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Joseph Pulitzer

sábado, 28 de setembro de 2013

Rui Machete, pede eleições na Guiné-Bissau

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, alerta para a "continuada subversão da ordem constitucional" na Guiné-Bissau, instando à realização em breve de eleições, no discurso que fez na Assembleia-Geral da ONU.



O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou que Portugal prossegue esforços, juntamente com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para que se realizem, o mais rapidamente possível, eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau e manifestou "apreensão com as notícias sobre o prolongamento do período de transição".
Rui Machete frisou ainda a necessidade de essas eleições serem livres.
No discurso que proferiu na 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, o ministro português defendeu também a necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança da ONU. "Uma reforma que abranja os seus métodos mas, sobretudo, a sua composição", sustentou.
Segundo o MNE, "não se percebe como é que o Brasil e a Índia não têm representação no Conselho de Segurança".
Por último, Machete falou sobre o objectivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) de que o português, "a língua de origem europeia mais falada no mundo, com 250 milhões de falantes, seja língua oficial das Nações Unidas".


BANCADA DI VOZ DI POVO





Se PRT dizer nas Nações Unidas que não é GOLPISTA e está pedir Soladiriedade e apoios de Comunidade internacional para realizações das eleições na G.B. porquê não aceitou os resultados eleitorais como ele era candidato a corrida eleitoral na 1ª volta das eleições dentro do seu próprio Partido PAIGC? Já é tempo de pensar e refletir nos males contra POVO de Guiné pelos os 5 candidatos que combinaram com os militares para Organizar Golpe de Estado na véspera de Campanha de 2ª volta sem Sucessos, povo está e continua no sofrimento com falta de TUDO. LUZ, AGUA, DiNHEIRO para compra de MEDICAMENTOS, EDUCAÇÃO Alimentação e outros.



Na altura de Golpe de Estado 12 de Abril passado não tinham pensado nos Apoios já oferecidos pela COM. Internacional e nos CUSTOS das Eleições? que são dinheiro dos Impostos dos outros povos que compõe a N.Unidas e outros Parceiros Internacionais como U.A. CPLP, CEDEAO,  Com. Europeia, PNUD e outros parceiros. Agora como fazer para sairmos disto? Povo de Guine Coitanda sem nada, ainda por cima PRT continua criar Guerra contra CPLP e União Europeia nas N.Unidas com um discurso que não ajuda em nada sem coordenação possível com o actual Ministro de Negócios Estrangeiros de G.B. tais a ver? Coitado POVO que não sabe como fazer para ultrapassar esta complicação politica actual de Guine com a Transição sem FIM em PAZ e Sussêgo que todo o povo Quer.



Na Guiné Bissau existem muitas pessoas que só gostam de estar BEM ou Muito BEM na DESORGANIZAÇÃO como Guiné está, têm medo de Governo Eleito pelo POVO, preferem GOLPES DE ESTADO, ou Quedas constantes dos GOVERNOS porque assim não Têm nenhuma responsabilidades com o POVO, Porque não são eleitos pelo POVO aí corrupção, brancadeiras com dinheiro de Povo fala mais alto. DIZEM VAMOS APROVEITAR PARA ENRIQUECER MAIS RÁPIDO, POSIVÉL ESQUECENDO QUE CASA PARA TODOS DE VERDADE É SÓ NO CIMETÉRIOS PUBLICO, LÁ NÃO ESCOLHEM RICOS NEM POBRES. ESTAMOS JUNTOS EM PAZ DE DEUS.


Cabo Verde acolhe congresso da diáspora guineense

O 1º Congresso Internacional da Diáspora Guineense reflecte, desde esta sexta-feira na cidade da Praia durante três dias, sobre a realidade da Guiné-Bissau e apresentará propostas visando apoiar estratégias de desenvolvimento socioeconómico daquele país, soube a PANA na cidade da Praia de fonte segura.

O encontro, que decorre sob o lema «Unidos pela Guiné-Bissau – Um Contributo da Diáspora”, conta com a participação de conferencistas, cientistas, técnicos, especialistas, líderes associativos bissau-guineenses residentes em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, no Senegal, nos Estados Unidos, em Portugal e em França.

No total, são esperados mais de 100 delegados, além de participantes vindos de outras ilhas do arquipélago, representantes de Organizações não Governamentais e da sociedade civil guineense, deputados cabo-verdianos e outras individualidades.

De acordo com o presidente da comissão organizadora, Idrissa Djoló, o evento visa compor um quadro de propostas e de soluções com vista a superar os principais entraves do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“A disporá guineense é muito diversificada, por isso decidimos organizar este evento para juntos reflectirmos sobre uma forma de contribuir no processo de desenvolvimento do nosso país”, explicou.

A intenção dos organizadores do congresso “é criar uma ponte entre a Guiné-Bissau e a Diáspora, permitindo a troca de experiências e a recolha competências para a melhoria de determinados sectores de desenvolvimento” do país.

A agenda do encontro inclui a discussão de temas relacionados com reformas no sector da educação; a modernização das forças de defesa e segurança; o crescimento económico e desenvolvimento humano; a reforma e a modernização do Estado; a descentralização e o poder local; a agricultura e o  desenvolvimento.

Com esta iniciativa, os participantes pretendem criar condições para “melhorar o comportamento da Diáspora guineense face ao desenvolvimento do país, através de uma participação activa de todos na formulação de soluções técnicas, económicas e humanas para a realização do Congresso Nacional para a Paz e Reconciliação na Guiné-Bissau, bem como um compromisso formal da Diáspora em contribuir no processo de construção de um Estado democrático moderno, seguro, credível, competitivo e sustentável”.

No final do evento, será produzido um relatório contendo as diferentes conclusões e recomendações para ser disponibilizado às autoridades da Guiné-Bissau e internacionais.

(in:pana)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Militares tornaram-se invisíveis

TODA A EXCESSIVA MOVIMENTAÇÃO MILITAR EM BISSAU, FOI DURANTE AS HORAS DA MANHÃ.
A PARTIR DA TARDE E ATÉ ESTE MOMENTO 20:30, QUASE SE TORNARAM INVISÍVEIS NA ÁREA DE BISSAU .


Bissau espera ajuda do Brasil para eleições de novembro

Declaração foi feita em entrevista à Rádio ONU pelo presidente de transição do país africano de língua portuguesa, Manuel Serifo Nhamadjo; líder guineense teme que posição coletiva da Cplp impeça auxílio brasileiro.

 O presidente de transição da Guiné-Bissau afirmou à Rádio ONU que seu país está contando com a ajuda do Brasil para a realização das eleições gerais, marcadas inicialmente para 24 de novembro.
Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, pouco antes de discursar na Assembleia Geral, o presidente Manuel Serifo Nhamadjo elogiou o apoio que o Brasil tem dado a seu país, há vários anos, mas disse que receia mudanças por causa da situação política gerada com o golpe de 12 de abril na Guiné.

Participação
Ao ser perguntado se a tecnologia do sistema de urnas electrónicas no Brasil poderia ajudar à Guiné, o presidente respondeu:
"Sim, o Brasil poderia ajudar bastante. Só que o presidente Ramos Horta esteve lá, eu não sei o que é que se evoluiu e acredito que também que dentro desta comunidade Cplp, da posição que tem em relação aos acontecimentos de 12 (de abril) poderá contribuir para esse recuo na participação do Brasil. Não sei, não sei…"
Há vários anos, o Brasil lidera a estratégia de paz para a Guiné-Bissau na Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas. O país também realiza acções de apoio ao desenvolvimento no contexto da Cooperação Sul-Sul.

Relações
O presidente da Guiné-Bissau lembrou ainda das relações de seu país com outras nações lusófonas dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
"E nisso reconhece que o Brasil foi sempre um país que ficou em dar apoio e certamente continuará, assim como os outros. Aliás, Cabo Verde é um país de relações históricas muito sólidas, não são esses pequenos incidentes que vão criar problemas ou que vão pôr em causa essa nossa relação histórica e com São Tomé, a mesma coisa. E falando de São Tomé, fala-se de Angola, de Moçambique, são todos países irmãos e nós temos uma cumplicidade histórica, que é impensável dizer que teremos problemas de maior. Há um incidente, que deve ser analisado e situá-lo no seu momento, no seu contexto, para que depois das eleições, o país se reencontre, todos esses países irmãos, para o desenvolvimento que todos desejamos."

Ordem Constitucional
Ao retornar à tribuna da Assembleia Geral, após dois anos sem discursar na casa, o presidente da Guiné-Bissau pediu o apoio de todos os países da ONU para restaurar a ordem constitucional na Guiné.
"Aguarda simplesmente o apoio internacional para que possamos iniciar o recenseamento sem o qual as eleições não poderão ter lugar. Portanto é importante, é imperativo que a comunidade internacional nos apoie na realização, no recenseamento fiável para que as eleições possam ocorrer num ambiente de tranquilidade."
O Escritório das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, que é liderado pelo ex-presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, está trabalhando junto com autoridades guineenses no apoio da realização das eleições.
Segundo Ramos Horta, vários doadores internacionais estão à espera de um protocolo claro sobre a realização do pleito para que possam fazer suas promessas de doação financeira.

in: radio onu)

 

Visita do Primeiro-ministro de Timor-Leste

O Primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, inicia, a 6 de Outubro, uma vista de trabalho de quatro dias à Guiné-Bissau, segundo revelou à PNN uma fonte das autoridades de transição.
A deslocação de Chefe do Governo timorense ao país visa reforçar relações de amizade entre os dois Estados, bem como recolher o possível apoio de Timor-Leste à Guiné-Bissau.

Além de encontros com as autoridades do regime em vigor na Guiné-Bissau, Xanana Gusmão manterá encontros com o Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta.

De referir que recentemente o Governo de Timor-Leste decidiu abrir uma linha de crédito à Guiné-Bissau, um país que se vê confrontado com inúmeras dificuldades, desde a falta de pagamento de salários, aos problemas de realização das eleições Gerais, ainda agendadas para 24 de Novembro.

(in:pnn)


Militares envolvidos em homicídio de cidadão chinês

Alguns elementos da Guarda Nacional estarão envolvidos no assassinato de um cidadão de nacionalidade chinesa na Guiné-Bissau, que decorreu a 24 de Setembro.

 

O crime aconteceu na povoação de Galomaro, região de Bafatá, Leste do país quando, durante um assalto na propriedade do cidadão chinês, os suspeitos acabaram por se apoderar de um cofre pertencente a uma empresa de corte de madeiras.

De acordo com uma fonte da PNN, no grupo dos presumíveis autores do crime figuram elementos das Forças Armadas, concretamente do Regimento de Pára-Comandos, que estiveram recentemente envolvidos numa acção de tiroteio com a Policia de Ordem Pública (POP), no Bairro Militar em Bissau, tendo provocado ferimentos graves num dos agentes da Polícia Nacional.

Contactada pela PNN, uma fonte do Comando-geral da Guarda Nacional disse que não é oportuno falar do assunto mas indicou que alguns destes elementos já se encontram detidos junto das instalações do organismo.

O assunto já e do conhecimento do Embaixador da China na Guiné-Bissau, que esteve com o Comissário Nacional da POP, onde lhe foi garantido que os autores do homicídio já se encontram detidos.

De referir que, aquando da situação de troca de tiros no Bairro Militar, os oficiais envolvidos na operação foram detidos pelo Estado-Maior, acabando agora por participar em mais uma acçao criminal.

Os restos mortais do cidadão chinês encontram-se na morgue no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.

(in:pnn)
 

No Facebook


Discurso do PRT Serifo Nhamadjo na 68ª Assembleia da ONU

O DISCURSO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE TRANSIÇÃO NA GUINÉ-BISSAU, FOI MANIPULADO.... O MUNDO QUERIA OUVIR O PRT A FALAR SOBRE AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES, A SEGURANÇA DOS CIDADÃOS GUINEENSES E ESTRANGEIROS, SOBRE A EDUCAÇÃO, SAÚDE, ENERGIA ETÇ, E A RAZÃO DO GOLPE DE ESTADO DE ABRIL 2012! MAS O PRT, LIMITOU-SE A CARACTERIZAR A GUINÉ-BISSAU... ATÉ PARECE UMA NOVIDADE PARA OS PAÍSES MEMBROS DA ONU... pf SENHOR PRT, QUEREMOS SABER QUAIS SÃO OS PLANOS PARA O FUTURO DA G-BISSAU E A NOVA DATA DAS ELEIÇÕES... AINDA POR CIMA O SENHOR DEFENDE QUE A GUINÉ É UMA DEMOCRACIA!


Para além de estar deminuido nas suas capacidades físicas por motivo de doença grave, forçosamente está nas mão de alguém. Vejamos,,, um presidente e(ou uma pessoa convicta nunca falaria assim perante o mundo, nem o maior demagogo politico. Ou em última análise o homem não tem consciência do que discursou.

"" "A pessoa que vos fala neste preciso momento subiu a esta tribuna para pedir a vossa paciência, solicitar a vossa compreensão. Sou presidente da República de Transição da Guiné-Bissau e esta designação transmite algo que é particular e excepcional. Um golpe militar tinha deposto um presidente da República interino e um primeiro-ministro auto-suspenso e lançado numa campanha eleitoral inconclusa para a presidência da República. Perante uma tal situação, perguntamos: 'então, o que fazer?" ""
  
(foto ONU)
  











Conferência sobre Defesa, Segurança e Justiça

UNIOGBIS organiza conferência sobre Defesa, Segurança e Justiça

O Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) organiza, esta sexta-feira, 27 de Setembro, uma conferência nacional sobre os setores da Defesa, Segurança e Justiça.





Sob o lema «Papel da juventude no processo de modernização das Forças Armadas e instituições de segurança» a conferência nacional do UNIOGBIS pretende sensibilizar os jovens e organizações juvenis sobre a importância do seu envolvimento nos assuntos da defesa nacional, criar consciência sobre as oportunidades de serviços de pré e pós-militar para a juventude e discutir os possíveis canais de contribuição da juventude para a defesa nacional e as questões de segurança, bem como abrir caminho para a construção de forças armadas modernas e republicanas.

A implementação da reforma nos sectores de Defesa, Segurança e Justiça é apoiada pela ONU, através do UNIOGBIS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com as autoridades guineenses e outros actores nacionais e internacionais.

(in:pnn)

 

Twitter

Nova frente de luta no Twitter




MOBILIZA-TE !!  

É fácil e rápido como se exige. O mundo precisa de saber o que se passa no interior da Guiné-Bissau, antes que seja tarde.

Fórum sobre eleições e Direitos Humanos

 Organizações da Sociedade Civil em fórum sobre eleições e Direitos Humanos

 O evento que junta dezenas de membros da Sociedade Civil decorre sob o lema «Eleições e Direitos e alicerces para a Estabilidade, Democracia e Desenvolvimento» e visa o próximo escrutínio eleitoral, o qual vai marcar o fim do período de transição na Guiné-Bissau. 

Dos objectivos deste fórum constam o encontro de uma oportunidade para discutir e lançar bases com vista a promoção de um espaço de análise e discussão sobre os mecanismos nacionais e internacionais de protecção dos direitos humanos, e a consequente criação, para breve, da Rede Nacional dos Defensores dos Direitos Humanos.

«As Organizações da Sociedade Civil não pretendem com este fórum assumir qualquer protagonismo excessivo no processo eleitoral, mas sim contribuir para que o próximo escrutínio se transforme num ´festival da democracia´ e reforce ainda mais a cultura de respeito pelos direitos humanos, tolerância política e pelas diversidades de opiniões, de convicções politicas e filosóficas», referiu o vice-Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário, no seu discurso da cerimónia de abertura do Fórum.

Este activista dos direitos humanos realçou que «o exercício efectivo da democracia representativa é a base do Estado de Direito e dos regimes constitucionais dos Estados modernos» pois, na sua opinião, a «democracia reforça-se e aprofunda-se com a participação permanente, ética e responsável dos cidadãos num ambiente de respeito pela legalidade e pela dignidade humana».

Nesta perspectiva, o vice-Presidente da Liga Guineenses dos Direitos Humanos disse que as eleições Gerais previstas para 24 de Novembro constituem uma oportunidade única para que todos os actores políticos, sem excepção, demostrem o seu compromisso para com a Guiné-Bissau, dando primazia aos interesses superiores do país em detrimento dos interesses partidários e pessoais.

Augusto Mário da Silva contextualizou ainda a Guiné-Bissau, que «vive um período conturbado da sua história, devido às tenções políticas e ao clima de conflitualidade permanente que se regista no país, decorrentes da alteração da ordem constitucional a 12 de Abril de 2012, associados às violações sistemáticas dos direitos humanos, tais são as restrições da liberdade de manifestação, de expressão, e recorrentes atropelos aos princípios de Estado de Direito democrático».

O primeiro fórum das Organizações da Sociedade Civil sobre as eleições e Direitos Humanos na Guiné-Bissau, para além do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Ibraima Sori Djalo, contou com a presença do Representante Especial Adjunto do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, e do Coordenador do Sistema da ONU no país, Gana Fofang.

Na sua intervenção, o Coordenador do Sistema da ONU na Guiné-Bissau disse que a paz a estabilidade e o desenvolvimento são responsabilidade de todos e dependem da acção de cada membro da comunidade, sendo que a contribuição de cada cidadão, além de ser importante é indispensável.
Entre os temas em debate figuraram a participação política da Sociedade Civil no processo eleitoral, a Experiência Internacional no domínio das eleições e direitos humanos e os Mecanismos de protecção dos defensores dos direitos humanos.

De referir que este evento acontece num momento em que a Sociedade
Civil está dirimida de acções de rua, em virtude da ameaça de repressão depois do Golpe militar de 12 de Abril de 2012.

 (in:pnn)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cidadão chinês foi baleado

Bissau, 25 set (Lusa) - Um cidadão chinês foi baleado e faleceu hoje no Hospitalar Militar de Bissau, depois de alegadamente ter sido abordado por um grupo de desconhecidos no leste do país, anunciou hoje Augusto Mendes, diretor clínico da unidade de saúde.

De acordo com as informações prestadas por aquele responsável, a vítima foi transportada pela esposa para o hospital na terça-feira e acabaria por falecer hoje.
De acordo com o relato da esposa, também de nacionalidade chinesa, o homem fazia parte de um grupo de madeireiros que atua em Masanco, na região leste da Guiné-Bissau.
(foto da net)

40, número bipolar ?

Dois analistas políticos da Guiné-Bissau de diferentes gerações pintam um quadro negro do país, que consideram estar longe das expectativas dos principais obreiros da independência, há 40 anos.



João de Barros, 63 anos, jornalista e diretor do jornal Gazeta de Bissau, nasceu antes da independência do país (em 1973), enquanto Bamba Koté, 35 anos, cientista político, nasceu já com a Guiné-Bissau independente.
Mesmo sendo de gerações diferentes, ambos têm a mesma visão: de que em 40 anos de independência "pouco foi feito que valesse a pena".
O diretor do primeiro jornal privado da Guiné-Bissau diz que o "único elemento" que os guineenses podem exibir ao mundo e que pode ser reconhecido como válido em 40 anos de independência "é o cineasta Flora Gomes".
"Fazer cinco longas-metragens num país como é a Guiné-Bissau é obra", defendeu João de Barros, que culpa a classe politica e militar por aquilo que considera ser um desastre nacional. 

O jovem cientista político Bamba Koté até compreende as dificuldades de afirmação do novo estado da Guiné-Bissau, mas, volvidos 40 anos, não aceita que se diga que o país está como está devido à falta de preparação dos responsáveis políticos e militares.
Koté, analista e comentador político da rádio Bombolom FM, diz ainda que nos primeiros anos da independência "fez-se muita coisa", nomeadamente, a adesão do país aos organismos internacionais, um "capital" que afirma estar a ser desperdiçado nos últimos anos. 

Nesse particular, João de Barros aponta a falta de qualidade dos quadros e uma geração de "dirigentes anacrónicos e desactualizados sem capacidade de prever o futuro", como factores que continuam a empurrar o país contra as regras internacionais de boa governação.
"A classe política guineense continua a fugir dos parâmetros internacionais de uma boa governação e isso é que nos tem conduzido para este desastre a que assistimos hoje", frisou João de Barros.
Para este analista, é de todo impossível desenvolver o país com os dirigentes atuais e os quadros residentes. 

A Diáspora guineense, com mais de dois mil médicos, outros tantos professores e técnicos qualificados, seria a solução, observou João de Barros, mas não acredita na abertura de espírito dos dirigentes para avançar nessa direcção.
No entanto, João de Barros afirma que o futuro da Guiné-Bissau "terá que ser outro" ao considerar que qualquer regime tem 40 anos de maturação.
"Está-se a chegar ao fim do regime que governou a Guiné-Bissau nestes 40 anos", defende João de Barros. 

O jovem Bamba Koté entende que o futuro até poderá ser risonho, desde que a Guiné-Bissau arranje mecanismos para "sair do impasse" em que se encontra, derivado das clivagens políticas que acabaram por ditar o bloqueio por parte da comunidade internacional.
"Há muita incerteza. Por exemplo, não sabemos se vamos ter eleições este ano ou não", observou, referindo-se às eleições gerais marcadas para 24 de novembro, mas para as quais falta dinheiro, que tem que ser dado pela comunidade internacional.
Para Bamba Koté, tirando as clivagens políticas, a Guiné-Bissau "tinha tudo para dar certo", por ser um país relativamente pequeno em tamanho (pouco mais que 36 mil quilómetros quadrados), com uma população reduzida (1,7 milhões de habitantes) e potencialmente rico em recursos naturais. 

João de Barros diz que o caso da Guiné-Bissau não é o único em África e aponta a vizinha Guiné-Conacri como um dos países potencialmente mais ricos do mundo, mas que devido à desorganização e corrupção é dos mais pobres do planeta.
"Quando falta qualidade, com a corrupção e a desorganização, mesmo sendo potencialmente rico, é-se sempre pobre. É o nosso caso", concluiu João de Barros. 

(in:lusa)

 

40.º aniversário da Independência

 O CANTO DO CISNE (*)


Os guineenses assinalaram, esta terça-feira, 24 de Setembro, os 40 anos da Independência do país. A cerimónia oficial teve lugar na Assembleia Nacional Popular (ANP) e foi dirigida pelo Presidente de transição, Manuel Serifo Nhamadjo. No seu discurso, o Presidente de transição evocou o «desespero» da sociedade guineense, dizendo que «as constantes crises políticas que o país tem sofrido ao longo do tempo resultaram na interrupção das sucessivas governações e tornaram evidente que muito mais poderia ou deveria ter sido feito».

Manuel Serifo Nhamadjo afirmou que chegou a hora de parar e pensar na Guiné e na «diversidade, para caminharmos juntos» e considerou que é a única saída, sem a qual o país estaria condenado ao «sofrimento, à desgraça e ao subdesenvolvimento crónico».

O Chefe de Estado de transição frisou ainda que as constantes e persistentes crises minam todos os esforços e todas as conquistas já alcançadas.

Entre os problemas da actualidade da Guiné-Bissau figuram o precário sistema sanitário na ausência e uma política de saneamento básico, o fraco nível do Ensino, a crónica falta de energia eléctrica e de água potável, factos que estão relacionados com a impunidade e a injustiça.

Muitos casos, muitos assassinatos políticos e muitas inversões de ordens constitucionais marcaram o país ao longo dos 40 anos, perante olhares pávidos das magistraturas judiciais, transformando a Guiné-Bissau numa sociedade inconformada, disse o Presidente de transição, descrevendo um quadro apático do sector da Justiça e afirmando que a data da Independência da Justiça guineense é «inexistente».

Entretanto, 40 Anos depois, a Guiné-Bissau apresenta um indicador de desenvolvimento humano muito abaixo, figurando na cauda dos países menos desenvolvidos. A estatística aponta para que o nível de desenvolvimento humano na Guiné-Bissau continue fraco e precário.

As constantes instabilidades políticas não permitiram criar condições propícias à execução das políticas públicas ambiciosas e sustentáveis. De acordo com o relatório mundial do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD), a Guiné-Bissau situa-se em 164.º lugar, num total de 169 países.

Basta sublinhar que, entre 2000 e 2010, o país registou uma taxa de crescimento médio anual de 0,9%, contra uma média de 2,1% na África subsaariana e de 1,68% nos países com Indicador de Desenvolvimento
Humano «muito baixo».

Os dois factores que contribuem para o cenário, segundo estudos disponíveis, são a pobreza generalizada, com muito baixo rendimento monetário, e a esperança média de vida, situada em 48 anos, resultante das dificuldades de acesso e qualidade dos serviços de saúde.

Esta situação, segundo o Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza na Guiné-Bissau (DENARP), está correlacionada com a taxa de crescimento populacional de 2,5% e com uma taxa de crescimento económico médio de 3%, entre 2000 e 2010.

Os indicadores são fracos, com a excepção da esperança média de vida, e afectam particularmente as mulheres, indica ainda o estudo, segundo o qual a situação do emprego, sobretudo para os jovens, não melhorou significativamente.

A taxa de ocupação para o grupo etário dos 15 aos 24 anos é de 10,6%, sendo que 4,6% corresponde às mulheres. Com o subemprego e o desemprego entre os jovens, a taxa de desemprego situa-se provavelmente nos cerca de 30%.

A cerimónia ficou ainda marcada pela atribuição de distintivos de reconhecimento aos quatro sobreviventes guineenses da conhecida prisão colonial do Tarrafal, em Cabo-verde.

(in:pnn)  (*) sub-titulo do editor