Relatório da agência da ONU para Refugiados mostra que as populações de pessoas refugiadas ou deslocadas por conflitos cresceu em todo o mundo; alto comissário António Guterres fala em "inabilidade da comunidade internacional" em trabalhar pelo fim de guerras.
O deslocamento global causado por guerras, conflitos ou perseguições atingiu um novo recorde em 2014: atualmente, são 59,5 milhões de pessoas no mundo vivendo como deslocadas internas, refugiadas ou solicitantes de refúgio. A metade é formada por crianças ou menores de 18 anos.
Os dados estão em relatório divulgado esta quinta-feira pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, ACNUR. Se todas essas pessoas formassem a população de um país, a "nação" de refugiados seria a 24ª mais populosa do mundo.
Conflitos, guerras e perseguições alavancaram o número de deslocamento global, que atingiu um nível recorde, de acordo com o relatório Tendências Globais divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
Ao final de 2014, o número de pessoas forçadas a deixar suas casas atingiu o nível recorde de 59,5 milhões de pessoas, comparado com os 51,2 milhões registados no final de 2013. O aumento desde 2013 (8,3 milhões de pessoas) é o maior já registado em um único ano.
O relatório do ACNUR mostra que 13,9 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar em 2014: foram 11 milhões de deslocamentos internos, e 2,9 milhões tornaram-se refugiados.
A tendência de crescimento é verificada desde 2011, com o início da guerra na Síria, conflito que se transformou no maior evento individual causador de deslocamentos no mundo.
Segundo o relatório, em 2014, uma média de 42,5 mil pessoas por dia se tornaram refugiadas, solicitantes de refúgio ou deslocados internos. Em todo o mundo, um em cada 122 indivíduos é actualmente refugiado, deslocado interno ou solicitante de refúgio.
“É aterrorizante verificar que, de um lado, há mais e mais impunidade para os conflitos que se iniciam, e, por outro, há uma absoluta inabilidade da comunidade internacional em trabalhar junto para encerrar as guerras e construir uma paz perseverante”, desabafa António Guterres, Alto Comissário da ONU para Refugiados.
O Tendências Globais indica que a Síria e o país que mais produz deslocados internos (7,6 milhões) e refugiados (3,88 milhões, ao final de 2014) no mundo. O segundo e terceiros lugares são ocupados pelo Afeganistão, com 2,59 milhões, e a Somália, com 1,1 milhão.
Após 10 anos consecutivos de liderança, o Paquistão foi passado para trás pela Turquia, como país que mais acolhe refugiados no mundo. Foram registados quase 1,6 milhão, contra 1,5 milhão, respectivamente. A terceira posição é do Líbano, com 1,15 milhão de refugiados, principalmente vindos da Síria.
Em contrapartida ao número recorde de deslocados, apenas 126,8 mil refugiados retornaram para seus países de origem em 2014. Este é o menor número registado em 31 anos.
Ao final de 2014, o número de pessoas forçadas a deixar suas casas atingiu o nível recorde de 59,5 milhões de pessoas, comparado com os 51,2 milhões registados no final de 2013. O aumento desde 2013 (8,3 milhões de pessoas) é o maior já registado em um único ano.
O relatório do ACNUR mostra que 13,9 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar em 2014: foram 11 milhões de deslocamentos internos, e 2,9 milhões tornaram-se refugiados.
A tendência de crescimento é verificada desde 2011, com o início da guerra na Síria, conflito que se transformou no maior evento individual causador de deslocamentos no mundo.
Segundo o relatório, em 2014, uma média de 42,5 mil pessoas por dia se tornaram refugiadas, solicitantes de refúgio ou deslocados internos. Em todo o mundo, um em cada 122 indivíduos é actualmente refugiado, deslocado interno ou solicitante de refúgio.
“É aterrorizante verificar que, de um lado, há mais e mais impunidade para os conflitos que se iniciam, e, por outro, há uma absoluta inabilidade da comunidade internacional em trabalhar junto para encerrar as guerras e construir uma paz perseverante”, desabafa António Guterres, Alto Comissário da ONU para Refugiados.
O Tendências Globais indica que a Síria e o país que mais produz deslocados internos (7,6 milhões) e refugiados (3,88 milhões, ao final de 2014) no mundo. O segundo e terceiros lugares são ocupados pelo Afeganistão, com 2,59 milhões, e a Somália, com 1,1 milhão.
Após 10 anos consecutivos de liderança, o Paquistão foi passado para trás pela Turquia, como país que mais acolhe refugiados no mundo. Foram registados quase 1,6 milhão, contra 1,5 milhão, respectivamente. A terceira posição é do Líbano, com 1,15 milhão de refugiados, principalmente vindos da Síria.
Em contrapartida ao número recorde de deslocados, apenas 126,8 mil refugiados retornaram para seus países de origem em 2014. Este é o menor número registado em 31 anos.
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