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Joseph Pulitzer

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Preocupação das autoridades guineenses face à proliferação do uso de véus islâmicos no país

Preocupação das autoridades guineenses face à proliferação do uso de véus islâmicos no país levou o Governo a reunir esta segunda-feira 22 de Novembro com a comunidade muçulmana.


Um encontro que foi presidido pelo Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral, e no qual participaram representantes do Conselho Nacional Islâmico e o Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos da Guiné-Bissau.

Falando em nome do grupo que reuniu com o Secretário de Estado, Tcherno Siradjo Bari disse que no mundo estão em curso vários conflitos, esta situação de conflituosidade justifica que cada Estado tem o dever se prevenir das consequências, no entanto é necessário respeitar a religião islâmica.

Neste âmbito, Siradjo Bari disse que concordava com a iniciativa do Governo em proibir o uso de véu integral por alguns membros da comunidade islâmica. “Fomos informados que o Governo quer tomar medidas, mas pelo respeito a nossa comunidade ele chamou-nos para pedir informação e consulta em relação ao assunto”, disse Bari.

Para Luís Manuel Cabral a situação de vulnerabilidade da Guiné-Bissau em termos de segurança obriga à prevenção da criminalidade e particularmente à circulação e acção de fundamentalistas islâmicos.

Face a estas ameaças Luís Manuel Cabral disse que os líderes religiosos concordaram com a posição do Governo em proibir o uso véu integral no país. “Não estamos contra qualquer prática religiosa, o que está em causa é o controlo das pessoas e a segurança interna do país” mas também porque “no ponto de vista operativo, ficamos com inquietudes, porque não sabemos com quem relacionam dia-a-dia”, disse confirmando que vai informar o chefe do Governo sobre as conclusões do encontro.


Por fim Luís Manuel Cabral reconheceu que a situação é preocupante e lembrou que a Guiné-Bissau é um país laico, pelo que qualquer pessoa é livre de praticar a sua fé de acordo com as leis vigentes no país.
 
 
 
 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Portugal: Executivo terá a primeira secretária de Estado cega

Tem 34 anos, é formada em Direito e durante vários anos trabalhou na Câmara Municipal de Lisboa. Falamos da socialista Ana Sofia Antunes.


Formada em Direito, a nova responsável para a Inclusão de Pessoas com Deficiência tem 34 anos e durante vários anos trabalhou na Câmara de Lisboa, ‘ao lado’ de Costa. Assessorou o vereador da Mobilidade na autarquia e exerceu também funções de assessoria jurídica.

Actualmente, Ana Sofia Antunes presidia à Associação dos Cegos e Amblíopes e era provedora do cliente na Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

Nunca gostou da expressão invisual.

Cega ou deficiente visual são palavras com outra força de reconhecimento. Portugal é “um país que não respeita os seus deficientes, não tem respeito por si próprio”, disse em entrevista ao Público no período pré-eleitoral.

“Nós, ao contrário de outros países europeus, nunca tivemos pessoas com deficiência a ocupar cargos como deputados ou no Governo””, uma lacuna que “diz muito” sobre o nosso país.

Por isso prometeu que se fosse eleita tinha já duas propostas na calha: bater-se pelas medidas compensatórias dos custos de deficiência e pela criação de uma lei de bases da vida independente. “Se tenho uma deficiência motora, não tenho culpa de ter nascido com esta característica”, disse Ana Sofia Antunes.
 
 
 
 

Ban Ki-moon visitará o Sahara Ocidental em 2016

Christopher Ross confirma que Ban Ki-moon visitará o Sahara Ocidental em 2016. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, visitará nos próximos meses a região do Sahara Ocidental para tratar de dar um impulso o processo de paz, confirmou o enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Christopher Ross.


Em declarações à agência oficial de notícias argelina APS, Ross indicou que o objetivo da viagem será “aportar um contributo à investigação de uma solução para este conflito que já dura à demasiado tempo”.

O diplomata norte-americano chegou segunda-feira à Argélia no início de um périplo regional cujo objetivo é convencer Marrocos e a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) da necessidade de que o diálogo seja reatado.

Argélia, país que desde há 40 anos acolhe no seu território cerca de 160.000 refugiados saharauis, é a primeira etapa de uma viagem de dez dias que levará Ross também à localidade argelina de Tindouf, próxima dos acampamentos, a Marrocos e à Mauritânia.

Na primeira paragem na Argélia, Ross foi recebido pelo chefe de Estado argelino, Abdelaziz Bouteflika, além do ministro de Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, Ramtan Lamamra, e pelo seu colega dos Assuntos Magrebinos, da União Africana e da Liga Árabe, Abdelkader Mesahel.

A viagem de Ross realiza-se num momento em que se repetem os apelos do próprio Ban Ki-moon para que sejam reativadas as negociações entre as duas partes do conflito para chegar a uma solução de acordo com as resoluções da ONU sobre o tema.

No termo da sua visita à região, Ross apresentará um relatório ao Conselho de Segurança antes da esperada visita de Ban Ki-moon, que provavelmente terá lugar em janeiro.
 
 
 
 

Suiça: Mulheres com burqa poderão ser multadas até 9 mil euros

No cantão de Ticino o parlamento aprovou na segunda-feira a lei que proíbe o uso do véu


Uma mulher que use burqa no cantão de Ticino, no sul da Suíça, poderá ser multada, de acordo com uma lei aprovada esta segunda-feira pelo parlamento local.

Após referendo realizado em setembro de 2013, em que dois em cada três eleitores aprovou a proibição, o parlamento do cantão pôs um ponto final no assunto, impondo multas que vão dos 100 francos suíços (92 euros) aos 10 mil (9.200 euros).

O governo de Ticino queria também banir outras formas de cobrir a cara, nomeadamente as usadas pelos adeptos de futebol ou manifestantes. No entanto, o parlamento recusou juntar tudo na mesma lei, para evitar colocar ao mesmo nível as mulheres com véu, os hooligans e os que participam em protestos. Segundo o parlamento, esta lei, em nove artigos, visa promover a integração e a interacção social.

Os turistas não terão uma lei excepcional. As mulheres que visitarem o cantão suíço não poderão usar burqa nas lojas, restaurantes e edifícios públicos.

A lei adoptada em Ticino inspira-se na francesa, que entrou em vigor em abril de 2011.
 
 
 
 

Gâmbia: Yahya Jammeh que proíbe a mutilação genital feminina

O governo gambiano por ordem do Presidente Yahya Jammeh decretou a proibição da mutilação genital feminina, informou hoje o ministro da Informação, Sheriff Bojang.


A decisão entrou em vigor imediatamente.

O chefe de Informação acrescentou que 158 mulheres que realizam ablação parou esta actividade desde uma campanha para a Gâmbia Comitê de Práticas Tradicionais foi lançado.

"Em maio, o Comité instou a Assembleia Nacional para atender ao apelo dos chefes e comunidades locais para proibir a mutilação genital feminina (MGF) no país."

Não está claro se o governo vai elaborar legislação a este respeito para executar a decisão presidencial, disse Bojang.

A MGF é -a mutilação genital feminina, muitas vezes quando as meninas são jovens -para apagar seus lábios e clitóris, os quais muitas vezes leva a complicações de saúde para a vida, tais como hemorragia, infecção, dor vaginal e infertilidade.

Mais de 130 milhões de mulheres são submetidas a essas práticas a maioria na África e no Oriente Médio.

Estes procedimentos são praticados em muitos estados, incluindo a Gâmbia, onde a tendência é para o aumento, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

Governo timorense assina em 2016 contrato de 400 milhões de dólares para Porto de Tibar

O Governo timorense anunciou hoje que prevê assinar no primeiro trimestre de 2016 o contrato de parceria público-privada com a francesa Bolloré Consortium para a construção e gestão do Porto de Tibar, orçado em 400 milhões de dólares.


O primeiro-ministro timorense, Rui Maria de Araújo, disse em conferência de imprensa no Palácio do Governo que o executivo analisou na terça-feira o relatório do concurso para o projecto, que começou a ser preparado em 2012.

"O Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que define as condições do contrato que funcionará em modelo de parceria público privada", explicou.

"A previsão é de que no primeiro trimestre de 2016 se assine o contrato e possa começar a construção" e que a obra esteja terminada em 2016, disse ainda.

O concurso para a construção do Porto de Tibar foi ganho pela empresa francesa Bolloré Consortium, que ficou melhor classificada do que a única outra concorrente, a inglesa Peninsular & Oriental Steam Navigation Company (POSNCO), subsidiária da DP World, do Dubai.

Esta primeira parceria público-privada (PPP) timorense já aprovada pelo Governo prevê a construção e gestão durante 30 anos do Porto de Tibar, orçado em 400 milhões de dólares (344 milhões de euros), e inclui a construção de uma estrada entre Díli e Tibar, de um molhe, de instalações em terra e de sistemas de drenagem.

Segundo o executivo, o novo porto terá capacidade para um milhão de toneladas por ano e com possibilidade de receber embarcações comerciais e de passageiros.

O projeto é polémico não apenas pelo custo mas também pela localização, uma baía a oeste da capital timorense, com os críticos a defenderem que a alternativa ao congestionado Porto de Díli deveria ser o Porto de Hera, atualmente usado pelo componente naval das Forças de Defesa de Timor-Leste (FDTL).

O executivo considera o projecto "uma prioridade para a futura prosperidade económica de Timor-Leste" e um dos "maiores projetos de investimento do país com uma parte significativa investida pela empresa vencedora".

O Porto da Baía de Tibar será "financiado em parte através do Fundo de Infraestruturas e em parte através de empréstimos concessionais a conceder pelo Banco Mundial, Banco Europeu de Investimento, Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) e outros parceiros multilaterais".

Futuras PPP estão pensadas para o Sistema de Abastecimento de Água em Díli (o Conselho de Ministros já analisou um estudo final de pré-viabilidade e o estudo de viabilidade está previsto para o início de 2016).

Este é um dos projectos que marcará em 2016 a estreia em Timor-Leste do modelo de PPP, que será alargado progressivamente aos sectores de transportes, energia, saúde e água, como nota a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

O Governo está também a avaliar uma eventual PPP para a gestão, operação e manutenção das duas centrais eléctricas construídas em Hera e Betano. Por outro lado, está a analisar "possíveis parcerias com o sector privado na área da saúde", referem os textos orçamentais de 2016.

Timor-Leste: Bandeira das Falintil desceu, pela última vez, a 01 de fevereiro de 2001


A última bandeira das Falintil, braço armado da resistência timorense, foi arriada pouco depois das 10:00 de 01 de fevereiro de 2001, numa cerimónia emotiva em Aileu, a vila onde a insurreição armada nasceu em agosto de 1975. 


Ao som de uma corneta herdada do tempo da administração portuguesa, a bandeira azul, branca e verde desceu vagarosamente do longo mastro que se erguia no campo de futebol da vila de Aileu. Três soldados timorenses fizeram descer pela última vez a bandeira das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste e, em sentido, dobraram-na e levaram-na ao chefe de Estado Maior cessante das Falintil, Taur Matan Ruak que cerimoniosamente a entregou a Xanana Gusmão.


 

Braga - União de Exportadores da CPLP apresenta oportunidades de negócio a empresários

Durante dois dias, Braga vai receber mais de 1600 participantes entre empresários e representantes de instituições dos nove países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e estados observadores. O II Fórum da União de Exportadores da CPLP, que se realiza nos dias 17 e 18 de Dezembro, terá como palco o Parque de Exposições de Braga e será um momento único para as empresas e empresários conhecerem as oportunidades de negócio na Europa, América, Ásia e em África.


Esta iniciativa irá traduzir-se numa verdadeira plataforma de negócios, tendo como principal público-alvo empresários e associações empresarias, gestores, entidades oficiais e instituições que actuem em diversos sectores de actividade, criando condições de diálogo individual entre as várias delegações dos estados-membros.

“Este Fórum vem trazer uma nova projecção à cidade de Braga e dar continuidade ao esforço que tem sido desenvolvido quer pelo Município, quer pela InvestBraga, quer pelos nossos parceiros do tecido económico, para transformar Braga num centro de dinamização económica para a Região, para o País e para o Mundo”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a apresentação do evento, que decorreu esta terça-feira, 24 de Novembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Mário Costa, presidente da UE-CPLP, lembrou a importância desta iniciativa, revelando que durante o primeiro Fórum “uma empresa do Distrito de Braga estabeleceu contactos com representantes de Timor-Leste e celebraram um contrato de 2 mil milhões de dólares com a maior empresa de construção civil timorense”.

Segundo o responsável, “existe um grande entusiasmo para que os empresários e os representantes dos diversos países em conhecerem Braga e as potencialidades da Região”.

As comitivas dos diversos países começam a chegar a Braga no dia 13 de Dezembro e nos dias seguintes irão realizar visitas a várias empresas da Região. No dia 16 terá lugar um encontro dos núcleos da União de Exportadores e posteriormente uma visita pelos principais pontos turísticos da cidade de Braga.

“A União de Exportadores quer dar uma nova dinâmica à CPLP e dinamizar o sector privado e há vontade dos países membros em diversificar a economia dos mercados. Na CPLP temos dois tipos de países. Temos países como Portugal e Brasil, que têm uma economia madura e temos todos os outros países, africanos e Timor-Leste, com economias virgens, mas com muito potencial onde falta quase tudo e com oportunidades de negócio quase diárias”, referiu Mário Costa, sublinhando que estes encontros “vão permitir estabelecer parcerias e negócios”.

Destaques do II Fórum

Do programa do II Fórum, destaque para a grande conferência CPLP, que contará com um variado leque de responsáveis políticos e institucionais, especialistas e empresários pertencentes aos países membros, onde os principais temas da actualidade dos países da CPLP serão abordados.

Em simultâneo realizam-se, em permanência, diversas acções de relações públicas, arte e cultura, com o objectivo de dar a conhecer a riqueza da expressão cultural e artística da lusofonia.

As empresas e empresários que se quiserem inscrever neste II Fórum da União de Exportadores da CPLP podem fazê-lo através do endereço electrónico www.uecplp.org.
 
 
 
 

Diz que quer adotar sistema de Administração Pública idêntica a cabo-verdiana

O ministro da Função Pública e Trabalho da Guiné -Bissau, Luís Aníbal Vaz Fernandes, afirmou que o governo do seu país quer implementar o sistema da administração pública cabo-verdiana na Guiné Bissau.


Luís Fernandes falava à saída de uma audiência com o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, no âmbito das boas relações de cooperação e dos laços sólidos que unem estes dois países.

“Queremos nos inspirar na administração cabo-verdiana e adaptar à realidade da Guiné-Bissau em matéria de Administração Pública, que é um dos pontos fracos do nosso país”, reiterou Fernandes.

Fernandes afirmou ainda que outros acordos, nomeadamente na Formação Profissional, Segurança Social e, principalmente, na Assistência Técnica, serão reativados com Cabo Verde.

Luís Fernandes assegurou que a disponibilidade de Cabo Verde para com a Guiné-Bissau tem sido total e que a prova é a grande receção pelos ministros de Cabo Verde.

O ministro da Função Pública e Trabalho da Guiné-Bissau avançou ainda que, na visita a Cabo verde, constatou que o sector público consegue ter uma grande influência no sector privado.

Na visita a Cabo Verde, Luís Aníbal Vaz Fernandes fez-se acompanhar pela secretária de Estado da Administração do Poder Local, Ester Dias Fernandes.
 
 
 
 

Ministro da Função Pública da G-Bissau destaca desenvolvimento do sector em Cabo Verde

O Ministro da Função Pública e Trabalho da Guiné-Bissau, Luís Aníbal Vaz Fernandes destacou que o sector em Cabo Verde é um exemplo a seguir e o seu país vai copiar o sistema para implementar no território guineense. Após uma visita de cortesia ao Primeiro-Ministro José Maria Neves, adiantou ainda a retomada de alguns acordos formalizados com o antigo Governo.


“A nossa visita a Cabo Verde deve-se às boas relações de irmandade e laços históricos entre os dois países. Com a nova gerência no sector da Administração Pública encontramos documentos como acordos entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, pelo qual decidimos reactivá-los”, avançou.

Um desses acordos está relacionado com o sector da Administração Pública que, segundo o governante guineense, “irá proporcionar um melhor ambiente de negócios” e “melhor intervenção dos actores económicos”. “Queremos melhorar o sector da Administração Pública no domínio da formação profissional, segurança social e principalmente da assistência técnica, sectores que carecem de algum saber fazer”, sustentou.

Luís Vaz garantiu que Cabo Verde está disponível para passar toda essa experiência da qual a Guiné-Bissau vai copiar e possivelmente adoptar para que também tenha condições de trabalho ao mais alto nível.
 
 
 
 

PR relança suspeições de enriquecimento ilícito de membros do Governo

O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse que diariamente os cidadãos guineenses são obrigados a conviver, impotentes, perante claros e evidentes sinais exteriores de riqueza “incompatíveis” com as conhecidas fontes de rendimentos de alguns servidores do Estado em funções há bem pouco tempo. Esta segunda-feira, 23 de Novembro, durante a cerimónia de abertura da 1ª sessão do 2º ano legislativo da 9ª legislatura da Assembleia Nacional Popular, José Mário Vaz, voltou a questionar “por que razão, apesar das nossas comprovadas riquezas haliêuticas e de licenças de pescas emitidas, ainda existem escassez de pescado no mercado nacional”, e denunciou também que existem obras públicas de construção e manutenção de estradas há muito iniciadas, mas continuamente inacabadas assim como apesar do consenso nacional da moratória determinada pelo executivo e do conflito com os madeireiros “legalmente” estabelecidos, ainda continuam conflitos no sector” questionou, afirmando que na Guiné tudo é difícil, nada funciona e ninguém é responsabilizado.


José Mário Vaz explicou ainda que com a exoneração de Procurador-Geral da República e Presidente do Tribunal de Contas pretende reforçar as condições institucionais de modo a dar uma resposta mais eficaz e em tempo oportuno às legítimas expectativas de todos os guineenses.

Foi neste sentido que o chefe de estado renovou o convite às entidades competentes para procederam a investigações de modo a clarificarem os “cancros” sociais que estão a minar a justiça, coesão social e relação de confiança entre os cidadãos e os seus dirigentes que vêm sendo objecto de denúncias de algum tempo a esta parte.

Mário Vaz acusou ainda os parlamentares de transformarem, na recente crise política, a casa de democracia numa tribuna de excesso de linguagem e ultraje ao chefe de Estado, sem precedentes na história democrática do país. Contudo, reitera a sua disponibilidade para colaborar com todas as comissões parlamentares, desde de as mesmas revelem níveis de seriedade suficiente para o profícuo relacionamento e cooperação institucional entre órgãos de soberania.

Durante esta sessão que iniciou esta segunda-feira em Bissau, devendo terminar em Janeiro de 2016, os deputados debatem 11 pontos entre os quais a apreciação das Contas gerais do Estado relativas ao ano económico 2009 e 2010, discussão e votação da proposta de lei sobre o estatuto remuneratório dos Magistrados Judiciais e do Ministério publico, discussão e votação do projecto de Código da Justiça Militar, discussão e votação do projecto lei sobre o estatuto do líder da oposição.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Francisca Van Dunem, a primeira mulher negra a chegar a ministra

Francisca Van Dunem nasceu em Luanda há 60 anos e é a primeira mulher negra a assumir um cargo de ministra em Portugal. Conhece a Justiça por dentro. Procuradora há mais de 30 anos, ocupou nos últimos oito anos um dos cargos mais importantes do Ministério Público, como procuradora-geral distrital de Lisboa, responsável pelo maior dos quatro distritos judiciais do país. Acreditando que a Justiça deve ser transparente e prestar contas, foi pioneira ao criar um site onde se reporta diariamente a actividade do Ministério Público.


Dirigiu igualmente o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, onde antecedeu Maria José Morgado, e esteve, nos anos oitenta, na Alta Autoridade contra a Corrupção. É casada com o professor catedrático da Universidade de Lisboa Eduardo Paz Ferreira, especialista em Direito Fiscal e Finanças Públicas, e antigo sócio do ministro socialista Sousa Franco, com quem fundou um escritório de advogados.

“É uma magistrada altamente qualificada e de uma honestidade a toda a prova”, resume Alberto Pinto Nogueira, antigo procurador-geral distrital do Porto, que trabalhou com Francisca Van Dunem na Alta Autoridade contra a Corrupção e no Conselho Superior do Ministério Público. A violência contra os idosos e a violência doméstica são dois temas que lhe são caros.

Apesar das funções de relevo que tem vindo a ocupar nos últimos anos, Van Dunem tem primado sempre pela discrição. Veio para Portugal aos 18 anos, para tirar o curso de Direito. No ano passado, concorreu aos lugares existentes no Supremo Tribunal de Justiça para procuradores e ficou em terceiro lugar, podendo ainda vir a ocupar um lugar de juíza conselheira se entretanto abrirem vagas.

Um dos poucos perfis sobre Francisca Van Dunem, feito pela revista Visão em 2007, dá conta de que a magistrada coordenou megaprocessos relacionados com o tráfico de armas na PSP e a corrupção na Marinha. Gosta de cozinhar, de arte — cinema incluído — e de música clássica, mas nem todos lhe apreciam a distância que mantém para com os subordinados. Foi representante de Portugal no Comité Europeu para os Problemas Criminais no Conselho da Europa.

A procuradora-geral distrital de Lisboa chegou a ser representante do Governo português junto do conselho de administração do Observatório Europeu do Racismo e da Xenofobia no início dos anos 2000. Em 2012, em entrevista ao PÚBLICO, dizia: "No discurso político, a questão racial continua a ser tabu, manifestamente. Percebo que a abordagem não é fácil. Construiu-se a ideia de que os portugueses eram propensos à miscigenação, misturavam-se culturalmente e que, portanto, isso era um indicador de que não discriminavam racialmente. Eu digo 'não'."Apesar de, na altura, confessar que nunca tinha sentido discriminação no local de trabalho, e que não achava que a justiça portuguesa discrimine, não tinha dúvidas quanto ao facto de existir racismo em Portugal. "Falta a abordagem franca da questão. Era importante encararmos isso como um problema que, se calhar, nem é assim tão difícil de resolver. Há uma componente educacional, mas é preciso investir nela.”
(in: publico)

(Apesar das funções de relevo que tem ocupado, Van Dunem prima pela discrição)
 

Spínola, Calvão, voltem que estão perdoados.....

Cavaco/Jomav tentou novamente atentar contra os interesses da maioria dos portugueses através de uma golpada antidemocrática e anticonstitucional destinada a manter os seus protegidos no Poder. Mas esses portugueses souberam dar-lhe a devida resposta e obrigaram-no a ter de engolir mais este sapo vivo!..

 







E haveria mais a dizer ou mostrar, mas fico por aqui. Já nada me admira (C.Filipe)


DROGA: Na mesma sala em Bissau as lideranças da África Ocidental e Organizações

O Comité Político de Alto Nível da Iniciativa para a Costa Oeste Africana (WACI), enquanto estrutura de apoio ao Plano de Acção Regional da CEDEAO para a luta contra narcotráfico e o crime organizado na África Ocidental, reuniu-se em Bissau.


O encontro permitiu fazer balanço dos progressos na implementação da Iniciativa, visando combate ao tráfico de droga na África Ocidental, e discutir soluções para os países. Pierre Lapategue, representante regional para África Ocidental e Central do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, considera que uma justiça forte representa o ponto determinante no combate ao tráfico de droga e o crime organizado. Numa outra abordagem ligada à região africana, Lapategue admite haver recrutamento de pessoas pelos movimentos extremistas islâmicos.

Outro ponto assente e que mereceu destaque no encontro foi que a África Ocidental é conhecida como sendo uma região de trânsito do tráfico de cocaína da América Latina para Europa, daí a preocupação da Comunidade Internacional na luta contra o flagelo.

A reunião juntou na mesma sala o representante do presidente da Comissão da Cedeao, Miguel Trovoada, representante de Ban ki-Moon na Guiné-Bissau, Mohamed Ibn Chambas, representante do secretário-geral da ONU para África Ocidental, igualmente Presidente de WACI, projecto conjunto de luta contra o narcotráfico na região e que está a ser implementado pelas Nações Unidas e a Interpol, em colaboração com a Cedeao.




Governo reuniu com comunidade sobre proibição de véu integral

Um encontro que foi presidido pelo Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral, e no qual participaram representantes do Conselho Nacional Islâmico e o Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos da Guiné-Bissau.


Falando em nome do grupo que reuniu com o Secretário de Estado, Tcherno Siradjo Bari disse que no mundo estão em curso vários conflitos, esta situação de conflituosidade justifica que cada Estado tem o dever se prevenir das consequências, no entanto é necessário respeitar a religião islâmica. Neste âmbito, Siradjo Bari disse que concordava com a iniciativa do Governo em proibir o uso de véu integral por alguns membros da comunidade islâmica. 

“Fomos informados que o Governo quer tomar medidas, mas pelo respeito a nossa comunidade ele chamou-nos para pedir informação e consulta em relação ao assunto”, disse Bari. Para Luís Manuel Cabral a situação de vulnerabilidade da Guiné-Bissau em termos de segurança obriga à prevenção da criminalidade e particularmente à circulação e acção de fundamentalistas islâmicos. Face a estas ameaças Luís Manuel Cabral disse que os líderes religiosos concordaram com a posição do Governo em proibir o uso véu integral no país.

“Não estamos contra qualquer prática religiosa, o que está em causa é o controlo das pessoas e a segurança interna do país” mas também porque “no ponto de vista operativo, ficamos com inquietudes, porque não sabemos com quem relacionam dia-a-dia”, disse confirmando que vai informar o chefe do Governo sobre as conclusões do encontro.

Por fim Luís Manuel Cabral reconheceu que a situação é preocupante e lembrou que a Guiné-Bissau é um país laico, pelo que qualquer pessoa é livre de praticar a sua fé de acordo com as leis vigentes no país.