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Joseph Pulitzer

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As boas festas de jomav.... Insegurança alimentar

Em outubro, o PMA assistiu 101 mil pessoas através de atividades de nutrição e do programa de refeições escolares.


O Escritório está enfrentando uma completa falta de financiamento para assistência alimentar para intervenções de ativos.
Atualizações Operacionais
O PAM trabalhou em parceria com a ONU Mulheres, outras agências da ONU e o Governo para lançar a campanha de 16 dias contra a violência sexual e de gênero a nível nacional. O PAM financiou a transmissão na televisão nacional de um documentário sobre a violência de género na Guiné-Bissau.

    
O PAM finalizou um estudo sobre a vulnerabilidade alimentar e nutricional das pessoas que vivem com HIV e / ou tuberculose na Guiné-Bissau. O estudo visa fornecer ao PAM e outras partes interessadas os dados mais recentes. O estudo foi realizado por um consultor internacional e a coleta de dados foi realizada em 6 Regiões (Bafatá, Biombo, Cacheu, Gabu, Oio e Bissau) entrevistando 11.252 pessoas. Os resultados mostraram que 4,5 por cento da população estão em insegurança alimentar grave, 15,6 por cento em insegurança alimentar moderada, 18 por cento na segurança alimentar frágil e 61,9 por cento na segurança alimentar.

 
Em 3 de novembro, a Agência Brasileira de Cooperação e Centro de Excelência Contra a Fome do PMA realizou uma missão de 5 dias para Bissau para apoiar a implementação do programa de alimentação escolar nacional sustentável. Como parte da estratégia de recolha de informação, a missão organizou um workshop de 2 dias com a participação de actores nacionais e internacionais no sector da educação. Espera-se uma nova missão em fevereiro de 2017 para finalizar e apresentar a estratégia final de apoio brasileiro ao Ministério da Educação.

 
De 7 a 11 de Novembro, o PAM participou na Análise do Quadro Harmonizado. Os resultados da análise mostram que Guiné-Bissau está em fase 2 (sob pressão) e as regiões mais afetadas são Cacheu, Gabu e Oio.
Em 23 de novembro, o PMA eo Ministério da Agricultura apresentou em Bissau os resultados do Sistema de Segurança Alimentar e Nutrição Monitoring (FSNMS) pesquisa realizada em sete das nove regiões do país.

 
Os dados recolhidos entre 5 e 24 de setembro de 2016 em 3.173 domicílios em 7 regiões foi validado pelas principais partes interessadas do sector da nutrição na Guiné-Bissau.
    
Os principais resultados mostram que em setembro de 2016, 30,6% dos domicílios estavam em insegurança alimentar, o que representa cerca de 331.745 pessoas. 
Esta taxa é muito maior do que a taxa de 2015 de 10,5 por cento. As taxas de insegurança alimentar são altas em todas as regiões do país, mas são maiores em Cacheu (40,8 por cento), Gabu (35 por cento), Oio (32,2 por cento), onde as taxas ultrapassam a média nacional de 30,6 por cento.



Dificuldades para alimentar doentes no principal Hospital da G-Bissau

O principal hospital da Guiné-Bissau, o Simão Mendes, em Bissau, depara-se com dificuldades para garantir pelo menos uma refeição diária aos doentes internados e a responsável pelos serviços de cozinha, Berta Ié, faz um apelo para que quem possa ajudar.


"Peço às pessoas de boa vontade que ajudem o hospital a superar as dificuldades", disse Berta Ié, informando que o Simão Mendes necessita, diariamente, de 120 quilogramas de peixe ou carne e 90 quilos de arroz.

A nutricionista responsável pela dieta alimentar dos doentes, diz que diariamente a direção do hospital acaba por disponibilizar apenas 45 quilos de carne ou peixe e 75 quilos de arroz, base da comida dos guineenses.

O Simão Mendes, que recebe doentes de todas as partes da Guiné-Bissau, tem oficialmente 720 camas, mas Berta Ié acredita que "em casos de pico de doenças" o hospital chega a albergar o dobro de utentes.

"O hospital só fornece almoço aos doentes, o pequeno-almoço e o jantar, são da responsabilidade dos familiares", explicou a nutricionista embora não concorde com a situação que sublinha, porém, ser a realidade do país.

Berta Ié afirma saber que o hospital é que devia fornecer todas as refeições aos doentes mas dadas as dificuldades de tesouraria teve que pedir aos familiares que se ocupem de duas refeições diárias, observou.

"Temos doentes com problemas de hipertensão, diabete, colesterol ou crianças mal nutridas, toda essa gente precisa de uma dieta especial, mas dadas as circunstâncias não tem sido assim", enfatizou Ié.

Recentemente o Simão Mendes recebeu apoios do novo primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeadamente dois frigoríficos, utensílios de cozinha e 15 caixas de peixe, apoios que Berta Ié agradece e espera por mais.
"Lanço apelo às pessoas de boa vontade para que apoiem os doentes do hospital Simão Mendes", defendeu.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Organização não-governamental portuguesa, tem em marcha plano para comercializar arroz biológico na G-Bissau

A "Afectos com Letras", organização não-governamental portuguesa, tem em marcha um plano para comercializar arroz biológico na Guiné-Bissau e aumentar o rendimento local, disse à agência Lusa a presidente, Joana Benzinho.

“O objetivo é criar uma cooperativa” na região de Cacheu, para onde a ONG já doou três descascadoras de arroz que estão ao serviço em diferentes aldeias e assim criar uma fonte de receita acrescida para a população local.
O arroz está na base da alimentação guineense, de manhã à noite, das crianças aos mais velhos. No entanto, o ciclo de produção (da sementeira ao descasque) funciona de forma artesanal em todo o país, ocupando grande parte do tempo das mulheres. A oferta de descascadoras “tem tido impacto”, relatou Joana Benzinho.

“Há mudanças positivas: as meninas já frequentam as escolas, as mães dedicam-se a outro tipo de horticultura que permite aumentar o rendimento do agregado familiar e os vizinhos tentam também ter tempo para usar a máquina”, descreveu.

A presidente da Afectos com Letras quer que este seja o primeiro passo de um plano maior para valorizar um produto alimentar guineense cujo potencial, baseado nas propriedades de origem biológica, o país desconhece. “Neste momento não há excedentes, a população consome tudo o que produz. Mas o objetivo é criar uma cooperativa entre as três tabancas (aldeias) abrangidas: Bamarmbe, Blequisse e Jeta” que possa promover o produto mal haja quantidade.

Será criado um ponto de recolha geograficamente equidistante das três descascadoras e para tratamento final do arroz, de maneira a ser “ensacado e rotulado como arroz da terra, totalmente biológico”, referiu. O “selo” biológico dos produtos locais pode ser o contraponto de um setor onde a mecanização e o uso de adubos é quase inexistente.

Um estudo encomendado pela União Europeia sobre o potencial da Guiné-Bissau para produzir arroz e apresentado em 2015 concluiu que o país pode ser auto-suficiente e até exportar se apostar na formação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. No entanto, a instabilidade política crónica tem feito com que as políticas públicas não avancem e o território não supera a habitual produção anual a rondar as 200 mil toneladas, às quais é preciso juntar outras 90 mil toneladas de importação para satisfazer o mercado interno.
Na região de Cacheu, a Afectos com Letras acompanha o trabalho feito pela população com as descascadoras para avaliar o momento em que poderá ser dado o passo para comercializar o arroz biológico. A produção pode dar o exemplo de uma iniciativa que avança pela mão dos residentes, independentemente da instabilidade política.

Uma das premissas base, que as descascadoras funcionem, tem sido conseguida graças à constituição de grupos locais que tratam da sua gestão e manutenção — incluindo mudanças de filtros e óleos do motor da máquina. Tudo é tratado “por três pessoas responsabilizadas pela gestão e manutenção” de cada máquina.

Ter mulheres “sempre no comité de utilização é importante porque como são elas as principais utilizadoras”, logo “a tendência para tratar bem a máquina é maior”.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Instabilidade política dificulta cooperação entre Pequim e Bissau"

O embaixador da China na G-Bissau lamentou que a instabilidade política e governativa prejudique a cooperação entre os dois países.


Em entrevista ao jornal guineense O Democrata, Wang Hua citou as constantes mudanças políticas no país que, pelo menos, levaram a Guiné-Bissau a perder duas grandes oportunidades, sendo a mais importante a “ausência de ideias claras” no Fórum de Cooperação China/África, realizado em Julho em Pequim e no qual foram definidos projectos estratégicos.

Outra oportunidade, ainda segundo Hua, foi durante o fórum de cooperação em Outubro, no qual o então primeiro-ministro Baciro Djá “não levou nenhuma iniciativa de projecto viável capaz de mobilizar fundos do sector privado chinês”.

O diploma destacou ainda o facto de, em virtude da instabilidade, “ser difícil encontrar um interlocutor estável em Bissau.

A China, no entanto, “tomou a iniciativa de perdoar o crédito da Guiné-Bissau estimada em mais de 30 milhões de dólares” e disponibilizou um apoio financeiro de 14 milhões de dólares para infraestruturas.
Wang Hua termina a sua missão na Guiné-Bissau no fim do mês.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ONU espera que haja consultas sobre saída da força regional da G-Bissau

Secretário-geral quer empenho e boa vontade dos políticos guineenses para solução política duradoura da crise; líderes da Cedeao consideram retirar a Ecomib no primeiro trimestre de 2017.

O secretário-geral da ONU disse esperar que a saída da força regional da Guiné-Bissau dependa das condições acordadas pelos países do bloco e "de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas".
Ban Ki-moon emitiu uma nota em que declara que tomou conhecimento da decisão da Autoridade da Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Ecomib, da retirada no primeiro trimestre de 2017.

Crise
O chefe da ONU disse partilhar a preocupação dos chefes de Estado e de governo da Cedeao pela "prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afetar negativamente a população do país." Os líderes regionais reuniram-se no sábado em Abuja, na Nigéria.
Ban agradece os esforços contínuos dos chefes de Estado e de governo para garantir a plena implementação do roteiro, em especial ao mediador da Cedeao para a Guiné-Bissau, ao presidente Alpha Condé da Guiné Conacri e à líder da Autoridade da Cedeao Ellen Johnson-Sirleaf.

Roteiro
O pedido à liderança política da Guiné-Bissau é que "demonstre o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da Cedeao e no Acordo de Conacri.
A nota reitera o empenho da ONU e do representante especial do secretário-geral na Guiné-Bissau, Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação.



Declaração pelo Porta-voz do Secretário-Geral sobre a G-Bissau

O Secretário-Geral das Nações Unidas partilha a preocupação expressa pelos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em 17 de Dezembro, pela prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afectar negativamente a população do país.


O Secretário-Geral agradece aos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, em especial ao Mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau, ao Presidente Alpha Condé da Guiné e à Presidente da Autoridade da CEDEAO, Ellen Johnson-Sirleaf, os seus esforços contínuos para assegurar a plena implementação do Roteiro da CEDEAO de 10 de Setembro de 2016 e do Acordo de Conakry de 14 de Outubro de 2016. O Secretário-Geral apela à liderança política da Guiné-Bissau para demonstrar o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da CEDEAO e no Acordo de Conakry.

O Secretário-Geral toma nota da decisão da Autoridade da CEDEAO de proceder à retirada da Missão da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB) no primeiro trimestre de 2017. Exprime a esperança de que tal retirada dependa das condições prévias estipuladas no Roteiro da CEDEAO e de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas.

O Secretário-Geral sublinha o empenho das Nações Unidas e do seu Representante Especial e Chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Sr. Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação liderado pela CEDEAO e a plena e rápida implementação do Roteiro da CEDEAO e do Acordo de Conakry.

Nova Iorque, 20 de Dezembro de 2016


Desapareceram medicamentos que seriam administrados a mais de 300 mil crianças

O ministro da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Carlitos Barai, confirmou hoje o desaparecimento de «quantidade assinalável» de medicamentos que seriam utilizados numa campanha de desparasitação de cerca de 300 mil crianças.


Os medicamentos, mebendezol, teriam desaparecido dos armazéns do Ministério da Saúde Pública em Bissau, facto que motivou o adiamento do início da campanha de desparasitação de crianças, que devia ter lugar na segunda-feira, 20 de dezembro.

Fontes do Ministério da Saúde disseram à Lusa que «por enquanto não é possível quantificar» o medicamento desaparecido, situação que o ministro quer ver esclarecida nos próximos dias.

Uma operação de inquérito, envolvendo técnicos do ministério e agentes da Polícia Judiciaria já foi colocada no terreno.

Os medicamentos em questão seriam administrados às crianças de até 56 meses de vida, numa campanha em que também seriam dadas às crianças suplementos de vitamina A.

Os fármacos foram adquiridos pela UNICEF e uma organização não-governamental no valor de 80 milhões de francos CFA (cerca de 122 mil euros).

O ministro da Saúde Pública guineense prometeu tomar «medidas duras» para pôr cobro a uma situação que disse ser recorrente no seu ministério, lembrando que num passado recente desapareceram dos armazéns tendas (mosquiteiros) impregnadas com inseticidas destinadas à população carenciada.

«Os materiais ou os medicamentos destinados à população não podem continuar a desaparecer sem que se saiba como», defendeu Carlitos Barai.



Secretário-geral da ONU quer "solução política duradoura para a crise no pais"


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje em comunicado que partilha a preocupação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) com a situação política na Guiné-Bissau.


"O secretário-geral partilha a preocupação expressada pelos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO com a prolongada crise institucional e política na Guiné-Bissau, que continua a ter um impacto negativo nas pessoas do país", lê-se no comunicado da ONU. No final de uma cimeira no sábado passado, os líderes da África Ocidental instaram o Presidente guineense, José Mário Vaz, "para que se conforme aos dispositivos do Acordo de Conacri", instrumento patrocinado pela CEDEAO e com o qual a organização acredita que a Guiné-Bissau poderá sair da crise política que conhece há mais de ano e meio. O Acordo de Conacri visa a formação de um Governo cujo primeiro-primeiro seria uma figura de consenso e que tenha a confiança do Presidente guineense.

No entanto, quatro das cinco formações políticas com assento parlamentar não reconheceram Umaro Sissoco Embaló, chefe do executivo proposto por José Mário Vaz. No comunicado, Ban Ki-moon pede "à liderança política da Guiné-Bissau que demonstre o compromisso e boa-vontade necessários para atingir uma solução política duradoura para a crise no pais, com base no Roteiro da CEDEAO e no Acordo de Conacri." O diplomata refere-se ainda à saída da missão da CEDEAO do país, planeada para o primeiro quarto de 2017, dizendo ter "a esperança de que tal retirada esteja contingente das pré-condições estipuladas no Mapa da CEDEAO e em articulação adequada com os outros parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas".

O Presidente da Guiné-Bissau pretendia reunir-se na terça-feira com os cinco partidos com representação parlamentar e os titulares dos órgãos de soberania, mas três partidos com assento no Parlamento (PAIGC, PCD e UM) não estiveram no encontro, bem como a direção do hemiciclo. No final, José Mário Vaz instou a classe política a abraçar o seu repto para "um diálogo nacional" se os guineenses quiserem "salvar o país e encarar o futuro com confiança".




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Umaro Sissoco “treme” perante posição da CEDEAO

JOMAV estará a diligenciar, no sentido de promover um encontro com os partidos políticos representados no parlamento para uma avaliação da situação, depois da cimeira da CEDEAO.

Um alto dirigente político, considera que o Chefe de Estado tem no momento duas opções políticas: recuar e demitir o Governo liderado por Umaro Sissoco Embalo e convidar o PAIGC a chefiar o novo executivo, ao abrigo do acordo de Conacri, ou dissolver o parlamento, mantendo atual Governo, e, em consequência, convocar eleições legislativas antecipadas. Este último cenário, ressalvou o mesmo dirigente político, seria mais sensato para o Presidente José Mário Vaz.

Por outro lado, a CEDEAO deverá iniciar a retirada gradual do seu contingente militar e policial estacionário na Guiné-Bissau (ECOBIB), a partir de janeiro de 2017. Uma decisão que poderá colocar em causa a segurança militar no país, porquanto, a missão é tida como responsável pela não intervenção dos militares guineenses na crise política que arrasta há mais de um ano no país.




A saga de um demagogo lider para um estado falhado...

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, instou esta terça-feira a classe política a abraçar o seu repto para “um diálogo nacional” se os guineenses quiserem “salvar o país e encarar o futuro com confiança”.


O repto do chefe de Estado foi feito num encontro anunciado como sendo reunião com os cinco partidos políticos com representação no Parlamento, órgãos de soberania e sociedade civil, mas que acabou por ser uma comunicação do Presidente aos presentes.

Numa mensagem lida e sem que os presentes pudessem falar, o Presidente guineense informou-os sobre o que se passou na cimeira de líderes da África Ocidental que teve lugar na Nigéria no passado sábado e o que aí foi abordado sobre a crise política na Guiné-Bissau.

Disse que “em nenhuma circunstância” os líderes da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) colocaram em causa o Governo em funções na Guiné-Bissau e muito menos a legitimidade da equipa liderada pelo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

José Mário Vaz pediu à classe política para que abrace o diálogo para a busca de uma solução para a saída da crise política “ao invés de persistência em cavar mais o fosso na sociedade guineense”, frisou.

"" Entendo que terminada a busca de uma solução além-fronteira para os nossos problemas é chegado o momento de assumirmos os nossos desafios nas nossas próprias mãos. Doravante convido a todos para entramos numa nova oportunidade de diálogo nacional se quisermos, realmente, salvar o nosso país”, defendeu José Mário Vaz. ""

Para o chefe de Estado guineense, para fazer face aos problemas “criados pelos próprios cidadãos” apenas o dialogo sério e franco “apenas entre os próprios guineenses” poderá ser a solução.
José Mário Vaz elegeu a Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) como a “sede por excelência” para o diálogo nacional ainda que o processo possa conduzir, por vezes, às divergências entre os atores políticos, notou.
Mesmo perante as divergências, José Mário Vaz entende que ninguém pode desistir de promover e participar do diálogo que se pretende.

Disse ainda que, enquanto chefe de Estado e cidadão guineense, estará sempre aberto ao diálogo desde que seja para apresentação de “soluções inovadoras” para a saída da crise política que afeta a Guiné-Bissau há 16 meses.
Três partidos com assento no Parlamento (PAIGC, PCD e UM) não estiveram no encontro bem como a direção do hemiciclo sem que se conheçam as razões das ausências.


Angola crê que G-Bissau venha ser alvo da atenção de António Guterres (ONU)

O embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Ismael Martins, disse acreditar que o fim da crise na Guiné-Bissau venha a ser um dos primeiros temas de atenção do novo secretário-geral da ONU. António Guterres inicia funções a 1 de janeiro de 2017.


Falando à ONU News, em Nova Iorque, o diplomata frisou que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, também pode ter uma participação fundamental no processo e falou de focos de tensão na África Ocidental.

Insegurança
"Eu estou em crer que vai ser uma das primeiras crises que o novo secretário-geral vai ter em mãos. Neste momento temos naquela região uma atuação extremamente delicada,  de insegurança, de muita fragilidade,como aquilo que se passou na Gâmbia. A Ecowas (Cedeao) acabou de se reunir e pronunciou-se igualmente sobre a situação na própria Guiné-Bissau."
Para Ismael Martins, o fim da crise institucional e política guineense "incumbe primeiro ao próprio povo".

Presidentes
"Eu penso que vai ser necessário o diálogo para convencer o presidente da Gâmbia a cessar e convencer também o presidente atual da Guiné-Bissau a ceder, a dar cumprimento ao que são as constituições no mundo e do Estado."
O diplomata disse que a Guiné-Bissau está entre os temas do Conselho a serem debatidos nos próximos cinco dias, esperando-se um novo pronunciamento do órgão sobre a questão.
Martins disse que o novo secretário-geral, que conhece bem os países como a Guiné-Bissau, "será um dirigente decisivo" para ajudar a nação lusófona.
No fim de semana, líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, apelaram ao presidente guineense a cumprir o Acordo de Conacri e a todas as partes a respeitar estritamente os princípios do entendimento para o fim da crise.

Ismael Martins. Foto: ONU/Mark Garten

 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Que fazer ao lixo ?

Inauguração do Laboratório de Resíduos Sólidos e lançamento da Cooperativa de Reciclagem de Lixo (CRELIX)


A 16 de Dezembro, às 8 horas, na 2ª sede do município (em frente ao Hospital Nacional "Simão Mendes"), a Câmara Municipal de Bissau (CMB) e a ONG italiana LVIA inauguraram o laboratório de Resíduos Sólidos e lançar a Cooperativa de Reciclagem de Lixo (CRELIX).

O evento acontece no âmbito do projeto GRSU-BISSAU (Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos na cidade de Bissau), financiado pela União Europeia, e conta com a participação de representantes da Câmara Municipal de Bissau, da União Europeia, do projeto e da nova cooperativa de recolha e reciclagem de lixo.

A CRELIX é a primeira experiência piloto de serviço de recolha selectiva de lixo fornecido pela CMB. Integra os conhecimentos das Associações de Bairro (AMATCHADA e OJOBIV), as experiências dos apanhadores informais de lixo e a supervisão da mesma Câmara. A estratégia visa uma maior responsabilização dos cidadãos sobre a boa gestão dos resíduos e uma maior eficiência do serviço de recolha por parte da CMB, através da redução das quantidades de resíduos a serem transportados para o destino final (Vazadouro de Antula). 

A cooperativa tem 14 elementos, integrando representantes das Associações de Bairro e operadores de limpeza, selecionados dentro dum percurso de inclusão social dos apanhadores de lixo informais levado a cabo pelo Projeto GRSU-BISSAU.

O Laboratório da CRELIX pretende também tornar-se um ponto de referência para a seleção e venda de materiais reaproveitáveis (garrafas de plástico, vidros ou latas). A CRELIX realizará também acordos com todos os interessados na compra dos ditos materiais. O Laboratório está aberto de segunda a sábado, das 8 até as 17 horas na 2ª sede da CMB.



Apoio à Diversificação Agrícola e Desenvolvimento de castanha de Caju de Qualidade

As ONGs GRDR e CONGAI lançam um Programa de apoio à Diversificação Agrícola e Desenvolvimento de castanha de Caju de Qualidade, co-financiado pela União Europeia.


A cerimónia de lançamento realiza-se amanhã, 20 de Dezembro, às 10 horas, na sala de conferências da igreja católica de Farim.

O objetivo do programa é contribuir para a melhoria da segurança alimentar dos camponeses nas regiões de Oio e de Cacheu, através de actividades de vulgarização das boas praticas pré e pós colheita, da elaboração de um caderno de encargos «castanha de qualidade», da melhoria do ambiente de produção e da implementação de um fundo de apoio à diversificação da produção agrícola.

O projecto beneficiará 600 pequenos produtores, 150 famílias e 2 organizações regionais de produtores.

Durante a cerimónia divulgar-se-ão os resultados do estudo sobre a situação de referência da fileira de castanha de caju nas regiões citadas.




domingo, 18 de dezembro de 2016

Os negócios vistos por Câmara de Comércio e Indústria Portugal / G-Bissau,

A Guiné-Bissau vem melhorando seu clima de negócios e é uma "porta de entrada" explorada por um grande mercado regional, mas os riscos políticos internos afastaram os investidores, de acordo com o primeiro guia de investimentos do país.


Publicado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Guiné-Bissau, o guia apresentado em Lisboa salienta a importância da integração do país africano na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com uma população de 320 milhões de habitantes , Bem como as "vantagens para as relações com os investidores", derivadas da adesão à União Monetária Regional (UEMOA).


Esta adesão assegura estabilidade da taxa de câmbio devido à paridade fixa entre o franco CFA, utilizada por 80 milhões de pessoas em sete países, e também a "liberdade de repatriamento e lucro", com maior integração regional retida apenas por uma falta De infra-estruturas de base, incluindo portos, estradas e energia."Os desafios para a competitividade da Guiné-Bissau incluem o reforço dos serviços públicos básicos de saúde, educação, infra-estruturas básicas para a água, saneamento, energia, transportes e comunicações; E principalmente a recuperação dos setores de manufatura, o que requer estímulo ao investimento privado ", disse o Guia.


Na última edição do relatório Doing Business do Banco Mundial, o país foi, juntamente com São Tomé e Príncipe, o país que registou o desempenho mais positivo entre os países de língua portuguesa, subindo para o 172.º lugar.A melhoria foi conseguida graças à introdução de um novo procedimento conciliatório para as empresas em dificuldades financeiras e a um processo de liquidação preventiva que auxilia as situações de insolvência, o que também é referido no Guia elaborado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Guiné-Bissau .


Mas, apesar dos progressos em "simplificar os procedimentos administrativos e legais ea criação de um sistema de incentivos para o investimento internacionalmente competitivo", que afeta a velocidade de abertura de novos negócios, "a percepção dos investidores sobre a facilidade de fazer negócios é muito prejudicada pela instabilidade política" Ele disse.No atual período, que começou em 2014, a Guiné-Bissau teve cinco governos e o mais recentemente nomeado não faz parte do partido que venceu as últimas eleições, minando suas chances de sucesso.No entanto, alguns investidores têm persistido com seus investimentos no país, notoriamente a China, que está investindo na construção de infra-estrutura no país.


No final de novembro, o embaixador da China em Bissau, Wang Hua, anunciou que seu país vai financiar a construção de uma rodovia entre a cidade de Bissau e Safi, uma cidade que fica a 14,4 quilómetros ao norte da capital, e que técnicos chineses já estavam Na capital guineense para preparar o início da obra.O projeto, no valor de US $ 16,5 milhões, tornará mais fácil o transporte de produtos comerciais do interior para a capital.


O governo da Guiné-Bissau assinou na quinta-feira um acordo com o empresário chinês Xuguang Li, presidente da Shenyang Lan Sa Trading Co Ltd, para a construção de uma usina de biomassa para abastecer as cidades de Bissau e Mansoa no centro do país .


Na introdução ao Guia de Investimentos, o presidente do CCIPGB, Jorge Sousa, destacou os esforços das autoridades para incentivar o investimento estrangeiro e a situação do país como "excelente porta de entrada" para o mercado regional.


"Ao focar a Guiné, os riscos estão sendo tomados, mas outros estão diluídos, em mercados onde sempre nos concentramos. A diversificação do risco é uma estratégia para que as empresas não dependam de um ou outro mercado ", disse Sousa.



 

ECOWAS agenda ....

Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da CEDEAO, disse também que os líderes da sub-região abordariam a situação na Guiné-Bissau.
O presidente da CEDEAO descreveu a situação na Guiné-Bissau como "muito complicada, observando que" é pertinente escolher um líder que reflita a vontade do povo ".
Em abril de 2012, os militares fizeram um golpe de Estado naquele país, e líderes militares e uma coaligação de partidos políticos anunciaram a formação de um Conselho Nacional de Transição, sob pressão internacional.
A Guiné-Bissau também está em um impasse político desde agosto de 2015, quando o presidente José Mario Vaz demitiu o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.
Vaz também dissolveu o governo em 12 de novembro em uma tentativa de resolver uma crise de sucessão política.
Uma delegação da CEDEAO no dia 6 de novembro exigiu que Vaz nomeasse um novo primeiro-ministro e lidasse com deputados dissidentes com o objetivo de retomar as funções normais do parlamento.
NAN também reuniu que a cimeira iria considerar o relatório da 77 ª Temporada Ordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO e da 37 ª sessão do Conselho de Mediação e Segurança.
A reunião também consideraria o Relatório Anual de 2016 do Presidente da comissão e discutiria a estratégia de sub-regiões para eleições para cargos na União Africana.


ECOWAS  leaders in Gambia on Tuesday, L-R, Johnson Sirleaf, Buhari and Ernest Koroma