está intimamente ligado ao direito à justiça.
Para fazer avançar este esforço, a ONU apoia missões de investigação, comissões de inquérito, exercícios de mapeamento e comissões da verdade, que documentam violações dos direitos humanos e fazem recomendações para garantir a prestação de contas, a reconciliação, e de outras reformas.
Em todo o mundo, da Colômbia à Tunísia, Mali a partir de Sri Lanka, do Nepal ao Sudão do Sul, a ONU tem defendido processos de consulta inclusivos e genuínos com as vítimas e os grupos afectados, especialmente mulheres, meninas e aqueles que são demasiadas vezes excluídos e marginalizados. A sua participação significativa deve ser assegurada em todas as fases relevantes dos processos de justiça de transição, e as suas necessidades específicas devem ser plenamente reconhecidas em quaisquer medidas de reparação.
 
Proteger os testemunhos de vítimas e testemunhas também é essencial para garantir os direitos de saber a verdade e de justiça. Os mecanismos apropriados para a protecção de vítimas e testemunhas, incluindo a sua integridade física e psicológica, privacidade e dignidade, devem ser postos em prática.
Além disso, a preservação de arquivos e outros documentos relacionados com violações dos direitos humanos é crucial para assegurar registo histórico não falseada e preservação da memória.
Neste dia, exorto-Membros a adoptarem medidas para promover a verdade, justiça e reparação para as vítimas, que é tão crucial para garantir que as violações graves dos direitos humanos não se repitam. Vamos todos fazer mais para proteger os direitos humanos e a dignidade humana.
 
 ( in: LGDH)

 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Nigéria comprometida com a paz global e segurança

O Chefe do Estado Maior de Defesa (CDS), o general Gabriel Olonisakin, enfatizou o compromisso da Nigéria para a paz e a segurança mundial, e pediu mais reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) na área de compromissos na qualidade na instituição global.


Olonisakin fez esta declaração em Sede Defesa (DHQ), Abuja, na segunda-feira, quando o conselheiro militar Adjunto, Operações paz da ONU, Maj-Gen. Adrian Foster, pagou-lhe uma visita de cortesia.

Ele observou que a Nigéria tem vindo a manter implantação constante de tropas para os pontos quentes em torno do mundo para manter e impor a paz.

O CDS também apontou que a Nigéria tinha sido activamente envolvida em operações de paz em todo o mundo antes de sua independência e manteve o ritmo, desde então, apesar de seus desafios de segurança interna.

Por exemplo, disse ele, as tropas nigerianas estão actualmente em missões da ONU na Guiné-Bissau, Mali, Dafur, Libéria e muitos outros países em todo o mundo.

"Para este compromisso e lealdade não ligado às missões e obrigações da ONU, Nigéria, merecia mais apoio e reconhecimento do mundo", acrescentou.

Como resultado, Olonisakin solicitou para a Nigéria, qualidade e representações de renome na área de posições e compromissos da ONU.

Os CDS no entanto elogiou o representante da ONU por a confiança depositada nos contingentes nigerianos nas suas áreas de missão que justificaram a sua retenção, especialmente em Dafur e prometeu que a Nigéria continuará a ser um jogador-chave na política e na diplomacia do mundo, bem como na manutenção da paz e segurança .

Ele também aproveitou a ocasião para chamar a atenção do organismo mundial que o desafio da insurgência na Nigéria é uma ameaça regional que merece a colaboração activa das Nações Unidas e apoio para acabar com a ameaça mais rapidamente possível.
 
 
(Chefe do Estado Maior de Defesa (CDS), o general Gabriel Olonisakin)
 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

ONU: Preocupação com as contínuas tensões

Rafael Ramirez, em nome dos membros do Conselho de Segurança pediu à liderança política da Guiné-Bissau diálogo currículo entre as partes, a fim de trabalhar em conjunto.


Rafael Ramirez, como presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse que os membros deste órgão da ONU manifestou preocupação com as contínuas tensões dentro do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde e entre as instituições nacionais da Guiné-Bissau.

Ramirez, em nome dos membros do Conselho de Segurança pediu à liderança política da Guiné-Bissau diálogo currículo entre as partes, a fim de trabalhar em conjunto.

Ele ressaltou a importância da reconciliação nacional, o diálogo inclusivo e boa governação no país Africano acima mencionado.

O Conselho de Segurança expressou o seu desejo de renovar o mandato do Gabinete Integrado de Consolidação da Paz das Nações Unidas na Guiné-Bissau.

O Presidente do Conselho de Segurança recordou a conferência de doadores em Bruxelas, organizada pela União Europeia em Março de 2015 e apelou a todos os parceiros internacionais para apoiar o programa Terra Ranca e cumprir compromissos.



Ainda sobre CS da ONU, as declarações proferidas

Miguel Trovoada, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau disse que a prolongada crise política naquele país poderá ficar pior ", na ausência de um diálogo franco e sincero, envolvendo todas as partes envolvidas. ''


Trovoada fez esta declaração enquanto informava o Conselho de Segurança sobre a situação na Guiné-Bissau na passada quarta-feira em Nova York.

Ele disse que "quanto mais as instituições e os principais actores políticos permanecem divididos, mais a actual situação política vai se tornar complexa, atrasando a implementação de reformas críticas. ''

Ele acrescentou que todas as partes interessadas e, em particular o Presidente, o Presidente da Assembleia Nacional, o primeiro-ministro e os partidos políticos, devem colocar o interesse nacional em primeiro lugar e manter um diálogo franco e sincero, e estritamente respeitarem a Constituição e as leis.

Se não o fizerem, ele advertiu, irá perpetuar-se o ciclo de instabilidade política que havia atingido a Guiné-Bissau por muito tempo e minar as perspectivas de seus cidadãos.

Ele também expressou preocupação sobre o crescimento do crime organizado, citando recentes arrombamentos nas residências de um membro do Governo e de um funcionário internacional das Nações Unidas.

Também António de Patriota, informou o Conselho, que segundo a Configuração da Comissão de Consolidação da Paz, disse que era tranquilizador que a discórdia política não se traduziu em violência.

Ele, no entanto, disse que era desanimador ver a instabilidade forçar parceiros internacionais a atrasar o pagamento de recursos financeiros prometidos na Conferência de Doadores de Bruxelas 'em Março de 2015.

Ele disse que era da maior importância que o Conselho de Segurança apoiar a continuação da Comunidade Económica dos Estados Oeste Africano (ECOWAS) Missão de Segurança na Guiné-Bissau (ECOMIB), cujo mandato terminaria em junho.

"A vontade política, diálogo construtivo e consensual, juntamente com liderança corajosa, como sabemos os Guineenses são capazes, são necessários mais do que nunca, e deve tornar-se uma força poderosa para compensar as acções de spoilers", frisou.
 
 
(foto: net)
 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Bissau quer encontro com parceiros internacionais em março em Nova Iorque

A Guiné-Bissau manifestou hoje, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a intenção de organizar em Nova Iorque uma reunião com os seus parceiros internacionais no mês de março.


"O compromisso dos nossos parceiros regionais e sub-regionais, dos nossos amigos e da comunidade internacional tem sido muito útil na construção de paz. É por isso que, em articulação com a CEDEAO e a CPLP, o Governo deseja que a próximo reunião do grupo aconteça em Nova Iorque no final de março", disse Maria-Antonieta Pinto Lopes D`Alva, encarregada de Negócios da missão do país junto das Nações Unidas.

Lopes D`Alva falava durante um encontro do Conselho de Segurança em que o Representante Especial para a Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, apresentou o último relatório da ONU sobre o país.

A diplomata disse que o país "atravessa sérias crises políticas que comprometem o normal funcionamento das instituições do Estado e colocam em risco os ganhos conseguidos depois das eleições gerais de 2014 e os sinais encorajadores do encontro internacional de doadores".

"Como se pode ver, a instabilidade na Guiné-Bissau não termina com eleições, e a situação agora enfrentada é exemplo disso. Por isso, continuamos a pedir à comunidade internacional que se mantenha empenhada em consolidar as nossas estruturas e a trabalhar com as autoridades nacionais num papel de guia e parte de um dialogo franco e aberto que previna outras crises que ameaçam a paz e estabilidade", defendeu Lopes D`Alva.

 
 
 

Apelos na ONU para reforçar financiamento de missão de paz na G-Bissau

O embaixador do Brasil junto das Nações Unidas, que preside ao Grupo de Contacto para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz na ONU, pediu aos membros do Conselho de Segurança que financiem a missão de paz da África Ocidental no país.


O embaixador do Brasil junto das Nações Unidas, António Patriota, que preside ao Grupo de Contacto para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz na ONU, pediu hoje aos membros do Conselho de Segurança que financiem a missão de paz da África Ocidental no país.

"Acreditamos que é de extrema importância que o Conselho de Segurança apoie a continuidade da missão da CEDEAO além do fim do seu mandato, em junho. Peço aos membros deste conselho e outros países que garantam suficiente apoio político e financeiro para a extensão do ECOMIB", disse Patriota, num encontro do Conselho de Segurança.

A ECOMIB é a força de manutenção de paz da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na Guiné-Bissau, que tem tido problemas de financiamento.

Na sua comunicação, Patriota falou ainda da situação política no país.

"O falhanço da classe política em alcançar um consenso em determinados assuntos que colocariam a Guiné-Bissau no caminho da estabilidade gerou um indesejado e longo período de incerteza", disse o diplomata.

O brasileiro disse ainda que a situação "é igualmente decepcionante e lamentável porque as condições de estabilidade no país forçaram os parceiros internacionais a adiar consideráveis ajudas financeiras que ficaram prometidas na conferência de parceiros", que aconteceu em março do ano passado, em Bruxelas.

"É desanimador ver que o entusiasmo conseguido no ano passado está a perder vapor", acrescentou.

Patriota sublinhou, no entanto, que a instabilidade política ainda "não se traduziu em violência nas ruas" e que "as forças armadas têm respeitado e mantido a ordem constitucional".

O diplomata defendeu ainda que "as dificuldades de governação não devem impedir o país de avançar com oportunidades cruciais de desenvolvimento" e que, para acelerar esse processo, o Grupo de Contacto Internacional para a Guiné-Bissau deve reunir-se em breve.

Patriota falou depois de o Representante Especial para a Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, ter informado publicamente os membros do conselho sobre a situação no país.

Na sua comunicação, Trovoada apresentou as conclusões do último relatório da ONU sobre a Guiné-Bissau.

No documento, o secretário-geral mostra-se preocupado com a situação no país, pede a renovação do mandato da missão da ONU, Uniogbis, que termina este mês, e aborda o tema do financiamento da missão da CEDEAO.

"Quero também reconhecer o importante papel do ECOMIB e pedir aos estados membros que considerem prestar à CEDEAO a assistência financeira que lhe permita continuar a desenvolver a sua missão", escreve o secretário-geral.

Após estas conclusões terem sido apresentadas, os membros do Conselho de Segurança prosseguiram para um encontro à porta fechada.

O Conselho de Segurança deve votar a extensão do mandato da Uniogbis a 26 de fevereiro.

ONU quer pacto de estabilidade para fim da instabilidade na G-Bissau

Tensão no país foi destacada em sessão do Conselho de Segurança; secretário-geral alertou que crise pode criar maiores prejuízos; Ban Ki-moon revela que muito trabalho ainda precisa ser feito para apoiar os esforços nacionais.


O relatório do secretário-geral das Nações Unidas considera preocupante a crise política no principal partido político da Guiné-Bissau, o PAIGC, e na liderança que impede o avanço da sua agenda de reformas por mais de seis meses.

O representante de Ban Ki-moon no país, Miguel Trovoada, disse ao Conselho de Segurança que a crise tem potencial de criar maiores prejuízos nas já frágeis instituições de Estado e em todo o processo de manutenção da paz.

Pacto de Estabilidade
O enviado defende que se essas instituições da República e o principal partido adoptassem um pacto de estabilidade, esse poderia ser um ponto de partida para criar condições para o fim da instabilidade no país.
O apelo aos  representantes guineenses que incluem o presidente, o primeiro-ministro e o presidente do Parlamento e líderes partidários é que estes cumpram o compromisso de levar a estabilidade política no interesse nacional.

Democracia
Na sessão, a representante da Guiné-Bissau  Maria Antonieta D’Alva declarou que apesar de a crise se revelar de certa forma complicada e custosa para o povo, esta aproxima o país da democracia estável que se procura.
A diplomata destacou que deve ser evidenciado o facto de as partes envolvidas estarem a optar pela busca de soluções legais através de tribunais nacionais.
No informe, Ban elogia a força da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, e pede aos países-membros para prestarem assistência para sustentar a sua missão. O mandado da ECOMIB termina em junho.
As Forças Armadas da Guiné-Bissau foram enaltecidas por se manterem nas casernas e não terem interferido em questões políticas nacionais.

Falta de Progressos
O informe destaca ainda preocupação da ONU com a fragilidade do sistema de justiça criminal e a falta de progressos na investigação de abusos de direitos humanos. Ban menciona também a falta de mecanismos de prestação de contas.
O mandato do Escritório Integrado das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, expira a 28 de fevereiro.
O relatório destaca que “muito trabalho ainda precisa ser feito para apoiar os esforços no sentido de encontrar uma solução sustentável para a crise politica” e recomenda que a missão seja estendida até 2017.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ban Ki-moon alerta que as drogas impedem o desenvolvimento sustentável

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as drogas ilícitas promovem a violência, impedem o desenvolvimento sustentável, colocam comunidades em perigo e prejudicam a saúde da população.

Ban fez a declaração em uma reunião na sede da ONU, esta quarta-feira, que serviu como preparativo para a sessão especial da Assembleia Geral sobre o problema mundial da droga, marcada para abril.


Desafio
Ele pediu à comunidade global que faça o possível para combater esse problema.
O chefe da ONU disse que "esse desafio mundial está inter-conectado com corrupção, terrorismo e fluxo ilegal de dinheiro".
Ban declarou que "aqueles envolvidos com drogas ilegais também devem estar envolvidos com tráfico humano, sequestros, contrabando de armas, assassinatos e vários outros tipos de crimes".
O secretário-geral disse ainda que o problema das drogas é também de saúde, ligado à overdose, aos estragos causados pelo vício, propagação do HIV e da hepatite.

Oportunidade
A sessão especial da Assembleia Geral 2016 fornece uma oportunidade para a comunidade internacional entrar num amplo debate sobre as políticas de drogas, em todos os seus aspectos.
Para Ban, essas discussões podem ajudar a desenvolver objectivos, tendo como base os direitos humanos e preocupações com a saúde e o bem-estar da população.
Tudo isso, vai apoiar a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Ban declarou que nenhum país pode enfrentar esse problema sozinho. Segundo ele, "a responsabilidade compartilhada pode garantir a criação de medidas equilibradas e abrangentes sobre as drogas com foco nos direitos humanos e saúde pública, incluindo prevenção e tratamento.
A sessão especial da Assembleia Geral sobre o problema global das drogas vai acontecer entre 19 e 21 de abril. A última vez em que o órgão realizou uma sessão especial para debater o assunto foi em 1998.



Agenda: Secretário Executivo da CPLP e MNE de Timor-Leste em Bissau

O Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), embaixador Murade Murargy, e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República Democrática de Timor-Leste, enquanto Presidente do Conselho de Ministros da CPLP, Hernâni Coelho, vão visitar a República da Guiné-Bissau, de 10 a 12 de fevereiro de 2016.


Estão previstos, entre outros, encontros no dia 10 de fevereiro com o Representante Especial do Secretário- Geral das Nações Unidas, Encontro com o grupo dos Cinco Parceiros Internacionais da Guiné-Bissau, com o grupo de embaixadores dos Estados-membros da CPLP acreditados em Bissau e com o ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades.

No dia 11 de fevereiro, prevêem-se audiências com o Procurador- Geral da República da Guiné-Bissau, com o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, com o Primeiro-ministro e Chefe do Governo, com Presidente da Assembleia Nacional Popular, para além de encontros com os representantes dos partidos políticos com assento Parlamentar.

No dia 12 de fevereiro, o Presidente do Conselho de Ministros e o Secretário Executivo da CPLP têm em agenda uma visita de cortesia ao Presidente da República da Guiné-Bissau.

A decisão de enviar uma missão de acompanhamento à Guiné-Bissau, integrando o Presidente do Conselho de Ministros e o Secretário Executivo, foi tomada na XX Reunião do Conselho de Ministros da CPLP, realizado em julho de 2015, em Díli.

A CPLP tem acompanhado a situação política neste Estado-membro através do Representante Especial em Bissau, António Alves Lopes, e no quadro dos Cinco Parceiros Internacionais da Guiné-Bissau - CEDEAO, CPLP, ONU, União Africana, e União Europeia. Recordemo-nos que, no comunicado de 19 de janeiro de 2015, os Cinco Parceiros Internacionais da Guiné-Bissau reiteram “a sua disponibilidade para trabalhar em conjunto com os actores políticos guineenses por forma a encontrar uma solução duradoura para os problemas que, de maneira persistente, têm afectado o normal funcionamento das instituições legítimas do Estado”.
 
 
 
 

DIA DA RÁDIO: Unesco diz que rádio "é a salvação em momentos de emergência e desastre"

Agência da ONU fez a declaração para marcar o Dia Mundial do Rádio, celebrado neste sábado, 13 de fevereiro; o aparelho tem demonstrado seu poder em situações logo após desastres e também em acções de preparação e recuperação.


A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirmou que o rádio "é salvação em momentos de emergência e desastre".

A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial do Rádio, que será comemorado este sábado, 13 de fevereiro. A data marca também o aniversário de 70 anos da criação da Rádio ONU.

Tema
O tema deste ano é "O rádio em situações de emergência e desastres". Segundo a agência da ONU, o mundo está sofrendo com um número crescente de conflitos, guerras, enchentes, erupções vulcânicas, terremotos, incidentes nucleares, como também epidemias.
A especialista em comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Mariana Palavra, disse como a Rádio ONU ajudou nas operações durante o terremoto no Haiti, em 2010.
"As televisões não existiram por cerca de um mês. Os jornais, mesmo que existissem, as pessoas não sabiam ler. A rádio foi aquela informação imediata para coisas tão úteis como saber o que fazer em caso de réplicas (do terremoto); informações sobre onde encontrar água e comida; onde é que deviam depositar os corpos encontrados nas ruas, e como se recordam foram mais de 200 mil mortos, o que criou também questões de saúde pública. E, portanto, naqueles primeiro dias, o essencial eram informações muito curtas através da rádio. Informações de sobrevivência e também úteis para prevenir doenças."
A Unesco afirmou que o rádio tem demonstrado seu poder em situações imediatas pós-desastres, mas também nas operações de preparação e recuperação.

Tsunami, Ebola, Zika
A agência afirmou que o rádio transmitiu alertas sobre os tsunamis no Japão e no Chile, enviou mensagens sobre como evitar o contágio de ebola na África e também está fazendo isso actualmente com o surto do zika vírus no Brasil.
Para a Unesco, o rádio é um meio acessível, disponível em todas as partes e que oferece reportagem e cobertura em tempo real dos acontecimentos com a participação dos ouvintes.
Além disso, o rádio tem um papel crucial na prevenção e na mitigação de desastres e nos custos humanos.
A directora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que "em meio a ruínas e em face a emergências, o rádio é geralmente o meio principal para sobrevivência".
A agência da ONU afirmou que o Dia Mundial do Rádio 2016 tenta chamar a atenção das pessoas sobre o papel único que esse meio de informação tem em emergências e desastres.


Portuguesa conta como a rádio fez diferença e foi salva-vidas

Mariana Palavra tem muito a dizer sobre o rádio em situações de emergência e desastres. É o lema do Dia Mundial da Rádio, a ser assinalado a 13 de fevereiro.

Há seis anos ocorreu o terramoto que teve mais de 200 mil mortos no Haiti. A sua voz esteve entre as primeiras que deram informações sobre a crise nos microfones. A Rádio das Nações Unidas era uma das duas que funcionavam.


No Nepal, a entrevistada esteve na linha da frente na distribuição de aparelhos de rádio para as vítimas do tremor que matou mais de 8,6 mil pessoas e deslocou centenas de milhares em abril passado.

Falando de Naypyidaw, no Mianmar, a especialista de Comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, partilha a sua experiência com profissionais de rádio sobre o que falar em várias fases de uma emergência.
 
 
(Mariana Palavra)
 
Para marcar o Dia Mundial do Rádio, assinalado a 13 de fevereiro, a portuguesa Mariana Palavra falou da sua actuação durante grandes calamidades.  A especialista de comunicação está em Naypyidaw, no Mianmar.
Em janeiro, o Haiti marcou seis anos após o terramoto que matou 200 mil pessoas e destruiu infraestruturas. A profissional de comunicação revelou momentos do seu trabalho como jornalista na Rádio Minustah FM.

Único Meio
“No Haiti, eu trabalhava na Rádio das Nações Unidas. Quando o terramoto aconteceu, só duas rádios conseguiram segurar os transmissores e uma era a nossa. Ali, o papel foi determinante: era o único meio de comunicação que toda a gente conseguia apanhar e ouvir.”
O veículo foi também o mais usado para transmitir mensagens contra a epidemia de cólera, que surgiu no país no mesmo ano.
Em 2015, Mariana Palavra  esteve no Nepal quando ocorreu um tremor considerado um dos piores em 80 anos. Em abril, passa um ano após o evento que foi marcado pela morte de mais de 8,3 mil pessoas.

Diferença
No meio dos escombros, o apoio internacional renovava as esperanças das vítimas. Os donativos incluíam um aparelho receptor que funcionava com energia solar que se esperava que fosse fazer a diferença em áreas afectadas.
“Eram zonas remotas, de difícil acesso. Não havia electricidade por várias semanas. Esses pequeninos rádios que eu lembro perfeitamente quando chegaram ao Unicef prontos, para depois irem para os camiões e para as montanhas, tinham essa particularmente de não dependerem da luz e foram essenciais porque transmitiam programas de entretenimento para as crianças. Basicamente, era para dar algum apoio psicológico e o que fazer com as crianças quando estas davam algum sinal de depressão ou de trama, ou que fazer em caso de réplicas e onde ir buscar comida, abrigo e cobertores.”
Palavra usa o seu historial de trabalho no meio de crises para apoiar profissionais de rádio no Mianmar. Um dos temas de que mais fala são as mensagens que devem passar em momentos de emergência.

Cheias e Deslizamentos
A segunda metade de 2016 foi marcada por chuvas fortes, inundações e deslizamentos de terra que causaram mais de 100 mortos no país. Palavra falou de como foi importante a informação transmitida através da rádio.
“A rádio, sim chegou às aldeias onde não há internet. E foi através dela que o Unicef, com os outros parceiros, enviou mensagens de como sobretudo evitar doenças que podem ser prevenidas e saber o que fazer em caso de cheias: para onde ir, para onde fugir e onde estão os centros de acolhimento.”

Jornalistas
O papel da rádio em situações de emergência e catástrofes humanitárias é destacado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, nas celebrações do Dia Mundial do Rádio.
Em mensagem, a agência realça a contribuição das emissoras comunitárias e dos jornalistas para o actual poder do meio de comunicação.
O pedido às autoridades e outros intervenientes é que reforcem vínculos através da resposta de emergência para que vitimas, trabalhadores humanitários, jornalistas sejam vozes de esperança.
 
 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Crime e terrorismo na mira de ações do Unodc na África Ocidental

O Escritório das ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, pretende reforçar as capacidades para prevenir o extremismo violento e abordar ameaças dos grupos terroristas nos próximos anos através do seu Programa Sahel.

A iniciativa prevê proteger crianças vítimas do terrorismo e implementar políticas de não-radicalização em prisões. Em 2015, a agência atingiu 5,7 mil beneficiários com suas iniciativas na África Ocidental e Central.


Respostas
Perante um ambiente considerado propicio ao tráfico ilícito, crime organizado, corrupção e branqueamento de capitais, o programa visa encontrar respostas a estes desafios.
A ideia é “reduzir a insegurança, a injustiça e a impunidade promovendo o desenvolvimento sustentável” na região.
Em nota, a agência destaca resultados gerados em 186 actividades implementadas na região no ano passado, no âmbito da estratégia contra o crime e terrorismo no Sahel.

Cooperação
As intervenções do Escritório da ONU iniciaram em 2014 com foco na prevenção do terrorismo, no combate à corrupção e na gestão das fronteiras. O projecto actuou também para melhorar sistemas judiciais dos países da região e das entidades ligadas à ordem pública.
Em novembro, chefes de Estado do Sahel adoptaram uma plataforma de cooperação de segurança graças a perícia legal do Unodc.
A iniciativa ajudou o Chade a criar uma célula de Coordenação Antiterrorista que reúne polícias e magistrados judiciais.

Resultados
O Unodc facilitou ainda a troca de informações entre as autoridades da Burquina Fasso, do Mali, Níger e Senegal, através da sua Plataforma de Cooperação Judicial. Houve 14 casos de extradição e 86 solicitações de apoio entre os países do Sahel.
Os resultados do projecto destacam a primeira condenação de um caso de branqueamento de capitais no Níger. A em maio passado.
Situações idênticas tiveram lugar em Burquina Faso onde duas leis anti-corrupção foram adoptadas. De abril a novembro, 41 casos ligados ao tráfico de drogas foram iniciados em Mali graças à acção conjunta do Departamento de Manutenção de Paz da ONU e o Unodc.