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Joseph Pulitzer

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Economia: défice de 35 milhões em 2014

"O `gap` [brecha] fiscal é de 23 mil milhões de francos CFA [35 milhões de euros] entre a previsão de receitas de todo o ano de 2014 e as despesas previstas", disse o ministro, referindo que estão a ser mobilizados vários mecanismos para lidar com a situação.


Por um lado, foi feita na última semana uma emissão de dívida com 22,8 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a mereceram a confiança da banca privada regional.

Estão também a ser programadas "ações para melhorar a arrecadação fiscal", "há apoios em vista", nomeadamente da União Europeia e Timor-Leste, e é esperada a liquidação de "fundos de compensação de pescas ainda durante este ano", referiu.

"Se tudo correr bem, podemos fechar este `gap` até dezembro", sublinhou Geraldo Martins.

No entanto, boa parte do dinheiro só deve entrar nos cofres do Estado "entre novembro e dezembro" e até lá é preciso encontrar soluções que "permitam ter os fundos necessários para o funcionamento do Governo", acrescentou.

A necessidade de liquidez está a ser tratada com parceiros da Guiné-Bissau e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que na terça-feira terminou uma visita de sete dias ao país, e poderá implicar a criação de "um comité de tesouraria".

Uma das missões desse comité passará por "verificar como fazer uma boa gestão daquilo que existe tendo em conta a situação real em termos de receitas", referiu Geraldo Martins.

De acordo com o ministro das Finanças e Economia, o mais tardar em setembro será apresentado à Assembleia Nacional Popular (ANP) um "orçamento equilibrado" para o que resta de 2014.

Neste e no próximo ano as prioridades passam por definir os orçamentos gerais do Estado, equilibrar as contas públicas e aumentar a arrecadação fiscal, nomeadamente junto dos serviços de alfândegas e de contribuições e impostos.

"Só a partir daí podemos pensar em medidas estruturais como aumentar os funcionários públicos", concluiu.
 
 
 
 

Portugal envia 15 toneladas de medicamentos para Guiné-Bissau para prevenir Ébola

Portugal vai enviar 15 toneladas de medicamentos para apoiar a Guiné-Bissau na prevenção do Ébola e outras epidemias, anunciou hoje o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.


Portugal vai enviar 15 toneladas de medicamentos para apoiar a Guiné-Bissau na prevenção do Ébola e outras epidemias, anunciou hoje o primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.

"Recebemos confirmação do Governo português da disponibilização de 15 toneladas de medicamentos para que o Ministério da Saúde esteja em condições de ter um programa de emergência e acompanhamento da situação de Ébola", bem como de outras "eventuais epidemias", referiu.

O líder do Governo falava numa conferência de imprensa após deslocações oficiais realizadas desde dia 16 de julho a Bruxelas, Díli e Lisboa.

A ajuda deve chegar ao país "nos próximos dias", acrescentou Domingos Simões Pereira depois de ter tratado do assunto com as autoridades durante a passagem pela capital portuguesa.

O envio surge depois de a Guiné-Bissau ter "lançado um SOS para reposição do `stock` de medicamentos, tendo em vista o programa de emergência para a epidemia de Ébola que assola a África Ocidental".

Questionado sobre as medidas que o país está a preparar para se defender, o líder do Governo guineense anunciou um plano de urgência "de que consta um programa de prevenção sanitária que tem merecido a atenção especial dos responsáveis na área da saúde", referiu.

"Amanhã [quinta-feira] no Conselho de Ministros teremos informação específica e detalhada de todo o programa que o Ministério da Saúde considera importante para a prevenção desse flagelo", concluiu.

Seis médicos recém-formados e dois técnicos do Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau ligados à água e saneamento receberam este mês formação de cinco dias sobre a prevenção e cuidados a ter com o vírus.

A equipa está apta a deslocar-se rapidamente a qualquer parte do país para dar atendimento em caso de suspeita de contágio.

A formação foi dada por uma equipa espanhola da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) que estava na capital guineense para lidar com temas ligados à saúde das crianças, mas ofereceu às autoridades os seus préstimos na área do Ébola.

A epidemia, surgida no início do ano, foi declarada primeiro na Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa, dois países vizinhos que, a 23 de julho, totalizavam 1.201 casos e 672 mortes, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos biológicos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença.




Jogos da CPLP: Angola nas meias-finais de voleibol de praia

A primeira fase do torneio terminou, com Angola a ocupar a terceira posição, nas duas classes, e o Brasil na liderança.


Para as meias-finais jogam esta terça-feira, 29/07, nas classes masculina e feminina, as selecções de Angola e Portugal e o Brasil vai enfrentar a selecção Moçambicana.

Antes Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe disputam para as classificativas do quinto e sexto lugares, respectivamente.

Paulo Torres acredita na vitória da Guiné-Bissau


"Com o apoio do nosso público aqui no estádio e com o desempenho dos nossos jogadores, acredito num bom resultado", disse Paulo Torres, selecionador da Guiné-Bissau, após a primeira sessão de treinos tendo em vista o jogo agendado para sábado, no Estádio 24 de Setembro, em Bissau


No acesso à fase de grupos de qualificação para a CAN2015, a realizar no Egito, a Guiné-Bissau perdeu por 2-0 no jogo da primeira mão realizado há duas semanas em Gaberone (capital do Botsuana).

Sobre a derrota, o técnico português acredita que se deveu sobretudo "às situações extra futebol", criadas pelos responsáveis da fronteira entre o Botsuana e a África do Sul, país por onde passou a seleção guineense, em trânsito, para Gaberone.

"Em toda a minha vida de futebol nunca tinha passado por situações como aquelas", afirmou Paulo Torres, para quem "houve uma clara falta de respeito para com o povo e a seleção" guineense.

O técnico português referia-se ao facto de alguns jogadores terem sido impedidos de entrar no Botsuana por alegada falta de visto.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Suspensos trabalhos de exploração de areia pesadas em Varela

A Comissão de Recursos e Resolução de Litígios da Autoridade de Regulação dos Concursos Públicos da Guiné-Bissau suspendeu os trabalhos de exploração de areias pesadas em Varela. A decisão consta na deliberação n.º 06/ 2014, que a PNN consultou, na qual a referida comissão decidiu anular o contrato de concessão da licença de exploração da areia pesada de Varela a favor da empresa PHOTO SARL.


Neste sentido, a Comissão de Recursos e Resolução de Litígios fundamenta a decisão em como a empresa em causa beneficiou da concessão para a exploração sem observância das normas que presidem o contrato público, ou seja, o contrato de concessão foi efectuado sem a observância das normas do mercado e sem o lançamento do concurso público.

A Comissão de Recursos e Resolução de Litígios suspende ainda a concessão de exploração da areia de Caio decorrente do contrato assinado entre a Empresa Carlos Alberto Barbosa e o Comité de Estado da Região de Cachéu, assim como da Empresa Bionert Sociedade de Empreendimento SARL, que faz a exploração em Cachalame, sector de Calequise, norte da Guiné-Bissau.

De acordo com a lei guineense n.º 2 do artigo 1.º em conjugação com o artigo 3.º, ambos do decreto nº2/2012 de 6 de Agosto, é da competência da unidade central das compras públicas lançar e conduzir todo o processo de adjudicação até a declaração do vencedor.


Proibida a circulação de veículos sem matrícula ou com vidros escuros

O Governo da Guiné-Bissau emitiu nesta terça-feira novamente uma circular que proíbe o trânsito de veículos a motor sem matrícula ou com vidros escuros, situações que proliferam pelas estradas do país.


Na norma emitida pelo secretário de Estado da Ordem Pública, Doménico Sanca, a que a agência Lusa teve acesso, determina-se também a proibição de circulação de veículos a motor com matrículas estrangeiras para além dos períodos previstos de legalização.

Não é a primeira vez que o Governo guineense emite a mesma ordem, que começa por ser seguida durante alguns dias para depois voltar a ser desrespeitada.

A maioria dos carros e motos em trânsito na Guiné-Bissau é comprada no estrangeiro, nomeadamente na Gâmbia e na Guiné-Conakry, pelo que é normal encontrar nas estradas guineenses viaturas que nunca chegam a trocar as chapas de matrícula destes países.

Também é recorrente ver carros particulares ou de entidades do Estado com vidros escuros.

Na ordem emitida por Doménico Sanca é expressamente proibida a circulação de viaturas com vidros escuros através da colocação de "películas ou outros acessórios que os tornem escurecidos ou opacos", impedindo que se vejam os passageiros no seu interior.

No comunicado diz-se que o não cumprimento da ordem implica a "tomada de medidas legais" por parte do Ministério da Administração Interna, que tutela a Secretaria de Estado da Ordem Pública.
 
 


 

Anunciar redução de tráfico de droga na Guiné-Bissau pode ser "prematuro"

A conclusão surge num artigo intitulado "O tráfico de droga em evolução na Guiné-Bissau e África Ocidental" publicado na segunda-feira no portal da ISN, na Internet.


O documento é da autoria de Davin O`Regan, investigador no Africa Center for Strategic Studies (agência especializada do Departamento de Defesa Americano) que contraria as posições assumidas por representantes das Nações Unidas no país desde 2009.

Apesar de as considerar "compreensíveis" face à diminuição de grandes apreensões de droga e face à ausência de outras evidências, considera que "uma análise mais aprofundada sugere que a complacência com o tráfico de droga na Guiné-Bissau deve ser evitada".

Por um lado, "incidentes anteriores indiciam que os traficantes podem ter ligações enraizadas no país e a maioria tem conseguido operar sem recear consequências, pelo que não têm razões para se afastar de um ambiente propício ao negócio".

Os países da África Ocidental continuam a ser "Estados fracos" e a falta de grandes apreensões "pode apenas reflectir o uso de técnicas mais avançadas pelos grupos locais e uma mais meticulosa cooptação de órgãos chave na estrutura estatal", sublinha.

O artigo destaca a dimensão regional do tráfico de droga, "a operar através de diversas rotas e redes".

A partir de informação detalhada disponível publicamente, conclui que os estupefacientes "circulam através de uma variedade de Estados africanos, incluindo a Guiné-Bissau e seus vizinhos" - pelo que, quando o fenómeno parece desaparecer num país e surgir noutro, trata-se apenas uma adaptação pontual de rotas que têm vários percursos alternativos na região.

"Em vez de estar a diminuir, a extensão e impacto do tráfico de droga na África Ocidental pode estar subestimada", refere.

O documento analisa detenções passadas para realçar outro aspecto: os contactos africanos não serão apenas facilitadores de circulação de droga da América do Sul para o resto do mundo, mas serão eles próprios traficantes com o seu mercado.

"Mesmo que os traficantes estrangeiros fossem afastados da Guiné-Bissau, parece haver operadores locais com ligações fortes ao mercado de narcóticos, com contactos e capacidade para manter o seu ímpeto", destaca o artigo.

No documento publicado na segunda-feira, o autor recorda o relatório apresentado em junho pela Comissão do Oeste Africano sobre as Drogas (WACD, sigla inglesa), segundo o qual a "guerra" contra a droga "falhou" e a região é "uma nova placa giratória do tráfico mundial de droga".

Citando os valores do conselho de segurança das Nações Unidas no fim de 2013, a comissão estima que "o valor anual da cocaína em trânsito no oeste de África ronda 1,25 milhões de dólares, um montante largamente superior ao orçamento anual" de vários estados da região.

A WACD, criada pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, e pelo ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, é composta por vários ex-dirigentes políticos africanos, como o ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires e o ex-secretário da Organização de União Africana Edem Kodjo.



(ano: 2009)

Porto de Bissau volta a receber mercadorias depois de desviado navio avariado

O Porto de Bissau voltou no domingo a receber cargueiros com produtos alimentares e outros bens de consumo, depois de desviado um navio avariado que durante uma semana impediu que outros atracassem, disse à Lusa fonte portuária.

O barco, que se preparava para deixar o cais depois de carregar castanha de caju (principal produto de exportação da Guiné-Bissau), perdeu um dos motores e desde dia 20 que impedia qualquer movimento no chamado "cais novo" do porto.

Durante o fim-de-semana, o barco acabou por ser rebocado e desviado para uma zona que já permite a acostagem de outros cargueiros.
 
 
 
 
 

Descentralização Administrativa: Cerimónia de Condecoração

Missão Timorense de Apoio ao Processo Eleitoral na Guiné-Bissau


Organização governamental

(Português / English)

Realizou-se no dia 24 de Julho de 2014, nas instalações do Ministério da Solidariedade Social, a “Cerimónia de Condecoração de S.Exª. o Senhor Secretário de Estado da Descentralização Administrativa e Representante do Governo da República Democrática de Timor-Leste para a Missão de Apoio ao Processo Eleitoral da Guiné-Bissau, com a Ordem de Mérito, Cooperação e Desenvolvimento da República da Guiné-Bissau”.
Esta cerimónia contou com a presença das principais figuras de estado dos dois países, tendo sido proferidos discursos por S.Exª. o Senhor Primeiro Ministro da República da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira e S.Exª. o Senhor Primeiro Ministro da República Democrática de Timor-Leste, Ray Kala Xanana Gusmão e S.Exª. o Senhor Presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste, Vicente Silva Guterres. Após a leitura do Decreto Presidencial nº. 28/2014 foi entregue por S.Exª. o Primeiro Ministro da República da Guiné-Bissau, a Ordem de Mérito a S.Exª. o Senhor Secretário de Estado da Descentralização Administrativa, Tomás do Rosário Cabral, pela sua valiosa contribuição nas acções de apoio ao processo eleitoral naquele país irmão, tendo nesta oportunidade igualmente sido apresentados agradecimentos à equipa da MAPE-GB pelo contributo dado à Missão.

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On the 24th of July, at 2014, the "Decoration Ceremony of H.E. the Secretary of State for Administrative Decentralization and Representative of the Government of the Democratic Republic of Timor-Leste for the Mission to Support the Electoral Process of Guinea-Bissau, with the Order of Merit, Development and Cooperation of the Republic of Guinea-Bissau", took place on the premises of the Ministry of Social Solidarity.
This ceremony was attended by the leading government figures of the two countries. Speeches were delivered by H.E. the Prime Minister of the Republic of Guinea-Bissau, Domingos Simões Pereira, H.E. the Prime Minister of the Democratic Republic of Timor-Leste, Ray Kala Xanana Gusmão and H.E. the President of the National Parliament of Timor-Leste, Vicente Silva Guterres. After reading the Presidential Decree. 28/2014, H.E. the Prime Minister of the Republic of Guinea-Bissau attributed the Order of Merit to H.E. the Secretary of State for Administrative Decentralization, Tomás do Rosário Cabral, for his valuable contribution in the support given to the electoral process of this brotherly country, and took this opportunity to also thank the MAPE-GB team for the contribution made by the Mission




segunda-feira, 28 de julho de 2014

Os negócios da Guiné Equatorial em Lisboa

Em Fevereiro deste ano a República da Guiné Equatorial adquiriu três edifícios em Lisboa por um preço global de €12.750.000. Todos os negócios foram feitos com a mesma empresa: a Burgoparalelo, Imobiliária, Lda, uma sociedade destinada à compra e venda de imóveis que até Novembro de 2013 não tinha qualquer registo de actividade e que lucrou mais de cinco milhões de euros com os negócios. Mais, o gerente da empresa terá trabalhado cerca de uma década na Guiné Equatorial. 

Os contratos, consultados pela SÁBADO, foram efectuados no escritório da sociedade de advogados Cuatrecasas, Gonçalves Pereira.
A aquisição dos diferentes edifícios insere-se no processo de adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Para além de tentar cumprir os requisitos impostos em 2010 para ser aceite como um membro de pleno direito da organização – ter o português como língua oficial, haver um ensino efectivo da língua e aprovar uma moratória à pena de morte – o regime liderado há 34 anos por Teodoro Obiang Nguema decidiu abrir uma embaixada em Portugal. 

Apresentado pelo governo de Malabo como um dos “mais significativos passos” tomados com o objectivo de uma adesão plena à CPLP, o projecto culminou a 17 de Abril de 2013 na acreditação de José Dougan Chubum como embaixador em Lisboa. A embaixada da Guiné Equatorial foi então instalada numa moradia no Restelo. Mas isso deverá estar prestes a mudar, também graças à intervenção de um cidadão espanhol com ligações à Guiné Equatorial: José Maria Muñoz Suarez.

Sem qualquer relação empresarial em Portugal, a 8 de Outubro de 2013 o empresário tornou-se gerente da sociedade Burgoparalelo Imobiliária, Lda, uma empresa criada a 16 de Dezembro de 2012 por dois portugueses (Ricardo Louro e Luís Pereira) com um capital social de €1000 e que, até então, não terá realizado qualquer negócio. José Suarez ficou com uma quota de €500 e os restantes 50% da sociedade passaram para Roland Osita Bosah. Sobre este último, a SÁBADO não conseguiu apurar qualquer informação. No entanto, José Suarez surge identificado num relatório da Greenpeace espanhola, de Março de 2001, como tendo “trabalhado durante dez anos em empresas madeireiras da GuinéEquatorial”.

A 1 de Novembro de 2013, menos de um mês depois de se tornar gestor da Burgoparalelo, José Suarez assinou três escrituras no escritório da sociedade de advogados Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, no Marquês de Pombal. Uma serviu para adquirir um palacete na Avenida João Crisóstomo por €1.475.000. Outra para adquirir uma moradia na Rua Pêro de Alenquer, no Restelo, por €3.800.000. Através da terceira comprou duas fracções na Avenida do Restelo por €1.800.000 cada. Todos tinham o mesmo destino: a revenda.

A 7 de Fevereiro deste ano, o empresário espanhol regressou à sede da Cuatrecasas. Nessa data, vendeu à República da Guiné Equatorial, representada pelo embaixador José Chubum, o palacete da avenida João Crisóstomo por €5 milhões. Lucro: €3.525.000. De acordo com a escritura, consultada pela SÁBADO, €4 milhões serviram para pagar o imóvel construído em 1913 e constituído por um rés-do-chão, primeiro andar e águas furtadas, com 10 salas divididas por 648m2 e um jardim nas traseiras. O outro milhão pagou o recheio do edifício que inclui ar condicionado, câmaras de vigilância, multimédia, elevador panorâmico, mobiliário e artigos de decoração. De acordo com os registos, o edifício será a futura embaixada da Guiné Equatorial em Lisboa.

A 28 de Fevereiro realizaram-se as outras duas vendas. Pela vivenda na Rua Pêro de Alenquer – destinada a residência oficial do embaixador –, com uma área total de 1139m2, a República da Guiné Equatorial pagou €5 milhões: €4 milhões pelo edifício com garagem, rés-do-chão e primeiro andar; e €1 milhão pelo recheio. Lucro da Burgoparalelo: €1.200.000.
 
Já por uma das fracções na Avenida do Restelo, destinada a residência do pessoal diplomático, a Guiné Equatorial pagou €2.250.000 – €250.000 pelo recheio. Todos os negócios foram pagos a pronto, excepto o último, cujo milhão final só será pago após a conclusão das obras acordadas entre as partes. Lucro da Burgoparalelo com a venda desta fracção: €450.000.
 
Para tentar esclarecer algumas questões levantadas pelos negócios, a SÁBADO tentou contactar todas as partes envolvidas. A advogada da Cuatrecasas que participou no negócio, Teresa de Almeida Ferreira, invocou o sigilo profissional para não prestar declarações. Já a Burgoparalelo não tem qualquer número de telefone, fax ou contacto de email conhecido. A SÁBADO deslocou-se à morada da empresa indicada nas escrituras mas ela serva apenas para efeitos fiscais: é a mesma da firma de contabilidade BDO. 

A responsável pela conta da firma confirmou à SÁBADO que a multinacional é apenas o Técnico Oficial de contas da Burgoparalelo e que qualquer questão deve ser enviada aos gerentes da empresa – que não têm outro contacto conhecido. Já o embaixador da Guiné Equatorial, José Chubum, não respondeu ao contacto da SÁBADO até ao fecho desta edição, na passada terça-feira.

* Texto publicado a 20 de Março de 2014 na edição 516 da revista SÁBADO.
(via: o informador)

 



Casamance à beira de morrer de fome

A cada ano, os países da região do Sahel-Saharan, no impacto da seca e da escassez de chuvas. Casamance separatista, mas dependente da agricultura poderá conhecer uma grave crise alimentar nos próximos meses.


Conhecida por suas tendências separatistas, esta região é sobre isso em um contexto diferente. Como muitas partes do Senegal, Casamance poderia saber as dificuldades de abastecimento de produtos agrícolas. As reivindicações separatistas dos anos, não permitiram que as pessoas trabalhem suas terras. A insegurança que prevalece lá é provável que reduza as colheitas, porque alguns moradores que fugiram de sua aldeia, são forçados a alugar suas terras para semear hoje, uma quantidade suficiente de alimentos. O déficit que criou esta insurreição é importante para a região. Tendeng Gabriel, uma das vítimas da primeira hora desta insurreição lembra amargamente. "Não, eu não tinha nada. Mas agora que estou comovido, eu não posso ter qualquer coisa. "

Esta última estação chuvosa não foi bom para a terra. Fatouma Diadié, diretor da sub-sede do Programa Alimentar Mundial (PAM) em Ziguinchor também foi notada. "Esta vulnerabilidade se deve ao fato de que a última estação das chuvas, não produziu as expectativas desejadas. Culturas não foram suficientes. "Estas palavras estão a soar o alarme sobre a possibilidade de que a região sofre uma grave crise alimentar sino.

Enquanto Casamance está à beira de morrer de fome, se quer saber quanto tempo isso vai insurreição ela último antes da paz e tranquilidade novamente servir para cultivar grandes campos pode alimentar esta pequena região.
 
 
 
 
 

Oposição da Guiné Equatorial felicita saída da CPLP de ONG portuguesas

A Coligação para a Restauração de um Estado de Direito (CORED) na Guiné Equatorial felicitou a Plataforma Portuguesa das Organizações não-governamentais para o Desenvolvimento pela decisão de suspender o estatuto de observadora consultiva da CPLP.


No passado dia 23, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou a entrada da Guiné Equatorial na organização, uma reivindicação antiga do Governo, liderado desde 1979 pelo Presidente Teodoro Obiang, e contestada por várias organizações da sociedade civil, que alegam o facto de poucos falarem português e acusam o regime de várias violações de direitos humanos.

Em nota a que a Lusa teve hoje acesso, a CORED considera de "corajosa" a decisão da Plataforma Portuguesa das Organizações não-governamentais para o Desenvolvimento, tomada na sexta-feira, após a CPLP ter admitido a Guiné Equatorial como membro de pleno direito.

"Esta decisão corajosa em protesto ao apoio que está recebendo o déspota que dirige o nosso país há 35 anos a partir do qual os democratas dizem, é, ao mesmo tempo, um sinal inequívoco de solidariedade para com o povo oprimido da Guiné Equatorial, na sua luta desigual contra o regime ultrajante e seus associados internos e externos", lê-se no comunicado desta coligação da oposição.

Em carta dirigida ao secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, com conhecimento do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, dos embaixadores dos Estados-membros da organização lusófona e dos restantes observadores consultivos, a Plataforma comunicou ainda que, na próxima assembleia-geral, "será levada a votação a proposta de exclusão definitiva como observadora consultiva" da organização lusófona.

"A CPLP não é -- nem pode converter-se -- num clube de negócios, em que os interesses estritamente económicos de uma elite se sobrepõem aos direitos humanos e à dignidade de muitos", considerou a Plataforma, presidida por Pedro Krupenski e que integra várias organizações.

A propósito, a CORED considerou que "a situação sociopolítica na Guiné Equatorial é como descrita pela Plataforma para o Desenvolvimento da ONG portuguesas, mas alguns preferem ignorar, porque uma gota de óleo é mais cara do que uma gota de sangue".

A organização acusou a CPLP de ter tomado uma decisão em função dos interesses económicos e de "claudicar-se à custa do sofrimento de um povo que reivindica seus direitos legítimos, que aspira a uma vida digna, porque a natureza deu alguns recursos que podem atender às suas necessidades".
 

Ramadão deste ano com um feriado em vez de dois

Muçulmanos na Guiné-Bissau fecham Ramadão deste ano com um feriado em vez de dois


As comunidades islâmicas da Guiné-Bissau vão celebrar hoje o final do Ramadão em vez de o fazerem em datas diferentes, como no último ano, em que o governo teve de decretar dois dias de feriado nacional.

Para alguns crentes, o final do Ramadão (período do calendário religioso de jejum e abstinência) acontece passados 30 dias, enquanto para outros é necessário observar a mudança de fase lunar, disse à agência Lusa fonte religiosa.

Uma comissão conjunta das comunidades islâmicas anunciou na última madrugada que a oração que celebra o fim daquele período será feita hoje por todos.

Reinício dos voos diretos

"Falta limar o acordo Estado a Estado para dar garantias de segurança nos voos, e aliás foi essa a razão da interrupção dos voos, e quando estiver concluído esse acordo, a TAP terá depois de decidir, enquanto empresa, a retoma dos voos", disse o ministro Rui Machete na Guiné-Bissau, quando participou na cerimónia de tomada de posse do seu homólogo.


Questionada pela Lusa sobre a ligação entre este protocolo e a retoma das ligações aéreas diretas entre Lisboa e Bissau, uma fonte oficial afirmou que "a TAP neste momento não tem ainda informação oficial sobre a existência de condições a nível diplomático para retomar os voos, mas mantém a expetativa de retomar a operação logo que possível".

A companhia aérea portuguesa, acrescentou, "desde a primeira hora que voa para os países de língua portuguesa e isso faz parte da sua tradição".

Questionada sobre quanto tempo poderá demorar até que sejam retomados os voos, a mesma fonte não quis avançar uma data, mas disse que, de uma forma genérica, o tempo que medeia entre uma decisão deste género e o início da operação costuma demorar dois a três meses, normalmente usados para criar condições técnicas, abrir os mercados e começar a receber reservas para os voos.
 

II/II - Agarrando terra com sotaque espanhol - 2010

C/ a devida vénia ao trabalho fotográfico de José Naranjo, segue algumas imagens sobre o assunto


Siraboy Saw, jovem da povoação Sintcham Ioba, diz sentir-se estrangeira no seu  próprio país.  

Fábrica de Agrogeba onde processam o arroz.
Nos campos de arroz de Bafatá.
Uma criança e os sacos de arroz em terreno de Xaianga.
Crianças trabalhando nos arrozais, separando los grãos
Avioneta de Agrogeba com para lançamento de herbicidas e insecticidas nos arrozais
Aladje Malam Baio, chefe local de Bidjini.
Crianças nos arrozais que cultivam os agricultores de Bidjini y Djanna.
Ancianos das populações de Bidjini y Djanna que se opuseram à presença de Agrogeba nas suas terras que conseguiram recuperar.
Menina do povo de Bidjini.

Djarama, José Naranjo