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Joseph Pulitzer

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Angola promete apoiar São Tomé na organização dos Jogos

São Tomé - Angola vai apoiar São Tomé e Príncipe na organização dos jogos da CPLP previstos para 2018, informou esta terça-feira, o Ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, que cumpre uma visita ao arquipélago.


O titular da pasta dos desportos de Angola fez este pronunciamento à saída de um encontro com o seu homólogo santomense, Marcelino Sanches.

O governante angolano, que está desde domingo, já visitou o parque dos jogos da Ex-Snecia e o Estádio Nacional 12 de Julho, onde tomou contacto com estas duas infra-estruturas desportivas.

Ministro Muandumba que chegou domingo a capital de São Tomé, para uma visita oficial de cinco dias, participou na noite desta terça-feira em uma mesa redonda cultural na empresa “Dr. Agostinho Neto”, que marca o início das actividades alusiva aos 40 anos da Independência Nacional do arquipélago, conquistada a 12 de Julho de 1975.
 
 
(Gonçalves Muandumba, Ministro da Juventude e Desportos (à esq.) visita São Tomé e Príncipe)
 
 

Lusa apresenta oficialmente site Dias da Independência

A agência Lusa apresenta oficialmente na quinta-feira o site Dias da Independência e a segunda edição da pós-graduação em Jornalismo Internacional em língua portuguesa Lusa/ISCTE, numa cerimónia liderada pela presidente da empresa, Teresa Marques.


O site dias da Independência, de acesso gratuito, foi lançado a 11 de junho e evoca as quatro décadas de autonomia política de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

"Com este site, a Lusa quer assinalar e contribuir para a compreensão de um dos períodos mais importantes da história de Portugal e desses seis países, traduzindo também a sua vocação pela Lusofonia", afirmou Fernando Paula Brito, diretor de informação da Lusa, na altura do seu lançamento.

No site www.independenciaslusa.info é possível acompanhar os acontecimentos mais relevantes dos seus dias históricos de afirmação da independência e o percurso que os conduziu até à atualidade e que também pode ser seguido no Facebook - www.facebook.com/diasdasindependencias.

Com conteúdos multimédia e interativos produzidos pela sua rede de correspondentes espalhados pelo mundo e pelos jornalistas da sua redação, será ainda possível consultar, com acesso livre, as notícias produzidas diariamente pela Lusa sobre esses seis países que se tornaram independentes depois do 25 de Abril de 1974.

A apresentação oficial do site decorre na quinta-feira, 02 de julho, no Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, em Lisboa, e será presidida pela presidente do Conselho de Administração da Lusa, Teresa Marques, tendo sido convidados membros do corpo diplomático dos países de língua oficial portuguesa, bem como representantes do Governo português.

Na mesma cerimónia, será apresentada a pós-graduação em Jornalismo Internacional em Língua Portuguesa Lusa/ISCTE, que tem como objetivo ser uma referência no ensino de excelência do jornalismo em língua portuguesa, focada nos países em que este idioma é língua oficial.

A pós-graduação visa preparar futuros jornalistas e jornalistas para os desafios do setor e, nomeadamente, do jornalismo de agências noticiosas em várias áreas e com enfoque nos seguintes territórios de língua oficial portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

"O foco no empreendedorismo na área do jornalismo, tendo por objeto o apoio à criação de novos projetos jornalísticos com modelos de negócio inovadores, constitui outra dimensão inovadora desta oferta letiva", refere a direção de informação da Lusa.
 
 
(foto:Lusa)
 
 
 

Timor-Leste continua a "lutar" com a Austrália na questão de definir as fronteiras marítimas

O deputado Arão Noe da bancada do CNRT disse que o petróleo existente no Mar de Timor pertence ao país e não a Austrália.


“Continuamos a luta contra a Austrália a fim de conseguirmos obter uma solução sobre a questão das fronteiras marítimas. Neste momento as lideranças do alto nível, como o ex Presidente da República José Ramos Horta, o ex Primeiro Ministro Kay Rala Xanana Gusmão, o Secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, o ex Presidente do Parlamento Nacional, Lu Olo, o atual Primeiro Ministro, Rui Maria de Araújo, o Ministro do Petróleo, Alfredo Pires e o Ministro dos Negócios Estrangeiros Hernâni Coelho reuniram-se para conseguirem encontrar uma solução e defender aquilo que nos pertence”, salientou o deputado.

Anteriormente o ex Presidente da República José Ramos Horta disse que a Austrália não deve negar se a fronteira marítima pertencer a Timor-Leste.
 
 
 
 

Seis meses com um número recorde de refugiados

A grande maioria das 137 mil pessoas que cruzaram o Mar Mediterrâneo em direcção à Europa durante os primeiros seis meses de 2015 estava fugindo de guerras, conflitos e perseguições – o que torna este cenário uma crise de refugiados. Esta é a principal conclusão de um relatório divulgado nesta quarta-feira (01) pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).


Um terço dos homens, mulheres e crianças que chegaram à Itália ou à Grécia pelo mar vieram da Síria, cujos cidadãos têm sido quase universalmente reconhecidos como refugiados ou elegíveis a outras formas de protecção internacional. Os outros dois terços são maioritariamente originários de países como Afeganistão e Eritreia, cujos cidadãos também têm sido normalmente reconhecidos como refugiados.

“Enquanto a Europa debate a melhor maneira de lidar com esta crescente crise no Mediterrâneo, temos que ser claros: os refugiados são a maioria das pessoas chegando à Europa, buscando se proteger de guerras e perseguições”, afirmou o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres.

Dados recebidos da Grécia, Itália, Malta e Espanha mostram que os 137 mil refugiados e migrantes que cruzaram o Mediterrâneo entre janeiro e junho deste ano representam um aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado (quando foram contabilizadas 75 mil pessoas). Historicamente, este fluxo aumenta consideravelmente na segunda metade do ano, particularmente durante o verão europeu. Assim, é esperado um crescimento ainda maior nos próximos meses. Em 2014, por exemplo, as chegadas durante a segunda metade do ano foram quase duas vezes maiores que durante o primeiro semestre.

Mortes – O número de mortes no mar atingiu níveis recordes em abril de 2015, caindo dramaticamente em maio e junho. Entre janeiro e março de 2015, 479 refugiados e migrantes se afogaram ou foram considerados desaparecidos – contra 15 durante os três primeiros meses de 2014. Em abril, a situação se deteriorou ainda mais. Devido a um contínuo número de naufrágios, 1.308 refugiados e migrantes se afogaram ou foram declarados desaparecidos naquele único mês (um número sem precedentes, comparado aos 42 casos registados em 2014).

Em maio, o número de refugiados e migrantes afogados e desaparecidos no mar caiu para 68 – 25% a menos que em abril de 2014 (226 casos). A tendência de queda continuou em junho, com 12 mortes (comparadas a 305 em 2014, no mesmo mês).

“O declínio no número de afogamentos nos últimos dois meses é animador, mostrando que é possível salvar mais vidas no mar com políticas adequadas apoiadas por uma resposta operacional efectiva”, disse Guterres. “Entretanto, precisamos seguir vigilantes. Para os milhares de refugiados emigrantes que continuam a cruzar o Mediterrâneo toda semana, o risco segue sendo real”, completou.

O relatório “The sea route to Europe: The Mediterranean passage in the age of refugees” (ou “A rota marítima para a Europa: a passagem do Mediterrâneo na era dos refugiados” – em tradução livre ao português) revela que a rota leste do Mediterrâneo (da Turquia para a Grécia) é agora mais movimentada que a rota central (do Norte da África para a Itália).

A maioria daqueles que chegam à Grécia são refugiados da Síria. Muitos passaram anteriormente por países vizinhos, como Turquia e Líbano, em busca de protecção. Mas após anos recebendo um número cada vez maior de refugiados e sem o devido apoio internacional, estes países enfrentam um colapso na sua economia e infraestrutura, tornado cada vez mais difícil para os refugiados encontrar trabalho, abrigo, serviços de saúde e de educação. Uma vez que os apelos humanitários para assisti-los continuam subfinanciados, muitos não têm outra opção a não ser seguir viagem.

Na Grécia, onde são oferecidos menos de 2.000 locais de recepção, as limitações de infraestrutura significam condições inadequadas para as pessoas que chegam pelo Mediterrâneo. Muitos refugiados e migrantes continuam sua jornada através da ex-república jugoslava da Macedónia e da Sérvia, em direcção à Hungria. Todos os dias, uma média de mil pessoas entram na ex-república jugoslava da Macedónia pela Grécia – um número cinco vezes maior que a média de 200 entradas verificada há algumas semanas. São frequentes as denúncias de abuso e violência perpetrados pelas redes criminosas de traficantes de pessoas, assim como controles mais rigorosos nas fronteiras.

“A Europa tem uma clara responsabilidade de ajudar aqueles que buscam proteção por causa de guerras e perseguições”, disse Guterres. “Negar essa responsabilidade é ameaçar os fundamentos básicos de humanidade que o sistema europeu trabalhou duro para construir. Os países europeus devem assumir sua parcela na resposta à esta crise de refugiados, tanto em seus territórios como fora deles”, concluiu António Guterres.

A íntegra do relatório está disponível em http://bit.ly/1U7J7j2

Fotos, vídeos e infográficos relacionados ao relatório podem ser acessados na página http://bit.ly/1U7JfyU


(Afegãos em trânsito pela Turquia, desembarcam de um barco na ilha grega de Lesbos. Foto: ACNUR)


























Dia 1 de julho – A morte da pena de morte

“Fica abolida a pena de morte” – é esta a redacção do artigo 1.º da reforma penal e de prisões aprovada por Carta de Lei de 1 de julho de 1867, cujo 148.º aniversário comemoramos.


Portugal, pioneiro na abolição da Pena de Morte

 “Fica abolida a pena de morte” – é esta a redacção do artigo 1.º da reforma penal e de prisões aprovada por Carta de Lei de 1 de julho de 1867, cujo 148.º aniversário amanhã celebramos. Quando alguns responsáveis políticos moderados se tentam em propostas mais radicais de forma a tentar não perder algum eleitorado que parece poder fugir para movimentos populistas, é preciso saber afirmar uma resposta adequada e firme dos Estados A propósito desta medida dizia Victor Hugo a um correspondente português da altura que “Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal (…) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! […]

Quando alguns responsáveis políticos moderados se tentam em propostas mais radicais de forma a tentar não perder algum eleitorado que parece poder fugir para movimentos populistas, é preciso saber afirmar uma resposta adequada e firme dos Estados.

A propósito desta medida dizia Victor Hugo a um correspondente português da altura que “Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal (…) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Disfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida!”.

Na linha desta liderança política e civilizacional foi há quase 8 anos que, sob Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, foi aprovado o Dia Europeu Contra a Pena de Morte, que é agora celebrado com o respetivo Dia Mundial, a 10 de outubro.

Este é um tema porventura ainda mais atual nesta data, até na Europa. É verdade que isso pode surpreender, em especial em virtude da clareza da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, que estabelece que ninguém pode ser condenado à pena de morte. E desde logo face ao texto dos Protocolos 6 e 13 à Convenção para a Proteção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais. Mas também tendo em conta a imposição da abolição a países que visaram aproximar-se da União Europeia, como foi o caso da Turquia.

Mas o certo é que o tema continua a suscitar discussões que vão além do académico. Veja-se o caso da recente colocação do tema na agenda política na Hungria, que alastrou ao Parlamento Europeu, ou de alguns artigos recentemente publicados em Portugal.

Temos motivos fortes e claros para ser contra a pena de morte. É uma solução que atenta contra o direito à vida e dignidade humana de cada um, fazendo-o de um modo injustificado em qualquer Estado de Direito democrático. Constitui uma pena cruel, desumana e degradante. E, entre outras razões, tem efeitos absolutamente irreversíveis em caso de erro na condenação.

Estes e outros fundamentos encontram-se incrustados na genética da evolução europeia. De uma Europa tida como zona livre de pena de morte. Num quadro de progresso civilizacional que é também partilhado por muitos outros países no Mundo, como os que adotaram a matriz lusófona do direito, nomeadamente os países africanos de língua oficial portuguesa e Timor-Leste.

A mensagem é clara: a pena de morte deve ser eliminada dos ordenamentos jurídicos dos países que ainda a preveem e a sua aplicação deve ser suspensa imediatamente. Saúdam-se assim, nesta linha, os mais recentes avanços registados noutras zonas do Mundo, nomeadamente no Estado do Nebraska (EUA).

Voltaremos a este tema para discutir, nomeadamente, como o mesmo se entrelaça com argumentos de eficácia na prevenção dos crimes mais graves, nomeadamente do terrorismo. Num quadro em que movimentos extremistas tentam espalhar o terror – e em que alguns responsáveis políticos moderados se tentam em propostas mais radicais de forma a tentar não perder algum eleitorado que parece poder fugir para movimentos populistas – é preciso saber afirmar uma resposta adequada e firme dos Estados, que congregue também a necessária adesão.

Importa, penso, liderar as causas políticas de modo a preservar o que são avanços civilizacionais já obtidos, no que Portugal tem pergaminhos que deve continuar a trilhar, neste e noutros temas, na Europa e fora dela.



Alguns dados históricos:

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/224918.html



CEAUP – Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto

O Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) é uma organização de investigação e cooperação multidisciplinar e multicultural formada em 10 de Novembro de 1997. Reúne investigadores, docentes universitários e estudantes de instituições nacionais e internacionais.


Compreende três dimensões:


1. Desde 1999, uma Unidade de I&D financiada pela FCT com o nº495. A investigação abrange vários domínios científicos, sobretudo das ciências sociais e humanas, com o objectivo de desenvolver investigação científica, fundamental e aplicada, sobre África.

2. Uma sociedade científica que colabora com a Universidade do Porto na organização e leccionação de cursos em Estudos Africanos, promove o intercâmbio entre docentes de instituições africanas, europeias e brasileiras e outros eventos académicos.

3. Uma ONGD, direccionada para a elaboração e cooperação em projectos de desenvolvimento e de educação para o desenvolvimento, enquadrados em parcerias com instituições nacionais e internacionais operando em África. A dimensão dupla de investigação/acção reconhece-se como vantajosa, tanto para a primeira como para a segunda vertente.

O CEAUP publica regularmente revistas e livros, que podem ser consultados na rubrica Publicações na página principal.









São Tomé e Principe, leiloou 3€ milhões de euros em bilhetes de tesouro e supera expectativas

O Governo de São Tomé e Príncipe decidiu introduzir pela primeira vez o Bilhete de Tesouro no mercado financeiro para fazer face a dificuldades de tesouraria devido a atrasos no pagamento de fundos de ajuda externa. O Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) anunciou hoje em comunicado que o leilão de três milhões de euros em bilhetes de tesouro a 29 de junho "foi bem-sucedido".


De acordo com o comunicado, a "procura global" dos bancos comerciais "ultrapassou o montante da oferta".

O bilhete de tesouro é um instrumento financeiro amplamente utilizado pelos governos, tanto a nível das economias mais avançadas como nas economias em desenvolvimento.

"A sua utilização pode ser para fins de política monetária ou política fiscal, enquanto mecanismo de financiamento alternativo a curto prazo", refere o comunicado do Banco Central são-tomense.

O BCSTP conclui dizendo que "continuará a dotar o sistema financeiro de instrumentos passíveis de facilitar o seu contributo no processo de desenvolvimento da economia nacional".
 
 
 
 

Solidariedade com Tekbar Haddi

Na sequência de um apelo internacional lançado pelo movimento de apoio a Tekbar Haddi, uma mãe saharaui que esteve 36 dias em greve de fome, e no contexto de uma cadeia de solidariedade que envolve já vários países, as cidadãs portuguesas Isabel Lourenço e Helena Brandão irão realizar das 15h00 de dia 1 de julho às 15h00 de dia 2, 24 horas de greve de fome, em frente à Assembleia da República.


Compreendemos que nem todos possam ou queiram fazer 24 horas de greve de fome, mas há muitas outras formas de ajudar: passando por lá para nos dar força e visibilidade à iniciativa, mobilizando as vossas organizações ou movimentos, ajudando na divulgação ou escrevendo missivas solidárias para podermos enviar a Tekbar Haddi…


MAIS INFORMAÇÃO AQUI: 
http://bissauresiste.blogspot.pt/2015/06/activistas-portuguesas-fazem-24-horas.html



Como é ? !











Cabo Verde acolhe mostra de filmes da G-Bissau

A cidade da Praia acolhe, desde segunda-feira, uma mostra de filmes da Guiné-Bissau, no âmbito das festividades do 40º aniversário da independência de Cabo Verde, apurou a PANA de fonte da organização.


Em cartaz vão estar seis filmes, quatro dos quais são da autoria de Flora Gomes, o mais conceituado realizador bissau-guineense da actualidade.

Entre as películas que serão exibidas no cinema da parte histórica da capital cabo-verdiana figura “República de Meninos”, a mais recente longa-metragem de Flora Gomes, a que se juntam o filme “Os olhos azuis de Yonta”, “Mortu Nega” e “Nha Fala”, este último filmado em Cabo Verde.

Os outros dois filmes, assinados por Sana Na Hada, são “Xime” e “Bissau de Isabel”.

A mostra, que irá decorrer até 4 de julho próximo, véspera da data da proclamação da independência de Cabo Verde, em 1975, é a primeira iniciativa do projecto “Guiné-Bissau em Cabo Verde e Cabo Verde na Guiné-Bissau”.

Este projecto resulta de uma parceria recentemente celebrada entre a Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACAV) e o Instituto de Cinema e Audiovisual da Guiné-Bissau com o propósito de levar ao conhecimento mútuo a filmografia de cada um dos desses países que viveram uma luta comum contra o colonialismo português para a independência nacional. A mostra, patrocinada pela Presidência da República de Cabo Verde e pela Câmara Municipal da Praia, conta também com o apoio do Consulado da Guiné-Bissau em Cabo Verde, da Associação de Guineenses residentes no arquipélago e da empresa Expo Arte.
 
 
 
 

Portugal está entre os países mais seguros do mundo

Portugal está entre os países mais seguros do mundo. A conclusão é do ranking anual “Global Peace Index” ["Índice Global da Paz"], que mediu os níveis de segurança e de paz de 162 países.

 
O relatório, divulgado recentemente, mostra Portugal em 11.º lugar numa lista liderada pela Islândia, a Dinamarca, a Áustria e a Nova Zelândia. Do lado oposto está a Síria, o país menos pacífico e seguro do mundo e que ocupa o último lugar do ranking, a seguir ao Iraque, ao Afeganistão e ao Sudão do Sul.

Moçambique surge em 80º lugar, seguido pela Guiné Equatorial, enquanto que Angola ocupa a 86ª posição e o Brasil a 103ª. Já a Guiné-Bissau está no 120.º lugar.

O ranking é elaborado pelo Institute for Economics and Peace, sedeado em Sidney, na Austrália, e baseia-se na análise de critérios como a segurança pública, a violência exercida pelas polícias, a criminalidade grave, a justiça social, a actividade terrorista, a existência de conflitos armados, a militarização, a desigualdade de género, o PIB ou o comércio de armas.

Entretanto, esta tarde foi conhecido um outro ranking, elaborado pelo britânico Foreign and Commonwealth Office (FCO) e que indica os países mais e menos seguros para viajar. Portugal apresenta "risco latente" no que diz respeito à possibilidade de um ataque terrorista, situando-se num nível intermédio juntamente com países como a Áustria ou a Croácia.

Já a Espanha, a França, o Egipto e a Turquia são os destinos mais inseguros e com maior possibilidade de sofrerem atentados.
 
 
 
 

UE lança projecto que ambiciona ajudar 400 jovens a ter emprego

A União Europeia (UE) e um conjunto de parceiros vão lançar na terça-feira um projecto que ambiciona apoiar 400 jovens a procurar emprego ou a criarem o seu próprio negócio, anunciou a delegação da UE em Bissau.


"O projecto visa diminuir o desemprego juvenil nas Regiões de Bissau e de Cacheu através do apoio ao empreendedorismo e do fortalecimento da formação profissional", anunciou a delegação em comunicado.

A iniciativa arranca com uma cerimónia de apresentação e vai ter "uma duração de três anos", referiu a UE, em comunicado.

As actividades estão orçadas em 614 mil euros, concedidos em 90% pela UE e no restante pelos três parceiros (Congregação dos Josefinos de Murialdo, associações Engim e Mani Tese) responsáveis pela execução.

Está prevista a criação e o acompanhamento de novas pequenas empresas, a abertura de um laboratório de trabalho para os jovens empresários e o arranque de um balcão que funcionará como um centro de emprego - "um ponto de referência para os jovens à procura de estágios e de trabalho".

A organização espera que o projecto consolide "um lugar para compartilhar experiências, ideias, competências, mas também instrumentos e meios materiais comuns, úteis ao melhoramento das próprias actividades", acrescentou.

Há também a expectativa de "estreitar o relacionamento entre centros de formação, empresas e instituições públicas", entre outras entidades, de maneira a "acompanhar adequadamente a inserção no trabalho dos jovens guineenses".
 
 
 
 

Drama em Burundi

Cerca de 10 mil refugiados fugiram de Burundi nos dias 27 e 28 de junho, antes que as autoridades conseguissem fechar as fronteiras antes da realização das eleições parlamentares nesta segunda-feira (29), declarou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).


A porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, explicou que a fronteira do Burundi ficaria fechada por 48 horas de acordo com a prática habitual durante as eleições, forçando refugiados a cruzar a fronteira através da floresta.

Receando mais deslocamentos, a agência da ONU e seus parceiros lançaram um apelo equivalente a 207 mil dólares para proteger e assistir até 200 mil burundianos.
Até agora, aproximadamente 144 mil burundianos foram registados como refugiados nos países vizinhos desde o início da turbulência política do país, em abril.

No entanto, acredita-se que muitos outros fugiram do país, mas não foram registrados. Os últimos números oficiais mostram que há 66 mil na Tanzânia, 56 mil em Ruanda, 9,038 mil em Uganda, 11.500 mil na República Democrática do Congo e 400 na Zâmbia.

Após as eleições legislativas, os burundianos devem voltar às urnas no próximo 15 de julho para escolher seu presidente. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon incentivou as autoridades do país a postergar o pleito para um momento mais propício, que permita a realização de eleições “inclusivas, transparentes e pacíficas”.

As tensões políticas se iniciaram em 26 de abril na capital Bujumbura depois do partido no poder indicar o actual presidente Pierre Nkurunziza como seu candidato para um terceiro turno, em gesto inconstitucional.


(Refugiados do Burundi, a maioria mulheres e crianças, esperam na margem do Lago Tanganicaa para serem transferidos de barco para Kigoma e depois para o campo de refugiados de Nyarugusu. Foto: ACNUR/ B. Loyseau)    






Quase metade da população ainda utiliza fontes não melhoradas de abastecimento de água

Os técnicos sanitários revelaram que, na Guiné-Bissau, 44 % da população ainda utiliza fontes não melhoradas de abastecimento de água, que muitas vezes contêm altos níveis de contaminação.


Os dados foram avançados esta terça-feira, 30 de Junho, à PNN, pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA), durante a cerimónia de apresentação de um seminário intitulado «Prevenir doenças humanas através de uma saúde animal e ambiental».

Trata-se de uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Saúde Publica, da Direcção-geral da Pecuária, do Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas, da ONG Acção para o Desenvolvimento, da União Internacional para Conservação da Natureza e do SWISSAID.

Esta apresentação refere que a biodiversidade vegetal tem benefícios tanto para a saúde como para a economia, porque tem sido a maior fonte de medicamentos naturais até à data.
«As alterações no ambiente também ameaçam o nosso abastecimento natural de água doce, os ecossistemas ajudam a regular o fluxo de água e a quantidade de sedimentos e contaminantes nos nossos recursos hídricos», destaca documento do INASA.

Noutro capítulo, a apresentação do INASA revela o aumento do contacto entre a população e a fauna selvagem, dando como exemplo a infecção por vírus Nipah (Malásia, 1998) originada pela migração de morcegos da Indonésia para a vizinha Malásia, infectando espécies de suínos e depois humanos, e o Hantavirose (zoonoses virais agudas transmitidas por roedores), que se verifica quando, na procura de alimentos, os roedores silvestres entram nas povoações.

«A desflorestação destrói a diversidade de mosquitos e apenas as espécies mais fortes sobrevivem à paisagem desmatada, que apresenta clareiras e reservatórios de água expostos à luz, que constituem um ambiente perfeito para a reprodução do vector transmissor do paludismo», sublinha o documento.

No capítulo de introdução o documento informa que, actualmente, muitos dos desafios globais da saúde estão ligados ao declínio da biodiversidade e dos ecossistemas, onde se precisa da variedade da vida animal e vegetal para uma adequada alimentação humana, a desflorestação e a queima.

«As dioxinas (poluentes orgânicos persistentes), são libertadas e causam danos no sistema reprodutivo, imunitário, interferem com as hormonas e ainda estão associadas aos muitos cancros», refere o INASA com base nos dados da OMS de 2014, com um tempo duração que varia entre os sete e os 11 anos.

Uma das preocupações levantadas por esta instituição durante a presentação prende-se problemas dos gases estufa, que causam problemas respiratórios, alergias, dores peitorais e irritação na garganta.

No capítulo de desflorestação e seca, o texto descreve que a seca pode propiciar o aparecimento de vectores e de animais reservatórios, devido à procura de água junto das habitações, doenças respiratórias, redução da qualidade do ar, mãos infectadas, sendo muito frequente a diminuição da higiene devido à escassez de água. A qualidade do ar é o principal risco ambiental para a saúde.

«A desflorestação influencia a qualidade do ar, que por consequência tem o seu efeito negativo na saúde humana, nomeadamente doenças respiratórias (agudas e crónicas), cancro dos pulmões, doenças cardíacas», sublinha o documento.

No que concerne às chuvas ácidas, o documento informa que estudos epidemiológicos sugerem uma ligação directa entre a acidez atmosférica e a saúde das populações, descervendo que o cobre libertado foi implicado em algumas epidemias de diarreia em crianças e o aumento da ocorrência de casos da doença deAlzheimer por contaminação da água com alumínio.

Quanto a perspectiva de controlo sanitário na Guiné-Bissau, o INASA defende que a manutenção dos ecossistemas é absolutamente vital para a prevenção de doenças e promoção de uma boa saúde, informando que muitas doenças humanas importantes tiveram origem em animais, e assim, as mudanças nos habitats de populações animais podem afectar a saúde humana, positiva ou negativamente.

A prática diária de cuidados básicos de higiene, a observação das medidas de biossegurança por parte do pessoal de saúde, a criação/reforço do sistema de vigilância e notificação comunitária, constam ainda entre as perspectivas de controlo sanitário defendidas pelo Governo, através do INASA.

O documento termina com recomendações sobre implementação do Regulamento Sanitário Internacional, sobretudo nos pontos de entrada (aeroportos, portos, fronteiras terrestres), sensibilização comunitária com implicação das rádios comunitárias, líderes comunitários, promover a criação de um observatório para o seguimento da interacção saúde Vs. biodiversidade e mudanças climáticas, a criação de estruturação das redes de laboratórios para a vigilância, investigação e resposta, assim como o reforço das capacidades institucionais para a operacionalização das acções entre os sectores concernentes.
 
 
 
 

Comunicado do PUSD








Comunicado

Reunida a Comissão Política Nacional do PUSD – Partido Unido Social Democrata –, no dia 30 de Junho do corrente mês, e tendo procedido a uma aturada análise da situação interna do Partido e, igualmente, da situação política actual, adoptou as seguintes resoluções:
  1. Congratular com os esforços que a Presidente do PUSD, Dra. Carmelita Pires, vem exercendo no actual Governo, em prol da paz, da justiça e da legalidade;

  2. Congratular com o actual clima de paz reinante no país;

  3. Exortar os actores políticos, a Sociedade Civil, os titulares de órgãos de soberania e todas as forças vivas da Nação a não pouparem esforços no sentido da manutenção da paz, da harmonia e da confiança, na base do respeito recíproco e interdependência e estrita observância da Constituição e demais leis da República;

  4. Instar os titulares de órgãos de soberania a enveredarem pelo diálogo e pela concertação como o único caminho capaz de devolver integralmente a dignidade na condução dos destinos do Estado;

  5. Apelar ao Senhor Presidente da República para que, no quadro das suas atribuições e competências constitucionais, procure paciente e pedagogicamente agir de molde a esgotar por todos os meios pacíficos de resolução de reais ou eventuais problemas existentes, evitando assim a utilização da figura legítima de derrube de um Governo – que apenas teria o condão de perpetuar a instabilidade e de gerar novas crises institucionais, com consequências nefastas imprevisíveis para a Guiné-Bissau e para os guineenses.

  6. Conferir a Senhora Presidente do PUSD, Dra. Carmelita Pires, os plenos poderes para, em nome do PUSD e junto ao Governo e outros órgãos de soberania, exercem uma activa magistratura de influência em prol da estabilidade política, da paz e do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

  7. Aprovar, com emendas, o Plano de Actividades para o período de Julho a Dezembro, apresentado à Comissão Política Nacional pela Senhora Presidente do PUSD, Dra. Carmelita Pires.


Feito em Bissau, aos 30 dias do mês de Junho de 2015.

A Comissão Política do PUSD