COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

domingo, 3 de agosto de 2014

Sobre os programas de apoio ao desenvolvimento


Um olhar sobre os programas de apoio ao desenvolvimento

Abordagem ao modelo de governação e “accountability”


Porque não devemos falhar…


Por “accountability“ ou responsabilização se quiserem, entende-se à “obrigação de membros de um órgão administrativo prestar contas as instâncias controladoras ou aos seus representados”. Significa que “quem desempenha funções de importância na sociedade deve regularmente explicar o que anda a fazer, como faz, porque faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir”.

Não se trata, portanto, apenas de prestar contas em termos quantitativos, mas, também, de
autoavaliar a obra/projeto feito e desenvolvido, de dar a conhecer o que se conseguiu e de justificar aquilo em que se falhou.

A obrigação de prestar contas, neste sentido amplo, é tanto maior quanto a função é pública, ou seja, quando se trata do desempenho de cargos públicos pagos pelo dinheiro dos contribuintes. Portanto, é importante que cada vez mais se tenha este princípio como “Mandamento” e ser automaticamente acionado em circunstâncias que denotam responsabilidade civil, obrigações e prestação de contas. “Accountability” é considerada um aspeto central da governança, tanto na esfera pública como na privada.

No caso em particular e tomando como exemplo, saliento que não houve escolha ou interesse por este ou aquele projeto/programa em especial mas apenas a essência e a importância que o mesmo reveste para o País, a execução do “Projeto de Apoio a Reforma na Administração Pública” (PARAP) que decorreu entre os anos 2008 e 2011 salvo erro. Na verdade, como é do conhecimento público, este é um importante projeto de reforma da administração pública que beneficiou de cerca de 6,5 milhões de euros por parte da União Europeia para a reforma da administração pública da Guiné-Bissau.

No entanto, de acordo com o relatório público, o então Ministro da tutela (2012) referiu, cito, (…) o projeto foi mal desenhado e mal concebido e os resultados estão aquém das expectativas (…), conforme a notícia que se pode ler através do link: http://www.gaznot.com/?link=details_actu&id=825&titre=Entrevista#.U9paQVjzl9U - publicada pela Gazeta de Notícias Gaznot.com em 31/10/2012.

Portanto, a questão não tem só a ver com o desenho do projeto mas, também, com a avaliação “ex-ante” que deveria ter sido feita previamente e, automaticamente, adaptar o mesmo à realidade guineense, bem como monitorizar toda a fase de execução do mesmo e apontando caminhos que devem ser seguidos para a sua boa execução.

Em termos práticos, desenvolveu-se um conjunto de procedimentos e gerou-se uma panóplia de propostas que não deram corpo ao projeto na sua plenitude, acabando por ser abandonado com a interrupção constitucional de Abril de 2012, tal como refere ainda o artigo supracitado (…) durante todo esse tempo houve vários projetos de diploma de modernização e inovação da administração pública elaborados pela consultoria, mas nenhum desses diplomas, infelizmente, foi aprovado durante a vigência do projeto (…). Na verdade, é importante a responsabilização porque não devemos e nem podemos falhar…!

Aplicar o conceito “accountability”, não se trata, portanto, apenas de prestar contas em termos quantitativos mas, também, de autoavaliar a obra/projeto feito e desenvolvido, e dar a conhecer o que se conseguiu e de justificar aquilo em que se falhou. A obrigação de prestar contas, neste sentido amplo, é tanto maior quanto a função é pública, ou seja, quando se trata do desempenho de cargos públicos pagos pelo dinheiro dos contribuintes. Portanto, é importante que cada vez mais se tenha este princípio como mandamento e ser, automaticamente, acionado em circunstâncias que denotam responsabilidade civil, imputabilidade, obrigações e prestação de contas.

Por outro lado, e no que respeita à importância que se dá aos projetos de desenvolvimento e a forma como atuam nos planos político, económico, social, cultural e ambiental, tendo em conta a lógica das necessidades e dos modelos de governação dos mesmos, devem ser enquadrados sempre na ótica do tipo/modelo de desenvolvimento que o País carece e não tanto da arquitetura de programas previamente definidos pelos parceiros internacionais ou organismos financiadores. É importante também verificar se os subsídios e donativos subjacentes ao financiamento dos mesmos têm em conta à alavancagem económica e social que se pretende tanto no plano nacional como internacional.

Sem dúvida que é importante, aliás urgente, o desenvolvimento de infraestruturas básicas necessárias à população, tais como energia, água, saneamento, reabilitação urbana, rodovias, equipamentos de saúde e educação, etc. Mas, é igualmente importante fazer acompanhar estes projetos, de investimento da componente pública, e ter uma visão de integração e da dinâmica do território, bem como do investimento que se pretende em áreas não materiais, tais como a valorização do conhecimento, formação, qualificação, ciência, tecnologia e inovação, bem como a promoção de níveis elevados e sustentados de desenvolvimento económico e sociocultural, num quadro de valorização da igualdade de oportunidades e, bem assim, do aumento da eficiência e qualidade das instituições públicas.

Entendo que jamais se deverá descurar a intervenção nestas áreas, inclusive reforçando o potencial humano e social, com forte investimento na educação, cidadania, capacitação institucional pública e governamental, sendo esta última reservar-se o direito de definir a melhor estratégia para a Nação. Sublinho que a questão da qualificação é importante e deve ser tida em conta na articulação entre os objetivos e as orientações estratégicas.

Tanto na questão de “accountability” como da arquitetura dos programas de apoio, importa realçar e assinalar que a conceção, elaboração e implementação de um mecanismo desta natureza exige forte concentração e articulação de esforços por parte do Estado, dos parceiros económicos e sociais, das instituições e da sociedade civil, pelo que acresce a responsabilidade no desenho de um modelo de desenvolvimento que a Guiné-Bissau pretende e que se adapte à sua realidade, não o que as entidades financiadoras pretendem alocar com os seus recursos financeiros.

Por último, no que se refere ao “Modelo de gestão e/ou governação” dos financiamentos e programas de desenvolvimento, gostaria apenas de salientar que o conceito associado a este tema implica necessariamente “ações para governar, dirigir, ordenar, dispor ou organizar”.

Na verdade, os governos têm um modelo de gestão no qual se baseiam para desenvolver as suas políticas e ações, e com o qual pretendem alcançar os seus objetivos. Contudo, o modelo de gestão adotado pelas organizações públicas difere do modelo de gestão do foro privado, porque enquanto o segundo tem por base a obtenção de lucros, o primeiro põe em jogo outras questões, como o bem-estar social.

Desta forma, no que se refere aos projetos desenvolvidos por atores públicos estatais, julgo que é relevante abordar o mecanismo de controlo através de uma “Agência para o Desenvolvimento” capaz de garantir uma maior coordenação das opções de “macro programação financeira” e reforçar a racionalidade económica e a sustentabilidade financeira dos investimentos cofinanciados.

Por exemplo, relativamente aos fundos da política de coesão e programas de apoio, a concentração, numa única instituição, das funções relativas à Coordenação global, Certificação, Pagamento, Avaliação, Comunicação, Monitorização e Auditoria de Operações, neste caso em articulação com a Autoridade de Auditoria (podendo ser o Tribunal de Constas), constitui um contributo inequívoco para a racionalização, especialização, eficácia e eficiência dos serviços.

A concretização da Agência para o Desenvolvimento torna igualmente possível apoiar com maior alcance as políticas de desenvolvimento sustentável, designadamente através da conceção e promoção de instrumentos de base territorial que visem a valorização do território e, em simultâneo, desenvolver e estabilizar um centro de competências especializadas em matéria de auxílios de Estado.

A Agência para o Desenvolvimento teria por missão coordenar a Política de Desenvolvimento Regional e assegurar a Coordenação geral dos Fundos Estruturais e de Investimento. Deve ser dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, aliás um instituto público de regime especial, com capacidade jurídica de intervenção sobre todo o território nacional, situando-se na esfera da administração indireta do Estado, integrada na Presidência do Conselho de Ministros e atuando sob superintendência e tutela do Primeiro-Ministro.

Julgo que a Nação está a viver um momento determinante da sua vida, e as decisões de agora irão marcar não só o seu futuro próximo mas também dos seus filhos. Dos poucos instrumentos que existem, poderão vir a existir muito mais, serão necessárias não só as reformas económicas e políticas, mas, também, direcionar os recursos para a valorização e capacitação do País, dos recursos humanos e do emprego, por forma a dar novas esperanças às pessoas e às instituições. Mas, até lá (…) até lá a Nação tem de acertar a "marcha" com a coesão nacional! ©LV

Lisboa, 02 de agosto de 2014.

Luís Vicente
 



 (editor: texto sob o novo acordo ortográfico)


sábado, 2 de agosto de 2014

Menino do Bairro Negro - Zeca Afonso

02-08-1939 -- 02-08-2014.
José Afonso, com alguns amigos.


  PARABÉNS ZECA!



                                            
                    

Para a entrada em vigor da Convenção sobre a Cooperação Transfronteiriça

 

A União Africana apela para a rápida entrada em vigor da Convenção sobre a Cooperação Transfronteiriça


Adis Abeba, Etiópia, 01 de agosto, 2014 - O Presidente da Comissão da União Africano (UA), Dr. Nkosazana Dlamini-Zuma, insta os Estados-Membros a assinar e ratificar, dentro do tempo o mais breve possível, a Convenção da União Africana sobre a Cooperação Transfronteiriça. Também conhecida como a Convenção de Niamey, o instrumento foi adoptado pela 23 ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da UA, realizada em Malabo, Guiné Equatorial, em 26 e 27 de junho de 2014 .

O Presidente da Comissão sublinha a importância da rápida entrada em vigor ea aplicação efectiva da Convenção de Niamey, que é um componente importante do Programa de Fronteiras da UA (PFUA), lançado em 2007 e dois objectivos gerais são a prevenção estrutural dos conflitos e aprofundamento da integração no continente. Ele lembra que a Convenção de Niamey tem como objectivo promover e fortalecer relações de boa vizinhança entre a borda e outras partes interessadas dentro de duas ou mais comunidades Unidos, autoridades locais e autoridades regionais, nomeadamente através da celebração de acordos e disposições específicas para este fim.

O Presidente da Comissão expressa o compromisso da Comissão para apoiar os esforços dos Estados Unidos para dar pleno cumprimento às disposições da Convenção, uma vez que entre em vigor. Neste sentido, especial atenção será dada à operacionalização do Comité Consultivo em matéria de fronteiras, incluindo representantes de Comunidades Económicas Regionais e responsável, sob a autoridade da Comissão para promover a cooperação transfronteiriça, e do Fundo de PFUA, que será financiada por contribuições voluntárias dos Estados-Membros e outras receitas diversas.



NOTA PARA OS EDITORES


Sobre a Convenção de Niamey. Desenvolvimento da presente Convenção começou em 2009, após as reuniões de peritos sobre a questão, o projecto de Convenção foi considerado pela Terceira Conferência de Ministros Africano encarregada de questões de fronteiras, realizada em Niamey em 17 de Maio de 2012, e pela Comissão Técnica Especializada de Justiça e Assuntos Jurídicos, realizada em Adis Abeba de 6 a 16 de Maio de 2014, antes de ser adoptado pela 23 ª Sessão Ordinária da Conferência da União, realizada em Malabo 26-27 junho de 2014.


A Convenção tem os seguintes objectivos:


- Facilitar a cooperação transfronteiriça a nível local, regional e sub-regional;


- Facilitar a delimitação e demarcação das fronteiras africanas ainda não foram ea solução pacífica dos diferendos fronteiriços;

- Transforme as áreas de fronteira em catalisadores de factores de crescimento, bem como a integração do continente; e

- Promover a paz e estabilidade em África.

A Convenção prevê mecanismos para a implementação a nível regional e continental. Além disso, estabelece um Fundo para PFUA. A decisão entra em vigor trinta dias após o recebimento do décimo quinto instrumento de ratificação ou adesão.

Sobre o Programa de Fronteiras da UA:. PFUA foi lançada pela Primeira Conferência dos Ministros Africanos responsáveis ​​pelas Questões de Fronteiras, realizada em Adis Abeba, 07 de junho de 2007 O PFUA tem como objectivos: facilitar a delimitação e demarcação de fronteiras africanas ainda não ter sido; promover a cooperação transfronteiriça; reforçar as capacidades africanas de gestão das fronteiras; e desenvolver parcerias e mobilizar recursos para apoiar os esforços dos Estados-Africano. Duas outras Conferências dos Ministros Africanos responsáveis ​​pelas Questões de Fronteiras foram realizadas mais tarde: em Adis Abeba, 25 de março de 2009; e em Niamey, Níger, 17 de maio de 2012. Quarta Conferência Ministerial sobre PFUA prevista para Outubro de 2014.

O lançamento do PFUA parte dos esforços dos países africanos para enfrentar os desafios relacionados com a gestão das fronteiras herdadas da colonização, eles estão cientes de que a realização de uma maior unidade e solidariedade entre os países e povos africanos requer a redução de peso das fronteiras entre eles. De fato, a passagem da barreira fronteira e a sua promoção como uma ponte que liga um estado para outro permitirá a África para dar um novo impulso ao negócio de integração continental, reforçar a sua unidade e promover paz, segurança e estabilidade. É neste contexto que a OUA / UA adoptou uma série de políticas e instrumentos jurídicos para orientar os esforços dos Estados-Membros na gestão das questões de fronteiras, incluindo o princípio do respeito das fronteiras existentes no momento da independência, acordada em Cairo em julho de 1964; o princípio da solução negociada dos diferendos fronteiriços, afirmada pela 44 ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros da OUA, realizada em Adis Abeba, em Julho de 1986; e do Memorando de Entendimento sobre a Conferência sobre Segurança, Estabilidade, Desenvolvimento e Cooperação em África (CSSDCA), adoptada pela Cimeira da OUA, realizada em Durban em Julho de 2002, que insta os Estados-Membros para completar a delimitação e demarcação das fronteiras africanas ainda não tinha sido em 2012.


Sobre o progresso na implementação de PFUA:


(I) Delimitação e Demarcação

Desde o seu lançamento, o PFUA particular atenção para a delimitação e demarcação das fronteiras africanas. Na verdade, a falta de definição de fronteiras pode levar a mal-entendidos, ao mesmo tempo que impede a aceleração do processo de integração (é, por exemplo, impossível estabelecer uma posição de costumes que permitam facilitar comércio se você não sabe exactamente onde a passagem de fronteira). A Cimeira da UA realizada em Malabo, em Julho de 2011, decidiu adiar para 2017 a conclusão do exercício de delimitação e demarcação das fronteiras africanas ainda não ter sido.


Neste contexto, foram tomadas as seguintes iniciativas:

- O lançamento, em 2008, um fronteiras Pan de diagnóstico através de um questionário enviado a todos os Estados-Membros para saber o status de suas fronteiras. Até à data, a Comissão recebeu 31 respostas, em que ela trabalhou no estabelecimento de um Sistema de Informação de Fronteiras, que terão uma visão geral e actualização da situação das fronteiras africanas ;

- Suporte para demarcação da fronteira entre Mali e Burkina Faso, que foram concluídos em 2010 PFUA tem a aceleração e conclusão da demarcação dos últimos 413 km .. A fronteira terrestre 1,303 km estão agora totalmente demarcada;

- Suporte para a delimitação das fronteiras marítimas entre as Comores, Moçambique, Tanzânia e Seychelles, que culminou com a assinatura de um tratado de delimitação de 17 de fevereiro, 2012;

- Suporte para a conclusão em 2012, a densificação da fronteira 330 km entre Moçambique e Zâmbia, bem como a fronteira entre a Zâmbia eo Malawi (804 km). Um processo semelhante está em andamento para as fronteiras terrestres entre Moçambique, por um lado, a Tanzânia (671 km) e Malawi (888 km de terra), por outro lado;

- Suporte para exercícios durante a delimitação e demarcação entre o Senegal e no Mali (362 km), o Senegal e a Gâmbia (740 km) e Senegal e da Guiné (330 km);

- Suporte para o lançamento de exercícios delimitação e demarcação entre outros países, especialmente entre Ruanda e Uganda, bem como entre Burkina Faso e Níger, enquanto outros pedidos de assistência sendo examinada; e

- Assistência ao Grupo de Alto Nível da União Africana no Sudão e Sudão do Sul para a delimitação e demarcação da fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul.

Com base nas respostas ao questionário sobre a situação das fronteiras, cerca de 35,8% do comprimento total das fronteiras africanas (excluindo fronteiras marítimas) podem ser consideradas como tendo sido delimitadas, demarcadas e reafirmada. 13.000 kms de fronteiras estão agora a ser reafirmação. Quando o trabalho tiver sido concluída, a 50% do comprimento dos limites continentais foram cruzados.

Além disso, PFUA recebido da Alemanha, França, Bélgica, Grã-Bretanha, Itália e Portugal arquivos coloniais nas fronteiras africanas. A disponibilidade desses arquivos vai acelerar exercícios delimitação e demarcação no continente.


(ii) cooperação transfronteiriça

Além disso, a adopção da Convenção de Niamey, muitas iniciativas foram tomadas no que diz respeito à promoção da cooperação transfronteiriça. Após o último segmento demarcação da fronteira entre Mali e Burkina Faso, AU, com o apoio da GIZ apoiou a construção do centro transfronteiriço Ouarokuy saúde - Wanian, que serve as comunas rurais de Madiakuy e Mafouné (Mali) e Djibasso (Burkina Faso).

Também deve ser mencionado o suporte técnico para o estabelecimento de fronteira uma cooperativa de mulheres na colecta, processamento e comercialização de manga na região de Sikasso (Mali), Bobo Dioulasso (Burkina Faso) e Khorogho (Costa do Marfim). Da mesma forma, PFUA apoiou tecnicamente a criação de rádios comunitárias na África Ocidental para ajudar a promoção da cooperação transfronteiriça.


(iii) Capacitação

O PFUA também registaram ganhos significativos em relação a capacitação. Foi prestada assistência a alguns Estados-Membros, nomeadamente no que respeita à criação de comissões fronteiras.

Outras conquistas fundamentais da PFUA diz respeito à publicação em 2013/2014, cinco guias práticos, cujo objectivo é promover as boas práticas em áreas específicas, com o propósito de apropriação por parte dos vários intervenientes, a fim de acelerar implementação do programa.

Estes guias práticos são:

- Barreiras à gateways? Textos relativas às fronteiras em África 1963-2012;

- Estabelecimento e Funcionamento dos Comités fronteira na África? Guia do Usuário;

- Delimitação e demarcação das fronteiras na África? Guia do Usuário;

- Criação de um serviço básico de infra-estruturas transfronteiriças? Guia Prático; e

- Delimitação e demarcação das fronteiras na África? Considerações gerais e estudos de caso.

Um guia sobre os mecanismos de resolução de litígios de fronteira está sendo publicado.

Estes guias práticos estão disponíveis, seguindo este link:

http://www.aubis.peaceau.org/guide-books-and-documents-african-borders



(iv) Parceria e Mobilização de Recursos

Em suas declarações sucessivas sobre PFUA, os Ministros responsáveis ​​pelas Questões de Fronteiras pediram especificamente a Comissão a lançar uma campanha para mobilizar recursos e desenvolver parcerias para a implementação do programa.

No seguimento destas declarações, a Comissão desenvolveu uma estreita parceria com a República Federal da Alemanha que fornece apoio técnico e financeiro significativo para PFUA através GIZ. Além disso, e em consulta com a Comissão, GIZ fornece apoio directo aos Estados-Membros no que respeita à delimitação e demarcação das fronteiras, cooperação transfronteiriça e de capacitação. O apoio da Alemanha 2008-2014 ascendeu a 23,7 milhões de Euros. O Reino Unido e a Dinamarca também têm fornecido apoio financeiro para PFUA.

A Comissão também desenvolveu parcerias com outros países e organizações. Relacionamentos foram estabelecidos com a União Europeia (UE) para alavancar a sua experiência no domínio da cooperação transfronteiriça e as Nações Unidas, através de sua Secção Cartográfica. Relações de cooperação têm sido desenvolvidos com outras instituições, incluindo o Centro Regional para o Mapeamento de Recursos para o Desenvolvimento (RCMRD) em Nairobi e da Rede Africano para a Pesquisa sobre Áreas de Fronteira (monumentalizadas), bem como Associação Europeia de Regiões Fronteiriças (ARFE).


(V) As relações públicas e consciencialização

O PFUA produzido em 2011 e 2014, dois documentários sobre os resultados alcançados até o momento. Esses documentários estão disponíveis ao público no seguinte link:

  http://www.aubis.peaceau.org/guide-books-and-documents-african-borders


Além disso, em 2010, os ministros responsáveis ​​pelas questões fronteiriças concordaram em declarar o dia 07 de junho como fronteiras africanas. O Conselho Executivo aprovou esta recomendação, que visa sensibilizar todos os intervenientes para a importância de PFUA. AEBR lançou uma iniciativa para junho 7 é proclamado como o "Dia Internacional da integração através das fronteiras nacionais" nas Nações Unidas.


(fonte: Comissão da União Africano (AUC)



SOS Ébola - Organização Mundial de Saúde (OMS)

A diretora-geral avalia o surto de Ebola com quatro presidentes da África Ocidental, Dra. Margaret Chan Director-Geral da Organização Mundial da Saúde

Conakry, Guiné, 01 de agosto, 2014

 
 
 
Excelências, Senhores Ministros, membros da imprensa, senhoras e senhores,

África ocidental está enfrentando seu primeiro surto da doença vírus Ebola. Este é um surto sem precedentes acompanhado de desafios sem precedentes. E esses desafios são extraordinários.

Surto da África Ocidental é causada pela estirpe mais letal na família de vírus de Ebola.

O surto é de longe o maior de sempre na história de quase quatro décadas da doença. É o maior em termos de número de casos e de mortes, com 1.323 casos e 729 mortes registadas até agora em quatro países.

É o maior em termos de áreas geográficas já afectadas e outros em risco imediato de propagação.

Ele está ocorrendo em áreas com movimentos populacionais mais fluidas as fronteiras porosas, e tem demonstrado a sua capacidade de se espalhar através de viagens aéreas, ao contrário do que tem sido visto em surtos anteriores. Casos estão ocorrendo em áreas rurais de difícil acesso, mas também nas capitais densamente povoadas.

Esta reunião deve marcar um ponto de viragem na resposta ao surto. A presença aqui de quatro chefes de Estado é uma prova clara do alto nível de preocupação política e compromisso.

Deixe-me dar-lhe algumas avaliações francas sobre o que enfrentamos. E por "nós", quero dizer seus países e seus vizinhos, a OMS e os seus parceiros em resposta a surtos, incluindo organizações da sociedade civil e da comunidade internacional, incluindo os países em outros continentes que podem lhe dar o apoio de que tanto necessitam claramente.

Em primeiro lugar, este surto está se movendo mais rápido do que os nossos esforços para controlá-lo. Se a situação continuar a deteriorar-se, as consequências podem ser catastróficas em termos de vidas perdidas, mas também sócio-económico rompimento grave e um alto risco de propagação para outros países. Como eu disse antes, esta reunião deve marcar um ponto de viragem na resposta ao surto.

Além disso, o surto está afectando um grande número de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, um dos recursos mais importantes para conter um surto. Até o momento, mais de 60 profissionais de saúde que perderam suas vidas para ajudar os outros. Alguns funcionários internacionais estão infectados. Estas infecções e mortes trágicas corroer significativamente a capacidade de resposta.

Em segundo lugar, a situação na África Ocidental é uma preocupação internacional e deve receber prioridade urgente de uma acção decisiva em níveis nacionais e internacionais. Experiências em África ao longo de quase quatro décadas nos dizem claramente que, quando bem gerido, um surto de Ebola pode ser interrompido.

Este não é um vírus transmitido pelo ar. Transmissão requer estreito contacto com os fluidos corporais de uma pessoa infectada, também após a morte. Para além desta situação específica, o público em geral não é de alto risco de infecção pelo vírus Ebola.

Ao mesmo tempo, seria extremamente imprudente para as autoridades nacionais e da comunidade internacional para permitir que um vírus Ebola a circular amplamente e durante um longo período de tempo em populações humanas.

Mutação e adaptação constante são os mecanismos de sobrevivência de vírus e outros micróbios. Não devemos dar a este vírus oportunidades para oferecer mais surpresas.

Em terceiro lugar, este não é apenas um problema de saúde médica ou público. É um problema social. Crenças arreigadas e práticas culturais são uma importante causa de propagação e uma barreira significativa para contenção rápida e eficaz. Esta dimensão social também deve ser tratado como uma parte integral da resposta global.

Em quarto lugar, em algumas áreas, cadeias de transmissão passaram subterrâneo. Eles são invisíveis. Eles não estão sendo relatados. Por causa da alta taxa de mortalidade, muitas pessoas em áreas afectadas enfermarias de isolamento associados com uma sentença de morte certa, e prefere cuidar de seus entes queridos em casa ou procurar ajuda de curandeiros tradicionais.

Tal ocultação de casos derrota estratégias para contenção rápida. Além disso, as atitudes do público pode criar uma ameaça de segurança para as equipes de resposta quando o medo e a incompreensão se transformar em raiva, hostilidade ou violência.

Finalmente, apesar da ausência de uma vacina ou terapia curativa, os surtos de Ebola pode certamente ser contido. Bedrocks de contenção surto incluem detecção precoce e isolamento dos casos, o rastreio contacto e monitoramento de contactos e procedimentos rigorosos de controle de infecção.

Além disso, temos algumas evidências de que a detecção precoce de casos e de rápida implementação de terapia de suporte aumenta as chances de sobrevivência. Esta é outra mensagem que precisa ser comunicada ao público.

Excelências, Senhoras e Senhores Deputados,

Deixe-me assegurar-lhe: você não é a única a enfrentar este surto sem precedentes com todos os seus desafios sem precedentes.

Países afectados têm feito esforços extraordinários e introduziu medidas extraordinárias. Mas as demandas criadas pelo Ebola na África Ocidental superar suas capacidades para responder.

Eu fiz-me pessoalmente responsável pela coordenação dos esforços de resposta internacional, sob a liderança da OMS, e pessoalmente responsável por mobilizar o apoio que você precisa, com base mais urgente possível.

As necessidades são enormes.

Mapeamento preciso e detalhado do surto é urgentemente necessária. Todos os afetados e em risco os países precisam de um plano de resposta nacional, e esses planos precisam ser coordenada a nível regional.

Facilidades para isolamento e terapia de suporte precisam ser devidamente equipados e com pessoal adequado. Algumas instalações não têm essenciais como energia eléctrica e uma fonte segura de água corrente.

Os números actuais do pessoal de resposta nacional e internacional são totalmente inadequados. Equipamento de protecção individual é absolutamente essencial, mas é quente e pesado, limitar o tempo que os médicos e enfermeiros podem trabalhar em uma ala de isolamento.

O trabalho também é emocionalmente muito setressante. Para o pessoal nacional, os salários precisam ser pagos.

Enterro digno faz uma contribuição essencial para a confiança do público e facilita luto da família, mas isso deve ser feito com segurança. Práticas funerárias tradicionais são uma faísca bem documentado que inflama mais cadeias de transmissão.

O rastreio dos contactos é um desafio formidável, por razões que eu já mencionei. Mais uma vez, são necessários mais funcionários.

A consciencialização pública dos fatos sobre esta doença precisa aumentar drasticamente. Mensagens de presidentes e líderes comunitários e religiosos são importantes, mas este surto precisa campanhas profissionalmente concebidos e implementados, mais uma vez com a ajuda de peritos externos.

Dependendo da situação epidemiológica, os governos podem ter de impor algumas restrições, por exemplo, sobre os movimentos de população e reuniões públicas.

Os governos podem precisar usar suas forças policiais e de defesa civil para garantir a segurança das equipes de resposta. Alguns já estão fazendo isso.

Ao abrigo das disposições do Regulamento Sanitário Internacional, convoquei um Comité de Emergência que se reunirá no dia 6 de agosto, para avaliar as implicações internacionais de surto da África Ocidental.

Eu estou contando com os especialistas nesta comissão, incluindo aqueles de nações do Oeste Africano, para aumentar a consciência internacional da magnitude deste surto e os muitos desafios que precisam de apoio urgente da comunidade internacional.

Eu também estou aqui para aprender em primeira mão as suas preocupações e necessidades de apoio específicas.

Como eu disse, os surtos de Ebola pode ser contida. Correntes de transmissão pode ser quebrado. Juntos, temos de fazê-lo.


Obrigado.


(fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)

Fotogenia da cimeira EUA-África

O primeira cimeira EUA-África com Líderes cúpula em Washington DC é uma importante declaração política para os EUA e a África, dando valor de um relacionamento mais profundo.

Isto é melhor demonstrado porque não há nenhuma ameaça de um boicote Africano apesar de o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe não ter sido convidado por causa das sanções dos EUA sobre ele.
No início deste ano, uma quarta cimeira UE-África, em Bruxelas, atraiu 41 chefes de Estado ou de governo, mas apenas depois de uma dispensa da proibição da UE de viagem para Mugabe ser anulda.
Os líderes africanos sentem que uma viagem a Washington é demasiado importante para deixar Robert Mugabe se tornar um spoiler.

Parece que, apesar da importância da Europa como um doador de ajuda, os líderes africanos extraem prazer em irritar ex-potências coloniais da Europa, como a Inglaterra, mas não querem arriscar a sua relação com os EUA.

Cerca de 45 (em 55) Chefes de Estado e de governo estarão presentes na Cimeira EUA-África. Apenas quatro líderes não foram convidados, Mugabe e o presidente do Sudão, Omar al-Bashir por causa de sanções dos EUA sobre eles e o eritreu presidente Isaias Afewerki, mais o presidente da República Centro-Africano Catherine Samba-Panza - por causa das preocupações da União Africano (UA). Marrocos participa embora não reconhecido pela UA, porque esta é uma cúpula bilateral dos EUA com os parceiros africanos. (Autoridades norte-americanas apontam a China que não convidou líderes de Estados que reconhecem Taiwan para seus cumes).

Alguns outros líderes se recusaram a participar, os presidentes da Zâmbia e argelinos, provavelmente por causa de razões de saúde e do presidente angolano provável, porque não há reuniões bilaterais com o presidente Barack Obama em oferta. A Serra Leoa e da Libéria os presidentes não estão participando devido ao surto de Ebola mortal em seu país e do líder da Guiné pode não mostrar interesse em se deslocar.

O lobby de negócios com sede em Washington, o Conselho Corporativo para África temia que a falta de um-para-um nas audiências com o presidente Obama iria amortecer atendimento. Mas os líderes africanos estão reunidos em Washington para participar nesta cimeira e mesmo pagando o seu próprio caminho porque querem e não porque o aniversário do presidente Obama acontece também em em 4 de agosto, o dia em que a cimeira começa. Claramente uma cimeira com os EUA tem forte atracção - ajudado pela magia Obama.

Porque cerca de 45 líderes africanos estão juntos em Washington juntos pela primeira vez esconde que esta cimeira carece de profundidade. A idéia de um cúpula de Líderes EUA-África veio da Casa Branca, mas tem havido disputas de influências sobre ela entre os diferentes órgãos do governo e isso explica, em parte, essa imprecisão.

Há três grandes temas: Investir no futuro da África, a paz e a estabilidade regional, e governar para a próxima geração, que será presidido pelo Presidente Obama na Casa Branca, mas são os negócios e políticas em reuniões à margem, onde grande parte da verdadeira acção terá lugar. Ela se sente muito mais como um exercício de speed dating, com executivos que têm de fazer escolhas com e entre cerca de 50 nações africanas todos promovendo-se como destinos de investimentos favoráveis. A cúpula CEO EUA-África, organizada pelo secretário de Comércio e Bloomberg Philanthropies em 5 de agosto, também vai ajudar a destacar o potencial dos mercados africanos para os investidores corporativos americanos e dá alguma estrutura.

Apesar herança Africana do Presidente Obama (seu pai era queniano), a África tem sido uma prioridade baixa até agora durante os dois mandatos do governo Obama. O presidente visitou o continente três vezes e lançou uma série de programas promissores, como os Jovens Líderes Africanos Initiative (YALI) em 2010, a Cimeira Alimentar Africano em 2012, e da Iniciativa de Energia da África em 2013.
Embora grupos de líderes africanos tenham reunido oficialmente com o presidente Obama, a nenhuma cabeça Africano de Estado foi dado um jantar de Estado na Casa Branca. Esta cimeira é uma tentativa de buscar um legado da África para a administração Obama.

Esta cimeira mostra também que os EUA estão jogando para apanhar a carruagem. Além da UE, as cimeiras África são lugar cada vez mais comum. China, Índia, França e Japão organizam-nas regularmente e Coreia do Sul e Turquia têm-nas planeadas para o final de 2014.

O que torna esta cimeira diferente é que, embora se realize um jantar de Estado na Casa Branca para todos os presidentes na noite anterior e um diálogo interactivo com os líderes africanos em 6 de agosto, presidido pelo Presidente Obama no Departamento de Estado, não haverá nenhum documento final ou plano de acção a partir dele.

Esta cimeira será mais do que uma festa de aniversário Africano para o presidente Obama se resultados mensuráveis ​​virem dele. Ninguém sabe ainda se e quando irá ocorrer uma reunião de acompanhamento. Autoridades norte-americanas que conheci em Washington recentemente me disseram que eles querem ver como a cúpula vai desenrolar. Isso é compreensível, mas algum tipo de processo institucionalizado usado para medir as relações EUA-África é uma boa idéia.
Isso é bom para a África e bom para os EUA - que finalmente está se afastando de apenas ver a África como um continente de desastres a uma das oportunidades. É por esta razão que cerca de cinquenta líderes africanos estão participando da reunião de cúpula em Washington e esta cimeira poderia ser usado para empurrar o processo para a frente.

(por: Alex Vines)

Alex Vines é Diretor de Pesquisa, Estudos Regionais e pelo Direito Internacional; Chefe do Programa de África.



ONU: Sistema de Indicadores dos Direitos Humanos

A partir dos indicadores de direitos humanos, o México desenvolveu outros para procedimentos legais, permitindo detectar mais facilmente violações dentro do sistema legal.

 
O Sistema de Indicadores dos Direitos Humanos, desenvolvido pelo Escritório da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), já está sendo aplicado com sucesso por vários governos nacionais, instituições nacionais de direitos humanos e organizações não-governamentais em todo o mundo.

Brasil, Bolívia, Equador, México, Paraguai, Filipinas, Quênia, Portugal e Reino Unido são alguns dos países que têm usado a ferramenta fundamental para a implementação de normas e compromissos de direitos humanos, além de apoiar a formulação de políticas, avaliação de impacto e transparência.
 
Após um longo e abrangente período de pesquisa, o ACNUDH lançou o manual “Indicadores dos Direitos: Um Guia para Medição e Implementação”, que auxilia e capacita os usuários para a implementação de padrões de direitos humanos e seus compromissos. Através dos princípios da universalidade, imparcialidade, objetividade e cooperação, esse ferramenta permite reforçar a capacidade dos países-membros no cumprimento das suas obrigações de direitos humanos, com a vantagem de poder adaptar-se aos problemas e características de cada país e dando a possibilidade de determinar discriminações e problemas de exclusão.

O México é o primeiro país latino-americano a liderar o desenvolvimento de indicadores dos direitos humanos, especialmente em procedimentos judiciais. O judiciário mexicano agora é capaz de avaliar com precisão várias questões de direitos humanos fundamentais e as melhorias nos resultados têm diminuído a carga de casos nos tribunais civis, mercantis e familiares, bem como reduzido a duração dos julgamentos.
 
O coordenador da ONU sobre indicadores de direitos humanos da ACNUDH, Nicolas Fasel, afirmou que a experiência mexicana e de outros países provam que os direitos humanos podem ser medidos e que os dados e indicadores apoiam a realização dos direitos humanos. Em contrapartida, o ACNUDH ressaltou que o Sistema de Indicadores dos Direitos Humanos revela-se particularmente fundamental para a Revisão Periódica Universal (RPU), que avalia o progresso dos direitos humanos de todos os Países-membros e se encontra agora no segundo turno de revisões.
 
 
 
(foto: MINUSTAH) 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Para as crianças pode ser uma oportunidade perdida

O presidente Obama está convocando Cúpula dos first-ever EUA-África Líderes com mais de 50 líderes africanos em Washington DC, na próxima semana.

O evento terá um forte foco no crescimento económico de longo prazo de África, sob o tema "Investir na próxima geração." 
Para nós, a próxima geração são, muito simplesmente, as crianças africanas. 
Alguns podem pensar que concentrar-se no bem-estar económico da África tem pouco a ver com as crianças, mas nós discordamos fortemente. O futuro económico da África é tudo sobre o bem-estar das crianças - e como uma em cada dez das nossas crianças que morre todos os dias, seria uma oportunidade perdida e terrível para essas crianças mais vulneráveis ​​e suas mães para não estarem no centro da conversa.
A população da África é extremamente jovem, e cada vez mais jovens. Se optar por não se concentrar nas necessidades dos jovens da África, principalmente recém-nascidos e crianças com menos de cinco anos de idade, o objectivo declarado de "criar um ambiente propício para a próxima geração", vai ser quase impossível de alcançar. 
Na verdade, os investimentos em saúde materna e infantil gera benefícios económicos, incluindo maiores rendas per capita e aumento da participação da força de trabalho.


FORMAÇÃO DOS JORNALISTAS É PRIORIDADE

FORMAÇÃO DOS JORNALISTAS É PRIORIDADE DO PAÍS.


Domingos Simões Pereira e Agnelo Regalla, ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, visitaram esta sexta-feira os órgãos de comunicação estatais: Rádio Difusão Nacional (RDN), Agência de Notícias da Guiné (ANG), Jornal Nô Pintcha e a Televisão da Guiné-Bissau (TGB).

O ministro defendeu esta manhã, que a formação e capacitação dos jornalistas do país deve ser uma prioridade para o setor, desejando envolver no processo o Ministério da Educação, universidades e outros órgãos, tais como instituições de formação de jornalismo de outros países.

Agnelo Regalla falava após um almoço com profissionais da comunicação social oferecido pelo primeiro-ministro.
(in: DSP)

Presidente da ANP reconhece que a assembleia «padece de males»

O Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (ANP) reconheceu esta quinta-feira, 31 de Julho, que a instituição que dirige «padece de males» e que só a força unida de todos os seus deputados será capaz de ultrapassar tais males. Falando a PNN durante a abertura de sessão extraordinária, Cipriano Cassamá apelou à união dos deputados nesta nona legislatura para vencer os desafios que herdaram.


Cassamá anunciou que em Novembro, no início da sessão ordinária da IX Legislatura, serão debatidos, entre outros assuntos, a tão controversa «Lei de amnistia» para a qual pediu uma atenção, meditação e ponderação por parte dos deputados da nação. “Cada um deve reflectir se é a amnistia que vai consolidar a paz e a estabilidade, meditem e assumamos a nossa responsabilidade” disse Cipriano Cassamá garantido que os parlamentares farão desta legislatura uma legislatura de sucesso.

O Presidente da ANP garantiu também que os deputados vão lutar para uma estabilidade política e social onde reine um clima entendimento e de bom senso, acrescentando que a mulher e homem guineense precisam de sossego para debelar os sofrimentos em que vivem neste momento em todo o país.

O governo de transição já tinha apresentado no mês de Setembro de 2013 uma proposta referente à Lei de Amnistia a qual foi reprovada com 40 votos a favor, 25 contra e 7 abstenções. Esta lei impunha que fosse aprovada com um mínimo de 51 votos a favor, o que não foi o caso, no universo de 72 deputados presentes o hemiciclo na altura.

Na sessão desta quinta-feira foi escolhido o deputado Amizade Farã Mendes como presidente do Conselho de Administração da Assembleia Nacional Popular.


Campanha de Suplementação em Vitamina A e Desparasitação com Mebendazol

A Campanha Nacional de Suplementação em Vitamina A e Desparasitação com Mebendazol foi lançada hoje, dia 1 de Agosto, e deve durar até ao dia 5 de Agosto em todas as regiões do país. 

 
O evento teve a presença do Primeiro-ministro Sr. Domingos Simões Pereira, do Ministro do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares Sr. Baciro Dja, da Ministra da Saúde Sra. Valentina Mendes, do Ministro da Comunicação Social Sr. Agnelo Regala e do Representante do Unicef Sr. Abubacar Sultan.
(fonte: unicef)

Washington: Observações no Conselho do Atlântico para assuntos africanos

WASHINGTON, Linda Thomas-Greenfield  


Secretário Adjunto, o Bureau de Assuntos Africanos

Washington, DC -  31 de julho de 2014

 
 
Bom dia. Estou muito contente de estar aqui hoje e gostaria especialmente de agradecer ao Dr. Peter Pham pelo convite. Este é um momento muito emocionante para nós. Próxima segunda-feira, o presidente Obama vai receber 51 chefes de Estado e de Governo e outros altos dirigentes de toda a África para a Cúpula de Líderes EUA-África. A Cimeira, que terá lugar durante três dias, é o primeiro evento do género e o maior evento de qualquer presidente dos EUA já teve com os líderes africanos.

É uma oportunidade sem precedentes para fortalecer os laços dos EUA com a África e destacar nosso compromisso com a abordagem de questões que nos afectam colectivamente.

Temos dois objectivos principais: 1) Queremos líderes africanos e cidadãos africanos, para sair com a mensagem clara de que os Estados Unidos se preocupa com o seu continente e tem o compromisso de, uma parceria duradoura multifacetada. 2) Nós também queremos ver a liderança Summit para o aumento do investimento americano no continente e para as ligações mais directas entre empresas norte-americanas e africanas.

Visão geral da Cúpula


Como você provavelmente já ouviu falar, isso não vai ser o seu Summit típico. No sentido explícito do Presidente, ele é projectado para ser interactivo e de conversação. Temos vindo a trabalhar em estreita colaboração durante meses para definir a agenda com os nossos parceiros, incluindo os governos africanos, Embaixadores baseados em Washington, líderes do sector privado, as partes interessadas inter-agências, e representantes da sociedade civil para a Cúpula. Este formato participativa reflecte a parceria de várias camadas, a longo prazo, que caracteriza a relação dos EUA com a África.

Talvez como uma manifestação ainda maior da profundidade e da diversidade de interesses dos EUA na África, estamos rastreando actualmente um número incrível de eventos paralelos - mais de 80 na última contagem - hospedado por empresas, organizações não-governamentais, grupos da diáspora, e grupos de reflexão. Essa participação mostra muito claramente que não é apenas o governo dos EUA, que se preocupa com a África, mas também o povo americano. Eu sei que muitos de vocês na sala hoje estão desempenhando papéis importantes nestes eventos, e eu quero agradecer-lhe pessoalmente para o tempo e a energia que você tem investido em ajudar-nos fazer a Summit um sucesso.

Alguns críticos sugerem que uma cimeira regional como este minimiza a importância das relações bilaterais. Mas eu discordo. Os laços bilaterais são a base da política externa dos EUA. Temos mais Embaixadas em capitais africanas que qualquer outro país no mundo. Nossos embaixadores e suas equipes se envolver com os nossos colegas em uma base diária. Este é precisamente por isso que o secretário Kerry pediu ao Senado para confirmar as nossas restantes nomeados Embaixadores da Boa Vontade - e por isso que é tão crucial que o façam rapidamente - para que eles possam estar no local para cultivar essas relações críticas.

Dito isso, no mundo de hoje muitas das nossas maiores prioridades são regionais e de âmbito mundial. Ameaças transnacionais, como o extremismo violento, as alterações climáticas, ameaças à saúde pública, o tráfico de armas, drogas, pessoas e vida selvagem, insegurança económica, para citar alguns, não têm nenhuma consideração por fronteiras nacionais e são grandes demais para qualquer nação para resolver. Então, assim como nós trabalhamos bilateralmente com os países africanos, também trabalhamos com eles em foros regionais e multilaterais. É por isso que os Estados Unidos estão tão profundamente envolvidos com a União Africano e por que o presidente da UA e vários outros altos funcionários estarão aqui na próxima semana para a Cúpula.

Sabemos os Estados Unidos não são o único país buscando parcerias com países africanos numa base regional ou bilateral. A sugestão de que a Cimeira de Líderes EUA-África é uma reacção a algum outro evento ou actividades algum outro país na África tem vista para os nossos cinco décadas sólidas de colaboração e cooperação. Embaixador Rice declarou claramente ontem, os Estados Unidos "não vê a África como um gasoduto para extrair recursos vitais nem um funil para a caridade." Nós não estamos ameaçados pela presença de outras nações na África. Em vez disso, nós encorajamos os nossos parceiros africanos para determinar o que os relacionamentos, seja transacional ou duradouro, vai beneficiar mais as vidas de seus povos.

Negócio / Componentes Económicas

Como eu disse, nós esperamos ver um aumento do investimento dos EUA como um dos principais resultados da Cúpula. Quando falamos sobre o fato de que a maioria das economias de crescimento mais rápido do mundo estão na África sub-saariana, também estamos vendo uma crescente classe média de consumidores africanos e um mercado em expansão para o investimento directo dos EUA. Isso significa enormes oportunidades de crescimento para empresas americanas e novos postos de trabalho para os africanos e americanos.

Desde 2000, a Lei de Crescimento e Oportunidade Africano tem desempenhado um papel fundamental em nossos esforços para construir um crescimento económico inclusivo sustentável em África e promover oportunidades para as empresas norte-americanas.

O presidente Obama deixou claro que seu governo buscará uma renovação contínua de AGOA, e temos vindo a trabalhar em estreita colaboração com os nossos colegas na Colina em busca desse objectivo. Cabe ao Congresso decidir quando e por quanto tempo AGOA será prorrogado. O que é importante é que esta tem suporte em ambos os lados do corredor. Estamos ansiosos para o AGOA ministerial na segunda-feira como uma oportunidade para celebrar os sucessos do AGOA e reflectir sobre as formas de modernizar e fortalecer o programa.

Mais tarde, na segunda-feira, os jantares de pequenos grupos de CEOs americanos, os Chefes de Estado e de Governo serão realizadas por toda a cidade. Estes jantares foram arranjados para dar a essas pessoas a oportunidade de discutir o que é necessário em ambos os lados para mover a nossa cooperação económica para a frente.

No dia seguinte, o Departamento de Comércio e Bloomberg Philanthropies vai co-sediar o Fórum de Negócios EUA-África no Mandarin Oriental. Haverá cerca de 300 participantes de EUA e líderes africanos de negócios, Chefes de Estado e de Ministros, agências do governo dos EUA e membros do Congresso.

Representantes vão participar de muitos sectores, incluindo força e energia, infra-estrutura, financiamento e investimento de capital, as tecnologias de comunicação e informação, bens de consumo e agricultura. Mais uma vez, a participação é limitada para permitir a um maior engajamento directo. 


 Líderes Sessões

Como Embaixador Arroz mencionado ontem: "Nós deliberadamente focada cimeira além das crises do momento para imaginar o futuro que queremos e como podemos trabalhar juntos para alcançar objectivos críticos -10 e 15 anos a partir de agora." Na quarta-feira, o presidente Obama vai acolher três líderes Sessões no Departamento de Estado.

A primeira sessão, Investir no futuro da África, vai ser tanto uma plenária de abertura e uma discussão sobre o desenvolvimento sustentável inclusivo e crescimento económico. Espero que a discussão para desenhar a partir de conversas que ocorreram durante os últimos dois dias no AGOA Ministerial, o Fórum de Negócios, eo evento de Energia da África organizada pelo Conselho Corporativo para África.

Uma palavra sobre a Energia da África, a iniciativa o presidente Barack Obama lançou no verão passado para aumentar a capacidade de geração de energia eléctrica na África sub-saariana por 10.000 megawatts. A partir de Etiópia, Gana, Quénia, Libéria, Nigéria e Tanzânia, África Poder representa um novo modelo de desenvolvimento, alavancando investimentos do sector privado para atender às metas de geração e acesso.

Doze agências do governo dos EUA e outros parceiros do setor público e privado estão implantando assistência ao desenvolvimento, financiamento, investimento e ferramentas diplomáticas para acelerar dezenas de transacções de energia. Ao longo dos próximos cinco anos, os Estados Unidos vão cometer mais de US $ 7 bilhões em apoio financeiro, para que possamos atrair mais investimento privado no sector de energia da África. Então, não se trata de soluções de noite ou acordos pontuais, mas sim sobre os esforços de colaboração de longo prazo.

Paz e Estabilidade Regional é o tema da segunda sessão. Esta sessão vai focar em preocupações comuns e possíveis novas formas de trabalhar em conjunto para encontrar soluções de longo prazo para os desafios de segurança e manutenção da paz regional. Muitos países africanos estão enfrentando ameaças significativas de grupos violentos exploram desafios socioeconómicos, bem como queixas locais, tensões étnicas, grupos de instituições fracas, e as fronteiras porosas. Os Estados Unidos apoiam os esforços africanos para melhorar a segurança nos níveis sub-regional, nacional e continental, com a clara compreensão de que nossos parceiros estão na liderança. Então, nós trabalhamos em cooperação com eles, na União Africano e em todo seu sector de segurança - com sua polícia, outras agências de aplicação da lei, os sistemas de justiça e forças armadas.

Como estamos cooperando? Para dar apenas alguns exemplos: desde 2005 temos treinado ao longo de um quarto de milhão de soldados de paz africanos em 25 países através de nossa África Contingência Operações Formação e Programa de Assistência, ou ACOTA. Estamos trabalhando para combater o extremismo na região do Sahel através da Trans-Sahara Contra-terrorismo Parceria no oeste, e da Parceria para a Regional Leste da África Contra-terrorismo no leste.

Estamos apoiando as missões lideradas pela União Africano na Somália, e apoiamos as missões lideradas pela União Africano do Mali e da República Centro-Africano antes que a transição para uma operação de capacetes azuis da ONU. Nesses casos, não estamos impondo soluções americanas, mas sim, ajudar a construir resiliência, capacidade e parcerias que abordam as causas complexas da instabilidade e não apenas as suas manifestações mais preocupantes.

Última conversa de quarta-feira incidirá Directivo para a próxima geração. Essa discussão nos permitirá destacar as áreas onde os governos africanos estão registando progresso. Também será uma oportunidade para um intercâmbio sincero sobre como podemos aprofundar nossa parceria para resolver os obstáculos ao desenvolvimento e à plena realização dos direitos fundamentais. A discussão vai se concentrar no fortalecimento das instituições públicas, sociedade civil, Estado de direito e oportunidades para a juventude, enquanto luta contra os bilhões de dólares em receitas perdidas devido a financiamento ilícito e corrupção.

Assinatura Eventos

Estes não são os únicos temas que serão abordados na agenda oficial da Cúpula. O Governo dos EUA vai acolher seis eventos paralelos oficiais, chamados de "eventos de assinatura", que reunirá alguns líderes do governo dos EUA e Africano e funcionários, membros do Africano e EUA sector privado, a diáspora e outros. Estes eventos da assinatura são projectados para aprofundar a consciência de algumas das questões críticas que o continente enfrenta e para fomentar a colaboração em formas que possam trabalhar juntos para resolvê-los.

A assinatura eventos são:

o Honrando as contribuições da Comunidade de Fé

o O Fórum da Sociedade Civil

o Investir em Mulheres para a Paz e Prosperidade

o Investir na Saúde

o Resiliência e Segurança Alimentar num Clima em Mudança

o Combate ao tráfico Wildlife

Infelizmente, não temos tempo aqui para detalhar cada um desses eventos, mas eu queria te dizer um pouco sobre o Fórum da Sociedade Civil. Na segunda-feira de manhã, 600 representantes de governos, sociedade civil, grupos da diáspora, o setor privado ea comunidade filantrópica vai se reunir para uma série de sessões e uma Câmara Municipal organizada pelo Secretário Kerry. O evento irá demonstrar a importância de alavancar o conhecimento, experiência e recursos dos cidadãos e da sociedade civil e salvaguardar espaço cívico.

Youth Engagement

Antes de concluir, algumas palavras sobre o tema do envolvimento dos jovens. Na semana passada, 500 dos mais inspiradores jovens líderes africanos de todo o continente Africano reunidos aqui em Washington. Eles são o primeiro grupo dos recém-renomeado Mandela Washington Fellowship dos Jovens Líderes Africanos Initiative (YALI), iniciativa da assinatura do presidente Barack Obama para se engajar com os jovens na África.

Na geração passada, a África tem experimentado notável mudança. Agora, temos de pensar sobre a mudança que esperamos ver para a próxima geração.

Se o continente é o de realizar o seu potencial para o crescimento econômico, a juventude Africano deve ser contratado. Se falhar e este crescimento não é alcançado, o continente terá a maior população de jovens desempregados na terra. Milhões de jovens não serão investidos no futuro de suas nações ou comunidades. Milhões de pessoas irão viver com o potencial de ser atraído por ideologias extremistas ou actividade criminosa, porque há alternativas positivas parecem acessíveis.

Isto é o que YALI, o Mandela Washington Fellowship, e tema principal da Cúpula das "Investir no Next Generation" é sobre para nós. África, assim como os Estados Unidos, precisa de jovens dedicados para se tornarem líderes em todos os aspectos de suas sociedades - nas escolas, nos negócios, na sociedade civil. É por isso que o presidente Obama convidou os seus homólogos africanos para discutir os seus planos para o envolvimento dos jovens, para compartilhar as melhores práticas e ajudar os outros a construir modelos de sucesso. Como disse o Presidente na segunda-feira de manhã em seu YALI Câmara Municipal,

o "Mesmo quando lidamos com crises e desafios em outras partes do mundo que muitas vezes dominam as nossas notícias, mesmo quando reconhecemos as dificuldades reais que tantos africanos enfrentam todos os dias, temos que ter certeza de que estamos aproveitando o potencial extraordinário da África de hoje, que é o mais novo e mais rápido crescimento dos continentes. "

Em conclusão, permitam-me sublinhar que vemos os líderes norte-África da Cúpula como uma reafirmação do compromisso contínuo dos Estados Unidos para a África. Estamos ansiosos para o efeito energizante esta Cimeira terá sobre nossas relações bilaterais e regionais em todo o continente e do nosso investimento e laços comerciais. Daqui a uma década ou até cinco anos a partir de agora, tenho certeza, vamos olhar para trás neste Summit como tendo aprofundou a parceria entre os povos americanos e africanos como nós buscar um futuro melhor para todos nós.

Obrigado. Eu ficaria feliz em responder a algumas perguntas.

 
(fonte:  EUA Departamento de Estado)




Primeiro ano do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno-Infantil

A Delegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau, a UNICEF e as ONG Instituto Marquês de Valle Flôr e Entraide Médicale Internationale assinalaram, no dia 24 de julho de 2014, a conclusão do primeiro ano de atividades do Programa integrado para a redução da mortalidade materno-infantil na Guiné Bissau – PIMI.


Abrangendo 530 mil pessoas, ou seja, cerca de um terço da população da Guiné-Bissau, o Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno-Infantil (PIMI) tem por principal objectivo a diminuição em 25% da mortalidade materno-infantil, ao longo de 36 meses, através da promoção das práticas familiares essenciais, do aumento das consultas pré e pós-natais, partos e consultas de crianças de idade inferior a 5 anos nos Centros de Saúde e Hospitais Regionais.

Entre as actividades desenvolvidas pelo IMVF destacam-se a disponibilização gratuita de medicamentos e actos médicos e a capacitação em serviço dos profissionais clínicos das 45 unidades de saúde nas 4 regiões abrangidas pelo programa – Cacheu, Biombo, Oio e Farim. Está também em curso a reabilitação ou melhoria de diversas infraestruturas e o fornecimento de equipamentos, nomeadamente a instalação de 6 bancos de sangue, de painéis solares, furos e bombas de água, e de uma sala de raio-X, a disponibilização de camas e outros materiais hospitalares, a montagem e apetrechamento de uma sala para tratamento de crianças prematuras, a disponibilização de uma clínica móvel e a ampliação da maternidade, do bloco de partos e a construção de um bloco cirúrgico para cesarianas.

A cerimónia do passado dia 24 de julho, que decorreu no Hospital de Canchungo, foi presidida pela Ministra da Saúde da Guiné-Bissau e pelo Encarregado de Negócios da Delegação a União Europeia, contando com a presença dos parceiros e do Director Regional de Saúde.

A responsável pelo Ministério da Saúde, Valentina Mendes, aproveitou a ocasião
para agradecer e enaltecer o trabalho dos parceiros EMI, IMVF e UNICEF no PIMI, bem como o empenho do Governo em prosseguir políticas sustentáveis de saúde, e em conseguir manter e aumentar a colaboração dos parceiros internacionais e financiadores.

De acordo com Abubacar Sultan, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Guiné-Bissau, que falou em nome dos parceiros da União Europeia no programa, em citação da agência Lusa, o PIMI constitui "um espaço apropriado para acelerarmos avanços na gestão integrada das doenças da criança e da mãe e na busca de soluções e medidas adequadas ao nível da saúde comunitária".

“Segundo os dados mais recentes, a taxa de mortalidade infanto-juvenil na Guiné-Bissau é de 129 por 1000 nascidos-vivos e a taxa de mortalidade materna é de 560 por 100.000. São das mais elevadas [taxas] da nossa região e do mundo em geral", destacou ainda.

Iniciado em julho de 2013, o PIMI é financiado em 80% pela União Europeia, num total de 8,9 milhões de euros, sendo os restantes 20% cobertos pelos 3 parceiros. Em Portugal, o IMVF conta com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e da Fundação Calouste Gulbenkian.


“Erros do passado não podem voltar a acontecer”

“Erros do passado não podem voltar a acontecer” 

D. Lampracá, Bispo Auxiliar de Bissau

 

De passagem a Angola, o bispo auxiliar de Bissau Dom Lampracá falou ao correspondente da Rádio Vaticano em Luanda sobre os desafios que se avizinham para a Guiné-Bissau, depois da eleição do novo presidente da República e a entrada em funções do novo governo.

Após a tomada de posse de José Mário Vaz como novo Presidente da Guiné-Bissau e a entrada em funções do novo governo liderado por Domingos Simões Pereira, aquele país lusófono que nos últimos tempos viveu profundas crises políticas com realce para os golpes de estado sangrentos, parece caminhar para a estabilidade democrática.

Dom Lampracá, Bispo auxiliar de Bissau, em entrevista à Rádio Vaticano disse que no seu país actualmente reina uma tomada de consciência de que os erros do passado não podem voltar a acontecer.

A Guiné-Bissau é um país pequeno, mas com um mosaico cultural bastante diversificado. Dom Lampracá falou igualmente de alguns aspectos como o tribalismo, que enferma sobretudo a classe politica e militar, como sendo um entrave para o crescimento da sociedade.

Dom Lampracá falou igualmente de algumas causas da pobreza em África e de forma particular do seu país.

G-Bissau admite retirar exclusividade à TAP


O primeiro-ministro da Guiné-Bissau admitiu a possibilidade de abrir à concorrência a rota aérea entre a capital do país e Lisboa, explorada exclusivamente pela TAP Air Portugal.


"A única forma de influenciarmos os bilhetes é promovendo a concorrência. Temos que ser capazes de pensar nisso, temos que ser capazes de criar alternativas", referiu Domingos Simões Pereira numa conferência de imprensa em que foi confrontado com queixas de clientes da companhia aérea portuguesa.

Os governos de Portugal e da Guiné-Bissau assinaram na segunda-feira um protocolo na área da segurança que permite à TAP reativar a rota a partir de 28 de Outubro - depois da suspensão por força do embarque forçado em Bissau de 74 passageiros ilegais em Dezembro.

Algumas queixas colocadas até então prendiam-se com o elevado preço dos bilhetes entre Lisboa e Bissau (a rondar os mil euros por cada passagem de ida e volta, para uma viagem de pouco mais de três mil quilómetros, inferior a quatro horas), assim como com os horários.

Tais questões "são do âmbito estritamente empresarial: isso compete à TAP" e o governo só pode intervir promovendo "a concorrência" no espaço aéreo, referiu Simões Pereira.

"Assinámos o acordo, mas o nosso secretário de Estado dos Transportes e Comunicações continua em Portugal e está em reuniões de trabalho com o seu homólogo, a passar em revista um conjunto de questões", sublinhou o chefe de governo guineense.

A exploração da rota Bissau - Lisboa - Bissau "faz-se ao abrigo de um acordo aéreo" entre os dois Estados e "é por isso importante que as autoridades façam a revisão desse contrato para se poder aproximar dos padrões universais", sublinhou Simões Pereira.

No acordo, a exploração pertence à TAP e caberia a uma transportadora guineense, que na prática não existe.

"Ao falarmos da retoma dos voos da TAP, também estamos a falar do interesse do governo da Guiné-Bissau em exercer os direitos que lhe assistem de explorar essa mesma rota", acrescentou.

Segundo Domingos Simões Pereira, trata-se de um tema que está "na agenda" do governo, com várias opções a equacionar.