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Joseph Pulitzer

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

PGR `convoca´ dois ministros por indícios de corrupção

O ministro da Economia e das Finanças, Geraldo Martins, e a ministra da Solidariedade e de Luta contra Pobreza e antiga responsável pela pasta da Saúde, Valentina Mendes, foram ouvidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sobre alegados casos de corrupção.


Os conteúdos destas audiências ainda não são do domínio público, porém, o site Voz da América apurou que o Ministério Publico guineense está a investigar os dois governantes por alegados indícios de corrupção.

Entretanto, fonte do governo, que pediu anonimato, assinalou que as suspeitas «não passam de perseguições políticas orquestradas pelo presidente da República», José Mário Vaz.

Estas suspeitas surgem na sequência da detenção do Chefe de Operações da Autoridade de Fiscalização Marítima, Pedro Gomes, acusado de obstruir uma investigação em curso na Secretaria de Estado das Pescas.
 
 
 
 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"Lutas de libertação, a Queda do Império' e o nascimento das Nações Africanas"

A Cinemateca Portuguesa quer aprofundar a colaboração com académicos para aprofundar o estudo do acervo cinematográfico da instituição, nomeadamente do período colonial, afirmou hoje em Londres o presidente, José Manuel Costa.


"A ponte entre o arquivo e a academia é decisiva para nós", afirmou à agência Lusa, à margem da conferência internacional "Lutas de libertação, a Queda do Império' e o nascimento [em imagens] das Nações Africanas", organizada pelas universidades de Reading e King's College London (KCL).

Um dos objectivos é facilitar uma "nova abordagem à história do cinema pelos novos académicos", que, ao contrário de muitos dos autores de estudos anteriores, não era investigadores profissionais nem usavam ferramentas de investigação científica.

"Muita da história do cinema [português] foi feita por gloriosos amadores", vincou José Manuel Costa.

Outro propósito, acrescentou, é, na sequência deste trabalho da academia sobre o acervo da Cinemateca Portuguesa, "criar bases para mostrar os arquivos em eventos que incluam não só a projeção de filmes mas também discussões científicas".

Desde o fim dos anos 1990 que o arquivo da Cinemateca Portuguesa está mais acessível a investigadores académicos, adiantou o presidente da instituição.

Um grupo que tem beneficiado deste acesso são alguns investigadores que fazem parte da Aleph - Plataforma de acção e investigação sobre imagens (anti-)coloniais.

"São cerca de 40-50 pessoas que têm uma ética comum, não de apropriação, mas de partilha e acesso livre, que pretende potenciar o arquivo e aumentar o conhecimento público", revelou uma das promotoras do Aleph, Maria do Carmo Piçarra.

Algumas desses investigadores, que incluem não só portugueses mas brasileiros ou britânicos, participaram como oradores na Conferência de dois dias, que começou na quarta-feira em Reading e terminou hoje no KCL em Londres, onde funciona um Centro Camões para a Língua e Cultura Portuguesa.

Ao todo, declarou o presidente, a Cinemateca Portuguesa terá uma colecção que ronda os 40 mil títulos, dos quais 10 a 13 mil são curtas-metragens factuais [não-ficção] de propaganda, muitas das quais sobre as colónias.

Além de material de propaganda do regime, inclui colecções de instituições do período do Estado Novo, como a Agência Geral Ultramarina, a Junta de Investigação Científica, de missões antropológicas como as lideradas por Jorge Dias a Moçambique ou Ruy Cinatti a Timor-Leste ou doações de privados.

No futuro, segundo Maria do Carmo Piçarra, a Aleph pretende "evoluir para um projeto mais formal e criar uma plataforma que não seja só uma base de dados, mas uma base de conhecimento".

A investigadora quer criar um portal na Internet onde os filmes, entretanto digitalizados, estejam disponíveis com acesso livre, juntamente com fotografias e textos, à semelhança do projecto Colonial Film [http://www.colonialfilm.org.uk/] do British Film Institut, a cinemateca britânica.

O plano prevê a cooperação de académicos e instituições como a Cinemateca Nacional de Angola e o Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema de Moçambique, as quais possuem os seus próprios arquivos.

A ambição, confiou, é "criar um Atlas da Imagem Colonial".
 
 
 
 

Portugal: MAI confirma. "ONU solicitou ex-responsável por segurança de Cavaco"

A notícia veiculada esta quinta-feira pelo jornai i, que revelava que o intendente José Figueira – que ex-responsável pela segurança de Cavaco Silva – foi escolhido para uma missão na República Centro-Africana, tendo o seu nome sido aceite pela Direcção Nacional da PSP, mesmo depois de posições internas e da tutela terem apontado irregularidades no processo, 'mereceu' a reacção por parte do gabinete da Administração interna.


Em comunicado enviado às redacções, lê-se o esclarecimento: “As Nações Unidas solicitaram a Portugal, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, no passado dia 3 de dezembro de 2015, o destacamento do intendente José Figueira para integrar a missão da ONU”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) chegou mesmo a confirmar a nomeação do intendente e segundo o jornal esta nomeação foi preparada de forma a não poder ser designado outro elemento da PSP para aquele lugar.

“Seguindo os procedimentos habituais, a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (MAI) solicitou o parecer da PSP sobre a proposta em causa”, adianta o comunicado.

O comunicado revela ainda que “face ao conteúdo contraditório da informação da secretaria-geral do MAI, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, determinou àquele serviço a clarificação da proposta”, acrescenta.
 
 
 
 

Líder do PAIGC: "tranquilidade do processo político" na G-Bissau

O Presidente do PAIGC considerou numa declaração política que estão repostas as condições de "tranquilidade do processo político" na Guiné-Bissau, depois de uma crise que se arrastou desde agosto de 2015.


"O PAIGC vê repostas as condições de normalidade na sua bancada parlamentar e que se irão traduzir na estabilidade da sua participação nos actos legislativos e deliberativos da Assembleia Nacional Popular (ANP) e desta forma garantir a tranquilidade do processo político nacional", refere o documento assinado por Domingos Simões Pereira.

A ANP aprovou hoje o programa do Governo do PAIGC liderado por Carlos Correia.

Na declaração, o dirigente pede "às estruturas internas" do partido "e aos órgãos de soberania" que respeitem "a situação de reposição da verdade política", sem criarem "mais perturbações ao desenrolar da vida política nacional".

O Parlamento voltou hoje a reunir-se e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) substituiu 15 deputados contestatários que em dezembro se abstiveram na votação do programa de Governo e que em janeiro ameaçavam ajudar a derrubá-lo.

A situação fez com que o grupo tenha sido expulso do partido, numa reunião do Comité Central, com 99% dos votos, realça Simões Pereira na declaração de hoje, em que recorda ter havido anteriormente um "longo processo de diálogo" para tentar sanar divergências.

Após a expulsão, foi requerida a perda de mandato dos deputados, deliberada pela Comissão Permanente da ANP a 15 de janeiro.

O presidente do PAIGC explica que, para "prevenir situações graves ocorridas no passado", cada um dos 57 deputados tinha assinado "uma declaração de compromisso na qual se compromete a respeitar escrupulosamente, excepto nos assuntos de natureza subjectiva - de consciência -, a orientação superiormente emanada do partido".
 
 
 
 

PR da G-Bissau lamentou ter havido sessão no Parlamentar

"O Presidente da República vem manifestar total estranheza face ao sucedido e lamenta profundamente que se tenha convocado esta sessão à margem dos esforços tendentes a ultrapassar o diferendo entre as partes em conflito na ANP [Assembleia Nacional Popular]", referiu.


José Mário Vaz promove desde segunda-feira diversos encontros com entidades e dirigentes guineenses.

Em análise está a crise instalada no Parlamento depois de 15 deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) se terem afastado para criar uma nova maioria com a oposição, o Partido da Renovação Social (PRS).

Após dias de impasse, o Tribunal Regional de Bissau ordenou na quarta-feira que os deputados dissidentes acatem as perdas de mandato decididas pela ANP e deixem o Parlamento trabalhar - o que permitiu hoje ao PAIGC apresentar-se hoje com novos parlamentares no lugar dos 15 para aprovar o programa de Governo numa sessão que ainda decorre.

Os 41 deputados do PRS não compareceram e o partido promete reagir em conferência de imprensa.

Entretanto, José Mário Vaz anuncia no comunicado de hoje que vai encerrar as auscultações em curso na sexta-feira, recebendo em audiência os representantes do Corpo Diplomático, Consular e Organismos Internacionais acreditados no país.
 
 
 
 

Portugal: PS chama «com urgência» ao parlamento embaixador da Dinamarca em Portugal

O PS requereu hoje a presença «urgente» do embaixador da Dinamarca em sede de comissão parlamentar, após este país ter aprovado uma reforma da lei do asilo que prevê o confisco de valores a migrantes.


Este requerimento dos socialistas, a que a agência Lusa teve acesso, tem como primeiro subscritor Vitalino Canas, coordenador dos socialistas na Comissão de Assuntos Europeus e ex-secretário de Estado da Presidência.

Na terça-feira, o parlamento dinamarquês aprovou por 81 votos a favor e 27 contra (70 deputados não participaram na votação) uma alteração legislativa que prevê a apreensão de dinheiro acima das 10.000 coroas dinamarquesas (1.340 euros) e de bens pessoais acima da mesma quantia, exceptuando, "bens de valor sentimental" como alianças e "de natureza prática" como telemóveis ou relógios.

Esta reforma, apresentada em dezembro, foi proposta pelo partido anti-imigração Partido do Povo Dinamarquês, aliado do governo minoritário de Lars Lokke Rasmussen.

Para o Grupo Parlamentar do PS, esta nova legislação "não pode deixar de suscitar, desde já e inequivocamente, uma condenação".

"Com vista a permitir que o Reino da Dinamarca possa apresentar na Assembleia da República o seu ponto de vista através dos seus representantes diplomáticos, o Grupo Parlamentar do PS vem requerer que seja enviado convite urgente ao senhor embaixador do Reino da Dinamarca para ser ouvido ainda esta semana ou na próxima" no parlamento.

No requerimento, o PS propõe que a audição se realize na Comissão de Assuntos Europeus, podendo eventualmente ser conjunta com a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidade Portuguesas.
 
 
 

Quem alerta amigo é !!...

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defendeu hoje que a estabilização institucional e política na Guiné-Bissau "é uma condição absolutamente essencial" para arrancar com a cooperação internacional e para fazer "subir de nível" a cooperação portuguesa.


Santos Silva falava à Lusa, por telefone, no final da cimeira da União Africana, que decorreu entre terça-feira e hoje na capital da Etiópia, Adis Abeba. À margem deste encontro, o ministro português teve oportunidade de se encontrar com o seu homólogo guineense, Artur Silva, numa "longa reunião de trabalho" em que os dois governantes trocaram "impressões aprofundadas sobre a situação política que se vive" na Guiné-Bissau.

O chefe da diplomacia portuguesa reiterou o apelo à estabilização política e institucional naquele país, onde o parlamento retomou hoje actividade, após dez dias de suspensão por 15 deputados dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) terem recusado acatar a perda de mandato de que foram alvo, depois de expulsos daquela força política.

Após dias de impasse, o Tribunal Regional de Bissau ordenou na quarta-feira que aqueles eleitos acatem a decisão e deixem a Assembleia Nacional Popular trabalhar, tendo o parlamento voltado a reunir-se hoje para aprovar o programa de Governo, já com novos deputados.

"A mensagem principal é a importância que têm os desenvolvimentos políticos no sentido de compromisso e entendimento entre os diferentes actores políticos na Guiné-Bissau, em particular ao nível dos diferentes órgãos de soberania, o Presidente, a Assembleia Nacional Popular e o Governo", defendeu Santos Silva.

O ministro português sublinhou que a estabilidade institucional é "condição sine qua non para que possa finalmente arrancar o grande programa internacional de cooperação". "A estabilização institucional é uma condição para que esse programa possa arrancar e também para que a cooperação portuguesa possa subir de nível", sublinhou.

Portugal, acrescentou, mantém cooperação bilateral com a Guiné-Bissau, em particular na área da educação, mas está aquém das possibilidades e vontades dos dois países.

"Evidentemente que o nível actual de cooperação bilateral entre Portugal e Guiné-Bissau é um nível demasiado baixo para o que são os laços históricos e as vontades recíprocas de ambos os povos e ambos os Estados. A estabilização institucional e política é uma condição absolutamente essencial para que possamos colaborar, seja a nível bilateral seja a nível multi-lateral, como a situação exige e o povo guineense merece", sustentou o governante.
 
 
 
 

A Derrocada!

Nunca na história da GB se assistiu a tanta barbárie! Tantas crises numa só: "crise económica, crise cultural, crise educacional, crise política, e crise de moralidade, é a derrocada!". Uma decadência! Destaca-se a ingovernabilidade e extingue-se a legitimidade!


Os políticos guineenses mudam de convicções, propósitos, princípios e fundamentações ideológicas, com a mesma rapidez e eloquência dos seus discursos. O suspense político tomou conta do país.

Na sociedade existe uma atmosfera pesada de radicalização da estupidez, onde a iliteracia é elevada, onde a maioria dos guineenses marcado pelas feridas profundas da discriminação sofrida durante o colonialismo, ainda possui uma mentalidade escrava e dependentista.

Vive-se uma existência sombria de escravidão, liderada por gangues partidários, sedentos do tesouro público. O preconceito étnico e a discriminação racial, passaram a ser usados como arma ideológica para legalizar o poder sobre as pessoas. O próprio Estado etniciza a população.

É no círculo das relações políticas, que a questão racial ganhou uma maior amplitude. Radicalizou-se o racismo institucional, que se manifesta em normas, práticas e comportamentos discriminatórios adoptados, cujo único intuito foi o de impedir o acesso a lugares de chefia, a pessoas de pele clara. A própria constituição nos moldes em que se encontra, interditava o próprio líder guineense a candidatar-se ao mais alto cargo da Nação caso fosse vivo.

O país transformou-se, num país de falhados. Dos partidos vêm, uma espécie bizarra de políticos mutantes, políticos corruptos numa guerra fraticida entre si, que tudo fazem para anestesiar a população. Custeados por grupos de marginais que rasgam o senso da nacionalidade e de patriotismo, ludibriam e manipulam interesses colectivos, com o intuito de tirar vantagens e conseguir seus intentos.

As suas expressões idiomáticas, repetitivas, para justificar as incompetências, as ineficiências e os fracos resultados, demonstram que esta gente perdeu o padrão mínimo da moral. Uma autêntica ameaça à sociedade.

Nada anda bem no país, e nada anda bem, porque tudo é mal feito. É confrangedor ver a forma crescente e gradativa da derrocada em decorrência do poder inflacionário, as dificuldades financeiras e sociais, a queda da produção, a ineficiência das políticas públicas, o descrédito, a desconfiança, a falta de exemplos e boas práticas, os desacertos nas directrizes económicas, um poder judiciário ineficaz, interferência militar na política, altas taxas de criminalidade, corrupção extrema, entrada ilegal no pais e anexação de terrenos por parte dos países vizinhos, etc, etc.

GB está apenas apta para criminosos e assassinos. Não há lei, cada um dita a sua. A lei tribal e da feitiçaria domina, os Tribunais são silenciados, a Assembleia foi transformada em bazar (“por deputados esvaziados de conteúdo e que vendem mistério onde ela não existe, tornando-se num local de tão baixo nível”), a função pública foi destruída, a classe empresarial falida, a sociedade corrompida, os ministérios não possuem organigrama nem uma contabilidade organizada e os verdadeiros cérebros, os verdadeiros motores para o desenvolvimento do país não se encontram enquadrados. Tudo cheira a podridão!

Os escândalos emergem a uma velocidade estonteante, a banalização do crime, a arrogância, a ganância e ignorância acumuladas por esta espécie bizarra de políticos mutantes, já enjoa.

Vive-se uma anarquia há décadas e esta anarquia transportou o país para um crepúsculo que não significa nem vida nem morte. Nessa Terra do Nunca, um lugar mágico não muito longínquo da Europa, o colapso do país é fruto da ignorância e da mentalidade retrógrada destes políticos da desgraça que a GB possui.

Onde nos perdemos?

A realidade, é que de tanto lidar com esta escumalha, muita gente ficou bruta e jogou no caixote do lixo valores e princípios que aprenderam em casa. Uma sociedade desta natureza, onde a educação e o respeito passou para o segundo plano, onde as famílias começaram a transmitir princípios morais deturpados aos seus filhos, nada de útil se pode esperar. A crise começa na ausência de valores.

Num país falhado, a miséria faz as pessoas se submeterem a todo o tipo de humilhação. Devem os guineenses saber, que quando não lhes é oferecido nenhuma alternativa de inclusão social, permanecem um escravo por falta de opção. Isso, é um dos fenómenos mais vergonhosos na Humanidade. É dever de todos saberem, que enquanto se manter esta espécie bizarra de políticos mutantes no país, todos estão condenados no país.
 
 Otílio Camacho, 28/1/2016
 

 
 

Reabertura dos trabalhos da ANP

Os deputados da nação aprovaram hoje por unanimidade o programa do governo de Carlos Correia numa sessão extraordinária convocada para o efeito.


Dos 59 deputados presentes na sala todos votaram a favor a aprovação do programa de governo, zero contra e nenhuma abstenção.

A sessão ficou marcada pela ausência da totalidade dos 41 deputados do Partido da Renovação Social (PRS) e um do Partido da Nova Democracia (PND).

A sessão extraordinária da ANP, presidida pelo 1º vice presidente do parlamento, António Inácio Correia, foi antecedida pela investidura de seis deputados do PAIGC que substituíram os que perderam o mandato em consequência das suas expulsões do partido.

Após a aprovação do programa do Governo, António Inácio Correia fez questão de sublinhar que os irmãos desentendem-se mas que o bom senso acaba por prevalecer, acrescentando que o mais importante é a reconciliação.

"Esperamos que o Partido da Renovação Social reconcilie e retome, em breve, o seu assento neste parlamento, onde tão importante contributo deu para o bem da nação guineense", exortou.

Inácio Correia sublinhou que o Governo deve saber que mais do que programar conjunto de ideias, é preciso envidar esforços no sentido de implementação efectiva de todos os desígnios contidos no programa.

"Portanto, a responsabilidade é enorme. As expectativas do povo definitivamente deve ser dada a prioridade em detrimento de qualquer outro interesse", aconselhou.

Inácio Correia garantiu que a ANP estará atenta na acção de fiscalização e correcção do governo.
"Temos responsabilidade para com o nosso povo e este pode esperar de nós todo o nosso empenho em fazer o executivo aplicar o programa que acabamos de aprovar", disse.

Por sua vez, o Primeiro-Ministro Carlos Correia afirmou que a aprovação do programa do governo ilustra de forma eloquente o elevado grau de maturidade e do sentido de responsabilidade dos deputados ,que aceitaram os desafios democráticos de que estão imbuídos.

Segundo Correia, na sua qualidade de chefe de governo vai fazer tudo para que se materialize as prioridades constantes no programa, para o bem das condições de vida do povo guineense.
(VIA: ANG)



LIBERDADE DEMOCRACIA


QUANDO HOUVER: PAZ, PÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO...




Portugal no centro da maior apreensão de sempre de tabaco

Em causa está uma alegada rede de contrabando que operava do Norte ao Sul de Portugal e tinha ligações a Espanha. Há, até ao momento, 12 indivíduos arguidos, entre eles produtores, empresários e comerciantes, e seis sociedades que eles representavam.


Após um ano de investigação, a Unidade de Acção Fiscal (UAF) da GNR avançou, anteontem, em conjunto com a Autoridade Tributária e Aduaneira, sob direcção do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, com 41 buscas, em residências, armazéns, empresas e estabelecimentos, nas regiões do Porto, Gaia, Fundão, Castelo Branco, Leiria, Lisboa e Ponte de Sor.

A produção e venda de folhas de tabaco era a principal actividade do grupo, composto na maioria por portugueses. Só um é estrangeiro. Trata-se de um empresário de nacionalidade chinesa, que procederia ao escoamento do material por lojas a retalho que explora em diversos pontos do país.
 
 


 

Guineenses marcham em Cabo Verde para apelar à ordem constitucional

A sociedade civil guineense residente em Cabo Verde, «ciente e preocupada» com a situação política no país natal, decidiu organizar mais uma marcha pacífica para «apelar à ordem constitucional» na Guiné-Bissau.

A marcha, que vai decorrer no final da tarde desta quarta-feira, nas principais artérias da cidade da Praia, capital de Cabo Verde, terminará no bairro do Palmarejo, onde fica situado o Consulado da Guiné-Bissau. 


 

 

Apoio à comunicação social timorense chegou a 150 formandos em quatro anos


O programa de apoio à comunicação social em Timor-Leste, desenvolvido pela cooperação delegada pela União Europeia em Portugal, terminou hoje após quatro anos com acções de formação a quase 150 formandos e diversos projectos de fortalecimento do sector.

Em quatro anos, quase 150 formandos receberam mais de 2.500 horas de formação em língua portuguesa, escrita jornalística e jornalismo de televisão, entre outras áreas, segundo dados hoje revelados em Díli, na cerimónia que assinalou o fim do programa.
Foram realizadas 12 acções de formação técnico-profissional especializada para 140 formandos em Díli, dois 'workshops' sobre interacção com os meios de comunicação e formações na Lusa TV, SIC e RTP, entre outras acções de formação.

O programa entregou ainda uma biblioteca especializada em comunicação social com 735 livros à Universidade Nacional Timor Lorosa`e, promoveu um semestre de intercâmbio entre esta entidade e a Universidade Católica portuguesa e contactos com outras entidades de ensino em Portugal.

Além disso, deu apoio à organização de um espaço de arquivo e de uma equipa de técnicos especializados no arquivo da Rádio e Televisão de Timor-Leste, tendo entregue um sistema completo de digitalização audiovisual.

Por outro lado, o programa apoiou a preparação da lei da comunicação social e do estatuto do Conselho de Imprensa e realizou vários encontros nacionais e internacionais em áreas como rádios comunitárias e agências de notícias.

Sylvie Tabesse, responsável da missão da União Europeia (UE) em Timor-Leste, recordou que o acesso à informação é "uma componente essencial da estratégia de desenvolvimento económico e democrático" com a "liberdade de imprensa a reduzir os riscos de abuso de poder".

"Os meios de comunicação social mantêm-nos melhor informados, abrem portas ao debate público e promovem a transparência, contribuindo para o progresso económico e social", disse.

"Com este papel importante vem uma grande responsabilidade: os meios de comunicação social devem operar de forma ética e responsável", sublinhou.

Nélio Isaac, secretário de Estado da Comunicação Social de Timor-Leste, também destacou o papel dos meios de comunicação social no fortalecimento da democracia timorense.

Na sua intervenção, sublinhou os esforços do Governo para apoiar a comunicação social, incluindo através da lei de regulação do sector, e sublinhou que formação técnica, formação em língua portuguesa e outros aspectos continuam a ser essenciais para fortalecer o sector da comunicação social.

Isaac saudou o apoio do Instituto Camões, de Portugal e da União Europeia, bem como dos técnicos que participaram no programa ao longo dos últimos anos.

Iniciada em 2012, a iniciativa insere-se no Programa de Apoio à Governação Democrática de Timor-Leste que, neste caso, como na área da justiça, está a ser desenvolvido através do modelo de cooperação delegada pela União Europeia em Portugal, nomeadamente, no Instituto Camões.

As actividades centraram-se em cinco campos de acção: apoio à elaboração de legislação para a regulação do sector da comunicação social no país, preparação de mecanismos de auto-regulação da actividade jornalística, formação especializada para jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social, produção e difusão de campanhas de informação pública sobre o papel das instituições do sistema democrático e a implementação de um sistema de digitalização do arquivo audiovisual na Rádio e Televisão de Timor-Leste.

Criada a "SmartLynx Airlines Cabo Verde"

Foi criada a SmartLynx Airlines Cabo Verde, companhia aérea com COA (Certificado de Operador Aéreo) e registo na República de Cabo Verde, que é subsidiária da empresa com o mesmo nome com sede na cidade de Riga, na Letónia, e que trabalha, essencialmente, com operadores turísticos.


Dedicada aos voos charters, a nova empresa já tem em Cabo Verde um avião A320, com o registo D4-CBZ, que chegou ao Aeroporto do Sal, onde está estacionado, no passado dia 24 de janeiro.

O objectivo da nova companhia é fornecer ligações aéreas a preços competitivos entre o arquipélago de Cabo Verde e a Europa. A SmartLynx Airlines Cabo Verde foi apresentada aos representantes das principais empresas do setor na Feria Internacional de Turismo (FITUR), que terminou domingo passado em Madrid (Espanha), segundo uma notícia avançada pela agência noticiosa panafricana PANApress, que cita o portal português de notícias de turismo e viagens ‘Turisver’.

A frota da SmartLynx Cabo Verde será constituída apenas por aviões Airbus A320, à semelhança do que acontece com a empresa mãe, que opera actualmente um total de sete aeronaves de 180 lugares da fábrica europeia.

A nova companhia aérea charter deve iniciar as suas operações em Cabo Verde em fevereiro próximo ligando o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, a outras cidades europeias.

A imagem mostra o avião A320 da SmartLynx Cabo Verde, com registo D4-CBZ, de Cabo Verde fotografado por Bruno Gomes no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, onde se encontra desde o início da semana.





quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Liberdade em Portugal com 97 pontos em 100

No relatório "Liberdade no Mundo 2016" - com dados relativos ao ano passado, a ONG não inclui um relatório específico sobre Portugal, mas fez um "ranking" de países, numa escala de 0 a 100.


Assim, Portugal surge com uma nota de 97 pontos, acima de países europeus como a vizinha Espanha (95), de França (91), Itália (89), Reino Unido (95) e da Alemanha (95). Acima de Portugal estão os países escandinavos (Suécia e Finlândia e, apesar de estar fora da UE, a Noruega), todos com 100 pontos em 100 possíveis, a Holanda (99 pontos) e o Luxemburgo (97).

A Freedom House publica o relatório "Liberdade no Mundo" no atual formato desde 1978, tendo começado a fazer uma listagem das liberdades nos vários países ainda nos na década de 1950.

A metodologia da pontuação consiste em atribuir a um país ou território um valor de 0 a 4 pontos em 10 indicadores de direitos políticos e em 15 indicadores de direitos civis.

Os direitos políticos analisados incluem três subcategorias: Processo eleitoral (3 perguntas), Pluralismo e Participação (4 questões) e Funcionamento do Governo (3 perguntas).

Já os direitos civis agrupam-se em quarto subcategorias: Liberdade de Expressão e de Credo (4 perguntas), Direitos de Associação e Organizativos (3), Estado de Direito (4) e Liberdades Individuais e Autonomia Pessoal (4).

A pontuação das edições anteriores é usada como bitola para o ano em avaliação. Normalmente, nota a Freedom House, a pontuação altera-se apenas caso se tenha produzido um acontecimento que represente uma deterioração ou uma melhoria (assédio à imprensa ou primeiras eleições livres num país), mas alterações graduais de condições, ainda que subtis, são registadas na pontuação.

No resto dos países da Lusofonia, por exemplo, Angola tem uma pontuação de 24 pontos em 100 (na categoria Não Livre), o Brasil regista 81 pontos e Cabo Verde 90 pontos.

A Guiné-Bissau (com 39 pontos) e Timor-Leste (com 65 pontos) estão na categoria "parcialmente livres". Moçambique obteve 56 pontos e São Tomé e Príncipe 81.

O país com a pior classificação entre os que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa foi a Guiné Equatorial, com 8 pontos (Não Livre).