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Joseph Pulitzer

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Protecção Civil faz balanço da passagem do furacão pelo arquipélago

O Presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) afirma que Boavista, Sal e São Nicolau foram as ilhas que mais sofreram com a passagem do furacão Fred, com cortes de telecomunicações, evacuações e destruição de infra-estruturas, nomeadamente o pontão de Santa Maria. Arlindo Lima falava esta terça-feira à Rádio Morabeza, em jeito de balanço da situação do país depois do mau tempo.


Durante a passagem do furacão Fred sobre o arquipélago aconteceram várias situações de emergência em todo o território nacional.

“Por exemplo, as casas na Povoação Velha, na ilha da Boavista, foram bastante afectadas com a passagem do Furacão Fred”, afirma.

Também na ilha do Sal registaram-se momentos críticos, como a evacuação da população da localidade de Terra Boa, devido às inundações, ou a destruição do pontão de Santa Maria.

Em São Nicolau, mais concretamente em Ribeira Brava, “houve algumas situações de emergência, com quedas de árvores, postes eléctricos e telhas arrancadas”.

Em São Vicente e Santo Antão houve apenas registo de quedas de postes de electricidade e árvores. “Esta situação terá provocado algum corte de energia eléctrica momentaneamente, mas nada de alarmante”, garante Arlindo Lima.

O responsável considera que os efeitos negativos da passagem do furacão são menores do que se chegou a temer. “Temos a certeza de que os benefícios são, de longe, superiores em relação aos danos que possam existir em diversos pontos do país. O que é muito bom para a agricultura”, entende.
 
 

Doutoramento 'Honoris Causa' de Mia Couto





Comunicado do PAIGC, 02-09-2015

 (via "Ditadura do Consenso")



"Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC)

GABINETE DO PRESIDENTE

Comunicado


Completam hoje vinte dias desde que o Senhor Presidente da República, contra o desejo e os apelos de todos os quadrantes da sociedade Guineense e da comunidade internacional, demitiu o Primeiro-ministro eleito pelo povo nas últimas eleições legislativas.

Tal como o PAIGC sublinhou na altura, este acto do Senhor Presidente da República foi politicamente descabido e perigoso e lançou o país numa verdadeira crise política e institucional com consequências imprevisíveis para toda a Nação Guineense. Ele representa o culminar de uma atitude de permanente aversão ao diálogo que tem caracterizado a actuação do Presidente da República e que o levou hoje a estar de costas voltadas com praticamente todas as instituições da República, incluindo o governo, a Assembleia Nacional Popular, o poder judicial, as organizações da sociedade civil e os poderes tradicionais.

O PAIGC, plenamente consciente das suas responsabilidades, alertou na altura para o risco de se conduzir o país à instabilidade e ao caos, seguro da inexistência de alternativa séria e credível à governação inclusiva que vinha exercendo com zelo e sentido patriótico.

Hoje, vinte e um dias depois da queda do governo, constata-se com preocupação que o Presidente da República não tem um rumo para o país. À falta de governo, o país está parado e, subvertendo os dispositivos constitucionais em matéria de competências dos órgãos de soberania, o Presidente da República decidiu exercer o papel do executivo, nomeadamente chamando representantes da comunidade internacional para discutir a forma de utilização dos fundos da mesa redonda, ou comprando botijas de oxigénio para o hospital Simão Mendes, como se viu nos últimos dias.

Todavia, as implicações desastrosas da exoneração do governo pelo Presidente da República não ficam por aqui. Para além dos evidentes riscos de instabilidade política e institucional e do aprofundamento das fragilidades do Estado, é importante trazer ao conhecimento da opinião pública alguns outros factos que nos parecem relevantes:

Usurpação de competências: Desde a tomada de posse do Primeiro-ministro, nomeado por decreto 6/2015, este tem ignorado de forma grosseira o princípio da continuidade do Estado, chamando a si todas as competências do Governo (em gestão até empoçamento do próximo). Assim, para além da já conhecida medida de suspensão da Directora-Geral da Televisão e do Director-Geral da Radio Nacional, o Primeiro-ministro nomeado também tem sido o exclusivo ordenador de todas as despesas públicas. Se por um lado esta medida representa uma violação flagrante dos dispositivos legais e extravasam o âmbito das competências do Primeiro-ministro, configurando portanto um crime que deve merecer oportuna prossecução pelas instâncias judiciais, por outro lado, ela já está a ter repercussões negativas na gestão das finanças públicas, nomeadamente pela não reconciliação das contas públicas no final do mês de Agosto, no âmbito da elaboração da Posição Líquida do Tesouro, ou pelo não pagamento do serviço da dívida com o Banco Mundial devido ao cancelamento de operações de transferência para o exterior.

Queda das receitas fiscais. A Guiné-Bissau nunca antes registara níveis de receitas fiscais equivalentes aos que se registaram em 2014 e agora em 2015. As receitas fiscais em 2014 aumentaram 60% em relação ao previsto e em finais de Julho de 2015, as receitas fiscais já tinham atingido o nível global de 2014. Esta dinâmica foi interrompida com a exoneração do Governo. No mês de Agosto passado, as receitas fiscais caíram a pique. Estima-se em cerca de 4 bilhões de CFAs as perdas de receitas desde a paragem do país. Alguém se responsabilizará? As escolas abrirão a tempo? Continuaremos a ter uma reserva financeira para a prevenção de endemias, nomeadamente da cólera e do ébola?


Situação económica: Contrariamente aos argumentos do Presidente da República, a evolução da situação económica do país é bastante encorajadora. Em matéria de crescimento económico, todos se recordarão que o PAIGC apresentou no seu programa de governação uma meta de 7% de taxa de crescimento a atingir no final da legislatura. Um objectivo que mais parecia uma miragem perante o ponto de partida de 0,3% em 2013. Se a taxa de 2,7% registada em 2014 já era animadora, a projeção de 4,7% para 2015 foi considerada muito ousada. Ora, dados mais recentes apontam que o crescimento económico em 2015 ultrapassará 5%, podendo mesmo atingir 7% ainda este ano. Se estes dados, que estão neste momento a ser analisados pelo FMI, se confirmarem, a questão que se coloca é óbvia: em que ficamos face às acusações do Presidente da República de mau desempenho económico e financeiro do governo? Quem será responsável pelo recuo desses indicadores? E, finalmente, se o crescimento económico é o único caminho que pode levar ao desenvolvimento, quem está contra o desenvolvimento do país?

Risco de suspensão ou cancelamento de apoios prometidos na mesa redonda de Bruxelas: Vários países e organizações que em Bruxelas se disponibilizaram a financiar o Plano Estratégico e Operacional Terra Ranka começam a dar sinais de agastamento perante a situação de incerteza que o país vive. Por outro lado, não se pode ignorar que Terra Ranka teve um promotor e a esse em grande parte se associa a relação de credibilidade e confiança entre beneficiário e doador. Será normal aceitar que alguém ponha tudo em causa por razões particulares e quase pessoais? Será normal que as estradas do Sul se mantenham intransitáveis e em terra batida nos próximos anos? Será aceitável que as comemorações do 24 de Setembro continuem sem definição? E as obras prometidas de requalificação para os pôlos de desenvolvimento urbano?

Risco de não cumprimento de acordos com os nossos parceiros e de perdas de outras promessas de financiamento: A situação actual do país está a colocar também em risco o cumprimento dos acordos com os nossos principais parceiros de desenvolvimento, nomeadamente o FMI e a União Europeia. Além disso, um importante apoio adicional do Banco mundial à Guiné-Bissau denominado “Turn-around facility”, no valor de 20 milhões de dólares por ano, no decurso dos próximos três anos, está em risco, bem como outras perspectivas de financiamento. Com a queda do governo e a prevalecente instabilidade governativa, o país terá desperdiçado importantes recursos necessários ao seu desenvolvimento. Quem é que se responsabiliza por estas perdas e prejuízos?

Estas são somente algumas das muitas implicações da actual situação de impasse político em que se encontra o país. A Assembleia Nacional Popular, por via do último debate de urgência, apontou o caminho, e os partidos políticos com representação parlamentar deram corpo ao manifesto, exortando o Presidente da República a se alinhar com os desígnios e aspirações do povo e a não subverter a verdade política ditada pelas urnas. O PAIGC, vencedor das últimas eleições legislativas com maioria absoluta, tem a responsabilidade de governar, e não existe alternativa a essa disposição.

Para tal, há que anular o decreto presidencial n.º 6/2015 e convidar o PAIGC a apontar o Primeiro-ministro e a formar um novo executivo.

A isto se pode associar um pacto de estabilidade para clarificar as regras do jogo e dissipar eventuais dúvidas na interpretação das leis aplicáveis.

Um braço de ferro que não encontre eco na interpretação do povo nem noutra instância de soberania é uma aberração desnecessária e prejudicial para a qual terão de ser apuradas responsabilidades políticas, sociais e judiciais.

Bissau, 2 de Setembro de 2015
O Presidente do PAIGC"


Americanos presos em Serra Leoa "Diamante de Sangue"

Autoridades espanholas prenderam um homem americano sob a acusação de escravização e pilhagem de diamantes durante a guerra civil de Serra Leoa, uma associação de vítimas.


Michel Desaedeleer, dos EUA e cidadania belga tem, é suspeito de forçar civis subjugados na mina de diamantes no distrito oriental de Serra Leoa de Kono entre 1999-2001, de acordo com com sede na Suíça Civitas Maxima.

Durante o longo conflito da Serra Leoa, os diamantes foram enviados para a vizinha Libéria, onde o ex-presidente Charles Taylor usou os recursos para financiar armas para os rebeldes.

"(O caso) vai ajudar a aumentar a consciencialização sobre o papel central desempenhado pelos actores financeiros no comércio de recursos minerais que alimentam os conflitos armados em África e em outros lugares", disse Alain Werner, director do Civitas Maxima, que tem vindo a trabalhar para os próximos anos documentar os crimes e ajudar as vítimas.

Uma investigação belga levou a um mandado de detenção europeu ser emitido contra Desaedeleer no início deste ano. Ele é normalmente residentes no Reino
Unido.

Mais de 50.000 pessoas morreram no conflito de 11 anos e muitos mais ficaram mutilados pelo notório Frente Unida Revolucionária. Taylor está agora a cumprir uma pena de 50 anos por crimes de guerra.




Primeiro medicamento de patente e investigação portuguesa, foi aprovado pela reguladora farmacêutica norte americana, a Food and Drug Administration (FDA)

Fármaco de patente e investigação portuguesa está aprovado em 43 países.

Fármaco de patente e investigação portuguesa está aprovado em 43 países.O antiepiléptico da BIAL, o primeiro medicamento de patente e investigação portuguesa, foi aprovado pela reguladora do mercado farmacêutico norte americano, a Food and Drug Administration (FDA), para comercialização em monoterapia nos Estados Unidos, país que representa cerca de 50% do mercado mundial da epilepsia, refere um comunicado da farmacêutica.


O fármaco já tinha sido provado em Novembro de 2013 pela FDA como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epilépticas parciais, agora, o acetato de eslicarbazepina pode ser administrado, nos Estados Unidos, em monoterapia em doentes que iniciam tratamento ou na sequência da mudança de outros antiepilépticos.

“Esta é a segunda aprovação – a primeira a nível mundial para a indicação de monoterapia – que recebemos das autoridades reguladoras norte-americanas, cujos padrões de exigência são muito rigorosos. O nosso antiepiléptico chegará a um maior número de doentes ao poder ser utilizado tanto em monoterapia [tratamento isolado], como no tratamento adjuvante” afirma António Portela, presidente executivo do grupo Bial.

O desenvolvimento deste medicamento para a epilepsia envolveu 15 anos de investigação e um investimento superior a 300 milhões de euros. Na Europa, o acetato de eslicarbazepina foi aprovado pela Comissão Europeia em 2009 e está à venda em mais de 20 países – em mercados como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Espanha e a Itália. No continente americano, a comercialização do fármaco teve início em Aabril de 2014, nos EUA e Canadá.

Nos EUA, a epilepsia é a quarta doença neurológica mais comum, estimando-se que uma em cada 26 pessoas irá desenvolver uma crise epiléptica ao longo da vida. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da patologia.

A Bial está a desenvolver um segundo produto de investigação própria, um novo tratamento para a Doença de Parkinson (opicapone). O pedido de autorização de introdução no mercado está a ser analisado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).
 
 

António Portela, presidente executivo do grupo Bial. (foto:Adriano Miranda)
 
 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CML: fundo de dois milhões de euros para apoiar refugiados que venham para Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa anunciou esta terça-feira que a autarquia vai criar um fundo de dois milhões de euros, que será gerido em articulação com outras instituições, para apoiar os refugiados que venham para a cidade.


"Criaremos um fundo de cerca de dois milhões de euros, que utilizaremos em articulação com instituições como a Santa Casa da Misericórdia, que é linha avançada na resposta a este problema", como o Conselho Português para os Refugiados e como a Cruz Vermelha, "para que possamos dar as respostas básicas e fundamentais à crise humanitária", informou Fernando Medina.

 


"Global Peace Index"

O Global Peace Index mede o estado de paz em 162 países de acordo com 23 indicadores que medem a ausência de violência ou o medo da violência. É produzido anualmente pelo Institute for Economics and Peace.

O Reino Unido, por exemplo, é relativamente livre de conflitos internos, tornando mais fácil a cair para pensar que existe em um estado de paz. No entanto, a desinformação e propaganda esconde os resultados desastrosos de seus esforços externos.

Este ano, os resultados mostram que, globalmente, os níveis de paz permaneceu praticamente estável ao longo do ano passado, porém, a paz é ainda menor do que quando a crise financeira surgiu sete anos atrás.

Os países mais pacíficos são a Islândia, Dinamarca e Áustria. Os países que fizeram as maiores melhorias em paz ao longo do último ano, geralmente beneficiaram do fim de guerras com os vizinhos e envolvimento em conflitos externos. As maiores beneficiadores foram: Guiné-Bissau, Cote d'Ivoire, Egipto e Benin.

O mundo está menos pacífico hoje do que era em 2008. Os indicadores que se deterioraram mais são o número de refugiados e de o número de mortes por conflitos internos e o impacto do terrorismo. Só no ano passado, estima-se que 20.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas a partir de uma média de 2.000 por ano apenas 10 anos atrás.

Não se deve esquecer que o número de pessoas forçadas a fugir de suas casas em todo o mundo ultrapassou 50 milhões pela primeira vez desde a segunda guerra mundial, um aumento exponencial que está esticando países de acolhimento e as organizações de ajuda ao ponto de ruptura.

Síria permanece país menos pacífico do mundo, seguido pelo Iraque e no Afeganistão. O país que sofreu o mais grave deterioração em paz era a Líbia, que agora ocupa 149 dos 162 países. Ucrânia sofreu a segunda maior deterioração: na sequência de uma revolução suportado ocidental que derrubou o governo democraticamente eleito de Viktor Yanukovich, o país desceu rapidamente em violência, o que significa que marcou negativamente sobre indicadores de conflitos organizados.

É interessante ver que esses países menos pacíficos do mundo são aqueles onde o Ocidente (e mais particularmente o Reino Unido e os EUA), se obteve profundamente envolvidos em geopolíticas conflitos - Síria, Iraque, Afeganistão, Líbia e da Ucrânia .

O impacto económico total da violência no ano passado chegou a US $ 14,3 trilhões, ou 13,4% do PIB global. Isso é equivalente às economias combinadas do Brasil, Canadá, França, Alemanha, Espanha e Reino Unido e é uma acusação chocante da civilização como um todo.

De acordo com uma estimativa de 1998 das Nações Unidas, terminando a pobreza extrema no mundo, fornecendo educação, água, saneamento, nutrição e cuidados básicos de saúde a toda a população de cada país em desenvolvimento custaria 58000000000 $ por ano. Isso representa menos de um por cento da renda combinada dos países mais ricos do mundo - ou dito de outra forma, o rendimento das 100 pessoas mais ricas.

Dos 162 países analisados ​​o IEP para o seu 2015 Índice Global da Paz, 81 - exactamente a metade foram classificados como não tendo qualquer envolvimento no conflito externo.

O pior país do mundo para o conflito interno era Uganda, de acordo com o IEP. Ele tem sido fortemente envolvido em combates na República Democrática do Congo, bem como em escaramuças com o Exército de Resistência do Senhor (LRA) de Joseph Kony nas regiões fronteiriças.

Os EUA ficou em segundo lugar, seguido de Ruanda e, em seguida, no Reino Unido.

O Reino Unido tem a maior população 22 no mundo, está contemplando sair dos mundos região mais pacífica (da UE) e detém o posto de quarta nação mais violenta na terra atrás de Uganda e Ruanda. Ruanda e Uganda são as duas nações da Commonwealth e ambos devem cooperar num quadro de valores e objectivos delineados no Singapore Declarationissued em 1971 comuns.

Os valores comuns da Comunidade incluem a promoção da democracia, dos direitos humanos, a boa governação, o Estado de direito, a liberdade individual, o igualitarismo, o livre comércio, o multilateralismo e a paz mundial, que são realizadas por meio de projectos e reuniões multilaterais, nenhum dos quais estão sendo exercido por Uganda e Ruanda dadas as principais nações mais violentas no ranking.

Britânico tem um passado sangrento e muito violento. Desde a segunda guerra mundial, a Grã-Bretanha esteve envolvida em 30 conflitos e tropas têm lutado em algum lugar no mundo a cada ano para os 100 anos.

Na própria página Facebook de David Cameron ele afirma: "Nossas nações (EUA e Reino Unido) sempre acreditei que nós somos mais próspero e seguro quando o mundo é mais próspera e segura". Ele continua "Países como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos não serão intimidados por assassinos bárbaros. Vamos ser mais franco na defesa dos nossos valores, não menos importante, porque um mundo de maior liberdade é uma parte fundamental de como podemos manter nosso povo seguro. Temos de investir nos blocos de construção de sociedades livres e abertas, incluindo a criação de um governo realmente inclusivo no Iraque que une todos os iraquianos, incluindo sunitas, xiitas, curdos, outras populações minoritárias e cristã ".

Quanto à Ucrânia, David Cameron diz "Devemos usar nossas forças armadas para garantir uma presença persistente na Europa de Leste, deixando claro para a Rússia que nós vamos sempre respeitar nossos compromissos artigo 5 a legítima defesa colectiva. Devemos apoiar isso com uma força de resposta rápida multinacional, composto de terra, aéreo, marítimo e forças especiais ". Não é a linguagem de um pacificador e nada mais do que uma ameaça aberta para a Rússia.

O resultado dessa pesquisa global é que ela demonstra claramente que não estamos mais próspero ou seguro, o mundo não tem mais liberdade ou governos inclusivos em exactamente os mesmos lugares que David Cameron e os governos britânicos anteriores receberam o país envolvido. O mesmo pode ser dito da América.

Os EUA vindo em segundo a Uganda neste relatório é totalmente enganosa em cada maneira possível.

Em 2013, os EUA Comando de Operações Especiais (SOCOM) - uma das nove unidades orgânicas que compõem o comando combatente unificado - tinha forças de operações especiais (sofs) em 134 países, onde eles eram ou envolvidos em combate, missões especiais, ou " aconselhar e treinar "as forças estrangeiras, como na Síria. SOCOM admite ter forças no terreno em 134 countriesaround o mundo, de modo que este não é um ponto de disputa. Uganda está envolvido em dois conflitos.

O Comando de Operações Especial Conjunto ou JSOC, juntamente com a Divisão de Actividades Especiais da CIA, ter sido a vanguarda da luta contra o terrorismo sob Obama. Os jornalistas Dana Priest e William Arkin descobriu que JSOC tem realizado operações de contra-terrorismo no Iraque, Afeganistão, Argélia, Irã, Malásia, Mali, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Somália, Síria e Iêmen, para citar apenas alguns.

Além disso, os Estados Unidos tem sido envolvido em e assistida "mudança de regime" sem a utilização ostensiva dos militares dos Estados Unidos. Muitas vezes, essas operações são encarregados de a Agência Central de Inteligência (CIA).

A mudança de regime foi tentada através do envolvimento directo de agentes norte-americanos, o financiamento e treinamento de grupos insurgentes dentro desses países, campanhas de propaganda anti-regime, golpes de Estado e outras actividades normalmente realizadas como operações da CIA. A lista de países envolvidos torna a leitura decepcionante.

De uma perspectiva global, o número de mortos em conflitos mais brutais do mundo subiram mais de 28 por cento em 2014. 76.000 pessoas foram mortas na Síria, 21.000 no Iraque e quase 15 mil no Afeganistão em 2014 - o grande maioria civis. Além disso, a Ucrânia tem experimentado uma guerra civil que custou a livesof cerca de 10.000 pessoas em apenas um ano.
O mundo como um todo foi ficando progressivamente menos pacífica a cada ano durante a última década - resistindo fortemente uma tendência que tinha visto um movimento mundial de distância de conflito desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Pesquisa realizada pelo site da EuropeanGeostrategy.org revelou, sem dúvida, para a surpresa de muitos, que o Reino Unido é de fato ainda um poder global, e vem perdendo apenas para os Estados Unidos em termos de influência no cenário mundial.
A Grã-Bretanha tinha uma influência considerável nos resultados das nações que estão sendo destruídos sistematicamente porque segue uma política externa desastrosa impulsionado pelos Estados Unidos. Ele deve usar seu poder e influência para acalmar o mundo, agir como um negociador de paz e mediador e mudar suas maneiras de ser um dos mundos maiores fomentadores da guerra e incitamento à guerra mundial, o terrorismo.


Copyright © Graham Vanbergen, TruePublica de 2015







STJ espera justificação do Presidente guineense

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau deve decidir na próxima semana sobre a constitucionalidade dos decretos presidenciais que demitiram o Governo liderado por Domingos Simões Pereira e nomearam Bacirdo Dja novo chefe de Governo.


Ontem, o STJ solicitou ao Presidente que justifique a sua decisão e pediu à Procuradoria-Geral da República que, como fiscal da constitucionalidade, se pronuncie sobre os decretos.

O STJ é constituído por 10 juízes mas apenas oito encontram-se em efectividade de funções.

Recorde-se que tanto a Assembleia Nacional Popular como o Movimento Nacional da Sociedade Civil e a Aliança pela Paz, Estabilidade e Democracia pediram a constitucionalidade os decretos de José Mário Vaz.

O Presidente da República demitiu o Governo do PAIGC a 12 de Agosto e nomeou mais tarde um novo primeiro-ministro que ainda não conseguiu apresentar um Executivo.
 
 
 

CPLP vai enviar missão para ajudar a encontrar soluções para a crise

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai enviar uma missão a Bissau para ajudar a encontrar uma solução para a crise política naquele país, anunciou hoje na capital guineense o representante especial da organização lusófona.


António Lopes, que falava à saída de um encontro com o primeiro-ministro demitido no passado dia 12 de agosto pelo Presidente da República, José Mário Vaz, acrescentou que a delegação integrará o secretário executivo, Murade Murargy, e o ministro da presidência do conselho de ministros de Timor-Leste, país que actualmente preside à CPLP, Agio Pereira
Apenas falta definir a data da visita, disse.

António Lopes tem estado, nos últimos dias, em contacto "com diversas pessoas, diversos actores políticos" guineenses, no sentido de "perceber melhor" o que se passa "à volta do momento de crise" que afecta a Guiné-Bissau.
O responsável da CPLP promete encontrar-se "logo que possível" com o presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia, para ouvir o líder do segundo maior partido no Parlamento.

António Lopes realçou que, embora preocupada com a situação, a CPLP não tem uma posição assumida perante a crise guineense, que, disse, deve ser resolvida pelas entidades nacionais, sobretudo pelos políticos.

"A CPLP, enquanto membro da comunidade internacional, está disposta apoiar e a ajudar os atores políticos e o país a encontrar a melhor solução para a crise", defendeu o diplomata cabo-verdiano.
Do encontro com o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o representante da CPLP disse ter escutado as diligências que Domingos Simões Pereira tem estado a encetar para a resolução da crise.




Brasil e Cabo Verde prometem apoio "forte e imediato"

Cabo Verde e Brasil prometeram hoje um apoio "forte e imediato" à Guiné-Bissau no sentido de o país retomar a normalidade institucional, traduzindo-se no respeito por parte de todos os actores políticos da cultura democrática e institucional.


A garantia foi dada na Cidade da Praia pelos ministros das Relações Exteriores de Cabo Verde, Jorge Tolentino, e do Brasil, Mauro Vieira, após o final da 3.ª reunião do mecanismo de consultas políticas entre os dois países, enquadrada numa visita que o diplomata brasileira realiza hoje ao arquipélago cabo-verdiano.

"Convergimos na necessidade de um apoio forte e imediato no sentido da retoma da normalidade institucional na Guiné-Bissau e que se traduza no respeito por parte de todos os atores políticos da cultura democrática, institucional e do equilíbrio institucional estabelecido na Constituição da República", afirmou Jorge Tolentino à imprensa.




Crise política no país está a paralisar vários projectos económicos e sociais

O representante especial do Secretário-geral da ONU na Guiné Bissau, Miguel Trovoada, disse que a actual crise política no país está a paralisar vários projectos económicos e sociais.


Trovoada falava em Nova Yorque, após apresentar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o relatório sobre e situação na Guiné- Bissau. Miguel Trovada defendeu ainda o empenho da comunidade internacional para prevenir eventuais situações de violência e distúrbios no país.

 


Paralímpico Márcio Fernandes prepara-se para representar Cabo Verde

Cabo Verde vai levar 31 atletas e 13 dirigentes à 11ª edição dos Jogos Africanos, agendados para 4 a 9 de Setembro no Congo-Brazzaville.


O atleta paralímpico Márcio Fernandes afirma estar a preparar-se para representar o país “com grande orgulho” na XI edição dos Jogos Africanos, que se realizam de 4 a 9 de setembro no Congo Brazzaville.

Actualmente a residir na Inglaterra, o internacional cabo-verdiano classifica os Jogos Africanos como sendo “a maior montra competição desportiva de África”, razão por que está a preparar-se para representar Cabo Verde ao mais alto nível nesta prova.

Vice-campeão do mundo na prova de lançamento de dardo no último Mundial, disputado em Lyon (França), em 2013, o atleta prepara-se agora em Bedfordshire em vista a apresentar-se na melhor forma possível aos jogos de Brazzaville, uma vez que procura obter também neste evento a qualificação para os Jogos Paralímpicos de Rio’2016, tanto no lançamento de dardo como nas provas dos 100 e 200 metros livres.

Márcio Fernandes, quer aproveitar ainda a sua passagem por Congo Congo-Brazzaville para mais um ensaio para o Campeonato do Mundo de Doha (Qatar), que se realiza de 16 de Outubro a 1 de Novembro próximo.

Cabo Verde vai levar 31 atletas e 13 dirigentes à 11ª edição dos Jogos Africanos, agendados para 4 a 9 de Setembro no Congo-Brazzaville.

O arquipélago vai ter em destaque as modalidades de andebol, atletismo, voleibol, participando também em desportos paralímpicos.

Segundo o director-geral do Desportos, Gerson Melo, a participação de Cabo Verde na 11.ª edição dos Jogos Africanos está orçado de 13 milhões de escudos, e que o país está esperançado em poder conquistar uma medalha através do atleta paralímpico Márcio Fernandes.

Os objectivos de Cabo Verde nesta competição passam pelo apuramento das selecções de voleibol (masculino e feminino) para a segunda fase e a presença no pódio do atleta paralímpico Márcio Fernandes, vice-campeão do Mundo nos 200 metros livres.

Integram ainda a delegação desportiva do arquipélago, dois atletas que participam num novo programa denominado “Jovens Talentos”. Com este programa, doravante todos os países devem participar obrigatoriamente com dois jovens, um do sexo feminino e outro masculino, em actividades paralela aos jogos.

A 11ª edição dos Jogos Africanos marca, este ano, o 50º aniversário desse evento desportivo continental, que se realiza de quatro em quatro anos.

A primeira edição realizou-se precisamente em Brazzaville, em 1965.

Os Jogos Africanos de Brazzaville contarão este ano com a participação de 52 países que irão competir em 22 modalidades desportivas.
 

Árbitra angolana em curso de elite da CAF

Esta será a terceira participação da juíza angolana em acção do género.

A árbitra internacional angolana Marximina Bernardo representará o país no curso de Elite A, de 2 a 7 de outubro nos Camarões, promovido pela Confederação Africana de Futebol (CAF)


Segundo uma nota do órgão reitor do futebol africano, as 19 árbitras principais e 17 auxiliares seleccionaras deverão apresentar certificado médico declarando aptidão para a acção formativa.

Além da angolana, farão igualmente parte do curso de Leite A juízas do país anfitrião (Camarões), Guiné Conacry, Zâmbia, Marrocos, Etiópia, Senegal, Quénia,) Costa do Marfim, Gana, Egito, Uganda, Tunísia, Togo, África do Sul Suazilândia e Sudão.

Esta será a terceira participação da juíza angolana em acção do género após ter já estado em 2011, igualmente nos Camarões, e 2013 no Egipto.

Marximina Bernardo, 36 anos de idade, encontra-se no Congo Brazzaville para ajuizar nos jogos Africanos a decorrerem de 4 a 19 deste mês de setembro.

Em 12 anos de carreira, a licenciada em Motricidade Humana já esteve envolvida em diversos jogos internacionais sob égide da CAF e FIFA, com destaque para o campeonato africano feminino, disputado em 2012, na Guiné Equatorial, no qual apitou a final.

A Federação Angolana de Futebol (FAF) controla quatro árbitras internacionais, designadamente Marximina Bernardo, Tânia Duarte (principais), Adália Jeremias e Luisa Luhaco (assistentes).




Angola e G-Bissau analisam crise política

Segundo o parlamentar, que falava à imprensa, à saída de uma audiência, as resoluções espelham o esforço do Parlamento Guineense tendente a desanuviar o clima de tensão política actual.


"Pude entregar ao meu colega quatro resoluções, onde manifestamos o nosso apoio total ao governo de Domingos Simões Pereira, a total assistência e o desacordo com o Presidente da República em fazer cair o seu governo", exprimiu.

Cipriano Cassama explicou que informou ao seu homólogo angolano sobre o andamento da situação crítica na Guiné-Bissau, onde diz haver "a indefinição e paralisia das instituições da República e dos seus conselhos".

"Enquanto presidente da Assembleia Nacional de Angola, penso que ele tem direito de ser informado, para nos acompanhar a encontrar uma solução, através do diálogo, para tirar o povo da Guiné-Bissau dessa situação", vincou.

A propósito da situação política, disse que o Parlamento tem tomado várias iniciativas, através das suas estruturas competentes, para encontrar uma solução.

Informou que aguardam com expectativa a decisão do Supremo Tribunal, único órgão competente para dirimir conflitos no país.

Assegurou que, enquanto presidente do Parlamento, fizeram tudo e vão continuar a trabalhar para preservar a paz e a estabilidade da Guiné-Bissau e do seu povo.

"Penso que vamos encontrar uma solução, através do diálogo. Mas entre o Presidente da República e o PAIGC penso que já não há outra possibilidade. Só o tribunal poderá encontrar uma solução", declarou.

A Guine-Bissau vive uma crise política que se agudizou com a demissão do governo liderado por Domingos Simões Pereira, pelo Presidente da República, José Mario Vaz.

A esse respeito, o presidente da Assembleia da Guiné-Bissau reagiu, recentemente, à decisão do Chefe de Estado de demitir o governo e disse estar triste com a medida.

Pediu que o Presidente da República, José Mário Vaz, ouvisse o povo e advertiu os deputados para a possibilidade do Presidente vir a dissolver a Assembleia Nacional.

A audiência foi realizada à margem da IV Conferência Mundial dos Presidentes dos Parlamentos, que decorre até 02 de Setembro, em Nova Iorque. O evento está a congregar presidentes dos parlamentos de todo o mundo, que têm uma oportunidade única para lançar uma nova era de liderança política, com potencial para transformar o mundo.

Congrega quase 180 líderes parlamentares, dos quais mais de 35 vice-presidentes, em representação de quase 140 países. Angola faz-se representar pelo presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, que encabeça uma delegação composta pelos deputados Carolina Cerqueira, Exalgina Gamboa e Ernesto Mulato.

Complementa a delegação parlamentar, o secretário-geral do Parlamento angolano, Pedro Agostinho de Neri.
 
 
 
 
 

Tempestade ‘Fred’ faz estragos em Bissau

A tempestade tropical que assola o arquipélago de Cabo Verde está a provocar estragos na capital guineense.


Algumas das principais artérias de Bissau, como a estrada que liga o centro de Bissau ao Estádio Nacional 24 de Setembro, estão completamente inundadas e vários edifícios, como a a sede do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) e as casernas da unidade militar da Marinha de Guerra Nacional, tiveram de ser evacuados.

Também no interior do país, na região de Tombali, há várias localidades, como Catungo, Katabam e Cair, onde as cheias já provocaram prejuízos avultados na agricultura.

O presidente do Instituto Nacional de Meteorologia (INM) da Guiné-Bissau, João Lona Tchedna, confirmou à agência PNN que os efeitos da tempestade se estão a fazer sentir no país.

«Neste momento estamos a observar um fenómeno chamado Ciclone Tropical, que abala os arquipélagos de Cabo Verde, obrigando esta segunda-feira a cancelar todos os voos neste país. Nos próximos dias, a Guiné-Bissau vai registar muitas chuvas e vento», disse João Lona Tchedna.