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Joseph Pulitzer

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Americanos vão investir 10 mil milhões de euros em África

As empresas norte-americanas planeiam investir 14 mil milhões de dólares (10,4 mil milhões de euros) em África. Washington procura por estes dias reforçar os laços comerciais entre as duas partes ao organizar a cimeira EUA-África.


Com investimentos já sólidos nos sectores do petróleo e do gás natural, os EUA pretendem alargar os investimentos à construção, energias limpas, banca e tecnologias de informação, de acordo com a Casa Branca.

Nesta cimeira participam 40 chefes de Estado e do governo africanos. Barack Obama, Bill Clinton e vários presidentes de grandes empresas norte-americanas - como a General Electric, a Coca-Cola ou a Walmart - farão hoje intervenções depois de John Kerry e Joe Biden já terem feito segunda-feira comunicações. 
 
 
 

G-Bissau quer ajuda do Brasil na área da defesa

A Guiné-Bissau deve aumentar sua cooperação com o Brasil na área da defesa. A informação foi dada à Rádio ONU pelo novo primeiro-ministro do país africano, Domingos Simões Pereira.



Em entrevista exclusiva directamente de Bissau à Rádio ONU, o dirigente contou que já está a manter contactos com alguns Ministérios do Brasil inclusivamente a pasta da Defesa.

Calendários

"Vou mencionar que tenho tido contactos com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, obviamente, mas particularmente com o Ministério da Defesa, onde temos o nosso ministro Celso Amorim que foi ministro dos Negócios Estrangeiros. E conhece bem esta parte da África e particularmente a Guiné-Bissau. Assim que os calendários permitirem, eu tenho muito interesse em ir ao Brasil e poder ver em quais domínios nós podemos melhorar e reforçar as nossas relações."

O governo de Simões Pereira é o primeiro democraticamente eleito desde o golpe de Estado de 12 de abril de 2012, que tirou do poder o ex-primeiro-ministro e o presidente interino. No primeiro semestre deste ano, o país foi às urnas para eleger seus novos representantes.

Comissão de Consolidação da Paz

O primeiro-ministro Domingos Simões Pereira informou ainda que a Guiné-Bissau deve fortalecer sua cooperação com todos os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, em breve.

Ele saudou também a colaboração com a Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas, que segundo o líder guineense tem ajudado o país a estabelecer a paz e a segurança com o apoio da comunidade internacional.

Lindos olhos ela tem - África oferece às empresas norte-americanas uma oportunidade de negócio e investimento irresistível.

África oferece às empresas norte-americanas uma oportunidade de negócio e investimento irresistível. As empresas americanas estão também cada vez mais interessadas nas oportunidades de negócios que África oferece.



JOHANNESBURG, South-Africa, August 4, 2014 - Segundo o Standard Bank (http://www.standardbank.com), África constitui para as multinacionais norte-americanas uma oportunidade de negócio e investimento irresistível devido ao rápido ritmo de crescimento económico que se faz sentir por todo o continente, aliado ao crescimento cada vez mais acentuado da população e aumento da urbanização.

O crescimento económico na África Subsariana ultrapassou os 5% ao ano durante mais de uma década o que representa 4,1% do produto interno bruto (PIB) global, valor que em 2000 se encontrava nos 3,4%. Estima-se que, em 2050, um quarto da população mundial resida em África com, pelo menos, 60% da população do continente a viver em centros urbanos.

“Os negócios com as economias africanas e o investimento em África oferecem um ótimo retorno, mas exigem um conhecimento local profundo, fortes parcerias locais e uma perspetiva a longo prazo.”, disse Sim Tshabalala, Diretor Executivo do Standard Bank Group, o maior banco de África em termos de ativos e avaliação de mercado. “Neste sentido, o plano dos EUA de revitalizar as ligações comerciais e de negócios com África não poderia ser posto em prática num momento mais oportuno”.

O interesse renovado dos EUA em África toma forma na iniciativa do Presidente Barack Obama, “Power Africa”, lançada no ano passado e que tem o objetivo de duplicar o acesso a energia em seis países parceiros na África Subsariana: Etiópia, Gana, Quénia, Libéria, Nigéria e Tanzânia. O governo norte-americano alocou mais de 7 mil milhões de dólares em apoio financeiro e garantia de empréstimos ao projeto durante os próximos 5 anos. Este compromisso foi duplicado pelos quase 30 parceiros do setor privado que deram a garantia de 14,7 mil milhões de dólares de financiamento na forma de empréstimos diretos, mecanismos de garantia e investimentos em participações para o “Power Africa”.

Contudo, os EUA ainda têm bastante trabalho pela frente. Embora sejam um importante investidor em África, em especial nos domínios das tecnologias de informação, indústria manufatureira, recursos, energia e serviços financeiros, os fluxos comerciais têm-se apresentado uma trajetória bem menos acentuada.

Apesar de o volume das trocas comerciais entre os EUA e África ter duplicado de aproximadamente 50 mil milhões de dólares no início dos anos 2000 para 110 mil milhões de dólares em 2013, ele ainda fica muito aquém da China cujo volume de trocas comerciais ultrapassou os 200 mil milhões de dólares no ano passado. Contudo, é precisamente a emergência da China como o maior parceiro comercial de África que realça o valor potencial do continente para as empresas norte-americanas.

O investimento direto estrangeiro em África aumentou drasticamente na última década e meia e continua a crescer. Em 2013, o IDE em África aumentou 9,6% para um valor calculado de 56,6 mil milhões de dólares, representando 5,7% do IDE global. Prevê-se que o IDE ultrapassará os 60 mil milhões de dólares em 2014. A entrada de capitais estrangeiros total no continente atingiu 186 mil milhões de dólares em 2013 e espera-se que chegue aos 200 mil milhões de dólares em 2014.

As economias emergentes, e em especial os BRICS, estão a aproveitar a oportunidade africana. Em 1992, China, Índia e Brasil representaram apenas 3% das trocas comerciais globais de África comparado com os 25% de hoje em dia. Uma grande variedade de empresas da Índia, do Brasil e da África do Sul estão a ter uma expansão rápida em África, frequentemente com um apoio substancial dos respetivos governos.

Porém, ainda que os EUA tenham algum atraso face a outros países, a maior economia do mundo tem para oferecer uma excelência comercial e industrial única em muitas áreas vitais. A força das multinacionais norte-americanas com histórico de sucesso, processos industriais, redes de distribuição estabelecidas e marcas são imensamente atrativas para a revolução no consumo que está a ocorrer um pouco por toda a África.

As empresas americanas estão também cada vez mais interessadas nas oportunidades de negócios que África oferece. Importantes empresas de “private equity”, como o Carlyle Group, lançaram fundos específicos para África avaliados em centenas de milhões de dólares. Grandes empresas de tecnologia norte-americanas estão a investir em novas iniciativas e “start-ups” um pouco por todo o continente. A IBM investiu, pelo menos, 100 milhões de dólares em novos centros de inovação em Lagos e Casablanca. A Microsoft e a Intel Capital estão a avançar com parcerias com empresas de tecnologia africanas e a Google está a trabalhar para levar a banda larga a comunidades remotas.

“África já trilhou um longo caminho desde a época em que dependia de ajuda externa”, afirmou Tshabalala. “Há uma classe média a emergir rapidamente em África que está a fomentar a diversificação à larga escala das economias de África, o que oferece enormes oportunidades para as empresas que queiram investir.”

Na Nigéria, a classe média cresceu 600% desde 2000. Hoje em dia, a Nigéria tem cerca de 4,1 milhões de agregados familiares de classe média, correspondendo a 11% da população total. Outras economias com um desempenho excelente neste campo são Angola, onde 21% dos agregados familiares são considerados classe média, seguida do Sudão (14%) e da Zâmbia (10%).

O número de utilizadores de telemóveis em África foi multiplicado por 33 desde 2000 e, nos próximos 5 anos, é provável que todos os adultos em África venham a possuir um telemóvel. Mais de 50% dos africanos que vivem nas cidades têm acesso à Internet, um número que deve crescer rapidamente no decorrer da próxima década.

“Apesar de ainda haver muito trabalho a fazer, a direção na qual África tem vindo a evoluir é extremamente positiva”, disse Tshabalala. “As empresas norte-americanas podem ser muito bem-sucedidas em África desde que façam um esforço para compreender a especificidade dos mercados do continente e evitar olhar para o continente como uma única entidade homogénea.”

(Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Standard Bank)


O Standard Bank Group (http://www.standardbank.com), que exerce a sua atividade sob a marca comercial Stanbic, é o maior banco africano em termos de ativos e ganhos. A nossa estratégia é construir a principal organização de serviços financeiros focada em África, tirando o máximo partido de todas as nossas vantagens competitivas. O nosso objetivo é concentrarmo-nos em proporcionar aos acionistas um valor sustentável superior, através da satisfação das necessidades dos nossos clientes com operações no terreno de primeira categoria em países selecionados de África. Iremos também fazer a ponte entre outros mercados emergentes selecionados e África, e entre eles, aplicando à escala global o nosso conhecimento especializado do setor, em especial, dos recursos naturais. Operamos em 20 países no continente Africano, incluindo a África do Sul.

O Standard Bank tem 151 anos de história na África do Sul e começou a construir uma rede de sucursais fora da África do Sul no início da década de 90. Mais recentemente, o Standard Bank realizou importantes aquisições no continente africano no Quénia e na Nigéria. África é a nossa prioridade e continuaremos a desenvolver bancos no terreno de primeira categoria.

Os quase 49 000 funcionários do grupo em todas as regiões oferecem uma gama completa de serviços bancários para particulares e empresas, banca corporativa e de investimentos e gestão de património. A divisão de banca corporativa e de investimentos do Standard Bank oferece aos seus clientes serviços de “banking”, “trading”, investimento, gestão de risco e aconselhamento para fazer a ligação entre mercados emergentes selecionados e África, e entre eles. Tem ofertas importantes em indústria mineira e metais; petróleo, gás e energias renováveis; energia e infraestruturas; agroindústrias; telecomunicações e média; e instituições financeiras.

A rúbrica de receitas normalizada para 2013 foi de 17,2 mil milhões de rands (cerca de 1,8 mil milhões de dólares) e o total de ativos foi de 1 694 mil milhões de rands (cerca de 162 mil milhões de dólares). A capitalização de mercado do Standard Bank a 31 de dezembro de 2013 era de 209,4 mil milhões de rands (cerca de 20 mil milhões de dólares).

O maior acionista do grupo é o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), o maior banco do mundo, com 20,1% das ações. Além disso, o Standard Bank Group e o ICBC partilham uma parceria estratégica que facilita o comércio e o fluxo de negócios entre África, China e mercados emergentes selecionados.

(fonte: Standard Bank)
(Mr Sim Tshabalala, Chief Executive of Standard Bank Group, Africa’s largest bank by assets and market valuation)

Recordando ...

A Guiné está mais pobre! Termina Missão o Cônsul de Portugal, Salvador Pinto da França. Um jovem diplomata cujo exercício fica marcado por grande sentido de humanismo e carácter reformador/organizador do funcionamento da chancelaria de Bissau.


Comecemos pelo segundo aspecto. Qualquer habitué na correria ao Consulado português em Bissau, a nossa “principal porta de saída para o estrangeiro”, testemunha a significativa melhoria das condições de atendimento consubstanciada, entre outros, na disponibilização de mecanismos de acompanhamento dos processos (telefone) e sobretudo o descongestionamento que o pré-agendamento, quer através da net quer através do telemóvel, potenciaram. A estes aspectos procedimentais acresce o carácter do Cônsul: um homem que, não obstante a estrita vinculação à lei que a função lhe impõe, disponibiliza-se sempre para ouvir, orientar, aconselhar, enfim.. buscar uma solução para ajudar quem se lhe apresenta. Um facilitador por excelência que soube cultivar a confiança e admiração dos utentes daquela repartição.


Graças a essa sua abertura na busca de soluções dos problemas, aceitou receber-me num dia de feriado nacional da Guiné (24/09/10) para tratar de um pedido de visto de um atleta meu. Após breve troca de impressão fiquei com impressão de ter ganho um “ermon”! Salvador é realmente especial e é uma pena que nos deixa. Sempre disponível para mais um jantar para orientar e encorajar qualquer pessoa interessada em investir/viver na Guiné. Tinha as portas sempre abertas e à distância de uma SMS para ajudar. A Guiné precisa de exemplos, precisa de referencias e eu tive privilégio de aprender com um jovem dinâmico, inteligente e amigo que soube desempenhar as funções com grande sentido de responsabilidade mas sem perder o coração. Um rapaz cuja grandeza do carácter é inspiradora deixará muitas saudades.
E Já agora, meu irmão, chegou-me o recado e já sabia que não mando no consulado! Hehe

Seria injusto não agradecer às amáveis pessoas que o acompanharam durante esses 4 anos, que ao estilo do líder, sempre se disponibilizaram a ajudar, fazendo votos que o próximo Cônsul continue com a mesma dinâmica.

Por fim, desejo-vos, a ti e a Margarida... que vos posso desejar?! Tudo, tudo, tudo e tudo! Tudo de bom! Continuem a ser felizes e tenham a certeza que vão fazer muita falta a esta nova Guiné! Teremos saudades!
 
 (in: FBook por Adilé Sebastião)
 
 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Domingos Simões Pereira à Rádio ONU

O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau conversou com a Rádio ONU sobre as prioridades do cargo e a cooperação com as Nações Unidas.

 

 
Simões Pereira falou ainda sobre a cooperação com Portugal para combater o ébola, a colaboração com o Brasil no sector de segurança e agricultura e os fortes laços da Guiné-Bissau com Cabo Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste.

Ex-líder da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, o engenheiro Domingos Simões Pereira também saudou a entrada da Guiné Equatorial no bloco lusófono e disse esperar que as relações diplomáticas de Bissau com os países da Cplp estejam relançadas para uma nova e forte cooperação até setembro. Nesta data, o novo presidente do país, José Mário Vaz, discursará na Assembleia Geral da ONU como novo líder eleito do país africano.

Rádio ONU: Primeiro-ministro, bem-vindo à Rádio ONU. Quais são suas prioridades neste posto e principalmente em cooperação com as Nações Unidas?

Domingos Simões Pereira: Olha, nós estávamos numa situação que evidentemente leva-nos a prioridades que têm que começar com a estabilização do país, a criação de instituições democráticas, a criação de condições que a partir de agora possamos recuperar o espaço perdido há algum tempo de pertencermos ao concerto das nações e poder contribuir de forma normal e tranquila. Agora, obviamente que tantos anos passados de problema, de conflito, de instabilidade, é normal que ainda tenhamos que passar por um período de correcção dessas situações até podermos abordar os assuntos com maior transparência e objectividade. Por isso, nós estamos a definir o nosso programa de intervenção em três momentos. Um primeiro momento que chamamos de programa de urgência, um segundo que é de contingência e o último de desenvolvimento.

Nosso programa de desenvolvimento preconiza colocar a Guiné num devido crescimento que lhe permita enfrentar os desafios do combate à pobreza e por isso nós pretendemos ter três estratégias fundamentais. A primeira será a infra-estruturação do país, a segunda prioridade é criação de pequenas indústrias que dêem as famílias guineenses uma melhor capacidade para seus rendimentos económicos. Finalmente achamos que se 40% da nossa população vivem nos centros urbanos, a melhoria lá deve acontecer. O nosso programa de contingência prevê sobretudo a clareza e melhor transparência que queremos para os vários nossos contratos nomeadamente de recursos naturais. Eu penso que isso resume o essencial daquilo que nós vamos fazer. E queríamos obter sobretudo o nosso programa de urgência. Enfrentamos várias dificuldades e por isso as famílias guineenses estavam e continuam numa situação de muito aperto. Aqui começamos com a questão dos salários. Parece ser bem trivial, mas num país, onde não se pagava os salários há seis meses, entendemos que era importante tratar deste assunto. Por isso, começamos a pagar dois meses de salários, vamos pagar o terceiro mês, e pensamos chegar ao final de agosto com uma situação de pagamento de salários completamente regularizada. O que vai permitir uma situação entre o Estado e os servidores do Estado bastante mais séria e responsável. Sobre o ano lectivo, devido a medidas que tomamos já irão permitir que aquelas escolas que tiveram o número mínimo de dias que são exigíveis possam realmente salvar o ano e permitir que os alunos tenham atenção. O medo que nós tínhamos é ter que declarar o ano nulo ou a passagem administrativa. Penso que aqueles que reúnem o número de horas suficientes possam realmente passar ao ano seguinte. Em relação à saúde, toda a África Ocidental está assolada com o surto do ébola. Felizmente, não chegou à Guiné-Bissau e queremos fazer tudo para que de facto não chegue à Guiné, e aquele caso que eventualmente chegar, tenhamos condições de controlar.

RO: Primeiro-ministro, o seu governo já colocou este programa em ação. Do que consiste este programa?

DMP: De várias medidas. Desde logo, perceber as manifestações da doença e poder desenvolver um programa de informação e sensibilização. A segunda medida passou por identificar mecanismos de triagem e poder realmente adoptar estas unidades dos medicamentos necessários para o tratamento. A nossa cooperação com vários países, mas neste caso sobretudo com Portugal resultou na oferta de um lote de medicamentos, repor o nosso estoque e permitir que havendo o registo de alguns casos, possamos atacar a situação.

Mas como pode imaginar, a doença já estando nos países limítrofes da Guiné-Bissau, nomeadamente a Guiné-Conacri, também temos alguma atenção com relação à entrada de pessoas que vêm do exterior e por isso ainda hoje, acabamos de aprovar um programa de emergência que vai ser implementado para o acompanhamento desta situação.


RO: Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, vamos falar agora de um dos desafios antes do seu governo e que continua sendo nesse começo de governo, que é a reforma do sector de segurança do seu país. Como é que o sr. vê o papel da Comissão de Consolidação da Paz (da ONU) para ajudar a resolver este problema?

DSP: Muito importante. Temos tido esta colaboração e queremos reforçar este apoio. Nós colocamos o acento tónico na questão da reconciliação nacional. Achamos que o povo guineense precisar se reencontrar e precisa se reconciliar. Isso só será possível através do diálogo. Através de um diálogo bastante abrangente e inclusivo. E neste aspecto, toda a sociedade guineense é convidada e deve ser parte deste processo, mas com particular evidência no domínio das Forças Armadas, as forças de defesa e segurança. E é neste capítulo, de facto, o apoio da Comissão de Consolidação da Paz e das várias configurações desta Comissão são muito importantes para a Guiné-Bissau. Primeiro porque a questão da segurança e da reconciliação interna na Guiné-Bissau também passa pelo diálogo com os nossos parceiros mesmo ao nível da sub-região. E uma entidade como as Nações Unidas acaba sendo a estrutura mais neutral do processo que pode não só nos assistir como também fazer algumas advocacia a favor do país criando condições para esta actividade da reconciliação.

RO: O que o sr. espera da retomada da cooperação agora com os países de língua portuguesa nesta nova fase política da Guiné-Bissau? O sr. já tem uma data marcada par viajar a alguns desses países?

DSP: Esses países são muito importantes para nós. Partilhamos culturas e outras afinidades bastante importantes. Eu penso que o que falhou no passado recente foi talvez uma compreensão desnivelada ou desenquadrada em como a nossa pertença ao espaço da Cedeao só podia acontecer numa negação da nossa integração regional, por exemplo, no espaço da Cedeao. Nos últimos anos, desde que saí da Cplp, eu tenho me esforçado por lançar esta maior clareza. A nossa integração no espaço regional é algo natural. Nós pertencemos a essa região. A vocação da Cplp para mim começa a ter no apoio em que a Cplp nos aporta em tornar efectiva a nossa integração regional. Mas da mesma forma, também estamos muito interessados em desenvolver acções de cooperação com esses países com quem partilhamos tanto começando com a parte cultural. Vou mencionar que tenho tido contactos com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, obviamente, mas particularmente com o Ministério da Defesa, onde temos o nosso ministro Celso Amorim que foi ministro dos Negócios Estrangeiros. E conhece bem esta parte da África e particularmente a Guiné-Bissau. Assim que os calendários permitirem, eu tenho muito interesse em ir ao Brasil e poder ver em quais domínios nós podemos melhorar e reforçar as nossas relações. Cabo Verde é um país irmão. Tivemos uma luta comum. Essas vicissitudes da situação política acabam criando situações de alguns dificuldade, mas eu penso que estarão ultrapassadas. O nosso governo irá promover mecanismos de aproximação a Cabo Verde. Estou seguro de que muito proximamente teremos um quadro normalizado com este país irmão até porque qualquer mudança, qualquer perturbação na nossa relação com Cabo Verde, os povos sofrem dos dois lados da fronteira. Eu creio que isso não ajuda ninguém, não assiste ninguém, e eu acredito que vamos ser capazes de ultrapassar. Com relação a Angola e Moçambique, estou muito entusiasmado com as reivindicações que trago de Díli. No encontro que acabou de ter lugar na Cimeira da Cplp, todos esses países demonstraram uma grande satisfação em ter à Guiné-Bissau de volta a este espaço, e esperam o momento certo para podermos relançar o programa de cooperação existente entre as partes.

RO: E isso deve acontecer em breve, primeiro-ministro, ainda neste segundo semestre?

DSP: Sim com certeza. Isso tem que acontecer, isso vai acontecer nos próximos tempos. Eu acho que a próxima Cimeira dos Estados das Nações Unidas será um óptimo ponto de partida. Estará presente o Presidente da República da Guiné-Bissau, terá a ocasião de se encontrar com seus pares. E a partir daí, eu acredito que o próprio Sistema das Nações Unidas irá assistir-nos na criação das pontes necessárias para começar este percurso. Mónica, permita-me que eu ainda diga mais uma coisa. Tem-se abordado alguns aspectos desta questão de forma errónea. Entre a Cedeao e a Cplp, não houve, no passado qualquer tipo de problemas. Eu penso que houve decisões mal tomadas. Agora, não quero estar aqui a qualificar quem é que tomou estas decisões. O facto é que desde 2010, eu sou testemunha do esforço que foi desenvolvido sob coordenação do Grupo de Contacto Internacional para a Guiné-Bissau no sentido de harmonizar as medidas que seriam adoptadas tanto pela Cedeao como pela Cplp para assistir um Estado-membro neste caso, a Cplp. Algo terá ocorrido terrivelmente mal neste percurso e isso que nós temos que corrigir para que os próximos tempos sejam de acalmia e tempos em que a cooperação fale mais alto do que qualquer outra deriva neste processo.

RO: Primeiro-ministro, o sr. mencionou o Brasil e o ministro Celso Amorim da Defesa, o sr. tem uma ideia, digamos geral do que pode ser feito nesta nova fase de cooperação principalmente no sector da Defesa?

DSP: Eu vou lhe mencionar três elementos que a meu ver são extremamente importantes. O Brasil criou na Guiné-Bissau um Centro de Formação para a Segurança. Penso que é muito importante reactivar e dar mais dinamismo a essa estrutura. O Brasil criou na Guiné-Bissau o Centro de Formação Técnico-Profissional. Os jovens guineenses precisam de emprego. Muitos dos que serão desmobilizados na área de segurança terão que ser reinseridos na sociedade. E nada melhor que dar-lhes um emprego. O Brasil tem capacidades para melhorar a transformação dos produtos agrícolas da Guiné-Bissau. Só para se ter uma ideia, a Guiné-Bissau é um país fundamentalmente agrícola. Nós conseguimos transformar e aproveitar cerca de 20% da nossa produção em frutas e noutros produtos. Ainda há um potencial muito grande a explorar. O Brasil tem a tecnologia certa, o Brasil fala a nossa língua, por isso pode nos ajudar nesta formação. O Brasil tem algum dinheiro por que pode ajudar a Guiné-Bissau a transformar o que tem sido identificado como potencialidade, as riquezas reais para melhorar as condições de vida. Temos muito a aprender do Brasil. Esperamos que nessa interacção também possamos apresentar algumas oportunidades para quem do Brasil também queira investir na Guiné-Bissau, ganhar dinheiro e fazer negócios.

RO: Este é Ano Internacional da Agricultura Familiar. E a FAO já fechou vários acordos com a Cplp com relação ao Fome Zero. Como está este processo aí na Guiné-Bissau?

DSP: Olha, eu acabo de ter uma reunião uma reunião em Díli com o director-geral da FAO, o dr. José Graziano da Silva, a quem eu aproveitei para convidar a vir a Guiné-Bissau e poder partilhar connosco várias questões que nos parecem importantes. O Graziano da Silva é um activo muito grande falando com relação do português que nós não podemos desperdiçar. Mas em relação à agricultura familiar isto é fundamental para um país como a Guiné-Bissau. Nós não temos grandes indústrias, e não de um dia para o outro que vamos acordar e descobrir que afinal já construímos indústrias. Por isso, não podemos ter ilusões. Vamos ter que construir a sustentabilidade da nossa economia através das famílias.E é nisso que eu penso que a agricultura familiar é muito importante. Eu acompanhava com muito sofrimento o facto de algumas famílias que se dedicavam à horticultura, aquelas culturas de curto ciclo, permanentemente serem rechaçadas dos espaços que eles ocupavam nos centros urbanos. Isso é uma coisa que tenho como algo muito importante. Eu vou trabalhar com o ministro da Agricultura no sentido de essas famílias poderem ter campos onde produzir, e certamente aproveitar todo o ensinamento que o Brasil tem nesse domínio, e com o José Graziano sendo director-geral da FAO, e que nós vamos apoiar para ver se continuaria esse mandato por mais algum tempo, poderá também nos aportar aqui ajudas importantes.

RO: O sr. poderia falar da sua expectativa de cooperação coma Guiné Equatorial, esse novo membro da Cplp? 

DSP: A Guiné Equatorial é um país que… como pode imaginar não pode ser nossa intenção julgar um Estado soberano. O que nós achamos é que a Cplp pode ser realmente uma referência muito importante junto de um país como a Guiné Equatorial no sentido de o trazer aos padrões universais de respeito dos direitos humanos e outros tipos de indicadores. E a Guiné-Bissau fazendo parte da Cplp não foge a esta regra. Nós vemos a Guiné Equatorial um potencial parceiro, um parceiro importante. Tem recursos que lhe permitem poder jogar neste concerto de forma activa. E esperamos também na nossa interacção também contribuir àquilo que também poderá ser ensinamentos que lhe venha acolher junto dos outros países. Mas globalmente o que eu tenho registado, tem havido uma melhoria substancial nas infraestruturas e na qualidade de vida global, pelo menos é aquilo que eu tenho constatado. Agora, se ainda há importantes deficits sob o ponto de vista dos direitos humanos, ou de outra natureza, de democracia, penso que todos nós podemos ter oportunidades de interagir e de contribuir para que esta situação seja superada.

Assistência, limpeza e refeições são prioridades nos hospitais de G-Bissau

Melhorar a assistência, a limpeza e as refeições servidas aos pacientes são as três prioridades da nova ministra da Saúde da Guiné-Bissau, Valentina Mendes, para os hospitais do país: "Primeiro pretendemos atacar a área da assistência e atendimento. Depois, sobretudo em Bissau, temos graves problemas de limpeza e de saneamento", referiu.


"Um terceiro aspecto é a cozinha: os grandes hospitais não confeccionam uma dieta adequada para os doentes", sublinhou a governante que é médica pediatra há 22 anos e que antes de entrar no Palácio do Governo exercia no Hospital Simão Mendes - a principal unidade pública de saúde da Guiné-Bissau, mas que funciona em condições precárias.

"Sou optimista, mas não vou aventurar-me aqui a dizer que num ano ou dois" as situações se resolvem, acrescentou.

"Durante esses quatro anos de governo vamos tentar melhorar" as necessidades mais urgente. "Vamos conseguir. Depois é que acho que daremos já uma resposta bem firme" em termos de saúde pública, destacou a ministra da Saúde.

Valentina Mendes e os restantes membros do governo tomaram posse a 03 de julho como o primeiro executivo eleito depois do golpe de Estado de abril de 2012 e que segundo entidades internacionais encontrou um país de rastos em todos os sectores.

A médica que tutela a Saúde acredita que parte da inoperância dos serviços públicos nesta área se deve aos atrasos no pagamento de salários, mas considera que a mentalidade dos funcionários também pode ser um problema.

"Temos que mudar a mentalidade dos servidores de saúde. Nós jurámos dar vida e fazer o que seja necessário para que esta seja preservada", destacou a ministra.

"Quando saio de minha casa para trabalhar, tenho que o fazer independentemente de me terem pago o salário ou não. Se vou para reivindicar lá no serviço, enquanto devia estar no meu posto, prefiro ficar em casa", ilustrou.

O governo já anunciou que durante o mês de agosto vai regularizar o pagamento de salários em atraso em todos os sectores públicos, ponto a partir o qual a ministra acredita que o cenário poderá evoluir com diálogo entre tutela e funcionários e "responsabilizando" quem não cuida bem "da coisa pública".

A esperança média de vida à nascença na Guiné-Bissau é de 47 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cujos indicadores mostram que ter saúde no país é quase um luxo.

Abundam os casos de paludismo, doenças diarreicas, SIDA e há um ciclo quase estabelecido de epidemias de cólera, "o que constitui uma situação de emergência no país", refere a organização.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em cada mil crianças 63 morrem com menos de um ano - uma taxa de mortalidade infantil quase 20 vezes superior à que se regista em Portugal, por exemplo.

Mais de dois terços da população da Guiné-Bissau vive com menos de um dólar por dia e 65 por cento dos 1,7 milhões de habitantes não sabe ler nem escrever, de acordo com os dados da OMS e de outras agências internacionais.




55º aniversário do massacre de Pindjiguiti

A Guiné-Bissau comemorou no passado fim-de-semana, 2 e 3 de Agosto, o 55º aniversário do massacre de Pindjiguiti. Uma data que assinala a revolta dos funcionários portuários que foi violentamente reprimida pelas forças coloniais.


A cerimónia foi conjuntamente organizada pelas duas centrais sindicais do país que desfilaram na Avenida Amílcar Cabral até à Praça dos Mártires de Pindjiguiti onde interveio o Primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, assim como alguns membros do seu Governo e representantes de formações políticas na oposição.

Simões Pereira frisou que se os guineenses querem ser os herdeiros legítimos dos Mártires de Pindjiguiti é necessário que todos se questionem se os actuais dirigentes do país estão a corresponder às suas expectativas. “Quero desfiar a todos os guineenses para criarmos um museu da resistência em honra e em memória de todos os resistentes e todas as pessoas que puseram as suas vidas em causa pela liberdade e pela dignidade”, disse chefe do Governo. Simões Pereira destacou também esta data como uma das mais importantes da história da Guiné-Bissau.

Na mesma ocasião o chefe do Governo, depois de fazer um pequeno balanço da acção do seu executivo, disse: “Chegou o momento de parar de atirar pedras contra os colegas, é altura de construirmos um compromisso sobre aquilo que reivindicamos” e acrescentou que “o 3 Agosto de 1959 é o passado, 2014 é o presente, é preciso projectarmos o nosso futuro e mostrarmos aos mais novos que estamos a ver o futuro com confiança através dos nossos heróis do 3 de Agosto”.

Por fim o chefe do Governo quis sublinhar que o seu executivo nunca irá governar com prepotência e privilegiará sempre o diálogo.

Para Filomeno Cabral, Secretário-geral da Confederação-geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau, a actual conjuntura económica e social do país necessita da participação activa de todos os segmentos da sociedade no sentido de criar clima de estabilidade, reconciliação e convergência nacional sobre principais pontos de reforma do aparelho do Estado.

Estêvão Gomes Co, Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, disse também que os sonhos dos mártires de Pindjiguiti ainda não foram realizados, devido aos atrasos nos pagamentos de salários.
 
 
 

Embaixador do Senegal em Portugal, solicita a demissão

O embaixador do Senegal em Portugal, o general Abdoulaye Fall solicitou ao presidente senegalês Macky Sall a sua demissão do cargo que ocupava em Lisboa e para o qual tinha sido nomeado no passado mês de Fevereiro de 2014.


Conforme um comunicado do Ministério de Negócios Estrangeiros do Senegal emitido ontem, 02 de Agosto de 2014, o presidente senegalês aceitou o pedido de demissão.

O Senegal, Observador Associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), estatuto que recebeu durante a Conferência de Chefes de Estado e de Governo que se realizou a 25 de Julho de 2008, em Lisboa, é um país em que a sua juventude tem procurado a aprendizagem do português, havendo actualmente trinta mil jovens que leccionam a disciplina de português no ensino geral senegalês, uma população jovem distribuída por todo o Senegal, principalmente na região de Casamansa que aspira a ser um estado independente.

O general Abdoulaye Fall, natural de Yang-Yang, uma localidade do norte do Senegal, terminou a sua carreira de comandante da polícia no final do ano de 2013 e foi nomeado no início de 2014 para o cargo de embaixador em Lisboa. Nas suas novas funções o general Abdoulaye Fall começou com os seus colaboradores a preparar uma Comissão Mista para aprofundar um desenvolvimento económico e social entre os dois países.

Entretanto, o antigo adjunto do general Abdoulaye Fall na polícia, o coronel Abdoulaye Aziz Ndaw denunciou, em dois livros recentemente publicados, que o general Abdoulaye Fall era cúmplice do Movimento das Forças Democráticas da Casamansa (MFDC).

Enquanto o coronel foi convidado pelas autoridades senegalesas a abandonar as suas funções de adido militar na embaixada do Senegal em Roma, capital italiana e regressar ao país, o general solicitou a suspensão do seu desempenho em Lisboa, para se poder defender das acusações contra si proferidas pelo seu antigo adjunto.
(de: João Seixas)


Portugueses devem entrar em contacto com o gabinete de emergência consular

O Governo adverte que os portugueses que se encontrem nos países afectados pelo vírus do ébola, como são os casos de Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria, devem entrar em contacto com o gabinete de emergência consular, em casos que justifiquem uma emergência, e podem também dirigir-se a embaixadas de países da União Europeia.


Em caso de “problema grave”, os portugueses devem contactar o gabinete de emergência consular, que tem atendimento permanente, através dos números de telefone 707 202 000 ou 961 706 472 ou pelo email gab.emergencia@mne.pt.

Mas em caso de doença, as pessoas terão que ir em primeiro lugar aos serviços médicos locais.

Portugal não tem representação diplomática nestes países, mas os cidadãos podem contactar a embaixada em Dacar, capital do Senegal, ou dirigir-se a uma embaixada de um país da União Europeia perto do local onde residam.
De qualquer forma, desde Abril que o Governo recomenda que os portugueses não viajem para aquelas zonas, por causa do ébola.

A Organização Mundial da Saúde apurou que a epidemia de ébola nestes três países africanos já fez cerca de 1.300 contágios e mais de 700 mortos.



A pirataria de software em África

Três empresas considerado culpado por um tribunal de direito para reproduzir e/ou utilizar a marca Sábio ou software Sage ilegalmente.

Software e marca a pirataria é um fenômeno global, com repercussões para os editores de software, empresas e economias nacionais


França, 4 de agosto, 2014 - Sage (http://www.sage.com), um fornecedor líder mundial de software de gestão empresarial, anuncia que ganhou três processos judiciais contra as empresas piratas no Magreb e na África francófona. Além de danos e/ou multas no total de vários milhares de euros, penas de prisão foram pronunciadas.

Decisão do Tribunal nos Camarões

Por acórdão de 6 de Março de 2014, o Tribunal Distrital de Douala Bonanjo, seção correcional, encontrou a Sra. Monkam, Managing Director da empresa MOZALE SARL, culpado de violação de direitos autorais de software. Ela foi condenada a pagar FCFA 2.031.000 em danos sábio, bem como 102.225 FCFA em custas judiciais e uma multa de 500.000 FCFA. O tribunal emitiu um mandado de prisão para o compromisso de 18 meses contra a Sra. Monkam em caso de não pagamento dentro do prazo legal.

Software e marca a pirataria é um fenômeno global, com repercussões para os editores de software, empresas e economias nacionais. Todos esses grupos sofrem perdas significativas devido à concorrência desleal por infratores de direitos autorais: a destruição de postos de trabalho, perda de receitas, impedimento para a inovação da tecnologia da informação, etc

"Apesar de nossa liderança de mercado, a pirataria continua a penalizar não só sábio e nosso negócio, mas também o crescimento da publicação de software na África e na atividade econômica que resultaria dele", lamenta Fabien Poggi, gerente da divisão de exportação da Sage.

De acordo com o estudo mais recente do Software Alliance (BSA), um grupo de editores de software internacional, a taxa de pirataria de software no Oriente Médio e na África atingiu 59% em 2013 e é crescente em países como a Argélia (85%), Camarões (82%) e Costa do Marfim (80%). Estes números preocupantes não mostraram sinais de queda desde 2009.

Estas decisões judiciais seguir uma série de campanhas lideradas por Sage, trabalhando em conjunto com outras editoras internacionais, para aumentar a conscientização sobre a questão entre as instituições. Ao mesmo tempo, o sábio é informar o público e as empresas sobre os riscos associados com o uso de software pirata - seja em computadores, dispositivos móveis ou na nuvem - e da necessidade de implementação de programas de gestão de ativos de software. Ao melhorar a eficiência operacional, esses programas têm um impacto direto e positivo sobre a produtividade. Perguntas sobre o tema pode ser direcionado para Sábio, no seguinte endereço: antipiratage@sage.fr


(Distribuído por APO (Organização Imprensa Africano) em nome da Sage.)
 
 
(Fabien Pogg. director de exportação)
 

Cruz Vermelha apela para scale-up imediato dos esforços em apoio da OMS e do plano dos governos do Oeste Africano para enfrentar epidemia

GENEBRA, Suíça, 04 de agosto, 2014 - O plano de 100 milhões dólares conjunta, anunciado pelas nações da África Ocidental afectados pela doença do vírus Ebola OMS e, é um passo positivo em proporcionar os meios cruciais para combater a propagação da doença mortal. No entanto, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) está seriamente preocupada com a resposta lenta e insignificante da comunidade internacional e está chamando para um scale-up imediato dos esforços.

 
 
 
Só uma acção concertada da comunidade internacional permitirá a contenção desse vírus mortal. No entanto, não é o medo prevalece não apenas dentro das comunidades afectadas, mas também no seio da comunidade internacional para responder à situação, o que pode dificultar o controle rápido do surto.

À medida que a doença se espalha vírus Ebola fora de controle através de alguns dos países mais pobres da África Ocidental, a FICV está intensificando sua resposta à emergência através do envio de uma unidade de resposta de emergência para Kenema, uma das áreas mais afectadas em Serra Leoa.

A implantação foi motivada pela solicitação urgente do governo da Serra Leoa e da Organização Mundial da Saúde (OMS) a criação de uma ala de isolamento e fornecer cuidados clínicos aos pacientes infectados.

De acordo com Panu Saaristo, coordenador de emergência de saúde da FICV, "a Cruz Vermelha está extremamente preocupado que a situação está fora de controle. A capacidade de resposta e os recursos do governo e agências de ajuda humanitária nos países afectados já estão esticados além do limite, e que o vírus continua a se espalhar, tornando este o surto mortal de Ebola sempre ".

A situação levou a FICV fazer uma alocação excepcional de 1 milhão de francos suíços de seu fundo de emergência de socorro (DREF) mobilizar uma unidade de resposta de emergência composto por 15 profissionais de saúde internacionais e 7 pessoal de apoio, bem como equipamentos para a Serra Leoa.

"Este fundo é normalmente usado para garantir que o apoio financeiro imediato está disponível para a resposta de emergência do Crescente Vermelho da Cruz Vermelha. O fato de que precisávamos para alocar esse valor do DREF reflete os desafios em se engajar o apoio da comunidade internacional. A última vez que tal montante foi liberado foi para a resposta ao tsunami em 2004. "

A Serra Leoa Sociedade da Cruz Vermelha tem vindo a trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Saúde e Saneamento, a OMS e os Médicos sem Fronteiras (Médicos Sem Fronteiras), desde o início do surto para ajudar a aliviar os receios e dissipar desinformação dentro das comunidades afectadas através da educação e actividades de consciencialização, bem como auxiliar com a detecção e monitoramento de infecções suspeitas e gerenciamento dos cadáveres.

"A propagação do vírus só pode ser interrompido com o apoio escalado-up e uma acção coordenada por todas as partes - governos, empresas, doadores e organizações de ajuda humanitária. Não podemos continuar a fechar os olhos sobre o que está acontecendo na África ocidental. Inacção fará com que a propagação deste vírus mortal através das fronteiras desta região remota, tornando verdadeiro nossos medos. " Acrescenta Saaristo.

No início de abril, a FICV apelou para cerca de 1,3 milhões de francos suíços para apoiar a Serra Leoa Sociedade do Crescente Vermelho, de 2,6 milhões de francos suíços para apoiar a Sociedade da Cruz Vermelha da Guiné e 1,8 milhões de francos suíços para apoiar a Sociedade da Cruz Vermelha da Libéria para responder à surtos nos respectivos países. Todos os três recursos são actualmente subfinanciado.



(fonte: Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV)
 

Director do jornal “Donos da Bola” acusado de crime de imprensa

O Director do semanário “Donos da Bola”, Pedro Lucas de Carvalho, foi acusado em 31 de Julho, pela justiça guineense de ter cometido um “crime de imprensa e de honra” contra Abudu Mane e Paulo Sanha, respectivamente o demissionário Procurador-geral da República e o actual Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.


Durante a audiência, discussão e julgamento na presença do juiz Aimadu Sawane, que acumula funções como Presidente da Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau, o suspeito refutou alguns termos da acusação proferidos pelo Ministério Publico que pede a sua condenação a uma pena ainda não definida.

O julgamento, que foi adiado várias vezes, da publicação em Novembro 2013 no semanário “Donos da Bola” de artigo intitulado “Abudu Mane e Paulo Sanha pretendem afastar JOMAV da política”, um texto que foi inicialmente publicado no blogue “Ditadura do Consenso”.

Em declarações a PNN Basílio Sanca, advogado de defesa, disse que o tribunal acabou por reconhecer que o seu constituinte não praticou o crime que é acusado e espera que o arguido seja absolvido.
 
 
 
 

domingo, 3 de agosto de 2014

Casamansa; do bloqueio económico ao bloqueio político

Sem uma palavra traiçoeira de arrependimento ou de compaixão, selando assim o seu plano de bloqueio político da Casamansa, Macky Sall outorga um governo sem casamanseses de origem. 

 
Sem dúvida que os carrascos senegaleses afiam as suas facas para tentar matar um povo que ainda está de pé por mais de cinco séculos, que não foi derrotado pelos colonos.

Se Macky Sall e seu exército sabem que estão protegidos pela impunidade que lhes é garantida neste momento pela "comunidade internacional", especialmente a França, contudo não estão convencidos de que transformarão os dignos filhos de Victor Diatta e de Moussa Molo Baldé em perpétuos servidores e beija-mãos.

A neutralização política da Casamansa depois da económica (bloqueando a Transgâmbia, isolamento marítimo e aéreo) revela que o medo está algures. Macky Sall está assustado após a tareia eleitoral.

Com efeito o que lhe faz mais medo é o grande espírito de solidariedade dos casamanseses na diáspora. Um reforço do espírito de independência que ninguém pode abalar.

Os casamanseses estão definitivamente conscientes, estamos condenados a agir na união, sem muito avaliar, como no passado, os projectos sociais das autoridades senegalesas que em grande parte nos mergulhou no abismo e no caos actual.
(in: Pravda - Bintou Diallo - Casamansa)

Remodelação governamental em Timor-Leste e permanência de Xanana Gusmão até 2017

O Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT, no poder) aprovou hoje uma resolução que estabelece um período de transição para a saída do primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, e uma remodelação no actual governo.


"O partido recomendou que o primeiro-ministro chegue até ao final do mandato (2017) para preparar a nova geração e é preciso também remodelar o governo para responder às exigências", disse à agência Lusa no final do encontro o secretário-geral do partido, Dionísio Babo.

Segundo Dionísio Babo, a decisão sobre o tempo determinado para a transição política para a nova geração será, contudo, decidida pelo primeiro-ministro, que hoje afirmou, numa intervenção enquanto presidente do partido, ter decidido pela remodelação e não pela resignação.

Sobre a remodelação governamental, Dionísio Babo disse que foram feitas recomendações para a diminuição do tamanho do atual governo, que tem 55 membros, mas "cabe ao primeiro-ministro decidir".

Questionado sobre se a remodelação é para ser feita de imediato, o também ministro da Justiça afirmou que sim, porque é "preciso responder às exigências dos eleitores e da população em geral".

"Este governo é muito 'gordo' e não é muito eficaz por causa da burocracia e não está a responder efectivamente em termos de prestação de serviço ao povo", disse, acrescentando que alguns membros do governo têm "má imagem".

Desde final de 2012, Xanana Gusmão tem reafirmado a sua intenção de abandonar o cargo de primeiro-ministro.

Em julho, em entrevista à agência Lusa, o primeiro-ministro de Timor-Leste disse que vai sair do Governo para contribuir melhor para a construção do Estado, mas evitou avançar uma data precisa para a sua demissão.

Em 2012, Xanana Gusmão formou um governo de coligação com o Partido Democrático, liderado por Fernando La Sama de Araújo, actual vice-primeiro-ministro, e a Frente Mudança, chefiado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, José Luís Guterres.

Xanana Gusmão, de 68 anos, foi um dos líderes da luta contra a ocupação indonésia de Timor-Leste, entre 1975 e 1999, que culminou com a realização de um referendo a 30 de agosto de 1999, que determinou a independência do território.

A 20 de maio de 2002, dia da restauração da independência do país, tomou posse como Presidente. Em 2007, tomou posse como primeiro-ministro e em 2012 foi reconduzido no cargo.
 
 

Guiné-Bissau atenta ao Ébola

O governo da Guiné-Bissau está em alerta máximo para prevenir a entrada do vírus Ébola no país, depois da morte de uma pessoa numa aldeia da vizinha na Guiné-Conacri. Como medida preventiva, as autoridades, em colaboração com a UNICEF, já reforçaram o controlo das fronteiras


“Tendo havido aqui um caso relativamente próximo da fronteira com a Guiné-Bissau, logicamente que estamos numa zona de risco”, diz Abubacar Sultan, representante moçambicano da UNICEF, citado pelo DW.

Até ao momento não foi detectado nenhum caso de Ébola na Guiné-Bissau, mas a proximidade da aldeia da Guiné-Conacri, onde registou-se um morto, fez disparar o alerta.

Neste sentido, Abubacar Sultan recomenda um conjunto de regras de higiene que podem ser decisivas para evitar a contaminação. “É necessário que as pessoas adoptem um conjunto de regras, começando pelas regras de higiene pessoal. Mas também é preciso que abandonem hábitos como o consumo de carne de certos animais”, avisou.

Apesar da apreensão, o governo guineense já fez saber que não é preciso recear a vinda de pessoas de outros países para a Guiné-Bissau por causa do vírus Ébola. O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, convocou o Conselho de Ministros para avançar com um plano de emergência a ser implementado pelas autoridades sanitárias. Entretanto Portugal já fez chegar um stock de 15 toneladas de medicamentos.