COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO
Joseph Pulitzer
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
sábado, 30 de abril de 2016
A "manilha intelectualizada" que faltava... no jogo da manipulação
Se a falácia tivesse direito a 'prémio Nobel', este autor teria o respectivo prémio garantido.
FALÁCIA: O termo deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.
Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica. É importante conhecer os tipos de falácia para evitar armadilhas lógicas na própria argumentação e para analisar a argumentação alheia. As falácias que são cometidas involuntariamente designam-se por paralogismos e as que são produzidas de forma a confundir alguém numa discussão designam-se por sofismas.
VER AQUI A PUBLICAÇÃO EM QUESTÃO:
sexta-feira, 29 de abril de 2016
ENCONTRE AS DIFERENÇAS SE FOR CAPAZ...
Ao serviço de quem estão ??
Nada disseram até agora, ate à assinatura de mais um apoio da ONU de 200ME. Agora procuram mostrar serviço aos encapotados mafiosos políticos e outros, porque só assim se pode viver de blogues, não sendo conhecido qualquer outra actividade profissional de crédito.
Quem vai acreditar na Guiné-Bissau ?? Um país onde "pacificamente" vive e movimenta-se toda a corja de malfeitores, que sobrevivem por haver um povo tolhido de pés e mãos com tanto vigarista à solta e sem uma classe política consequente.
Devido à alienação e despolitização promovidas pelas seitas, que tão bem servem a corrupção política, mafiosa e clãs de vário tipo, temos um povo que vive na esperança que o amo de amanhã, seja melhor que o de hoje.
Quem vai acreditar na Guiné-Bissau ?? Um país onde "pacificamente" vive e movimenta-se toda a corja de malfeitores, que sobrevivem por haver um povo tolhido de pés e mãos com tanto vigarista à solta e sem uma classe política consequente.
Devido à alienação e despolitização promovidas pelas seitas, que tão bem servem a corrupção política, mafiosa e clãs de vário tipo, temos um povo que vive na esperança que o amo de amanhã, seja melhor que o de hoje.
sábado, 23 de abril de 2016
DIA MUNDIAL DO LIVRO
HOJE É AQUELE DIA QUE, A IGNORÂNCIA NATURALMENTE DESCONHECE
Por muitos outros mais dias que conheça...
sábado, 26 de março de 2016
Recordando uma mesa que até era redonda...
Somente ninguém disse que as pernas estavam tortas...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
ENCERRADO !!
23 FEVEREIRO 2016
As razões estão em: https://www.facebook.com/groups/bissauresiste/
E aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1054561641263230&set=a.135230253196378.37379.100001282121050&type=3&theater
Qualquer assunto contactar: galomaro@sapo.pt
domingo, 21 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
O que os move e/ou quem os financia ??
Ordem cronológica aleatória, porque o soluto será sempre o mesmo.
O último dado é aflorarem uma "revolução popular", o estratagema extremo de todos os provocadores reaccionários e escroques da sociedade, que não encontrando justificativas para... procuram conduzir os acontecimentos de modo a justificar os meios que tanto desejam aplicar, e que já estão mais que desmascarados.
Ou seja, pretender conduzir a população para acções aventureiras e isoladas de qualquer enquadramento de objectivos.
Está plasmado em cada texto que produzem.
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...../////.....
PARA DEVIDA CORRECÇÂO
Evitando possíveis acusações de que a publicação foi retirada, esclareço que o link mencionado está mal transcrito, o que leva à sua invisibilidade.
Refiro-me à publicação inserida no "Progresso Nacional" e para evitar dúvidas deixo aqui o link em forma correcta:
Obrigado
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Retrospectiva: LIÇÕES DE PAZ DA IRLANDA DO NORTE PARA A G-BISSAU
Peter Thompson, o recentemente nomeado mediador internacional para o processo de reconciliação nacional da Guiné-Bissau, fala ao SOL da esperança numa solução negociada para a crise guineense e no que falta para garantir a viabilidade do conturbado país.
Que expectativa tem sobre o sucesso do processo de reconciliação agora lançado?
Estou optimista. Chegou a altura do povo da Guiné-Bissau encontrar uma solução comum para os seus problemas. O meu lema para o processo de reconciliação é «um futuro partilhado». Um futuro partilhado implica uma discussão partilhada sobre identidade nacional [guineense] e essa discussão deve ocorrer na Assembleia Nacional Popular, onde todos os cidadãos estão representados. Em comparação com o nosso processo de paz, na Irlanda do Norte, os problemas fundamentais [da Guiné-Bissau] não são tão complicados. Na Irlanda do Norte, tivemos de lidar com o problema da religião, do que estava certo e do que era errado. Na Guiné-Bissau é uma questão de construir consensos através do diálogo. O povo da Guiné-Bissau quer todo o mesmo futuro, mas tem diferentes maneiras de interpretar a solução.
Foram traçadas algumas ‘linhas vermelhas’ na negociação?
Não, eu não aceito «linhas vermelhas». A única forma de criar um futuro partilhado é através de um debate aberto. Fiquei muito impressionado pela capacidade dos políticos guineenses em sentarem-se à volta de uma mesa e, abertamente, discutirem as suas divergências. Se alguém quer dizer algo, diz. Em comparação, já estive envolvido em conversações noutros estados, onde dois partidos políticos não podiam estar na mesma sala juntos. Não nos podemos esquecer que, na Irlanda do Norte, conseguimos trazer e juntar na mesma mesa de negociações os piores inimigos – pessoas que se tentaram matar umas às outras, que mataram pessoas da família com quem estavam agora a conversar. Acho que a grandeza de um homem define-se pela sua capacidade de se reconciliar com o inimigo.
É expectável a realização da segunda volta das presidenciais interrompidas pelo golpe de Abril de 2012?
De um ponto de vista técnico e logístico, penso ser impossível acontecer uma segunda volta das eleições presidenciais [de 2012]. Acredito que agora todos os partidos políticos estão a preparar-se para um novo processo eleitoral. Tive a oportunidade de ser um dos observadores internacionais na primeira volta e espero que as eleições possam ocorrer o mais cedo possível.
E o regresso de Carlos Gomes Júnior ao poder?
Penso que essa é uma questão para os partidos políticos que escolhem os candidatos e para o povo da Guiné-Bissau que vota neles.
Falou como elementos das forças armadas? Há algum interesse genuíno da parte dos golpistas militares na resolução da crise?
Os veteranos das Forças Armadas estão representados numa subcomissão do processo de reconciliação nacional. A maior preocupação dos soldados é o seu futuro em termos económicos. Se eles deixarem as Forças Armadas como parte da reforma do sector da segurança, o que terão fazer para ganhar dinheiro? Por isso é que ficam nas Forças Armadas até serem idosos, com uma arma numa mão e um saco de arroz noutra. Talvez, ao encontrar-se uma solução para este problema, poder-se-á dar às Forças Armadas um papel mais construtivo na sociedade. Criar oportunidades económicas para os militares que queiram deixar as Forças Armadas acabará também por contribuir para a luta contra o crime organizado, que é o pior tipo de ‘oportunidade económica’.
Tem falado com cidadãos comuns? O que lhe dizem os guineenses?
Tenho sim. Nos últimos quatro anos, visitei cada região do país e, de forma regular, visito mesquitas, igrejas e escolas para ouvir a opinião das pessoas. Como sabemos do processo de paz na Irlanda do Norte, o maior desafio é criar um futuro partilhado para que cada parte o sinta como seu. A reconciliação nacional deverá ser ‘propriedade’ não só de políticos, mas de taxistas, vendedores do mercado e agricultores – as mulheres e homens comuns da Guiné-Bissau. Se a paz é um negócio, a sua população é a sua accionista. Os líderes das organizações internacionais deviam passar mais tempo fora da capital, com o povo da Guiné-Bissau: estes têm um sentido de esperança que inspira. O povo da Guiné-Bissau tem os mesmos desejos que o povo português – uma boa educação, um emprego estável e uma boa qualidade de vida para a sua família. O cidadão guineense comum não quer nem deseja violência, conflitos ou crimes. Não estão interessados em políticas de culto de personalidade nem estão interessados que os militares façam política. Querem as mesmas coisas que eu e você.
A luta interna no PAIGC fragiliza o processo?
Lutas internas nos partidos são um processo normal na democracia. Desde que estas disputas sejam pacíficas e justas e não prejudiquem o processo de reconciliação. Espero que todos os partidos políticos tenham debates vivos nas disputas pelas respectivas lideranças, mas também na construção da paz, do desenvolvimento e da justiça social.
Como nasceu este processo?
Inicialmente, o processo de reconciliação nacional foi estabelecido pela Assembleia Nacional Popular em 2009. Foi originariamente criado com o apoio das Nações Unidas para melhorar as relações entre as várias etnias, discutir a identidade nacional, a compensação das famílias das vítimas e o legado do conflito – basicamente, todos os problemas do país desde a sua independência de Portugal. Eu fui um observador internacional neste processo. Vejo o meu papel de conciliador como uma continuação do trabalho que já fiz no passado, mas, claramente, as circunstâncias são muito diferentes agora e há maiores desafios para reconciliar os vários pontos de vista e para criar alguma harmonia entre os políticos guineenses. A Assembleia Nacional Popular é um espaço de muita abertura – todos são francos e eu próprio devolvo essa mesma franqueza. As pessoas da Irlanda do Norte são famosas por dificilmente enganarem.
Como surgiu o convite para a mediação?
Já me encontrava envolvido na comissão há alguns anos como observador internacional neste processo (em conjunto com o meu colega, o político britânico Ian Paisley Junior). Sou o Coordenador do Grupo Parlamentar Britânico para a Guiné-Bissau e o Representante Africano da PACTX-NI, uma instituição britânica que partilha a experiência e o legado do processo de paz na Irlanda do Norte. Tenho experiência como negociador em conversações decorrentes de conflitos em vários estados africanos, usando as lições e o exemplo da Irlanda do Norte. Como Membro Observador da comissão de reconciliação, ia apresentar as lições do exemplo da Irlanda do Norte durante a Conferência de Reconciliação Nacional em Janeiro de 2012, organizada pelas Nações Unidas. Infelizmente, o antigo Presidente da Guiné-Bissau Malam Bacai Sanhá faleceu e a conferência foi cancelada. Depois do golpe de Estado em Abril, as actividades da Comissão e da Assembleia Nacional Popular pararam devido à crise política. Não queria que este processo acabasse, por isso acabei por desenvolver várias conversações e encorajar as partes a reunirem-se na Assembleia Nacional Popular para encontrarem, juntas, os caminhos para o futuro do povo da Guiné-Bissau – um futuro partilhado para todos. Os membros da Assembleia Nacional Popular decidiram que este novo processo necessitava de um moderador externo para contrabalançar todos os pontos de vista e argumentos, e eu aceitei este repto em Dezembro de 2012, com o apoio do Grupo Parlamentar Britânico para a Guiné-Bissau e o povo guineense.
Há uma solução para esta crise? É razoável acreditar no regresso à ordem constitucional?
Sim, acredito que há uma solução a ser encontrada. Mas esta solução deverá ser uma solução guineense para problemas guineenses. Se for à biblioteca, não irá encontrar um livro chamado “Como resolver os problemas da Guiné-Bissau”. As respostas têm de ser encontradas no coração e na mente do povo da Guiné-Bissau. A comunidade internacional pode ajudá-lo a compreender o que deseja, mas precisa também de lhe dar os recursos e ferramentas para criar um futuro partilhado por si próprio. Quanto à ordem constitucional, esta não é negociável – é o direito do povo da Guiné-Bissau.
Qual o paralelo entre a crise crónica da Guiné-Bissau e a da Irlanda do Norte?
São dois países etnicamente diversificados de 1,7 milhões de pessoas, em luta para encontrarem uma identidade nacional unificada. Após 40 anos de um conflito sectário e de milhares de mortes, os políticos da Irlanda do Norte aprenderam a unir uma das mais divididas sociedades do mundo. Estabelecemos várias instituições de reconciliação importantes, incluindo uma Comissão para Vítimas e Sobreviventes, e um departamento na polícia para investigar crimes históricos. O futuro partilhado é agora uma obrigação legal do Governo da Irlanda do Norte. Uma outra experiência relevante é o nosso processo de reforma do sector de segurança. A Irlanda do Norte tem actualmente o mais abrangente e bem sucedido exemplo de reforma no sector de segurança no mundo actual. Foi criado um serviço de segurança centrado na comunidade, inclusivo de todas as crenças e tradições da comunidade e de todos os seus actores políticos. A Guiné-Bissau poderá aprender muitas lições desta experiência e eu estarei a trabalhar sem cessar para promover o exemplo da Irlanda do Norte e os seus valores de reconciliação e justiça. Muitos dos políticos mais importantes da Irlanda do Norte manifestaram o seu apoio a esta minha determinação.
Qual o papel do crime organizado nesta crise?
Claramente, a Guiné-Bissau com o tráfico de droga que vai até à Europa a partir da América Latina. Mas para lá da questão, bem conhecida, do tráfico de droga, não devemos esquecer outras formas de crime que ocorrem no país e em toda a região, incluindo a desflorestação ilegal, a venda de medicamentos contrafeitos e o turismo sexual pedófilo. São crimes que destroem comunidades e famílias e que receio que ocorram todos os dias na África Ocidental, rendendo milhões de euros para criminosos em Portugal, Reino Unido e em todo o lado. De um ponto de vista da reconciliação nacional, é óbvio que um sistema político mais coeso e uma economia mais estável podem desempenhar um papel mais decisivo na luta contra o crime organizado.
Esteve reunido recentemente com Bill Clinton, qual a visão do ex-Presidente dos EUA sobre a crise guineense?
O Presidente Clinton foi um dos negociadores-chave no nosso processo da Irlanda do Norte. É uma das pessoas que nos ajudou a criar um futuro partilhado e as suas experiências são uma importante inspiração para o meu trabalho em Bissau. Estive com ele várias vezes para discutir a reconciliação nacional. Encorajou muito o meu trabalho e espero revê-lo em breve para partilhar com ele o nosso progresso em Bissau.
Como vêem Reino Unido e os EUA a Guiné-Bissau?
A maioria das pessoas não conseguem sequer encontrar a Guiné-Bissau no mapa. Há muito pouco comércio ou investimento e nenhuma ligação cultural com o país. Esta é uma das razões pela qual os problemas ficaram escondidos da comunidade internacional. O melhor contributo possível da parte do Reino Unido será o de partilhar as lições do processo de paz da Irlanda do Norte.
A comunidade internacional esqueceu o país? Que apelo lhe faz?
Talvez não tenha esquecido, mas pode ter negligenciado. O mundo enfrenta muitos desafios actualmente, no Médio Oriente, no Norte de África e em todo o lado. A Guiné-Bissau pode não ser uma prioridade na mesma escala hoje, mas merece ter-se em consideração o que acontecerá no futuro se uma solução partilhada para a crise política actual no país não for encontrada agora. Como o meu médico costuma dizer sempre, a prevenção é melhor do que a cura. Vamos resolver os desafios que o povo da Guiné-Bissau enfrenta agora antes que estes se tornarem amanhã em problemas maiores para o resto do mundo. Vamos reforçar as instituições do Estado e criar incentivos para a democracia. Isto irá prevenir a maioria dos problemas mais graves.
Que contactos tem mantido com outros actores externos como Angola, Portugal e a Nigéria?
Tenho com regularidade encontros com representantes destes três países. Angola e Nigéria são países importantes em África e têm a oportunidade de exercer uma influência positiva no desenvolvimento do continente. Em relação a Portugal, sou com regularidade convidado para a Assembleia da República. Alguns dias antes do golpe de Estado, estive no Palácio de São Bento para expressar as minhas preocupações e quando regressei de Bissau, onde estava a monitorizar as eleições, três semanas depois do golpe de Estado, fui directamente para o Parlamento em Lisboa para me reunir com membros da Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros. A minha relação com Portugal é muito construtiva e espero que Portugal seja um forte apoiante do processo de Reconciliação Nacional. Culturalmente, Portugal é um irmão mais velho da Guiné-Bissau e penso que pode ter um papel fundamental no desenvolvimento do país. Sei que a relação entre os dois Estados passou por algumas dificuldades, mas o povo português pode beneficiar das oportunidades económicas de uma Guiné-Bissau em paz e estável. Talvez agora seja um bom momento para Portugal ter um debate relativamente à sua relação com a Guiné-Bissau.
A CEDEAO é finalmente um parceiro ou mantém-se um obstáculo neste processo?
A CEDAO é um importante actor no esforço internacional, em conjunto com a União Africana, a União Europeia e as Nações Unidas. Nenhum destes actores é um obstáculo se estão a contribuir. Para ser honesto, a melhor contribuição que a CEDAO e outros podem fazer é unirem-se e proporem uma solução conjunta para o desenvolvimento deste país pobre. Ninguém tem todas as respostas sozinho.
Como observa a desestabilização progressiva de toda a África Ocidental?
Preocupa-me, e o mundo deverá prestar atenção. A África Ocidental tem muitos estados frágeis, vulneráveis ao crime organizado, à destabilização política e ao terrorismo. Estes são problemas que vão chegar a Lisboa, Londres e a todo o lado se não forem contidos rapidamente. A Guiné-Bissau é um dos Estados mais frágeis de África e todos precisamos de trabalhar para evitar a desintegração regional.
Acredita na viabilidade da Guiné-Bissau? De que necessita o país?
Sim, acredito no futuro do país. O povo da Guiné-Bissau é extremamente determinado. Sabe que a Guiné-Bissau chegou a ser uma colónia britânica durante 16 meses, entre 1792 e 1793 e tivemos de sair porque a população local era muito dura? O povo guineense é orgulhoso, determinado e inteligente. Os guineenses querem um futuro partilhado, mas precisam de ajuda para criar este debate partilhado. A maioria dos problemas actuais – por exemplo, as eleições e os militares – surgiram devido a uma falha de entendimento mútuo. De um ponto de vista de curto prazo, as instituições democráticas do país necessitam de ser reforçadas – a Assembleia Nacional Popular deve ser fortalecida para reflectir-se como a voz eleita do seu povo. O sector público deve ser mais eficiente em termos financeiros e os sectores de segurança e justiça precisam de aprender as lições dos países vizinhos. De um ponto de vista de longo prazo, o país precisa de uma reforma económica total. Um sector público sustentável, uma política fiscal realista e uma forma viável de comercializar os seus recursos naturais, são as únicas formas de o país construir um futuro sólido.
(Fevereiro, 2013)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Jovens portugueses e os «50 anos depois do início das guerras coloniais...»
«50 anos depois do início das guerras coloniais, alguns dados para avivar a memória» _ Irene Pimentel *
Entre 1961 e 1974, Portugal, onde vigorava um regime ditatorial, levou a cabo guerras coloniais em três frentes de combate. Segundo números oficiais, ao chegar-se a 1974 - ano em que foram mobilizados 150 mil efectivos militares para o esforço de guerra em África -, já havia treze anos que a guerra durava em Angola, onze anos na Guiné e dez em Moçambique. Vejam-se alguns dados para memória presente e futura:
- A guerra sorveu entre 7 a 10% da população portuguesa e mais de 90% da juventude masculina. Ainda em termos de gastos humanos, durante os treze anos de guerra, morreriam mais de 8 mil homens e ficariam feridos ou incapacitados cerca de 100 mil portugueses.
- Segundo dados do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), morreram de várias causas 8.831 militares portugueses, dos quais 4.027 em combate, respectivamente 23% do contingente "metropolitano" e 77% dos soldados recrutados nas próprias colónias
- Das quase nove mil baixas das Forças armadas portuguesas, que representavam 1 % do número total de combatentes nos três teatros de guerra, 3.455 ocorreram em Angola, 3.136 em Moçambique e 2.240 na Guiné.
- A quase totalidade dos mortos – mais especificamente 8.290 dos 8.831 - pertenciam ao Exército, 346 eram elementos da Força Aérea e 195, da Marinha de Guerra.
- Ao número de combatentes mortos, deve-se acrescentar as vítimas mortais de civis brancos e negros, tanto entre os guerrilheiros dos movimentos de libertação como entre a população civil. Mais de mil civis portugueses foram mortos, mais de metade dos quais nos massacres perpetrados pela UPA, em 1961, em Angola, enquanto o número mínimo de mortos africanos terá totalizado os cem mil.
- Por outro lado, as guerras coloniais provocaram ferimentos e deficiências físicas em cerca de vinte mil militares portugueses, dos quais 5.120 com grau superior a 60 por cento. Entre os africanos, não existe contabilização, mas pode-se aventar a hipótese quase certa de que o número foi muito superior.
- Relativamente aos que foram psicologicamente afectados pela guerra, embora o número seja contestado, os psiquiatras Afonso de Albuquerque e Fani Lopes contabilizaram 140.000.
- Além disso, as guerras em Angola, na Guiné e em Moçambique sorveram avultados meios financeiros, calculando-se que, durante os treze anos, uma média de 33% do Orçamento do Estado tivessem sido canalizados para a «defesa» e que, nos anos 60, foram mesmo ultrapassados os 40%.
No final de 1964, Portugal já mantinha nos quadros de guerra em África 85 mil militares, respectivamente cerca de 52 mil, em Angola, 18 mil, em Moçambique e 15 mil na Guiné. Em 15 de Outubro de desse ano, o DL n.º 45 308 considerou puníveis, como em tempo de guerra, os crimes previstos na legislação penal militar praticados nas «províncias ultramarinas», enquanto nelas decorressem operações militares ou de polícia destinadas a combater determinadas perturbações ou ameaças.
Os jovens portugueses eram obrigados a cumprir o serviço militar, que durava entre dois a quatro anos, incluindo a recruta e uma comissão de serviço de cerca de dois numa colónia africana em guerra. Alguns deles não compareceram à inspecção ou tornaram-se refractários ou desertores, saindo clandestinamente do país, a caminho do exílio.
- Uma informação da delegação de Coimbra da PIDE/DGS deu conta que, em 1971, muitos «mancebos» de todas as classes sociais não tinham levantado as guias de marcha para se apresentarem nas unidades de incorporação.
- Por seu turno, o próprio EMGFA afirmou, em Maio desse ano, que 25% do total de recenseados faltavam ao cumprimento do serviço militar.
- Segundo números oficiais divulgados em Maio de 1974 teria havido, durante os treze anos de guerra, entre cerca de 110 a 170.000 jovens faltosos ao serviço militar, refractários e desertores.
(*) Março de 2011, in http://jugular.blogs.sapo.pt/2535614.html
Fotografia de um trabalho de alunos do Ensino Básico.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
O TOP 5 dos líderes evangélicos
A religião sempre foi um negócio rentável, inclusive no Brasil. Ainda que no país a maioria se considere católica, com aproximadamente 123,2 milhões de pessoas, um pregador evangélico pode ganhar muito com os seus seguidores em todo o Brasil e África.
O número de evangélicos protestantes no país subiu de 15,4% para 22,2% em apenas uma década. Quem ganha com isso? Segundo a Forbes, os pastores evangélicos.
A publicação americana levantou o património dos principais pastores evangélicos brasileiros e fez uma lista, abaixo listada, dos cinco mais ricos do país.
1. Edir Macedo, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, é de longe o pastor mais rico no Brasil, com um património líquido estimado pela Forbes em US$ 950 milhões.
Macedo é escritor evangélico e já vendeu mais de 10 milhões de livros, todos ligados à religião. O seu grande investimento, porém, foi realizado na década de 80, quando adquiriu o controlo da emissora de televisão Rede Record, actualmente a segunda maior emissora do Brasil. Seus outros bens, segundo a Forbes, seriam o jornal Folha Universal, o canal de notícias Record News, empresas do ramo musical, entre outros.
2. Valdemiro Santiago, Após ter sido expulso da Igreja Universal do Reino de Deus, por algum desentendimento com Macedo, Santiago fundou a sua própria igreja, chamada Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos. Segundo estimativa da Forbes, o seu património líquido é de US$ 220 milhões.
3. Silas Malafaia, Líder da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor está constantemente envolvido em escândalos relacionados à comunidade gay. “Ele é defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença e é uma figura proeminente no Twitter, onde tem mais de 440 mil seguidores”, disse a publicação.
A Forbes estima que a sua fortuna esteja em US$ 150 milhões. O site também afirmou que Malafaia lançou uma campanha chamada “O Clube de Um Milhão de Almas”, que pretende levantar R$ 1 bilião para sua igreja, a fim de criar uma rede de televisão global, que seria transmitida em 137 países.
“Os interessados em contribuir com a campanha podem doar quantias a partir de R$ 1 mil, valor que pode ser pago em prestações. Em troca, os doadores receberão um livro”.
4. RR Soares, segundo o site, Romildo Ribeiro Soares, ou RR Soares, é o mais activo em multimédia entre os pregadores evangélicos. O religioso é compositor, cantor e televangelista. Como fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira. Com isso, a sua fortuna estimada pela Forbes é de US$ 125 milhões.
5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa Sónia, Os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sónia, supervisionam mais de mil igrejas no Brasil e no exterior, incluindo a Flórida. Juntos, o casal tem um património líquido estimado pelo site em US$ 65 milhões dólares. A publicação lembra que em 2010 o astro do futebol brasileiro Kaká, que era amigo do casal e membro da igreja, deixou a instituição, alegando que a sua liderança fazia mau uso do dinheiro. Segundo informações, Kaká teria doado mais de R$ 2 milhões para a igreja quando era membro.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Comunicação social clandestina ??
""... intentar uma acção judicial por calunia e difamação contra esse tal órgão de comunicação social. ""
Diz o comunicado no seu término e a pergunta é:
Para que serve um comunicado publico sem a identidade do objecto alvo do mesmo comunicado ??
Que se saiba, parece ainda não estar na fase de "segredo de justiça"
Ou será que é um "segredo de estado"
(publicado em: DC)
Vil servidor...
Se Franco ou Pinochet fossem vivos, não poderiam escolher melhor provocador.
À falta de melhor, vai-se entretendo com o povo da GBissau, aguardando a oportunidade de vir a lamber as mãos do Rei de Marrocos.
Este e o outro blogueiro, são rodas de uma mesma "máquina" que ainda se mantém oculta do povo guineense e que é enquadrada por neocolonialistas portugueses, estando em grande maioria estacionada na Diáspora.
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