COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO

Joseph Pulitzer
Mostrar mensagens com a etiqueta Links. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Links. Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de maio de 2014

Reflexão retrospectiva

"" Há dois dias atrás, li de Ramos Horta a «Carta Aberta aos Irmãos Guineenses». Sonhei…!

Hoje, o PUSD assinou um MEMORANDO DE ENTENDIMENTO com o PAIGC, do qual, entre outros compromissos mútuos, o partido apoia o candidato José Mário Vaz, no segundo escrutínio das Eleições Presidenciais, conforme anunciamos nos órgãos de comunicação social e demos instruções nesse sentido a todos os nossos militantes e simpatizantes.

Nesta noite, ao ler um artigo escrito em Julho de 2009, apercebo-me que a história se repete. Revolto-me com o descuido e a desatenção dos nossos Mouros e Irãs que, supostamente, deveriam indicar o caminho.

Apelo a que, ao ler o artigo, cujo link indico abaixo, sejamos capazes de fazer a retrospectiva e nos inserir no 2014. Que sejamos capazes de tirar a melhor das lições da nossa recente história. Para nunca declinarmos as nossas responsabilidades como filhos desta terra. Para uma NOVA ORDEM e com a qual sonhamos todos os dias. ""

(Drª Carmelita Pires)

 


CITANDO CARMELITA PIRES

 
Não! Não declinemos a nossa responsabilidade!

Infelizmente, na história deste nosso pequeno país, quando chega a hora da verdade, da assunção da responsabilidade individual e colectiva, verificamos a habitual displicência e o sintomático desinteresse pela causa nacional, sobrepondo-se os interesses pessoais e localizados em presença.
Aqui chegados: Malam ou Kumba?
Uma questão que, no âmago do pensar guineense, nunca deveria suscitar dúvidas, ainda que nos sintamos, de novo, defraudados e aspirantes de vingança colectiva.
No aprendizado deste país, na vontade eleitoral expressa e expressiva na paz e estabilidade, poderão existir dúvidas?
Um lamento para os que se recusam a ser consequentes!
Esta dura e crua realidade, obriga-nos diariamente a esforços introspectivos de adivinhar o futuro, situarmo-nos no presente e repudiar o passado.
Fase ao incipiente senso comum, pecamos permanentemente na falha da memória colectiva, vejamos:
• A história mal contada da morte de Amílcar Cabral, permitiu-nos celebrar o 14 de Novembro e o “anti-cabuernandade”;
• As primeiras eleições realizadas no país, permitiu-nos celebrar a corrupção e a ditadura de Estado e o anti-burmedjundade;
• O conflito armado permitiu-nos celebrar as nossas divergências;
• As eleições de 2000, permitiu-nos celebrar as nossas clivagens étnicas, o desnorte e o revanchismo;
• As presidenciais de 2005, permitiu-nos celebrar o retrocesso histórico, a mediocridade, o oportunismo político;
• As legislativas de 2008, permitiu-nos celebrar o nosso descontentamento relativamente ao status quo político e a nossa esperança;
• A primeira volta das presidenciais antecipadas de 2009, permitiu-nos celebrar o absentismo, o desencanto, a frustração e o cepticismo.

Porém, a finda primeira volta atira-nos à cara a nossa riqueza humana:

• somos animistas, muçulmanos e cristãos;
• somos analfabetos, bideiros, funcionários públicos, desempregados e doutores;
• somos do mato, da tabanca, da imigração e da praça;
• somos fulas, balantas, mandingas, manjacos, mancanhes, bijagós, flupes, beafadas, etc, e burmedjos.
Somos os únicos nesta África Ocidental, para não dizer que em toda a África não existe nenhum outro povo que, com esta diversidade humana e cultural, esteja localizado nuns parcos km2, configurando o seu Estado/Nação.
Somos a República da Guiné-Bissau: por um lado, desestruturada, violenta e promíscua; pelo outro, clemente, amistosa e promissora.

E agora?
 
Vêm aí a segunda volta das impostas e constitucionais presidenciais.
O interessante é que, nesta amálgama, continuamos humildes e crentes!
Vejam o apregoado civismo eleitoral: exemplar!
Por isso, ainda que não aparente, o optimismo persiste!
É a nossa natureza!
Persiste o optimismo na nossa luta do dia-a-dia, no olhar sorridente das nossas crianças, previdente das nossas mulheres e promissor dos jovens, aquelas e estes os maiores votantes! Persiste na nossa convicção de que não pode ser pior, e na nossa certeza de que temos potencialidades!
Mas, não há bela sem senão!
É certo que a tristeza toma o nosso ser: pela incerteza dos intelectuais, pela miséria de espíritos e princípios, pela incoerência das nossas almas.
Pasmados pelas mortes, consternados com a impunidade, desejosos de justificações, contemplamos, anestesiados!
Não nos serve de escusa a formação de outras nações, ainda que heterogéneas como a nossa!
Nem nos vale saber que Kennedy foi assassinado em Dallas, aos olhos de todos! A maior das Nações!
Nem nos vale saber que na contemporaneidade Nações se separaram digladiando-se por questões étnicas!
Nem nos vale conhecer os métodos eficientes e eficazes das máfias da droga!
Somos pela dignidade da pessoa humana, e é isso o que interessa!
Somos pelo Estado de Direito, a constitucionalidade, a democracia!
Uns sentem e toca-lhes a barbárie, outros, a maioria, tanto se lhes faz!
Este o paradigma!
Esta a miscelânea da consciência axiológica colectiva!
Esta a realidade dura e crua!

Por isso, toco o bombolom, assopro o chifre, toco o sino, a buzina, a campainha, para antecipar festejos insalubres e despertar essa consciência axiológica colectiva, cumprindo com a minha responsabilidade, que a falta de modéstia não me perdoa.

Certamente, que ainda não será desta!
Estamos à procura e temos que confeccionar o prato com os ingredientes que se nos oferece! Não há como não comer! Senão morremos de fome!
Só não vê quem não quer! E nem sequer vou utilizar o slogan que nos chega das ruas de Bissau: “ O mal menor!”

Queremos paz, queremos estabilidade, queremos justiça, queremos luz e água, queremos escola, queremos saúde! Enfim: queremos Estado!
Temos à nossa frente a escolha da magistratura suprema da Nação. São 5 anos, que queremos ver sem interrupções, como muitos já escreveram:
Chega de mandatos populares seringados.
Que não nos abandone a nossa fé, as nossas crenças!
Que oiçamos os nossos cantores e os nossos sedentos locutores das rádios nacionais!
Que sintamos a nossa essência conturbada!
Que não, que em circunstância alguma, abandonemos a Guiné, porque, isso sim, seria abandonarmo-nos a nós próprios!...

Finalmente, e, agora, Guiné, sendo o passado já passado, aquele não volta mais, qual o presente que queremos para, sobre ele, construirmos o nosso futuro? Individual e colectivo!

domingo, 22 de setembro de 2013

Petição on-line - GBissau sob tutela internacional

Petição on-line pede que Guiné-Bissau seja colocada em regime de tutela internacional

Está a circular na Internet uma petição que propõe que a Guiné-Bissau seja colocada em regime de tutela internacional sob a autoridade das Nações Unidas. Neste “Grito de Socorro do Povo Guineense” que será enviado ao Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os promotores desta iniciativa consideram que este é o último recurso para salvar aquele povo e recuperar a soberania.

Na petição, os seus responsáveis começam por dizer que os ideais de Amílcar Cabral e daqueles combatentes que deram as suas vidas para uma Guiné-Bissau Independente foram traídos pelo PAIGC, partido que governou o país depois da Independência até às primeiras eleições multipartidárias em 1994. Mas também pela classe política guineense que tem vindo a servir-se sistematicamente do aparelho de Estado para se enriquecer em vez de servirem o Povo Guineense.
Os impulsionadores desta iniciativa dizem também que os ideais dos combatentes pela liberdade da pátria foram traídos pelas forças armadas de Guiné-Bissau, que se transformaram “num bando armado ao serviço do crime organizado”. “Estão envolvidos na pratica de vários crimes, tais como trafico de droga, contrabando de armas, assassinatos, raptos, torturas. Crimes cometidos com o objectivo de enriquecimento pessoal dos membros que formam o bando armado”, alertam.
“A Guiné-Bissau não tem forças internas capazes de mudar a situação política, económica e social do país e as forças internas existentes actualmente são as principais responsáveis da situação dramática em que o país se encontra. A história recente da Guiné-Bissau pode-se resumir assim: eleições seguidas de golpe estado, golpe de estado seguido de eleições”, lê-se no documento posto a circular esta sexta-feira.
Os promotores defendem que “a única solução para quebrar o círculo vicioso em que Guiné-Bissau se encontra será através da tutela das Nações Unidas”. Até ao momento da nossa reportagem, o abaixo-assinado já contava com mais 360 assinantes.

Assinar a petição AQUI