COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Bissau perde duas chances para cooperar com a China

A Guiné-Bissau desperdiçou duas grandes oportunidades no âmbito da cooperação com a China ao longo de 2016, afirmou o embaixador cessante da China, Wang Hua, à imprensa guineense.


O diplomata chinês especificou que a primeira delas ocorrera no passado mês de Julho, quando do Fórum da Cooperação China/África, em que meia centena de países africanos levaram cerca de 300 projectos avaliados em 50 mil milhões de dólares, que o seu país aceitou financiar.

Apesar de ter participado neste encontro, “a Guiné-Bissau não conseguiu apresentar uma ideia concreta, específica e viável, por falta de uma definição clara na sua política de cooperação com a China”, referiu o embaixador. Wang Hua assegurou que foi o seu país que tomou a iniciativa de mudar do antigo para um novo formato de cooperação entre os dois países, o que resultaria na assinatura, nomeadamente do acordo de cooperação no domínio agrícola com uma duração de 2 anos.

A outra oportunidade não aproveitada pela Guiné-Bissau, prosseguiu o embaixador, surgiu no decurso 5.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, em que o então primeiro-ministro, Baciro Djá, à frente de uma delegação ministerial de sete pessoas, não conseguiu apresentar nenhum projecto viável capaz de mobilizar fundos do sector privado chinês. “Durante a minha estada na Guiné-Bissau trabalhei com seis primeiros-ministros”, precisou, para exemplificar as constantes trocas de governo verificadas na Guiné-Bissau.

Wang Hua, cuja missão termina no final deste ano, sublinhou que a China procurou sempre minimizar os problemas da Guiné-Bissau e deu como exemplo a iniciativa de o seu país perdoar uma dívida de Bissau de USD 30 milhões. Por outro lado, salientou o diplomata, o governo chinês ofereceu este ano um apoio financeiro de 100 milhões de yuans para financiar alguns projectos de infra-estruturas da Guiné-Bissau, entre os quais a construção da auto-estrada Bissau/Safim. Esclareceu que apoios do género seriam mais numerosos, bem como por parte do empresariado chinês, não fosse a situação de instabilidade político-institucional loca.



Sequestrar, recurso politico ?

O líder da Assembleia de Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam, denunciou uma suposta tentativa das autoridades guineenses em “sequestrar” o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá.


 A intenção, de acordo com fontes da imprensa guineense, tem como principal propósito a constituição de uma nova mesa da ANP que viabilize a aprovação do programa do governo. O político falava essa semana num encontro que manteve com os membros do Secretariado Nacional do seu partido, passando em retrospectiva o que foi o ano 2016 na Guiné-Bissau, que caracterizou de “crise profunda”.

De acordo com Nabiam, a estratégia dos actuais dirigentes do país passaria por assaltar a ANP e prender Cipriano Cassamá e constituírem, logo a seguir, uma nova mesa da ANP que
O líder da Assembleia de Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam, denunciou uma suposta tentativa das autoridades guineenses em “sequestrar” o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá.

 A intenção, de acordo com fontes da imprensa guineense, tem como principal propósito a constituição de uma nova mesa da ANP que viabilize a aprovação do programa do governo. O político falava essa semana num encontro que manteve com os membros do Secretariado Nacional do seu partido, passando em retrospectiva o que foi o ano 2016 na Guiné-Bissau, que caracterizou de “crise profunda”.

De acordo com Nabiam, a estratégia dos actuais dirigentes do país passaria por assaltar a ANP e prender Cipriano Cassamá e constituírem, logo a seguir, uma nova mesa da ANP que facilitaria a discussão e aprovação do programa do governo liderado por Umaro El Mokthar Sissoco Embaló.
De acordo com Nuno Gomes Nabiam, a única solução para se por fim à crise na Guiné-Bissau passa pela  dissolução do Parlamento e a formação de um governo de unidade nacional que permita “o surgimento de um diálogo envolvente”.

Nuno Nabiam, que considerou a sua opinião como a única  saída para a solução da crise, defendeu  que um eventual assalto à sede da ANP apenas iria contribuir para o agudizar da crise política na Guiné-Bissau. Sem apontar o dedo acusador a ninguém, Nabiam denunciou entretanto que existem tentativas de introduzir na Guiné-Bissau organizações criminosas de lavagem de dinheiro, venda de drogas e tráfico de armas. Neste sentido, pediu à comunidade internacional para estar atenta às manobras duvidosas que diz estarem em marcha no país e condenou  qualquer tentativa que tenha entre os seus principais objectivos  transformar  a Guiné-Bissau  “num quintal do mal”.
Para Nabiam o governo de Umaro Sissoco não tem pernas para andar e, em sua opinião, “tem os dias contados”. Por este motivo, Nuno Nabiam exigiu do Presidente da República o respeito escrupuloso pelo estabelecido na  Constituição da República, o acordo de Conacri, bem como as resoluções da Cimeira de Abuja.

“A nossa Constituição não atribui poderes ao  Presidente da República para matar ou mandar matar, prender ou bater nas pessoas. Deus confere o poder às pessoas para que protejam o povo, exigindo até o sacrifício do detentor do poder em prol do bem-estar do seu povo”.
Nuno Nabiam, reagia assim à recente declaração proferida pelo Presidente José Mário Vaz por altura da celebração do seu aniversário, quando afirmou que tinha  “poderes  para mandar matar e prender, mas que nunca usaria essa  força”.
“Estas declarações  do Presidente Mário Vaz demonstram que o Chefe de Estado  perdeu o controlo da situação da crise política vigente no país”, afirmou o presidente do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabiam.
facilitaria a discussão e aprovação do programa do governo liderado por Umaro El Mokthar Sissoco Embaló.
De acordo com Nuno Gomes Nabiam, a única solução para se por fim à crise na Guiné-Bissau passa pela  dissolução do Parlamento e a formação de um governo de unidade nacional que permita “o surgimento de um diálogo envolvente”.

Nuno Nabiam, que considerou a sua opinião como a única  saída para a solução da crise, defendeu  que um eventual assalto à sede da ANP apenas iria contribuir para o agudizar da crise política na Guiné-Bissau. Sem apontar o dedo acusador a ninguém, Nabiam denunciou entretanto que existem tentativas de introduzir na Guiné-Bissau organizações criminosas de lavagem de dinheiro, venda de drogas e tráfico de armas. Neste sentido, pediu à comunidade internacional para estar atenta às manobras duvidosas que diz estarem em marcha no país e condenou  qualquer tentativa que tenha entre os seus principais objectivos  transformar  a Guiné-Bissau  “num quintal do mal”.
Para Nabiam o governo de Umaro Sissoco não tem pernas para andar e, em sua opinião, “tem os dias contados”. Por este motivo, Nuno Nabiam exigiu do Presidente da República o respeito escrupuloso pelo estabelecido na  Constituição da República, o acordo de Conacri, bem como as resoluções da Cimeira de Abuja.

“A nossa Constituição não atribui poderes ao  Presidente da República para matar ou mandar matar, prender ou bater nas pessoas. Deus confere o poder às pessoas para que protejam o povo, exigindo até o sacrifício do detentor do poder em prol do bem-estar do seu povo”.
Nuno Nabiam, reagia assim à recente declaração proferida pelo Presidente José Mário Vaz por altura da celebração do seu aniversário, quando afirmou que tinha  “poderes  para mandar matar e prender, mas que nunca usaria essa  força”. 

“Estas declarações  do Presidente Mário Vaz demonstram que o Chefe de Estado  perdeu o controlo da situação da crise política vigente no país”, afirmou o presidente do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabiam.



Os acordos são para se cumprir...

O Presidente do Partido Africana da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, disse, esta quinta-feira, que a Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deve obrigar o Presidente da República a cumprir o acordo de Conacri.


Domingos Simões Pereira, durante uma conferência de imprensa sobre a sua participação na cimeira da CEDEAO em Abuja, capital da Nigéria, disse que “as pessoas com as quais falou sobre a crise guineense, disseram que se fossem elas, a essa hora, já tinham desistido, tendo em conta as abordagens feitas ao Chefe de Estado por parte dos seus homólogos africanos.”

Simões Pereira, perante os militantes e dirigentes do seu partido, reafirmou que o Presidente José Mário Vaz “tem que cumprir o acordo de Conacri”, e instou a CEDEAO a impor a efetivação do documento.

Sobre rumores de que um grupo político estaria a preparar um “assalto” ao parlamento com propósito de forçar o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, a abrir a sessão parlamentar para a votação do programa do Governo, o Presidente do PAIGC foi categórico e afirmou que tal cenário seria “inimaginável”.

O regresso de Domingos Simões Pereira sugere assim o relançamento de uma fase de guerra politica, com base no cumprimento ou não do acordo de Conacri.




Mansos ditadores...

O representante da União Europeia na Guiné-Bissau, o português Vítor Madeira dos Santos manifestou-se hoje preocupado com as informações sobre um alegado plano para prender e destituir o líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá.


Vítor Madeira dos Santos assinalou que a comunidade internacional "estará atenta" por estar preocupada com a "contínua onda de rumores" que, afirmou, impedem a Guiné-Bissau de terminar o ano com serenidade e confiança no futuro.

O alegado plano foi denunciado na terça-feira em Bissau por Nuno Nabian, candidato derrotado na segunda volta das últimas eleições presidenciais guineenses e atual líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

Segundo Nabian, o plano estaria a ser orquestrado pelo Governo e passaria pela detenção de Cassamá que seria destituído para dar lugar a uma nova liderança no Parlamento para desta forma facilitar a aprovação do programa de ação do executivo do primeiro-ministro Umaro Sissico Embaló.
Quatro dos cinco partidos no Parlamento não reconhecem o atual Governo e prometem não aprovar o seu programa no hemiciclo bem como o Orçamento Geral do Estado, situação que poderia levar o chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, a demitir a equipa de Sissoco Embaló.

A Constituição guineense dá até 60 dias ao primeiro-ministro para que faça aprovar o seu programa de ação e o Orçamento Geral no Parlamento caso contrário o Governo é demitido pelo chefe do Estado.

Para dar conhecimento sobre a alegada ameaça de que é alvo, o presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá reuniu-se hoje com os representantes da comunidade internacional e com a Liga dos Direitos Humanos.

Em nome da comunidade internacional, o representante da União Europeia disse terem sido informados por Cassamá sobre a denúncia feita por Nuno Nabian da qual tomaram nota e prometem acompanhar o evoluir da situação.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto da Silva, disse que a sua organização vai continuar a monitorar a situação e espera que a denúncia, por ser pública, deve merecer a investigação por parte do Ministério Público.

Um porta-voz do presidente do Parlamento guineense, Inácio Tavares, responsabilizou, na quarta-feira, o chefe do Estado, José Mário Vaz, de ser o autor do suposto plano de detenção e destituição de Cipriano Cassamá.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Quem desata ??!!

Cipriano Cassamá encontrou-se com Nações Unidas, União Africana, CEDEAO, CPLP e União Europeia.


O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau reuniu-se nesta quinta-feira, 29, com representantes do chamado Grupo dos P5 na sequência de ameaças não oficiais de assalto ao Parlamento caso os deputados não aprovarem o Programa do Governo.

O P5 é integrado pelas Nações Unidas, União Africana, CEDEAO, CPLP e União Europeia e têm funcionado como observadores da crise política a Guiné-Bissau.
A VOA soube que depois de o presidente do Parlamento ter feito a exposição sobre as alegadas ameaças, o grupo dos P5 prometeu continuar a acompanhar o evoluir da situação.
O Governo liderado por Umaro Sissoko Embaló deve apresentar em breve o seu programa perante os deputados.

Nos meios políticos de Bissau, admite-se, no entanto, que o Executivo pode ter dificuldades em apresentar o seu programa a tempo, tal como aconteceu com o Governo anterior, liderado por Baciro Djá, incorrendo assim em inconstitucionalidade de exercício.

Além disso, o PAIGC, que detém a maior bancada parlamentar, já disse que não apoio o novo Governo.



Sanções no PCD

O Partido da Convergência Democrática (PCD), terceira força política no Parlamento da Guiné-Bissau, suspendeu por dois anos e meio o co-fundador e ex-líder Vítor Mandinga, disse hoje Alberto Pereira, do comité permanente do PCD.


Vítor Mandinga, atual ministro do Comercio e Promoção Empresarial no Governo oficialmente não reconhecido pelo seu partido, faz parte de uma lista de oito dirigentes do PCD suspensos por dois anos e meio pelo Conselho de Jurisdição.
Segundo Alberto Pereira, os dirigentes em causa são acusados de desobediência, violação dos estatutos do partido e ainda de falsificação de assinaturas de membros que assistiram a uma reunião do PCD sem que fossem elementos do partido, disse.

Deputado e antigo ministro das Finanças, Vítor Mandinga, está em rota de colisão com o atual líder do PCD, Vicente Fernandes que acusa o Presidente guineense, José Mário Vaz, de tentativa de desestabilizar o seu partido.
Enquanto Vicente Fernandes se posicionou ao lado do PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas mas arredado do poder devido às divergências com o chefe do Estado, Vitor Mandinga é um apoiante declarado de José Mário Vaz. 

O PCD conta com dois deputados no Parlamento mas ambos figuram na lista dos dirigentes agora sancionados.




O Acordo de Conacri ainda em questão

De regresso a Bissau, depois de um périplo a vários países africanos, depois de assistir à cimeira da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), na Nigéria, o líder do PAIGC juntou esta quinta-feira os militantes e dirigentes do seu partido para os informar do que se passou na cimeira de Abuja.



Domingos Simões Pereira disse ter ficado confortado com a posição dos líderes da CEDEAO,
por terem sido unânimes em recomendar ao Presidente guineense, José Mário Vaz, que cumpra com o Acordo de Conacri.
Disse também que que a própria CEDEAO não terá outra alternativa que não seja fazer cumprir o Acordo de Conacri, uma vez que a organização oeste - africana está mandatada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Num tom de confiança total no futuro, Domingos Simões Pereira tranquilizou os militantes do seu partido, dizendo-lhes que, quem não cumprir com os compromissos assumidos perante a comunidade internacional, será sancionado.
Domingos Simões Pereira voltou a frisar que o PAIGC e outras três formações políticas com assento parlamentar não reconhecem o Governo de Úmaro Sissico Embaló, e que nada pode amedrontar os defensores da democracia na Guiné-Bissau.


Denunciados «sinais evidentes» de tentativa de prisão do seu presidente

Um porta-voz do líder do Parlamento da Guiné-Bissau acusou hoje o presidente do país, José Mário Vaz, de ser o autor de um alegado plano para mandar prender e destituir Cipriano Cassamá da direção do órgão.


O alegado plano estaria a ser preparado como forma de levar o Parlamento «a aprovar o programa do Governo» do primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló, denunciou, na terça-feira, Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

Inácio Tavares, um porta-voz do líder do Parlamento guineense disse hoje em conferência de imprensa que a alegada ameaça é real e que «existem sinais evidentes» que indicam estar em marcha o alegado plano de mandar prender e destituir Cipriano Cassamá.

O porta-voz de Cassamá acusou o presidente guineense de ser o autor do alegado plano, tendo apontando várias posições defendidas por José Mário Vaz e que, segundo disse, ilustram a intenção de executar o suposto plano.

No que considera ser «um plano maquiavélico» do presidente guineense, o porta-voz do líder do Parlamento diz que as denuncias feitas por Nuno Nabian confirmam «os sinais evidentes» no sentido de mandar prender Cipriano Cassamá.

Lembrou que recentemente José Mário Vaz teria afirmando que apesar de ter poderes para mandar matar, prender ou espancar quem quer que seja, «nunca o faria enquanto chefe do Estado».

Inácio Tavares sublinhou que o chefe do Estado «recusa-se a cumprir os acordos internacionais para a formação de um governo inclusivo e que possa fazer o país sair da crise política em que se encontra há cerca de dois anos»



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As boas festas de jomav.... Insegurança alimentar

Em outubro, o PMA assistiu 101 mil pessoas através de atividades de nutrição e do programa de refeições escolares.


O Escritório está enfrentando uma completa falta de financiamento para assistência alimentar para intervenções de ativos.
Atualizações Operacionais
O PAM trabalhou em parceria com a ONU Mulheres, outras agências da ONU e o Governo para lançar a campanha de 16 dias contra a violência sexual e de gênero a nível nacional. O PAM financiou a transmissão na televisão nacional de um documentário sobre a violência de género na Guiné-Bissau.

    
O PAM finalizou um estudo sobre a vulnerabilidade alimentar e nutricional das pessoas que vivem com HIV e / ou tuberculose na Guiné-Bissau. O estudo visa fornecer ao PAM e outras partes interessadas os dados mais recentes. O estudo foi realizado por um consultor internacional e a coleta de dados foi realizada em 6 Regiões (Bafatá, Biombo, Cacheu, Gabu, Oio e Bissau) entrevistando 11.252 pessoas. Os resultados mostraram que 4,5 por cento da população estão em insegurança alimentar grave, 15,6 por cento em insegurança alimentar moderada, 18 por cento na segurança alimentar frágil e 61,9 por cento na segurança alimentar.

 
Em 3 de novembro, a Agência Brasileira de Cooperação e Centro de Excelência Contra a Fome do PMA realizou uma missão de 5 dias para Bissau para apoiar a implementação do programa de alimentação escolar nacional sustentável. Como parte da estratégia de recolha de informação, a missão organizou um workshop de 2 dias com a participação de actores nacionais e internacionais no sector da educação. Espera-se uma nova missão em fevereiro de 2017 para finalizar e apresentar a estratégia final de apoio brasileiro ao Ministério da Educação.

 
De 7 a 11 de Novembro, o PAM participou na Análise do Quadro Harmonizado. Os resultados da análise mostram que Guiné-Bissau está em fase 2 (sob pressão) e as regiões mais afetadas são Cacheu, Gabu e Oio.
Em 23 de novembro, o PMA eo Ministério da Agricultura apresentou em Bissau os resultados do Sistema de Segurança Alimentar e Nutrição Monitoring (FSNMS) pesquisa realizada em sete das nove regiões do país.

 
Os dados recolhidos entre 5 e 24 de setembro de 2016 em 3.173 domicílios em 7 regiões foi validado pelas principais partes interessadas do sector da nutrição na Guiné-Bissau.
    
Os principais resultados mostram que em setembro de 2016, 30,6% dos domicílios estavam em insegurança alimentar, o que representa cerca de 331.745 pessoas. 
Esta taxa é muito maior do que a taxa de 2015 de 10,5 por cento. As taxas de insegurança alimentar são altas em todas as regiões do país, mas são maiores em Cacheu (40,8 por cento), Gabu (35 por cento), Oio (32,2 por cento), onde as taxas ultrapassam a média nacional de 30,6 por cento.



Dificuldades para alimentar doentes no principal Hospital da G-Bissau

O principal hospital da Guiné-Bissau, o Simão Mendes, em Bissau, depara-se com dificuldades para garantir pelo menos uma refeição diária aos doentes internados e a responsável pelos serviços de cozinha, Berta Ié, faz um apelo para que quem possa ajudar.


"Peço às pessoas de boa vontade que ajudem o hospital a superar as dificuldades", disse Berta Ié, informando que o Simão Mendes necessita, diariamente, de 120 quilogramas de peixe ou carne e 90 quilos de arroz.

A nutricionista responsável pela dieta alimentar dos doentes, diz que diariamente a direção do hospital acaba por disponibilizar apenas 45 quilos de carne ou peixe e 75 quilos de arroz, base da comida dos guineenses.

O Simão Mendes, que recebe doentes de todas as partes da Guiné-Bissau, tem oficialmente 720 camas, mas Berta Ié acredita que "em casos de pico de doenças" o hospital chega a albergar o dobro de utentes.

"O hospital só fornece almoço aos doentes, o pequeno-almoço e o jantar, são da responsabilidade dos familiares", explicou a nutricionista embora não concorde com a situação que sublinha, porém, ser a realidade do país.

Berta Ié afirma saber que o hospital é que devia fornecer todas as refeições aos doentes mas dadas as dificuldades de tesouraria teve que pedir aos familiares que se ocupem de duas refeições diárias, observou.

"Temos doentes com problemas de hipertensão, diabete, colesterol ou crianças mal nutridas, toda essa gente precisa de uma dieta especial, mas dadas as circunstâncias não tem sido assim", enfatizou Ié.

Recentemente o Simão Mendes recebeu apoios do novo primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeadamente dois frigoríficos, utensílios de cozinha e 15 caixas de peixe, apoios que Berta Ié agradece e espera por mais.
"Lanço apelo às pessoas de boa vontade para que apoiem os doentes do hospital Simão Mendes", defendeu.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Organização não-governamental portuguesa, tem em marcha plano para comercializar arroz biológico na G-Bissau

A "Afectos com Letras", organização não-governamental portuguesa, tem em marcha um plano para comercializar arroz biológico na Guiné-Bissau e aumentar o rendimento local, disse à agência Lusa a presidente, Joana Benzinho.

“O objetivo é criar uma cooperativa” na região de Cacheu, para onde a ONG já doou três descascadoras de arroz que estão ao serviço em diferentes aldeias e assim criar uma fonte de receita acrescida para a população local.
O arroz está na base da alimentação guineense, de manhã à noite, das crianças aos mais velhos. No entanto, o ciclo de produção (da sementeira ao descasque) funciona de forma artesanal em todo o país, ocupando grande parte do tempo das mulheres. A oferta de descascadoras “tem tido impacto”, relatou Joana Benzinho.

“Há mudanças positivas: as meninas já frequentam as escolas, as mães dedicam-se a outro tipo de horticultura que permite aumentar o rendimento do agregado familiar e os vizinhos tentam também ter tempo para usar a máquina”, descreveu.

A presidente da Afectos com Letras quer que este seja o primeiro passo de um plano maior para valorizar um produto alimentar guineense cujo potencial, baseado nas propriedades de origem biológica, o país desconhece. “Neste momento não há excedentes, a população consome tudo o que produz. Mas o objetivo é criar uma cooperativa entre as três tabancas (aldeias) abrangidas: Bamarmbe, Blequisse e Jeta” que possa promover o produto mal haja quantidade.

Será criado um ponto de recolha geograficamente equidistante das três descascadoras e para tratamento final do arroz, de maneira a ser “ensacado e rotulado como arroz da terra, totalmente biológico”, referiu. O “selo” biológico dos produtos locais pode ser o contraponto de um setor onde a mecanização e o uso de adubos é quase inexistente.

Um estudo encomendado pela União Europeia sobre o potencial da Guiné-Bissau para produzir arroz e apresentado em 2015 concluiu que o país pode ser auto-suficiente e até exportar se apostar na formação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. No entanto, a instabilidade política crónica tem feito com que as políticas públicas não avancem e o território não supera a habitual produção anual a rondar as 200 mil toneladas, às quais é preciso juntar outras 90 mil toneladas de importação para satisfazer o mercado interno.
Na região de Cacheu, a Afectos com Letras acompanha o trabalho feito pela população com as descascadoras para avaliar o momento em que poderá ser dado o passo para comercializar o arroz biológico. A produção pode dar o exemplo de uma iniciativa que avança pela mão dos residentes, independentemente da instabilidade política.

Uma das premissas base, que as descascadoras funcionem, tem sido conseguida graças à constituição de grupos locais que tratam da sua gestão e manutenção — incluindo mudanças de filtros e óleos do motor da máquina. Tudo é tratado “por três pessoas responsabilizadas pela gestão e manutenção” de cada máquina.

Ter mulheres “sempre no comité de utilização é importante porque como são elas as principais utilizadoras”, logo “a tendência para tratar bem a máquina é maior”.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Instabilidade política dificulta cooperação entre Pequim e Bissau"

O embaixador da China na G-Bissau lamentou que a instabilidade política e governativa prejudique a cooperação entre os dois países.


Em entrevista ao jornal guineense O Democrata, Wang Hua citou as constantes mudanças políticas no país que, pelo menos, levaram a Guiné-Bissau a perder duas grandes oportunidades, sendo a mais importante a “ausência de ideias claras” no Fórum de Cooperação China/África, realizado em Julho em Pequim e no qual foram definidos projectos estratégicos.

Outra oportunidade, ainda segundo Hua, foi durante o fórum de cooperação em Outubro, no qual o então primeiro-ministro Baciro Djá “não levou nenhuma iniciativa de projecto viável capaz de mobilizar fundos do sector privado chinês”.

O diploma destacou ainda o facto de, em virtude da instabilidade, “ser difícil encontrar um interlocutor estável em Bissau.

A China, no entanto, “tomou a iniciativa de perdoar o crédito da Guiné-Bissau estimada em mais de 30 milhões de dólares” e disponibilizou um apoio financeiro de 14 milhões de dólares para infraestruturas.
Wang Hua termina a sua missão na Guiné-Bissau no fim do mês.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

ONU espera que haja consultas sobre saída da força regional da G-Bissau

Secretário-geral quer empenho e boa vontade dos políticos guineenses para solução política duradoura da crise; líderes da Cedeao consideram retirar a Ecomib no primeiro trimestre de 2017.

O secretário-geral da ONU disse esperar que a saída da força regional da Guiné-Bissau dependa das condições acordadas pelos países do bloco e "de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas".
Ban Ki-moon emitiu uma nota em que declara que tomou conhecimento da decisão da Autoridade da Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Ecomib, da retirada no primeiro trimestre de 2017.

Crise
O chefe da ONU disse partilhar a preocupação dos chefes de Estado e de governo da Cedeao pela "prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afetar negativamente a população do país." Os líderes regionais reuniram-se no sábado em Abuja, na Nigéria.
Ban agradece os esforços contínuos dos chefes de Estado e de governo para garantir a plena implementação do roteiro, em especial ao mediador da Cedeao para a Guiné-Bissau, ao presidente Alpha Condé da Guiné Conacri e à líder da Autoridade da Cedeao Ellen Johnson-Sirleaf.

Roteiro
O pedido à liderança política da Guiné-Bissau é que "demonstre o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da Cedeao e no Acordo de Conacri.
A nota reitera o empenho da ONU e do representante especial do secretário-geral na Guiné-Bissau, Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação.



Declaração pelo Porta-voz do Secretário-Geral sobre a G-Bissau

O Secretário-Geral das Nações Unidas partilha a preocupação expressa pelos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em 17 de Dezembro, pela prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afectar negativamente a população do país.


O Secretário-Geral agradece aos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, em especial ao Mediador da CEDEAO para a Guiné-Bissau, ao Presidente Alpha Condé da Guiné e à Presidente da Autoridade da CEDEAO, Ellen Johnson-Sirleaf, os seus esforços contínuos para assegurar a plena implementação do Roteiro da CEDEAO de 10 de Setembro de 2016 e do Acordo de Conakry de 14 de Outubro de 2016. O Secretário-Geral apela à liderança política da Guiné-Bissau para demonstrar o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da CEDEAO e no Acordo de Conakry.

O Secretário-Geral toma nota da decisão da Autoridade da CEDEAO de proceder à retirada da Missão da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB) no primeiro trimestre de 2017. Exprime a esperança de que tal retirada dependa das condições prévias estipuladas no Roteiro da CEDEAO e de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas.

O Secretário-Geral sublinha o empenho das Nações Unidas e do seu Representante Especial e Chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Sr. Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação liderado pela CEDEAO e a plena e rápida implementação do Roteiro da CEDEAO e do Acordo de Conakry.

Nova Iorque, 20 de Dezembro de 2016


Desapareceram medicamentos que seriam administrados a mais de 300 mil crianças

O ministro da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Carlitos Barai, confirmou hoje o desaparecimento de «quantidade assinalável» de medicamentos que seriam utilizados numa campanha de desparasitação de cerca de 300 mil crianças.


Os medicamentos, mebendezol, teriam desaparecido dos armazéns do Ministério da Saúde Pública em Bissau, facto que motivou o adiamento do início da campanha de desparasitação de crianças, que devia ter lugar na segunda-feira, 20 de dezembro.

Fontes do Ministério da Saúde disseram à Lusa que «por enquanto não é possível quantificar» o medicamento desaparecido, situação que o ministro quer ver esclarecida nos próximos dias.

Uma operação de inquérito, envolvendo técnicos do ministério e agentes da Polícia Judiciaria já foi colocada no terreno.

Os medicamentos em questão seriam administrados às crianças de até 56 meses de vida, numa campanha em que também seriam dadas às crianças suplementos de vitamina A.

Os fármacos foram adquiridos pela UNICEF e uma organização não-governamental no valor de 80 milhões de francos CFA (cerca de 122 mil euros).

O ministro da Saúde Pública guineense prometeu tomar «medidas duras» para pôr cobro a uma situação que disse ser recorrente no seu ministério, lembrando que num passado recente desapareceram dos armazéns tendas (mosquiteiros) impregnadas com inseticidas destinadas à população carenciada.

«Os materiais ou os medicamentos destinados à população não podem continuar a desaparecer sem que se saiba como», defendeu Carlitos Barai.