COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

sábado, 27 de junho de 2015

União de Exportadores da CPLP apoia certificação da castanha de caju guineense

O presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa, disse hoje que esta organização está a ajudar a construir projectos estratégicos nestes países, dando como exemplo a Guiné-Bissau onde vai ser promovida a certificação da castanha de caju.


Mário Costa explicou, no último dia do Fórum da União de Exportadores da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que apesar de este produto ser muito exportado contribui "com pouco emprego e pouca riqueza para o país porque não tem certificado de qualidade".

Segundo o mesmo responsável, "poucas empresas consomem o produto diretamente da Guiné-Bissau", já que sem certificação de qualidade "é muito difícil ser aceite nos mercados internacionais".

A castanha de caju produzida pela Guiné-Bissau é importada sobretudo por empresas indianas, que compram o produto a baixo preço, certificam-no e distribuem-no posteriormente, acrescentando-lhe valor.

A União de Exportadores ofereceu ao Governo da Guiné-Bissau um laboratório de certificação, que "vai ajudar a organizar um setor de atividade bastante importante" para este país africano, salientou Mário Costa, adiantando que contactou com importadores e distribuidores de castanha de caju que asseguraram a compra da totalidade do produto produzido na Guiné- Bissau.

Mário Costa revelou que também São Tomé e Príncipe vai poder contar com um laboratório de certificação de produtos, bem como uma incubadora de empresas para formar jovens agricultores são-tomenses.

A agricultura, adiantou, foi identificada como um dos setores estratégicos para este país, a par do turismo e das pescas.

"O governo [de São Tomé e Príncipe] já tomou consciência de que tem de diversificar a economia para não acontecer aquilo que está a acontecer em Angola", sublinhou Mário Costa, alertando para a dependência do petróleo e do gás.
 
 
 
 

Jornadas de Industrialização em Bissau

Bissau vai acolher a partir de sábado as terceiras Jornadas de Industrialização do país para «promover o debate sobre a valorização dos produtos nacionais», anunciou o Ministério da Energia e Indústria, que organiza o evento.



"Pretende-se promover debates e reflexões sobre o que é necessário fazer para a valorização dos produtos nacionais através da transformação industrial com enfoque nos resultados da mesa redonda [de doadores] realizada durante março", anunciou a organização, em comunicado.

O encontro realizado a 25 de março permitiu mobilizar mais de mil milhões de euros de intenções de apoio da comunidade internacional, com Portugal a comprometer-se com um programa de cooperação de 40 milhões de euros.

As terceiras Jornadas de Industrialização da Guiné-Bissau arrancam no sábado de manhã com uma marcha desportiva e uma feira de produtos industriais, que vai durar até dia 04 de julho, no centro da capital.

Para os dias 29 e 30 de junho, estão marcados os debates com oradores convidados.

Está prevista a presença de Mira Amaral, antigo ministro português e atual presidente do banco BIC, bem como de Jorge Santos, presidente do Instituto Português da Qualidade, num painel agendado para a manhã de dia 29.

Durante os dois dias, é aguardada ainda a presença de representantes de diversas instituições políticas e económicas internacionais.

Na cerimónia de abertura das sessões de debate, agendada para dia 29, é aguardada a presença do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.

O Presidente da República, José Mário Vaz, vai encerrar o programa no dia 30.

 

Diplomacia: M. Assembleia Nacional Cipriano Cassama

O Chefe de Estado, Macky Sall, recebeu esta sexta-feira, junho 26, 2015, às 11 horas 30, o Presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau, o Sr. Cipriano Cassama, que testemunhou a sua gratidão ao Chefe de Estado por seu compromisso no seu papel para a estabilidade e a paz na Guiné-Bissau.


"O Senegal é um grande país Africano, se não o mundo." Segundo o Sr. Cassama, o Presidente da República tem desempenhado um papel fundamental nos resultados obtidos durante a conferência de doadores em Bruxelas.

Ele também solicitou ao Presidente o apoio e acompanhamento da República para a consolidação da paz e da estabilidade na Guiné-Bissau.























Banco Mundial: 50 factos interessantes sobre a África

Nigéria recebe a menor quantidade de ajuda pública ao desenvolvimento, líquido per capita 9.5 dólares.


1.    O país mais populoso da África Subsaariana é a Nigéria, com 151,3 milhões de pessoas, e as Seychelles são o país menos populoso, com 0.100.000 habitantes.
2.    O preço da ligação de telefone comercial é maior em Benin 366,6 dólares; o menor está em Ghana com 0,7 dólares.
3.    O produto interno bruto (PIB) em valor nominal da África do Sul e Nigéria respondem por mais da metade (51,4%) do total do PIB da África subsariana.
4.    Na África do Sul, há 924 celulares para cada 1.000 pessoas, essa proporção é de 22 por mil na Eritreia.
5.    O PIB do SSA aumentou 5,1%. Angola experimentou a maior taxa de crescimento (14,8%), enquanto que Botswana tem experimentado um crescimento negativo (-1%).
6.    É a maior rede ferroviária na África do Sul com 24487 km e o mais curto em Uganda com 259 km.
7.    África do Sul tem o maior PIB em termos reais (183.000 milhões dólares americanos), ao passo que a Guiné-Bissau tem o menor (202,000 milhões dólares).
8.    Em 2010, cada processo de criação do negócio leva 213 dias na Guiné-Bissau, três dias contra Ruanda.
9.    Este é o rendimento nacional bruto da Guiné Equatorial (RNB) per capita é o mais elevado (7.470 dólares), e no Burundi, é o menor (140 dólares).
10.    Em 2010, o número de procedimentos para fazer cumprir um contrato é o mais alto no Sudão com 53, e o menor em Ruanda com 24.

11.    O PIB total per capita dos 10 países africanos mais ricos é 25,2 vezes maior do que os 10 países mais pobres.
12.    Demora cerca de 16,6 dias para limpar as exportações directas em Cote d'Ivoire, contra 3,8 dias no Gabão; para as importações, o período é de 31,4 dias na República do Congo e 4, quatro dias em Lesoto.
13.    De 1990 a 1999, a taxa de crescimento do PIB per capita em paridade de poder aquisitivo, foi de 15% por ano (1.158,9-1327,8 dólares) na África subsaariana; 2000-2008 foi de 54% (1.372,9-2113,9 dólares).
14.    A proporção de empresas que consideram a corrupção como um dos principais obstáculos é a mais alta na Costa do Marfim a 75%, embora seja menor em Gana, para 9,9%.
15.    As exportações aumentou de 319.000 milhões dólar em 2007, para 413,7 bilhões de dólares em 2008, um aumento de 29,7%; por contras, as importações cresceram menos, de 305,3 bilhões de dólares em 2007 para 372,1 bilhões de dólares em 2008, um aumento de apenas 21,8%.
16.    Esta é a República do Congo, em que a percentagem de empresas que deverão dar presentes para obter um contrato público é a mais elevada (75%), e as Maurícias, que é a mais baixa (8,8%).
17.    As exportações aumentou de 319.000 milhões dólar em 2007, para 413,7 bilhões de dólares em 2008, um aumento de 29,7%; por contras, as importações cresceram menos, de 305,3 bilhões de dólares em 2007 para 372,1 bilhões de dólares em 2008, um aumento de apenas 21,8%.
18.    Djibouti tem a taxa de população urbana a mais alta (84,6%) e com o menor Burundi (10,4%).
19.    Em dois terços dos sub-saariana, 75% do total das exportações são fornecidos por um ou dois produtos.
20.    Durante o período 2000-2007, a parte do quintil mais pobre no consumo nacional ou renda nacional era mais baixo em Angola em 2% ea mais alta da Etiópia para 9,3%. (ODM 1)

21.    O percentual médio do total exportationsd Á frica Subsaariana conduzida dentro blocos comerciais é de 8,4%.
22.    No Burundi, 38,9% das crianças menores de cinco anos estão abaixo do peso; esta taxa foi de 8,8% no Gabão. (ODM 1)
23.    Esta é Cabo Verde, que recebe a maior quantidade de ajuda pública ao desenvolvimento (APD) per capita (438,2 dólares), enquanto a Nigéria recebe o menor valor (9,5 dólares) .
24.    Em média, entre 2004 e 2006, menos de 5% da população na África do Sul e Gabão foi um consumo de energia alimentar abaixo do mínimo em 2004; a taxa foi de 75% na República Democrática do Congo. (ODM 1)
25.    Formação de capital fixo de capital privado representa 33,7% do PIB em Cabo Verde, contra 1,8% em Angola.
26.    Entre as crianças que entram na escola primária, 37% continuam até o quinto ano no Chade, contra 99% em Maurício. (ODM 2)
27.    Na Guiné-Bissau, o valor acrescentado da agricultura é de 51,5% do PIB, contra 1,6% no Botswana.
28.    Foi na Libéria que a taxa líquida de escolarização a nível primário é a mais baixa (30,9%), e está em São Tomé e Príncipe que é a mais alta (97,1%). (ODM 2)
29.    O consumo de electricidade per capita é de 4.809 kWh na África do Sul, contra 38,4 kWh na Etiópia.

30.    A maior taxa de alfabetização entre jovens de 15 a 24 anos foi registada no Gabão (97%) e menor no Burkina Faso (39,3%). (ODM 2)
31.    Em 2007, Burundi foi a taxa de participação feminina na força de trabalho a mais elevada (93%), e no Sudão, a mais baixa (24,1%).
32.    O Ruanda tem a maior proporção de mulheres no parlamento nacional, com 56,3%, contra 1,8% em São Tomé e Príncipe. (ODM 3)
33.    Guiné Equatorial e Namíbia mostram, respectivamente, a taxa mais elevada (93,8%) ea menor (60,3%) de participação masculina no mercado de trabalho.
34.    Em Serra Leoa, 155 crianças em cada 1000 morrem antes de atingir a idade de um, em Seychelles a taxa é de 12 por 1000. (ODM 4)
35.    Em 2007, a prevalência do HIV entre os indivíduos com idades entre 15 e 49 era mais alta na Suazilândia (26,1%), e menor nas Comores (menos de 1%).
36.    Na Serra Leoa, quase três em cada dez crianças morre antes da idade de cinco anos (272 em 1000); as Seychelles, a taxa é de 13 por 1000. (ODM 4, IDA 2)
37.    Durante o período 2007-2008, é o Seychelles que a expectativa de vida era mais elevada (73 anos) e em Moçambique foi mais baixas (42 anos).
38.    Um membro do pessoal de saúde qualificado atender 5,7% dos nascimentos na Etiópia, contra 98,4% em Maurício. (ODM 5, 4 IDA)
39.    Durante a década 1997-2007, a expectativa de vida melhorou mais em Ruanda e Serra Leoa, com um ganho de 11 e 8, respectivamente; inversamente, ela caiu no Lesoto 13 anos e 10 anos na África do Sul e Suazilândia.
40.    É Maurice encontrou as maiores taxas de uso de anticoncepcionais (seja qual for o método), 75,8%; Chad e que a taxa é a mais baixa em 2,8%. (ODM 6)

41.    Em 2007, a maior taxa de alfabetização entre os adultos foi gravado no Zimbabué (91,2%) e menor no Mali e Burkina Faso (28,7%).
42.    A taxa de população com acesso a instalações sanitárias melhoradas é de 9% no Chade e 94% nas Maurícias. (ODM 7)
43.    Em Seychelles, a taxa de alfabetização feminina é de 92%, contra 13% no Chade e 15% no Níger.
44.    Nas Maurícias, toda a população (100%) tem acesso a uma fonte melhorada de água, contra apenas 29% na Somália. (ODM 7)
45.    A taxa de escolarização no ensino secundário mais alta é registada em Cabo Verde (90%) e menor no Níger (11%).
46.    As zonas florestais cobrem 84,4% do território do Gabão, contra apenas 0,2% em Djibouti. (ODM 7)
47.    Maurício tem a menor relação professor-aluno no ensino primário, ou 1 22; República Centro-Africano, há 91 alunos por professor.
48.    África do Sul produziu o maior número de emissões de dióxido de carbono per capita com 414 649 toneladas, enquanto as Comores produzir o menor número, com 88 toneladas. (ODM 7)
49.    No Burundi, 63,1% das crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição; esta taxa foi de 20,1% no Senegal.
50.    O acesso à internet taxa é muito baixa em Serra Leoa com 3 pessoas em 1000; situou-se em 371 em 1000 a Seychelles, onde há também 212 computadores por 1.000 pessoas em 2005-2007. (ODM 8)
(Fonte: Banco Mundial)





Pierre Atépa Goudiaby, arquitecto senegalês, eleito presidente da BRVM

O arquitecto senegalês Pierre Goudiaby Atépa, foi eleito Presidente dos Conselhos de Administração da Bolsa de Valores Regional (BRVM) e o Depositário Central / Banco Liquidante (DC / BR).

A eleição teve lugar quinta-feira no final da primeira reunião do novo Conselho de Administração após a Assembléia Geral Ordinária, realizada em Abidjan. Ele substitui seu compatriota, Gabriel Fal.

"O novo presidente dos Conselhos de Administração pretende continuar a política de desenvolvimento das duas instituições sub-regionais iniciadas sob a liderança de seu antecessor, a quem ele não deixou de prestar homenagem pelo seu trabalho como Presidente da BRVM e DC / BR ", acrescentou.

A mesma fonte indica que três novos Conselheiros também vêm ao Conselho. Estes senhores Daouda Coulibaly, Representante SGI Africano da Bolsa de Valores, Francis Padonou Representante SGI Bibe Finanças e Valores Mobiliários e Patrick Brochet representativos SGI Impaxis de Valores Mobiliários.

Depois de estudos científicos, Pierre Atépa Goudiaby, opta por arquitetura e educado em Nova York. Com uma bolsa de estudos, entrou para uma universidade privada de renome, Rensselaer Polytechnic Institute. Na primeira, ele ganhou um diploma de engenharia em ciência da construção, e completou sua educação com uma licenciatura em arquitectura.

Ela começa com a construção da sede do Banco Central da África Ocidental, em 1975, um trabalho em forma de baobá, uma das mais majestosa do Dakar. Um caso em seus ativos, outras realizações são as construções feitas em Malabo para a cimeira de Chefes de Estado Africanos de 1999, o aeroporto de Banjul na Gâmbia, Monumento do Renascimento Africano e da Cité Internationale des Assuntos N'Djamena.

Pierre Goudiaby ATEPA foi presidente da Ordem dos Arquitetos do Senegal e da União Africano de Arquitetos. Ele também é membro da Academia Internacional de architecture.Il tem sido por 12 anos, Ministro Conselheiro Presidente Abdoulaye Wade especial.

Pierre Goudiaby ATEPA também analisa a nova tecnologia da informação e comunicação e criou uma sociedade Aplicações Atepa Satélite (ASA), que está trabalhando no lançamento de satélites para África.

Ele é presidente do Coletivo de líderes Casamance. Finalmente, ele foi o Homem do Ano no Senegal, em 2000 e 2010.

5 em HAVAS das Bolsas africanos mais promissores (Março de 2015), a Bolsa de Valores Regional (BRVM) é responsável pela organização do mercado de ações ea difusão de informações sobre o mercado dentro da UEMOA.

É composta por Benin, Burkina Faso, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal, Togo e Costa do Marfim, onde está sediada. Sr. Kossi Edoh Amenounvé é o CEO.
A BRVM que iniciou suas operações em setembro de 1998 fechou o ano de 2014 com uma capitalização de mercado das ações a 6 319 720 000 000 FCFA.

(foto: apa)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ONU 70 anos: Rumo a um futuro mais seguro e sustentável para “nós os povos”.

Em 26 de junho de 1945, as Nações Unidas nasciam das cinzas e escombros da Segunda Guerra Mundial, quando delegados de 50 nações – incluindo o Brasil – se uniram para assinar a Carta das Nações Unidas – documento fundador da Organização e os alicerces da paz e do desenvolvimento global.


Setenta anos mais tarde, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, celebra a fundação da ONU e apela à comunidade internacional que renove seu compromisso com um futuro melhor para todos.

“À medida que as diferenças entre nacional e internacional continuam desaparecendo, os desafios enfrentados por um se transformam nos desafios enfrentados por todos, às vezes gradualmente, mas muitas vezes de forma repentina”, disse o secretário-geral em um artigo publicado nesta sexta-feira (26). “Com nossos destinos cada vez mais entrelaçados, nosso futuro deve ser de cooperação – nações unidas por um espírito de cidadania global, que faça jus à promessa do nome da Organização”.

Ban reiterou sua esperança de que a família humana “se reúna com maior determinação para trabalhar para um futuro mais seguro e sustentável para ‘nós os povos’, em nome dos quais a Carta foi escrita”. E acrescentou que o “objectivo é a transformação: somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza na Terra – e a última para agir para evitar os piores impactos de um mundo em aquecimento.”

O secretário-geral recordou o seu primeiro encontro com a ONU, que remonta a sua infância durante a Guerra da Coreia, quando, como uma pessoa deslocada fugindo de sua aldeia em chamas, ele e sua família contaram com a Organização para resgatá-los. Sua família, ele disse, foi salva da fome por operações humanitárias da ONU e, quando surgiram dúvidas sobre se o mundo estava preocupado com o seu sofrimento, “tropas de muitos países sacrificaram suas vidas para restabelecer a paz e a segurança”.

Apesar do trauma indelével que o conflito teve em sua infância, Ban lembrou que sua primeira experiência com a Organização lhe transmitiu a plena convicção da imensa diferença que as Nações Unidas podem fazer na vida das pessoas do mundo.
 
 
(O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Pedro Leão Velloso, assina a Carta das Nações Unidas, na Conferência de São Francisco, que criou a Organização. 26 de junho de 1945. Foto: ONU/McLainO Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Pedro Leão Velloso, assina a Carta das Nações Unidas, na Conferência de São Francisco, que criou a Organização. 26 de junho de 1945. Foto: ONU/McLain)
 
Rumo a um futuro mais seguro e sustentável para “nós os povos”.
 
Antes de me tornar secretário-geral, as Nações Unidas ocupavam um lugar especial em minha vida. Tinha seis anos quando começou a Guerra da Coreia. Lembro minha cidade em chamas e minha família procurando abrigo nas montanhas próximas. Mas outra lembrança é ainda mais forte: a bandeira da ONU. Fomos salvos da fome por operações humanitárias da ONU; recebemos textos escolares da UNESCO e, quando nos perguntávamos se o mundo se importava com nosso sofrimento, tropas de muitos países sacrificaram suas vidas para restabelecer a paz e a segurança.

Eu sei pelo que vivi em minha infância e, agora, após anos de serviço público, a grande diferença que a ONU faz. Quando lembramos o aniversário de adopção da Carta fundadora da Organização, no dia 26 de junho de 1945, em São Francisco, tenho esperança que a família humana se reúna com maior determinação para trabalhar para um futuro mais seguro e sustentável para “nós os povos”, em nome dos quais a Carta foi escrita.

As Nações Unidas aos 70 anos podem olhar para trás com orgulho, por ter trabalhado com tantos parceiros para acabar com o colonialismo, triunfar contra o apartheid, manter a paz em lugares conturbados e articular uma série de tratados e leis para defender os direitos humanos. A cada dia, as Nações Unidas alimentam os que passam fome, dão abrigo a refugiados e vacinam crianças contra a pólio e outras doenças mortais.

Nossos corajosos trabalhadores humanitários enfrentam lugares remotos e perigosos para levar ajuda e nossos mediadores se esforçam para encontrar um denominador comum entre partes em conflito e soluções pacíficas para disputas. A ONU foi fundada para prevenir outra guerra mundial e teve sucesso nessa missão fundamental; apesar de graves contratempos, as últimas sete décadas teriam sido muito mais sangrentas sem as Nações Unidas.

No entanto, estamos cientes que o mundo de hoje é marcado por conflitos, exploração e desespero. Pelo menos 59,5 milhões de pessoas fugiram de suas casas – mais refugiados, deslocados e pessoas procuram asilo do que em qualquer época desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A violência contra as mulheres é um flagelo em todas as sociedades.

Neste momento de grandes necessidades humanitárias, quantidades enormes de dinheiro continuam sendo esbanjadas em armas nucleares e outros arsenais. As consequências da mudança climática são cada vez mais aparentes – e acabam de começar. E apesar do mundo ter dito “nunca mais” após o Holocausto, e de novo, após os genocídios de Ruanda e Srebrenica, continuamos testemunhando crimes atrozes perpetrados por violentos extremistas e outros.

Novos poderes emergiram desde que os representantes de 50 nações se reuniram para escrever a Carta; hoje a Organização tem 193 Estados-membros. Globalização, urbanização, migração, mudanças demográficas, avanços tecnológicos e outros acontecimentos continuam refazendo nossas sociedades e transformando as relações internacionais. No entanto, a visão do mundo pacífico da Carta e os valores consagrados em seu texto – dignidade, igualdade de direitos, tolerância e liberdade – continuam sendo marcos para as pessoas em todo o mundo.

O 70º aniversário acontece em um ano potencialmente importante para nosso futuro comum. Os Estados-membros estão dando forma ao que esperamos seja uma nova e inspiradora agenda de desenvolvimento sustentável e trabalhando na direcção de um acordo significativo sobre as mudanças climáticas. Nosso objectivo é a transformação: somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza na Terra – e a última para agir para evitar os piores impactos de um mundo em aquecimento.

À medida que as diferenças entre nacional e internacional continuam desaparecendo, os desafios enfrentados por um se transformam nos desafios enfrentados por todos, às vezes gradualmente, mas muitas vezes de forma repentina. Com nossos destinos cada vez mais entrelaçados, nosso futuro deve ser de cooperação – nações unidas por um espírito de cidadania global, que faça jus à promessa do nome da Organização.


(Foto: ONU/Mark Garten)
 

Cooperação de Venezuela e G-Bissau, detalhes

Assinado entre Venezuela e Guiné-Bissau três acordos de cooperação relacionados com a supressão de vistos para passaportes diplomáticos e de serviço, certificação de graus académicos e diplomas e a formação de suas embaixadas.




Os acordos foram assinados em Caracas durante uma reunião de trabalho entre a ministra de Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau, Mário Lopes da Rosa.

Segundo um comunicado do Ministério de Relações Exteriores (MRE) da Venezuela, os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço dos dois países passam a ficar isentos de requerer visto para entrar, sair, transitar e permanecer por um período de até 90 dias.

Por outro lado o acordo para o reconhecimento de títulos ou diplomas universitários pretende estabelecer um quadro normativo entre os dois países.

Foi ainda assinado um memorando de entendimento entre a Guiné-Bissau e a Venezuela para formar pessoal diplomático.

Os acordos, segundo a ministra Delcy Rodríguez visam "fortalecer e ampliar as relações diplomáticas", no âmbito do compromisso do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro de impulsionar a cooperação e solidariedade com os povos de África.

O ministro guineense Mário Lopes da Rosa iniciou terça-feira uma visita de quatro dias à Venezuela, para analisar vários projetos de cooperação bilateral.

"A visita tem como propósito aprofundar as relações diplomáticas entre a Venezuela e a Guiné-Bissau, e passar em revista projetos de cooperação assinados pelos dois países, no domínios da ciência, tecnologia e telecomunicações, saúde, comunicação e informação", entre outras, lê-se no comunicado do MRE.

Em 2008 a Venezuela e a Guiné-Bissau assinaram um acordo de cooperação bilateral que integrava vários projetos de intercâmbio em áreas como a ciência e tecnologia, comunicação e informação e a cooperação no combate ao tráfico de drogas.

Dois anos depois, durante uma visita de uma delegação guineense a Caracas, os dois países decidiram avançar com um projeto de construção de um hospital de hemodiálise na Guiné-Bissau e reforçar a cooperação entre as rádios guineenses com o canal de televisão estatal de televisão Telesul e a Rádio do Sul, ambas com sede em Caracas.


Jornadas de Industrialização em Bissau debatem valorização dos produtos guineenses

Bissau vai acolher a partir de sábado as terceiras Jornadas de Industrialização do país para «promover o debate sobre a valorização dos produtos nacionais», anunciou o Ministério da Energia e Indústria, que organiza o evento.


"Pretende-se promover debates e reflexões sobre o que é necessário fazer para a valorização dos produtos nacionais através da transformação industrial com enfoque nos resultados da mesa redonda [de doadores] realizada durante março", anunciou a organização, em comunicado.

O encontro realizado a 25 de março permitiu mobilizar mais de mil milhões de euros de intenções de apoio da comunidade internacional, com Portugal a comprometer-se com um programa de cooperação de 40 milhões de euros.

As terceiras Jornadas de Industrialização da Guiné-Bissau arrancam no sábado de manhã com uma marcha desportiva e uma feira de produtos industriais, que vai durar até dia 04 de julho, no centro da capital.

Para os dias 29 e 30 de junho, estão marcados os debates com oradores convidados.

Está prevista a presença de Mira Amaral, antigo ministro português e atual presidente do banco BIC, bem como de Jorge Santos, presidente do Instituto Português da Qualidade, num painel agendado para a manhã de dia 29.

Durante os dois dias, é aguardada ainda a presença de representantes de diversas instituições políticas e económicas internacionais.

Na cerimónia de abertura das sessões de debate, agendada para dia 29, é aguardada a presença do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.

O Presidente da República, José Mário Vaz, vai encerrar o programa no dia 30.

ACTIVISTAS PORTUGUESAS FAZEM 24 HORAS DE GREVE DE FOME EM SOLIDARIEDADE COM TEKBAR HADDI


ACTIVISTAS PORTUGUESAS FAZEM 24 HORAS DE GREVE DE FOME

EM SOLIDARIEDADE COM TEKBAR HADDI


Em frente à Assembleia da República
Início - dia 1 de julho às 15h
Fim – dia 2 de Julho às 15h

As activistas portuguesas Isabel Lourenço e Helena Brandão irão realizar das 15h00 de dia 1 de julho às 15h00 de dia 2, 24 horas de greve de fome, em frente à Assembleia da República, na sequência de um apelo internacional lançado pelo movimento de apoio a Tekbar Haddi, uma mãe saharaui que esteve 36 dias em greve de fome.
No passado dia 15 de maio, a cidadã saharaui Tekbar Haddi iniciou uma greve de fome, em Las Palmas, reivindicando que o governo marroquino lhe devolvesse o corpo do seu filho, de forma a poder enterrá-lo condignamente, exigindo também uma autópsia e a investigação dos acontecimentos que levaram à morte do jovem. Tekbar Haddi reiterou que está disposta a morrer se não conseguir recuperar os restos mortais do filho, mas teve que interromper a sua greve de fome uma vez que os seus órgãos vitais estão severamente afectados.
Foi na sequência destes acontecimentos que o movimento de solidariedade lançou esta «Greve de Fome em Cadeia», que envolve já vários países. Dezenas de deputados, actores, atletas, investigadores, sindicalistas, activistas aderiram a esta iniciativa apoiada por mais de 400 organizações.
A força e a dimensão desta iniciativa tem sido de tal forma inédita que no dia 20 de maio Tekbar Haddi, ainda em greve de fome, foi recebida por um grupo de eurodeputados em Estrasburgo e mais recentemente, a 25 de Julho, esteve em Genebra a expor o seu caso perante a 29ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
As activistas portuguesas compreendem que nem todos possam ou queiram fazer greve de fome mas agradecem todo o apoio de quem esteja solidário com esta causa, como a presença junto à Assembleia nos dias 1 e 2 de Julho, ou ajuda na divulgação da iniciativa. Da sua parte, além deste gesto simbólico, irão também entregar na Assembleia da República um documento aos deputados dos vários grupos parlamentares.

O CASO TEKBAR HADDI E DO SEU FILHO MOHAMED HAIDALA
A 31 de janeiro de 2015, Mohamed Lamin Haidala, de 21 anos, foi atacado de forma violenta por colonos marroquinos, em El Aiun, capital do Sahara Ocidental ocupado, tendo sido esfaqueado no pescoço. As autoridades marroquinas detiveram Haidala e não lhe foi prestado auxílio médico: o ferimento do pescoço foi cozido por um enfermeiro, sem anestesia, sem que fosse desinfectado; as restantes feridas e lesões não foram tratadas. Passou dois dias na esquadra, no chão, sem cobertores. No dia 2 de fevereiro ainda foi levado de novo ao hospital mas como não recebeu tratamento, acabou por falecer no dia 8 desse mesmo mês.
Os médicos recusaram-se a fornecer qualquer documento escrito à família e Tabkar Haddi assegura que as autoridades marroquinas lhe ofereceram 90.000€ para ficar em silêncio, sem reclamar o corpo do seu filho. A casa da família em El Aaiun permanece cercada pelas autoridades marroquinas, tendo sido alvo de vários ataques e até agora os colonos que agrediram mortalmente Haidala não foram presos. Este acontecimento não é um caso isolado e é consequência directa da grave violação de direitos humanos a que são sujeitos os saharauis residentes nos territórios ocupados.
Apesar das inúmeras resoluções das Nações Unidas, a ocupação ilegal do Sahara Ocidental persiste. É urgente que a comunidade internacional honre definitivamente os compromissos que assumiu com este povo e que sejam implementados os mecanismos necessários (nomeadamente o referendo) para que a sua independência seja alcançada o mais rapidamente possível.
EXIGÊNCIAS DA FAMILIA DA VÍTIMA
ÀS AUTORIDADES OCUPANTES MARROQUINAS
“Después del asesinato de mi hijo en circunstancias muy confusas a manos de colonos marroquís y con el respaldo de las autoridades de ocupación y la negligencia médica intencionada, me trasladé al Aaiún para conocer los hechos de primera mano.
Al conocer la magnitud de la injusticia de las circunstancias de su asesinato y muerte, decidí investigar y esclarecer los hechos hasta las últimas consecuencias: me dirigí al Ministro de Justicia y al Procurador General del Rey en El Aaiún sin obtener ninguna respuesta, y luego volví a escribir al mismo Procurador solicitando información sobre el destino de las denuncias y reivindicaciones.
Por respuesta no obtuve más que el refuerzo del asedio policial y los asaltos a la casa de mi familia y las calles que llevan a ella, con lo que conllevó de torturas dentro de la casa y destrucción de bienes. Todo esto por no doblegarnos ante el diluvio de presiones y ostentosos sobornos (90.000 euros) a cambio de firmar el entierro de nuestro hijo en silencio y abstenernos de cualquier demanda de autopsia, investigación u otra.
Por todo esto, anuncio mi entrada en UNA HUELGA DE HAMBRE INDEFINIDA HASTA CONSEGUIR MIS MÍNIMOS Y LEGÍTIMOS DERECHOS como persona o MORIR EN EL INTENTO:
1º Solicito la apertura de una investigación independiente sobre este crimen y aclarar las circunstancias que le rodearon, debido a que las autoridades de ocupación, con este método, pretenden secuestrar la verdad y enterrarla con la víctima.
2º Detener a los tres colonos Bouchaaib Dinar, Abderrahim Dinar y Yassin Al-Marbouh, que aún quedan en libertad sin ningún seguimiento por parte de la acusación pública ni el juzgado de instrucción.
3º Apertura de una investigación sobre un conjunto de sus demandas expresadas en la querella número 09/3104/2015 entregada el 12 de febrero de 2015 al llamado procurador del rey de la corte de apelación en El Aaiún ocupado que reclama la detención de los cinco colonos que participaron en el asesinato de mi hijo Mohmed Lamine Haidala
4º Investigar las causas de la negligencia médica en el trato de mi hijo en el hospital y juzgar a los responsables, sobre todo al doctor El Hachmi Naoufal.
5º Exijo Investigar la detención e interrogatorio y tortura de mi hijo en una comisaría por la policía marroquí sin considerar su estado de salud.
6º Exijo la exhumación y autopsia del cadáver de mi hijo por médicos especialistas e imparciales, para aclarar las causas
7º Entregar los restos mortales a la familia para tener un entierro digno
8º Detención de los responsables de la policía judicial de la llamada wilaya de seguridad de El Aaiún.
9º Indemnizar a la familia tanto por la muerte de su hijo como por los daños físicos, psicológicos y materiales sufridos por los familiares a manos de la policía.
10º Levantar el estado de sitio que entra ya en el cuarto mes cercando la casa familiar con tres salvajes asaltos al interior de la vivienda con todo lo que ha conllevado de torturas y destrucción de pertenencias.”

BREVE CRONOLOGIA
14 de maio - Tekbar Haddi dá conferência de imprensa anunciando a greve de fome.
15 de maio - Começa a greve de fome.
20 de maio - Tekbar é recebida em Estrasburgo por um grupo de eurodeputados (sem interromper a greve de fome)
3 de junho – A mãe de Tekbar inicia uma greve de fome de 3 dias em frente à sua casa em El Aaiun, em solidariedade com a sua filha. A polícia ataca a casa e obrigando- a refugiar-se no seu interior. A casa fica sitiada
7/8 de junho - A Rede Internacional de Trabalhadores, aprova uma resolução de apoio a Tekbar Haddi.
8 de Junho - O Partido Ecologista Os Verdes de Portugal condena as graves violações de direitos humanos nos territórios ocupados e manifesta a sua solidariedade com Tekbar Haddi.
12 de junho - 165 eleitos políticos espanhóis apoiam a petição de Tekbar Haddi
13 de junho - Greve de fome colectiva de 24h na Galiza em apoio a Tekbar Haddi.
16 de junho - Tekbar Haddi é levada ao hospital pela quarta vez desde que iniciou a greve de fome: vomita e cospe sangue.
17 de junho - Presos políticos saharauis iniciam greve de fome solidária de 48h. Tekbar Haddi denuncia que vários membros da sua família estão a ser agredidos pelas autoridades marroquinas nos territórios ocupados.
18 de junho - A policia espanhola sugere que Tekbar Haddi saia de frente do consulado marroquino e prossiga a greve de fome noutro local. Ela recusa.
19/20 de junho - Tekbar suspende a greve após ser novamente hospitalizada, mas o movimento solidário de imediato lança a «Greve de Fome em Cadeia» com Teresa Rodriguez do partido Podemos.
20 de junho - Manifestação de apoio a Tekbar Haddi em Las Palmas.
22/23 de junho - Hassana Aalia prossegue a greve de fome nem Cadeia.
25 de junho – Tekbar Haddi é recebida pela 29ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra

MAIS INFORMAÇÕES EM:

CONTACTOS:
Isabel Lourenço – 964270980 (marcação de entrevistas)
Helena Brandão - 966616753
labadil.pt@gmail.com



 

GN deteve suspeitos de exploração ilegal de madeira

O Comando do Grupo Territorial N.º 4 da Guarda Nacional, com sede em Buba, região de Quinara, sul do país, procedeu dia 23 de Junho, na povoação de Bolola, Sector de Quebo região de Tombali, à apreensão de uma quantidade considerável de madeiras e materiais em situação de exploração ilegal.


A Notícia foi avançada pelo Comando Geral da Guarda Nacional, tendo adiantado que, a par desta apreensão, também foram detidos os supostos autores e as pessoas envolvidas nesta prática, que apesar de o Governo ter decretado numa das suas reuniões do Conselho de Ministros a moratória de cinco anos, pondo o fim ao corte ilegal de madeiras na Guiné-Bissau, esta realidade ainda persiste em algumas regiões do país, com pessoas envolvidas no corte de madeiras.

De acordo com o Comando Geral da Guarda Nacional, entre os materiais apreendidos constam motosserras, motorizadas, uma espingarda de calibre 12 de dois canos, catanas e martelos.
Ainda no âmbito da operação, 18 troncos de madeira foram abatidos pelos autores desta prática ilegal, dos quais dez já tinham sido transformados em madeira nesta localidade sul do país.

Entre os suspeitos da iniciativa, algumas pessoas foram identificadas com o nome de Mamadu Saliu Balde, como autor, Rachide Balde, operador de máquinas, um dos filhos do autor desta iniciativa, de nome Sama Saliu Balde, bem como Aladje Balde, cujo papel que terá desempenhado não foi identificado pelas autoridades em Buba.

Uma fonte da Guarda Nacional disse que neste momento se assiste, em certas partes do interior do país, a uma elevada pressão de pessoas que a todo o custo tentam violar o período de cinco anos decretado pelo Governo para o não abate das matas.

Preocupado com esta realidade nos últimos três anos na Guiné-Bissau, o Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA), organiza, no final de Junho, uma conferência nacional sobre exploração e corte abusivo de florestas nos últimos anos na Guiné-Bissau.
 
 
 
 

Violação dos direitos humanos, segundo o ponto de vista americano

O relatório sobre os direitos humanos no mundo em 2014, do Departamento de Estado americano, reconhece o regresso à estabilidade constitucional na Guiné-Bissau, onde, em 2014, realizaram-se eleições livres, democráticas e limpas, segundo os observadores internacionais. Entretanto, o documento cita várias violações dos direitos humanos, registadas, na sua maioria, antes das eleições de Abril, mas aponta a ausência de punição dos violadores dos direitos humanos por parte das nova autoridades de Bissau.


Segundo o Departamento de Estado, registaram-se graves abusos dos direitos humanos como detenções arbitrárias, corrupção por parte de funcionários do Estado agravada pela falta de impunidade e tráfico de drogas, principalmente durante o Governo de Transição, que terminou em Junho de 2014.

Na lista de abusos dos direitos humanos, o relatório cita a violência e discriminação contra mulheres e crianças, as más condições nas cadeias, a ausência de independência judicial e inexistência de processos judiciais, mutilação genital feminina, apesar da lei condenar essa prática, tráfico de pessoas, trabalho infantil e ainda casos de trabalho forçado.

No domínio da polícia, ela é considerada ineficiente, pobre, mal paga e corrupta, com muitos problemas de logística, como falta de combustível para os seus carros e falta de treino e formação.

Numa nota referente ao novo Governo, o Departamento de Estado diz que o Executivo não tem tomado medidas para processar ou punir funcionários ou outros indivíduos que cometeram abusos dos direitos humanos, nomeadamente nos serviços de segurança. A impunidade continua a ser uma realidade na Guiné-Bissau, concluiu o relatório do Governo dos Estados Unidos.

No domínio da imprensa, apesar das deficientes condições de trabalho, o relatório reconhece a existência de liberdade dos órgãos, embora cite o caso do editor do jornal Donos da Bola Pedro Mendes de Luca Carvalho, condenado a 14 meses com pena suspensa por difamação ao Presidente da República.

A impunidade é referida como sendo o grande problema que as novas autoridades enfrentam ao não conseguirem responsabilizar judicialmente os responsáveis das violações dos direitos humanos.

O relatório reconhece que o governo tem feito alguns esforços para combater a corrupção e aumentar a transparência.

No entanto, militares e funcionários foram constantemente citados por envolvimento no tráfico de drogas, bem como de apoiar cartéis internacionais de drogas, que utilizam o território da Guiné-Bissau.

A falta de actuação ou de investigação a suspeitos traficantes, diz o relatório do Departamento de Estado, contribui para a percepção de militares e do Governo no tráfico de drogas, numa clara referência ao período anterior ás eleições de 2014.
 
 
 

Governo assina acordo de 78 milhões de dólares com o Banco Mundial

O Governo da Guiné-Bissau assinou um acordo de financiamento com o Banco Mundial, no valor de 78 milhões de dólares (cerca de 70 milhões de euros), no quadro do Projecto da Organização para o aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG), disse fonte do Ministério da Economia e Finanças guineense.


O documento, rubricado a 25 de Junho, em Nova Iorque, pelo Embaixador João Soares da Gama, Representante Permanente da Guiné-Bissau junto das Nações Unidas, na presença do ministro das Finanças, Geraldo Martins, em representação do Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.
O valor é destinado à construção de uma rede de distribuição de energia eléctrica de cerca de 30 megawatt de energia, a partir da Barragem de Kaletá, na vizinha República da Guiné-Conacri, para a Guiné-Bissau.

No âmbito ainda desta deslocação ao estrangeiro, o ministro da Economia e Finanças participou, a 23 de Junho, na 2.ª sessão anual da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas, onde interveio na qualidade de um dos elementos do painel principal sobre «as fontes de financiamento internas para a Consolidação da Paz».

Antes de terminar a sua missão, o governante participou na 5.ª Reunião de Alto Nível dos Financiadores do Fundo para a Consolidação da Paz, na qualidade de orador principal. Durante a reunião, o ministro da Economia e Finanças guineense fez uma intervenção, ilustrando os progressos económicos que o país tem registado durante o primeiro ano de mandato do Governo, do qual faz parte, assim como as perspectivas para os próximos tempos.

Geraldo Martins foi ainda recebido em audiência pelo vice-secretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos, o norte-americano Jeffrey Feltman, com quem abordou a situação política e económica da Guiné-Bissau.
 
 
 
 

Campanha de destribuição de vitamina A e antiparasitário a crianças com menos de cinco anos

A acção visa combater "a falta de vitamina e doenças causadas por vermes intestinais como a anemia e diarreias", refere a agência das Nações Unidas para a Infância.


A partir de hoje, equipas do Ministério da Saúde vão passar porta a porta até dia 30 para distribuir os suplementos.

Na Guiné-Bissau foi verificada "uma redução significante" de desnutrição aguda grave entre as crianças menores de cinco anos: de 5% em 2010 para 3,5% em 2014 segundo os inquéritos à população, refere a organização.

No entanto, "ainda existem grandes disparidades em todas as formas de desnutrição nas diferentes regiões do país, sendo Bafatá, Oio, Gabú e Bissau as mais afectadas", acrescenta.

Com o apoio da UNICEF, OMS, PLAN e outros parceiros, a entrega de suplementos alimentares, vitamina A e Mebendazol, "faz parte de uma estratégia global na luta contra a carência em micronutrientes", conclui.
 
 
 
 

Droga: três mapas mostram continente como um centro de trânsito

Três mapas mostram continente como um centro de trânsito para a heroína, cocaína e metanfetamina.

África era um jogador menor no comércio de drogas do mundo antes de 2002, mas tem vindo a aumentar em importância como um centro de trânsito desde 2010


WEST África está se tornando uma rota estabelecida para o tráfico de metanfetaminas para Médio e Sul da Ásia via África do Sul ou na Europa, África e Oriente é um cubo chave no contrabando de heroína, recém-lançado Relatório Mundial de Drogas 2015 da ONU indica.

Em respostas aos questionários anuais do relatório, a África era um jogador menor no comércio de drogas do mundo antes de 2002, com o Office da ONU sobre Drogas e Crime, indicando que ele só foi mencionada esporadicamente como uma região de trânsito para a heroína chegar à Europa.

Mas desde 2010, o continente tem aumentado em destaque; entre os países da África Oriental, Tanzânia parece ser o curso mais proeminente pelo número de menções, embora Etiópia, Quénia e Uganda também estão surgindo como centros de trânsito-chave, diz o relatório.
 
 
É possivelmente ligados à indústria do turismo na costa, e na Itália, em particular, parece ser afectada por este fluxo de forma significativa.

Guiné-Bissau ganhou notoriedade como um narco-Estado, em que os cartéis da droga ter comprado off políticos e praticamente tomado as instituições do Estado, o financiamento de eleições e usando aeroporto de Bissau como um centro de trânsito, com impunidade.

Há também dados que sugerem que pode haver bolsões de uso de cocaína emergente em África, relacionada com o aumento do tráfico através do continente e uma maior afluência.

No entanto, os viciados em África são os menos propensos a ter acesso ao tratamento ou reabilitação, diz o relatório. Cerca de 1 em cada 18 consumidores problemáticos de droga estão a receber tratamento em África (principalmente para o consumo de cannabis), comparado com um em cada cinco consumidores problemáticos de droga que recebem tratamento na Europa Ocidental e Central, um em cada quatro na Oceania, e um em cada três na América do Norte.

O relatório indica que os traficantes estão a evoluir as suas rotas de maneira única com o tipo de droga que está sendo contrabandeado.
 
 

As drogas sintéticas, que incluem esctasy, anfetaminas, metanfetaminas e, acredita-se ser produzido em todo o mundo, e aumentos significativos nas apreensões nos últimos cinco anos indicam novas rotas estão sendo criados para conectar mercados regionais.

"A África Ocidental, em particular, parece ter se tornado uma fonte estabelecida de metanfetamina traficadas para Médio e Sudeste Asiático via África do Sul ou na Europa", o relatório indica.
 
 
 
A principal produção de opiáceos (ou narcóticos derivados da planta poppy, como ópio, morfina, heroína e) incluem o Afeganistão, Myanmar, Laos, México e Colômbia.

Opiáceos afegãos são geralmente contrabandeada para a Europa na "rota dos Balcãs '' através do Irã vizinho e por terra para a Turquia, um importante ponto de trânsito. Ou mudar para o norte através da Ásia Central para a Rússia, ao sul através do Paquistão, e para a frente para o sul e leste da Ásia.

Novas apreensões feitas na Arménia e Geórgia, países Nunca existentes na rota dos Balcãs, indicam que as redes de tráfico estão experimentando novas trajectórias, disse o ODC.

Três principais fornecedores mundiais de cocaína são Bolívia, Peru e Colômbia. A cocaína geralmente flui para o norte dos países andinos para os EUA e Canadá e outro lado do Atlântico para a Europa via o Caribe ou na África. Traficantes de cocaína transportar cada vez maiores quantidades por via marítima, representando cerca de 60% do total das quantidades apreendidas em 2013, de acordo com o relatório.
 
 
(Suspeito conexão nigeriano)
 
 

Venezuela: Assinados os acordos de cooperação com a G-Bissau

Ministro das Relações Exteriores venezuelano Delcy Rodriguez, assinou, nesta sexta feira, três acordos de cooperação com o seu homólogo da Guiné-Bissau, Mario Lopes Da Rosa.


Entre entre os acordos, assinou dois sobre abolição de vistos, certificados emitidos por diplomas universitários.

Durante a reunião, Lopes Da Rosa expressou seu agradecimento pelo acolhimento e amizade mutua que os dois países têm atraído não só neste momento.

Enquanto isso Rodriguez disse "As pessoas vão estar unidas e em breve visitaremos a nação Africana para mostrar o apoio e para reforçar ainda mais o compromisso que nos une".

Recorde-se que o representante da Guiné participou em várias actividades desde a sua chegada na segunda-feira à Venezuela.