Fotos publicadas em R.Jovem 24/9/2016
COM O TEMPO UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA, FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMO
Joseph Pulitzer
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sábado, 24 de setembro de 2016
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Na saúde e na doença, todos os dias da minha vida
Se a gratidão mais sincera e profunda tinha próprio rosto, que seria a Mihaela Cobzariu. Nascido na Roménia, mãe de seis e 35 anos de idade, chegou à Espanha em 2007, pelo então marido e grávida de seu quinto filho, mas logo seu parceiro voltou para casa, e rapidamente teve de começar trabalhar para trazer a família sozinha.
"Em parte, cheguei à Espanha, porque o meu filho veio com o cordão umbilical enrolado no pescoço, e ele precisava fazer uma cesariana de mim e do meu país era impossível", explica. Entretanto "em breve meu marido me deixou, e embora eu tenha os meus pais e meus irmãos aqui, eles nunca me ajudaram".
Inicialmente, ele morava na cidade vizinha de Berja, e começou a lutar sozinho, mas fortemente sobre o futuro de seus cinco filhos. "Ele pagou cem euros por mês, e em seguida, trabalhou em bares e restaurantes como ajudante de cozinha", explica. No entanto, com tantas bocas para alimentar, e no porta-malas de uma crise que não poupou ninguém, Mihaela teve muitas dificuldades para chegar à frente, e logo teve que buscar o apoio dos Serviços Sociais. "Primeiro, o apoio da comunidade, e depois foi para serviços especializados, Tratamento Equipe Família" encontrando a assistente social, Trinidad Fernández, e psicólogo, Salvador Acuña. "Eles são minha família, eu só posso dizer obrigado, e obrigado, por terem me tratado melhor do que a minha família", Mihaela se apressa a esclarecer.
E o amor veio
Mas no final de 2008 ela conheceu Mandjao, "graças à namorada de um amigo meu conheci-a, e um dia que nos conhecemos e começamos a conversar, e conversar, e conversar, e eu comecei a entender sua situação e me comprometi a apoiá-la em tudo o que eu podia, para ela e seus filhos ", diz ele. Assim, o casal começou seu relacionamento no ano seguinte, e logo depois começaram a viver juntos, e mesmo durante vários anos foram muito feliz, enquanto os cinco filhos que teve de seu casamento anterior, se juntou a um conjunto, o família menor, que conta actualmente com quatro anos.
Ao longo do tempo, a situação económica piorou e Mandjao, natural de Guiné-Bissau sem documentos, ele foi obrigado a emigrar para a Suíça no final de 2011 em busca da necessidade de manter o seu apoio financeiro da família. No entanto, os resultados esperados não vingavam e ele achou muito difícil estabilizar neste país, e ela não podia manter os seus seis filhos.
Foi definitivamente um dos piores momentos para o casal. Como explicado a partir da área de Serviços Sociais ", oferecemos a opção de uma custódia administrativa para as crianças, ela tentou melhorar a sua situação de moradia e trabalho." Assim, enquanto Mihaela começa a se recuperar, depois de um ano e meio de distância, Mandjao retorna para El Ejido.
Os mais atingidos
Mihaela continua com um dos momentos mais difíceis de sua vida. "Em janeiro do ano passado, foi diagnosticado com câncer inoperável do útero". Depois de iniciar um tratamento de emergência de radioterapia no verão passado, e uma vez que melhorou depois de se reunir com o seu pequeno em setembro passado, Mihaela e Mandjao decidiram casarem-se para garantir o futuro de seus filhos, sua família.
"Foi um dia bonito, vestido, maquilhagem, deu-nos as fotos, as nossas alianças, um bolo foi emocionante, eu não vou parar de agradecê-los para sempre, para o resto da minha vida", com gratidão. Em 12 de dezembro, a partir da cidade de El Ejido, e cercado por seus filhos, amigos e familiares, bem como praticamente toda a equipe de Serviço Social, o casal disse que sim eu quero uma cerimónia civil emocional em que o amor, gratidão e luta foram igualmente os protagonistas.
Há pouco mais de mês e meio depois daquele dia emocional, e casamento looks com esperança e optimismo nos resultados mais recentes para a evolução de seu câncer, enquanto continua confiante de que qualquer empresa ou indivíduo, se ofereçam para dar o seu apoio como uma oportunidade para um trabalho.
Na saúde e na doença, na riqueza, na pobreza, para eles, todos os dias de suas vidas.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Vencer a desconfiança
O ANO de 2015 arranca com sinais positivos na Guiné-Bissau, mas a História aconselha cautela: 2012 também se antevia com esperança e foi o ano do mais recente golpe de Estado, do qual o país só agora recupera.
Para vencer a desconfiança da população e do resto do mundo, a Guiné-Bissau terá que consolidar a estabilidade política conquistada em 2014, iniciar a reforma do sector da segurança e defesa e gerar receita interna de uma forma sustentada.
Estas são as prioridades já apontadas pelas autoridades eleitas o ano passado, lideradas pelo Presidente da República, José Mário Vaz, e pelo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, ambos aplaudidos pela comunidade internacional.
Com maioria no Parlamento - reforçada com a inclusão dos partidos da oposição no Governo -, o executivo do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) depende de si próprio e da união do partido para avançar sem sobressaltos.
PRIORIDADES
Neste cenário, o Governo elegeu como prioridade uma reforma que renove os militares e forças de segurança, acabando com facções tentadas a semear instabilidade e tomar o poder ciclicamente e dando garantias seguras a quem vai para a reforma.
Será uma tarefa para durar alguns anos e que Domingos Simões Pereira pediu para ser incluída no novo mandato da força de estabilização estacionada na Guiné-Bissau, a ECOMIB.
Actualmente, a força é composta por efectivos de países vizinhos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), mas o primeiro-ministro quer que, este ano de 2015, os demais parceiros multilaterais “sejam integrados: a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Africana e a União europeia, sob a coordenação das Nações Unidas”.
Ontem previa-se uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, na qual o representante da ONU na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, apresentaria uma avaliação da missão no país, nomeadamente sobre o seu alinhamento com as prioridades apontadas pelo Governo.
Do encontro esperam-se coordenadas acerca do papel que a missão das Nações Unidas vai assumir a partir de Fevereiro - mês em que termina o actual mandato do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).
Para o próximo mês de Fevereiro, está a ser preparada uma mesa redonda de doadores, em Bruxelas, e Domingos Simões Pereira já anunciou que a estratégia de desenvolvimento da Guiné-Bissau vai estar centrada na biodiversidade.
NÃO SEREMOS MAIS FARDO
“Estamos perante o grande desafio de falar de uma Guiné positiva que desafia os parceiros”, referiu o líder do Governo numa apresentação pública, em Outubro: “não seremos mais um fardo, mas uma pérola que deve ser valorizada”.
O Orçamento do Estado para 2015 é de 148 mil milhões de francos CFA (cerca de 225 milhões de euros) e as autoridades, pela voz do Ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins, defendem maior arrecadação de impostos para haver contas sustentáveis - uma posição em que têm sido secundadas por organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI), que no ano passado retomou os empréstimos ao país.
As medidas tributárias, numa economia quase toda informal, associadas a cortes no aparelho de Estado podem trazer contestação - que já se verificou, por exemplo, com a saída de mais de 100 excedentários do Porto de Bissau que tinham passado a estar nas folhas de salário após o golpe de 2012.
Na agenda dos temas quentes para o presente ano estará também o futuro do Fundo de Promoção às Iniciativas Industrias (FUNPI), dinheiro cobrado pelo Estado a quem produz e exporta caju.
A contribuição diminui a margem de lucro dos agricultores e nunca foi aplicada em iniciativas empresariais, pelo que o novo Governo excluiu-a do Orçamento do Estado para 2015 para proceder a uma auditoria.
Nas lutas do dia-a-dia, os problemas da população mantêm-se.
A maioria da população vive na pobreza, em habitações precárias, com limitações no acesso à uma alimentação saudável, ao ensino e a serviços médicos.
Mas nas ruas nunca se perde a esperança. Nem a paciência.
ESTABILIDADE É NECESSÁRIA
Luís Vaz Martins fala de 2015 a sorrir, depois de anos duros: após o golpe de Estado de 2012 na Guiné-Bissau, o presidente da Liga dos Direitos Humanos chegou a viver escondido, afastado da família e sob disfarce.
“Tive experiências muito amargas, com colegas, por defendermos os direitos humanos e o Estado de direito. Custou-me ter que viver na condição de refugiado dentro do meu próprio país”, contou à Agência Lusa.
As facções militares e políticas, gozando de impunidade, não toleravam a denúncia de agressões físicas e outras violações dos direitos fundamentais a que nem membros do Governo de transição escaparam.
As eleições de 2014 trouxeram estabilidade e esperança e 2015 “deve dar sinais muito fortes no sentido da mudança, para que realmente possamos experimentar formas de viver diferentes da anarquia e do caos que tem sido a realidade”, referiu Luís Vaz Martins
Um optimismo moderado ao olhar para a História do país.
“Seria no mínimo utópico pensar que 2015 é o ano de todas as mudanças”, disse, até porque a Guiné-Bissau continua a ser “imprevisível”, mas perspectiva-se uma viragem decisiva, por exemplo, na organização militar.
“Estou em crer que será o ano do início das grandes reformas no sector da segurança, porque sem elas qualquer crispação no plano político terá repercussões. Porque haverá intervenção das Forças Armadas”, sublinhou.
(in: noticias)
segunda-feira, 14 de julho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Entrevista: Domingos Simões Pereira, 1º Ministro da G-Bissau
Os olhares internacionais estão colocados no novo primeiro-ministro da
Guiné Bissau,eleito em Maio passado, Domingos Simões Júnior. Será capaz manter uma estabilidade
política no país? Será alvo de um novo golpe de Estado? Como vai
governar este frágil país no mapa do mundo como uma espécie de
'narco-Estado'?
O Governo português
está há espera de saber que garantias vai dar o novo Governo que
permitam restabelecer os voos diretos da TAP. Pode adiantar quais vão
ser?
É evidente a vontade das partes em rapidamente criar
condições para a retoma dos voos diretos para Portugal. Já escrevi em
tempos, quando tive uma experiência no jornalismo, que o voo da TAP não é
simplesmente um voo comercial, é um acontecimento cultural. As pessoas
vão ao aeroporto receber o voo da TAP mesmo sem ter alguém a chegar ou a
partir. Portanto, quando alguém vem forçar um sentimento adverso a isso
é porque, provavelmente, tem uma agenda política. O que aconteceu foi,
de facto, uma agenda política com vários aproveitamentos. Muito
lamentável da parte de muita gente e prejudicando a todos. Prejudicando a
imagem do país, prejudicando a relação entre dois povos que são
irmãos, tentando introduzir um elemento de desconfiança completamente
dispensável.
Mas o que está em causa são essencialmente garantias de segurança, certo?
O
que temos de fazer é afastar os fatores que transformaram aquela que
devia ser uma relação normal entre Estados, traduzidos em empresas, numa
agenda política. Vou dar três exemplos. Se um Estado tem dificuldades
em seguir os seus fluxos migratórios, deve reconhecer essa necessidade.
Teríamos certamente interesse em beneficiar de apoio internacional,
através da cooperação, para criar uma capacidade própria de fazer o
seguimento desses fluxos. Segundo, se temos dificuldade em controlar a
manipulação dos documentos que emitimos, pode também ser objeto de
reforço de capacidade por parte dos nossos parceiros internacionais; se
há um problema de disciplina por parte das entidades que operam no
aeroporto - há várias autoridades no aeroporto - elas devem submeter-se a
uma mesma autoridade, de quem gere o aeroporto. Há um claro problema
técnico de competências. Mas, infelizmente, em vez de uma abordagem
técnica sobrepôs-se uma agenda política e tentou-se mobilizar um
sentimento nacionalista, do género "estamos em 'guerra' com Portugal e é
preciso demonstrar a nossa força". Ouvi o porta voz do Governo,na
altura, a falar nesse sentido. Se há um problema de base técnica, tem
que se resolver. Tem que se evitar a utilização abusiva de
aproveitamentos políticos de situações que não o merecem.
Como vê neste momento a Guiné-Bissau?
A
Guiné-Bissau é um país à procura de uma afirmação positiva. Temos
dúvidas se isso se faz confrontado aqueles elementos reconhecidamente
negativos ou criando pontes, mesmo com esses elementos. A Guiné está
exatamente nesse dilema. A população está cansada e, em certa medida,
mobilizada para experimentar algo diferente. Mas ao mesmo tempo receosa
de se empenhar porque não sabe o que vai dar.
Quando tomar posse deverá encontrar os cofres vazios. Como vai governar?
Se
se confirmar que os cofres estão completamente vazios estamos numa
situação muito dificil. Herdamos uma situação de cerca de seis meses sem
salários e ainda por cima com os cofres vazios. É dificil de imaginar
um cenário desses. Julgo que a primeira coisa a fazer é dizer a verdade
às pessoas. A seguir tomar as medidas necessárias para recuperar as
receitas. Nada justifica isto. É preciso estabelecer um ambiente de
confiança. Toda a nação guineense tem que perceber que vive
fundamentalmente do seu esforço e dos seus recurso. Estamos numa
situação extraordinariamente grave. Vamos ter de pedir os apoios
necessarios para sair do buraco em que nos encontramos. Mas,
paralelamente, temos de demonstrar responsabilidade no uso daquilo que
for a angariação de recursos a nível internacional. Todos os guineenses
estão atentos ao que vai acontecer. O que eu digo é que tem de haver uma
mudança de atitude das pessoas. Temos de ser mais responsáveis. Não é
um problema das caras novas que vão surgir. São caras novas, mas, na
grande maioria, são caras novas que já cá estão.
A oposição tem um papel a desempenhar nesta nova fase da Guiné-Bissau?
Apesar
da maioria absoluta lançámos processo de diálogo com todos os partidos.
Quisemos também deixar sinal muito forte ao PRS, o maior partido da
oposição, que, independentemente dos resultados, há um conjunto de
reformas estruturais da sociedade guineense que necessita de contar com a
participação do PRS. Qualquer programa de reforma necessita de dois
terços do parlamento e decidimos não aguardar por esse momento,
Antecipámos o processo de diálogo. Isto tranquiliza muito a sociedade
guineense pois significa que há um esforço de ambas as partes de
oferecer tranquilidade ao país.
Ramos-Horta,
actual enviado especial da ONU em Bissau, defende uma amnistia aos
militares envolvidos no golpe de Estado. Concorda?
A
questão da amnistia tem sido muitas vezes tratada não no melhor espaço
nem no melhor momento. Depois do golpe de estado de 12 de abril, as
opiniões extremaram-se na Guiné Bissau em relação aos militares, à forma
como toda essa questão dos perdões, da reconciliação, é tratada. Ou
seja, a linha que passou a dividir a tolerância e a reconciliação ficou
bastante próxima do outro lado que é a impunidade. Se, por um lado,
ninguém quer promover a impunidade, por outro todos reconhecem que há
necessidade de alguma abertura para o entendimento entre as partes.
Anunciar a amnistia como a formula de solução para o problema não me
parece ser a abordagem mais correta. Os guineenses precisam falar numa
reconciliação, construída pelo diálogo. Se o diálogo, visando a
reconciliação, resultar na a aprovação da amnistia, todos estaremos bem
servidos. Quando começamos a abordagem falando da amnistia corremos o
risco de parecer que estamos a promover a impunidade. Não queremos
correr esse risco. Os guineenses não querem. Desde 1974 houve cerca de
uma dezena de golpes de Estado, entre tentativas e concretizados. Muitas
situações nunca foram esclarecidas. Chegámos a 2014, parece que
finalmente tanto a opinião pública nacional, como a internacional, em
uníssono dizem 'Basta!'. Agora, quando se diz 'Basta!' todo o mundo está
de acordo. Qual é a tradução efetiva desse 'Basta!. É tolerância zero? É
conversar? Numa perspetiva de abordam de política interna o que dizemos
é precisamos promover melhor o diálogo entre os atores políticos
nacionais. Sejam partidos políticos, a sociedade civil ou a própria
sociedade castrense. Todos precisam de se envolver num diálogo
abrangente, visando a reconciliação nacional. Mas para se chegar à
reconciliação temos de ser capazes de abordar a verdade. Dizer a verdade
como as coisas de facto são. Portanto esse diálogo irá permitir que o
guineense decida claramente que caminho quer percorrer. A reconciliação é
o nosso objetivo. A formula para lá se chegar é o diálogo. Se o diálogo
recomendar a amnistia será um um ingrediente para o processo de
reconciliação e não a solução do problema.
Como vai romper com a imagem internacional da Guiné como um 'narco-Estado'?
Há
uma grande pressão internacional no sentido do Estado, já de si frágil,
enfrentar o narcotráfico. A tendência é os Governos começarem por fazer
declarações sonantes em como vão combater o narcotráfico. Como se se
tratasse de uma questão exclusivamente de vontade. Não é muito justo
nem muito sério pedir a um Estado como a Guiné-Bissau que, por via
exclusiva dos seus próprios meios seja capaz de denunciar, combater e
eliminar o narcotráfico. Tem que haver ação combinada. A denuncia do
fenómeno compete ao Estado; a criação de legislação que coloquem os
praticantes numa situação de fora de lei. Mas o Estado só terá condições
de promover esses dois elementos se formos capazes de dotar as
instituições de meios para enfrentar esse combate. E, finalmente,
encontrar alternativas melhores do que aquelas que o mundo do crime
oferece. Se para além da fraqueza do Estado o crime compensa fica
difícil promover esse combate. Tem que haver um compromisso nacional, um
regional mas, sobretudo, internacional. Tem que haver um compromisso
internacional para reforçar as instituições.
A visita do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, foi importante nesta altura?
Foi a parte visível
de todo um trabalho de reaproximação que vinha a ser feito há algum
tempo. Participei antes em reuniões com o primeiro-ministro-português,
como o ministro dos Negócios Estrangeiro. Desta vez, gostei muito de
descobrir um secretário de Estado positivamente virado para África e sem
qualquer complexo de o assumir, despido de quaisquer preconceitos.
(in: DNPolitica)
terça-feira, 20 de maio de 2014
Destino das meninas raptadas na Nigéria
De acordo com alguns especialistas a participação activa dos EUA o destino das meninas raptadas na Nigéria é ditada por interesses de Washington na região Africano , em particular, o seu objectivo é aproveitar os seus recursos naturais, concluem.
230 meninas da escola da cidade Chibok na província de Bourne, foram sequestrados no dia 14 de abril. Desde então, os protestos na Nigéria são feitas quase que diariamente : as pessoas exigem ação decisiva o seu Governo.
Enquanto isso, "a comunidade internacional hipócrita começou a anunciar os seus próprios presidentes ", disse Liubov Lulkó em um artigo publicado no site " Pravda.ru ". Diversas celebridades ocidentais e pessoas famosas como Michelle Obama, Carla Bruni e Angelina Jolie, entre outros, aderiram à campanha, que visa mais de 200 crianças em idade escolar nigerianas sequestradas no mês passado pelo grupo terrorista Boko Haram são liberados.
"Mas onde estavam eles quando morreram crianças sírias? Não é um prelúdio para enviar americanos para o país mais rico em petróleo tropas África", pergunta o repórter.
Lágrimas de crocodilo do Ocidente
Finalmente, EUA e o Reino Unido enviou para a Nigéria dezenas de pessoas, incluindo diplomatas, conselheiros militares e policiais e agências de inteligência para resgatar os reféns, a transmissão da mídia ocidental. Esses "especialistas" negociar com Boko Haram, um treinado islâmico que se dedica ao assassinato em massa e roubo.
"Ter gestos humanitários, e digamos, derramar lágrimas de crocodilo é muito selectiva no Ocidente. É uma campanha publicitária muito desagradável que se desenvolve no contexto de uma política global agressiva em todos os continentes. É difícil imaginar que Obama só esticar a mão para crianças sírias, enquanto o outro dá armas para bandidos constantemente atravessam a fronteira com a Síria", diz Vladimir Anokhin, vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos da Rússia.
"E a Nigéria é um pouco neutro. "Eu só vou mostrar minha humanidade em algum lugar. Onde estão os meus interesses, é a minha democracia". É a explicação psicológica de tudo isso", disse o cientista político.
Nigéria, o Sudão é outro?
Na semana passada, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, rendeu-se e aceitou a ajuda dos norte-americanos e dos ingleses para libertar as meninas. Isso provocou um acalorado debate nos meios de comunicação e blogs nigerianos que dizem que este gesto do presidente mostra seu total desamparo e dando soberania para estrangeiros. As pessoas não vêem nas acções de Washington e Londres outra vontade ou fazem outra leitura: a utilização do movimento Boko Haram para atingir seus objectivos através do Comando Africano das Forças Armadas dos EUA (Africom), o antecessor do que foi contra Jonathan, escreve o diário ' Vanguard '.
Sobre os verdadeiros interesses dos EUA na Nigéria também escreve "Global Research" em parte "intervenção humanitária na Nigéria: Boko Haram é uma outra operação secreta da CIA ? ". Este artigo baseia-se nas revelações do WikiLeaks.
Aqui, diz EUA através de sua embaixada no Governo Nigéria leva subversões. Em particular, ele faz isso com a ajuda de espionagem financeira altos funcionários nigerianos, apoiando e financiando grupos subversivos e insurgentes que patrocinam a oposição e propaganda maciça contra o governo, por meio de subornos a altos comandantes das forças nigerianas para agir aos interesses de Washington.
O objectivo final de uma tal política, o artigo conclui, é eliminar a Nigéria como potencial estratégico rival EUA no continente Africano, o seu desmembramento em 2015 como era no Sudão, a fim de aproveitar os seus recursos naturais.
"Global Research" também discute o papel especial da Africom, que visa capturar as principais áreas estratégicas da África e colocado sob o controle dos EUA bloquear o acesso da China para as facilidades de reservas energéticas e minerais vitais da região. Para fazer isso, o autor escreve, é necessária para enfraquecer os países africanos com fortes conflitos internos e fazê-los sentir-se tão vulnerável em busca de protecção EUA ou pedir uma intervenção internacional. O artigo prevê o colapso da Nigéria em duas partes, em 2015, como fez com o Sudão. Em 2011, o Sudão do Sul declarou a independência do Sudão após um referendo.
"Eu acho que essa luta (para a redistribuição dos mercados de petróleo e gás) não necessariamente só na Nigéria, em particular, mas em todo o continente. Não é coincidência que os EUA criaram um comando americano há alguns anos atrás, e lá (na África) conflito de interesse se concentra principalmente entre a China, a Índia e os Estados Unidos. E principalmente, se a instabilidade interna persistir, então tudo ainda está à pior", prevê Zolotariev Pavel, vice-director do Instituto de EUA e Canadá da Academia Russa de Ciências.
Triângulo escaleno
Mais uma vez o Senegal
volta a imiscuir-se perigosamente nos assuntos internos da
Guiné-Bissau, querendo impor-lhe o candidato da sua preferência
e
com o qual continue a explorar a Guiné-Bissau como se de uma
provincia do Senegal se tratasse.
Apos financiar com
largas
centenhas de milhões de francos Cfa's, através de empresários
testas de ferro instalados em Dakar, o Estado senegalês na pessoa
do
seu Presidente Macky Sall, manifestou à revista "Jeune
Africa"
as sua apreensões quanto a mais que provável eleição de José Mário Vaz (JOMAV) ao mais alto cargo da magistratura guineense.
Confidenciou aos seus hospedes a "grande
inquietude" que lhe inspira a provável vitoria de José Mario Vaz
, alias JOMAV, na segunda volta das eleiçoes presidenciais de
18
de maio. O candidato do Partido Africano da Independência da
Guiné e
Cabo Verde (PAIGC), que se posicionou largamente em vantagem
aquando da
primeira volta (40,9% do sufrágio), é segundo ele muito próximo
dos
Angolanos. Na verdade estes, não perderam ainda a esperança de
de
se reimplantarem na Guiné-Bissau depois de terem sido corridos
pelo
golpe de estado de 2012 e o regresso em força da CEDEAO. Outra
queixa é de que os laços estreitos que Vaz mantêm com as Forças Democráticas de Casamança (MFDC), a rebelião com a qual Sall
tenta
negociar faz já dois anos. Se Vaz é eleito, ele receia que os
seus
esforços para alcançar um acordo de paz sejam arruinados.
(Fonte
: Revista "Jeune Afrique » n° 2784 du 18 au 24 mai 2014)
**** --//-- **** --//-- ***
Macky Sall "preocupado" a eleição de José Mario Vaz: A Presidência chama observações enganosas retransmitidas na imprensa
Na sequência da informação transmitida pela revista Jeune Afrique, que falou de "preocupações" do presidente Macky Sall sobre uma possível eleição de José Mario Vaz à frente da Guiné-Bissau, a célula de comunicação da Presidência da República, não demorou muito para reagir.
O
candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo
Verde, venceu com facilidade o primeiro turno com 40, 9% dos votos
estaria perto de Angola e de outra forma, relações com o MFDC Casamance. Todas as coisas que poderiam aniquilar os esforços do Presidente Sall para o regresso da paz na região. Que a Presidência formalmente nega.
Em um comunicado, ela chama essas "acusações de falsa e enganosa." Tais
premissas teria como objetivo "para prejudicar as relações de amizade e
de fraternidade que o Senegal tem com a irmã República da
Guiné-Bissau", disse o presidente.
"Nunca
a interferir nos assuntos internos de um país, especialmente quando se
trata da expressão de uma escolha soberana e democrática é com os
cidadãos de um país irmão princípio Presidente Macky Sall" , a
declaração que afirma que "O Presidente Sall mantém relações de
confiança, amizade e fraternidade com o candidato José Mario VAS,
amizade sentimento ele se expressou em várias ocasiões e mais
recentemente".
(fonte: seneweb.com) segunda-feira, 19 de maio, 2014 12:19
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Fantasmas !!!
À medida que o Brasil reduz gradualmente sua presença no Haiti, o governo brasileiro aposta na Guiné-Bissau como nova vitrina internacional do país.
Ex-colónia portuguesa de apenas 1,6 milhão de habitantes, a Guiné-Bissau sofreu cinco golpes desde sua independência, em 1974, e é um dos principais entrepostos da cocaína que sai da América do Sul rumo à Europa. Em 40 anos, o país nunca teve uma transferência de poder legítima, de presidente eleito para presidente eleito.
O último golpe de Estado foi em 2012. Agora, os guineenses se preparam para voltar à democracia: votaram para presidente em abril, e o segundo turno ocorre em 18 de maio. Isso se os militares deixarem. As Forças Armadas periodicamente interrompem a ordem democrática.
É esse país difícil que o Brasil abraça como seu projecto de reconstrução de nações fracassadas, pós-Haiti.
À frente da empreitada está o ex-chanceler António Patriota, representante do Brasil na ONU, que preside a Comissão de Construção de Paz do organismo. "Após as eleições, temos uma agenda de modernização do sector de segurança que inclui desde cuidar da aposentadoria dos militares até modernizar as Forças Armadas", disse à Folha.
Outro plano é trabalhar com a diversificação da produção no país mais de 50% das pessoas dependem da castanha de caju. "Os recursos necessários são modestos, por isso a Guiné-Bissau tem tudo para ser um exemplo bem-sucedido de reconstrução pós-conflito", diz.
"Trata-se de um país que pode entrar no rumo com recursos reduzidos, e o Brasil pode cumprir essa função", ecoa Pedro Cardoso, chefe da divisão de África 2 do Itamaraty. "É uma vitrina para nosso trabalho de cooperação internacional."
Mas trata-se de uma aposta arriscada. "Muitos outros já tentaram transformar a Guiné-Bissau e não conseguiram", pondera Adriana Abdenur, professora de relações internacionais da PUC do Rio, que estuda a actuação brasileira na África.
SITUAÇÃO PIOR
Depois do golpe de 2012, a situação ficou ainda pior. Toda a ajuda externa (que chega a 40% do Orçamento do país) foi suspensa. No ano do golpe, o PIB do país encolheu 1,5%; em 2013, cresceu só 0,3%. Isso em um país que tem renda per capita de US$ 524 e está em 176º no Índice de Desenvolvimento Humano (entre 186 países).
Os ministérios mal conseguem pagar os salários dos funcionários. A agência de combate às drogas não tem dinheiro para pôr gasolina nos poucos veículos que tem.
"Até agora, os programas do Brasil tiveram pouco impacto para melhorar as instituições do país, e não é culpa do Brasil --trata-se de uma missão impossível", diz uma fonte que acompanha de perto a situação.
A acção do Brasil vai da formação de diplomatas até combate ao HIV, processamento de caju e diversificação de culturas. Mas as acções sofrem com a instabilidade.
No final de 2011, o Brasil abriu um centro para formar forças de segurança. Em carácter experimental, treinou três grupos de policiais. Mas logo veio o golpe de 2012, e o centro foi desactivado. Neste ano, foi cedido à ONU.
O país investiu na Guiné-Bissau US$ 7 milhões pela Agência Brasileira de Cooperação desde 2002 e ao menos mais US$ 10 milhões em outros tipos de cooperação. E o Ministério de Defesa deve assumir papel maior na modernização das forças do país.
A própria Comissão de Construção de Paz das Nações Unidas é vista pelo Brasil como projecto importante.
Ela foi criada em 2005, fruto da pressão de países emergentes por reformas na ONU.
Patriota compara: "O Conselho de Segurança é como se fosse a UTI - é accionado para remediar uma emergência", diz. Já a comissão seria um centro de reabilitação para os países que saem da UTI.
Para Issac Murargy, secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a fase pós-eleitoral na Guiné-Bissau será determinante.
"Eles precisam de uma grande injecção de recursos internacionais", disse à Folha. Isso depende, em parte, da capacidade de mobilização da comissão de paz. "Além disso, o narcotráfico continua muito presente."
O ex-comandante da Marinha do país José Américo Bubo Na Tchuto foi preso em alto-mar por agentes dos EUA em abril de 2013, por tráfico de drogas. O comandante das Forças Armadas, general Antonio Injai, patrocinador do golpe de 2012, é acusado de tráfico de drogas e armas.
O Brasil se prepara para retomar os programas de ajuda assim que houver um governo formado. No primeiro turno, José Mário Vaz, do principal partido, o PAIGC, ganhou com 41% dos votos e disputa o segundo turno com Nuno Nabiam, que teve 25%.
O medo é a história se repetir: Nabiam é o candidato apoiado pelos militares.
(in: Folha de São Paulo)
O ex-comandante da Marinha do país José Américo Bubo Na Tchuto foi preso em alto-mar por agentes dos EUA em abril de 2013, por tráfico de drogas. O comandante das Forças Armadas, general Antonio Injai, patrocinador do golpe de 2012, é acusado de tráfico de drogas e armas.
O Brasil se prepara para retomar os programas de ajuda assim que houver um governo formado. No primeiro turno, José Mário Vaz, do principal partido, o PAIGC, ganhou com 41% dos votos e disputa o segundo turno com Nuno Nabiam, que teve 25%.
O medo é a história se repetir: Nabiam é o candidato apoiado pelos militares.
(in: Folha de São Paulo)
sábado, 3 de maio de 2014
Sobre a Liberdade de Imprensa e Informação
Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, um grupo de 31 especialistas do maior órgão de peritos independentes do sistema de direitos humanos das Nações Unidas apelou a todos os governos para promover e proteger os direitos à liberdade de expressão e informação, a liberdade de reunião pacífica e à liberdade de associação e de participação pública.
Segundo o grupo, esses direitos são essenciais para a plena realização de todos os direitos humanos para todos e para a realização dos objectivos de desenvolvimento relacionados.
“Os Estados devem desenvolver processos políticos mais abrangentes e permitir que os meios de comunicação desempenhem um papel fundamental na garantia do direito de todos, inclusive aqueles vulneráveis à exclusão e à discriminação, para acessar livremente informações e se engajar no discurso relacionado a um desenvolvimento significativo”, disse o grupo.
“Os indivíduos e as comunidades, incluindo os marginalizados, deve ter poderes para reivindicar seus direitos. Tomadas de decisão relacionadas ao desenvolvimento sustentável que sejam democráticas, transparentes e participativas melhoram a prestação eficaz dos serviços públicos, reduzem a corrupção e aumentam a boa governação a todos os níveis”, acrescentaram os especialistas.
Os peritos afirmaram estar “profundamente preocupados” com os contínuos ataques a jornalistas e defensores dos direitos humanos envolvidos na exigência de boa governação e na prestação de contas do governo, no combate à corrupção e na protecção dos direitos humanos das pessoas que vivem na pobreza.
“Sem imprensa livre para defender e monitorar a implementação do novo conjunto de metas pós-2015, não pode haver nenhum desenvolvimento real para todos os marginalizados, vulneráveis ou discriminados. Nem agora, nem nunca.”
Mensagem conjunta de Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, e Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
“Este ano, a comunidade internacional tem uma oportunidade única de toda uma geração para preparar uma agenda de longo prazo para o desenvolvimento sustentável, para suceder os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que terminará em 2015. Implementar essa agenda com sucesso pedirá que todas as populações desfrutem dos direitos fundamentais de liberdade de opinião e expressão. Estes direitos são fundamentais para a democracia, transparência, prestação de contas e o Estado de Direito. Eles são vitais para a dignidade humana, o progresso social e, inclusive, o desenvolvimento.
O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa destaca a importância dos meios de comunicação independentes, livres e pluralistas para a proteção e promoção desses direitos. O jornalismo fornece uma plataforma para a discussão informada por meio de uma ampla gama de questões de desenvolvimento – desde os desafios ambientais e o progresso científico até a igualdade de gênero, o engajamento da juventude e a consolidação da paz. Somente quando os jornalistas têm a liberdade para monitorar, investigar e criticar as políticas e ações é que a boa governança pode existir.
Mesmo quando olhamos para além de 2015, temos de enfrentar graves ameaças atuais à liberdade de imprensa em todo o mundo. Em muitos países os jornalistas e outros trabalhadores de meios de comunicação enfrentam obstáculos sistemáticos para relatar a verdade, que vão desde a censura, detenção e prisão até a intimidação, ataques e até mesmo assassinatos. Estes abusos ultrajantes mostram que a liberdade de imprensa e os direitos humanos que a sustentam são extremamente frágeis e devem ser ativamente defendidos.
A Assembleia Geral das Nações Unidas condenou inequivocamente todos os ataques e violência contra jornalistas e profissionais de mídia. Os governos e todos aqueles com influência devem agora agir sobre esta condenação, protegendo os jornalistas e outros trabalhadores da mídia. A ONU está pronta para fazer a sua parte. Órgãos da ONU já estão trabalhando juntos e com outros parceiros sob a liderança da UNESCO para criar um ambiente livre e seguro para os jornalistas e profissionais de mídia de todo o mundo.
Neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, apelamos a todos os Estados, as sociedades e os indivíduos a defender ativamente a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa como direitos fundamentais e como contribuições essenciais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e avançar na agenda de desenvolvimento pós-2015.”
2014 World Press Freedom Day: Free media reinforces the post-2015 goals
On the occasion of the 2014 World Press Freedom Day, UN experts* underscored the freedom of the press. They also addressed the lack in the promotion and protection of the rights to freedom of expression and information, freedom of peaceful assembly, freedom of association and public participation in some countries.Reiterating the Vienna Declaration and that all human rights are universal, indivisible, and interdependent, the experts underlined the fact that the rights to freedom of expression and information, freedom of peaceful assembly, freedom of association, and public participation are essential for achieving the realization of all human rights for all, and related development goals. Decision-making, including that related to sustainable development, must be democratic, transparent and participatory.
The UN experts expressed concern at the many attacks on journalists and human rights defenders, including members of civil society organisations, and those demanding good governance and governmental accountability.
They also pointed to the fact that the full recognition ofthe rights to freedom of expression and information, freedom of peaceful assembly, freedom of association, and public participation contributes to the full achievement of the millennium development goals.
The experts recalled the need to work towards more inclusive political processes, genuine participation by all in all countries, ensuring freedom of the media to play its role, and guaranteeing the right of the public to have access to information. They also emphasized the importance of the environmental impact assessments .
The experts highlighted the Report of the High-Level Panel of Eminent Persons on the Post-2015 Development Agenda, which recommended adoption of a governance goal, including the protection of access to information, free media and protection of civic space. They also noted the discussions in the GA Open Working Group and the recognition in Focus Area 19 of the need for rule of law and capable institutions. They also recalled earlier contributions of special procedures to the Post-2015 Development Agenda .
On the occasion of the 2014 World Press Freedom Day, the UN independent experts called upon all States to:
Rights to freedom of expression and information
Ensure that all undue restrictions to the free flow of information and discourse relating to the realisation of development issues are eliminated, in particular, measures such as censorship, banning, blocking, and other obstruction to the dissemination of related information by the media, including through new information technologies;
Refrain from influencing the content and means of dissemination of development-related information by the media through financial and other means;
Publish comprehensive, reliable, accurate and accessible information related to the development agenda, including information necessary for individuals to exercise their rights; and information about available services and supplies, budgets, expenditures, revenues or aid policies;
Ensure that all obstacles preventing people from accessing information on development matters are removed and access to information is facilitated by simple and effective processes;
Ensure that information and data related to development issues are collected on a regular basis, that they are maintained in an organised and systematic manner and are disaggregated to address particular needs of groups who are marginalised, vulnerable or discriminated against;
Ensure that legal, regulatory and public policy frameworks for the media, including digital technologies, guarantee their independence, diversity and pluralism, and thus, allow for independent investigation and reporting on issues relating to development and poverty alleviation;
Adopt comprehensive national laws, regulations and policies on the rights to freedom of expression and information in accordance with international and regional norms and standards. States should also ensure that public authorities at all levels, and private bodies carrying public functions, proactively inform the population about development-related issues, particularly those related to education, environment, health, water and sanitation, and poverty reduction;
Rights to freedom of association and peaceful assembly
Refrain from preventing individuals and groups from expressing dissenting views regarding development issues and facilitate access of civil society organisations – registered and unregistered – to financial and other resources, including from foreign or international sources, without prior authorisation or other undue impediments;
Remove other undue restrictions on civil society organisations, so that they can effectively take part in democratic process, and support their efforts to full realisation of sustainable development;
Ensure that a safe and enabling environment is created for individuals and groups so they can exercise their right to assemble peacefully and associate freely to voice their opinions, concerns and demands relating to development issues, individually and collectively, in conformity with international human rights obligations and standards;
Right to public participation
Guarantee the active, free and meaningful participation of individuals, communities and groups representing them in development decision-making processes – at international, national, regional and local levels;
Establish development indicators and benchmarks and ensure that they are used in monitoring States’ progress towards the full realisation of the development agenda;
Ensure that consultation processes are not merely superficial or limited to overall information sharing, but are conducted in good faith and provide real and meaningful opportunities to freely and actively influence decisions;
Ensure that human rights, social, cultural and environmental strategic and impact assessments relating to all development industries and sectors are conducted by independent and technically competent entities and are produced in a manner that is understandable to affected individuals and communities. Adequate safeguards and mechanisms of control over such assessments should be put in place.
Make sure that human rights, social, cultural and environmental strategic and impact assessments give due consideration to the concerns of all those affected and to holders of traditional knowledge and practices
Ensure that all related information, including any impact assessments, is communicated in an efficient manner, at the start of the decision-making and throughout the process at an appropriate time, through multiple channels and using culturally appropriate procedures;
Ensure that meetings are organized in the locality of those affected and in locations that can be easily accessed, two-way translations for local languages are provided and jargon or highly technical terms are avoided and appeal mechanisms are available for affected communities if they believe that their opinions were not fairly considered;
Undertake special efforts for genuine participation of individuals and groups who are vulnerable, marginalized, disadvantaged and discriminated against, in particular women, lesbian, gay, bisexual, transgender and intersex persons, indigenous people, members of minority groups, youth, persons with disabilities refugees and internally displaced people, non-nationals, including asylum seekers and migrant workers, in the decision-making processes.
Conducive environment
Take all necessary measures to ensure that all sectors of society – including women and other groups most at risk – are able to exercise their rights to freedom of expression and information, freedom of peaceful assembly, freedom of association, and public participation without discrimination.
Ensure a safe and enabling environment, in law and practice, for human rights defenders, including civil society organizations, which guarantees their independence and their right to carry out their work without fear of harassment, intimidation, stigmatization, reprisals, criminalisation or violence of any sort.
The experts concluded by emphasizing the fact that media organisations should recognise the role they can play in framing issues of public importance and helping to satisfy the public’s need for information in development issues, draw attention to and expose any violations of human rights in this area and provide platforms for inclusive public debate about related issues, reflecting a diversity of views and perspectives.
(*)The experts:
Frank La Rue, Special Rapporteur on the promotion and protection of the right to freedom of opinion and expression.
Maina Kiai, Special Rapporteur on the rights to freedom of peaceful assembly and of association.
Catarina de Albuquerque, Special Rapporteur on the human right to safe drinking water and sanitation.
John Knox, Independent Expert on the issue of human rights obligations relating to the enjoyment of a safe, clean, healthy and sustainable environment.
Anand Grover, Special Rapporteur on the right of everyone to the enjoyment of the highest attainable standard of physical and mental health.
Margaret Sekaggya, Special Rapporteur on the situation of human rights defenders.
Alfred De Zayas, Independent expert on the promotion of a democratic and equitable international order.
Gustavo Gallon, Independent Expert on the situation of human rights in Haiti.
Mads Andenas, Chair-Rapporteur Working Group on Arbitrary Detention.
Najat Maalla M'JID, Special Rapporteur on the sale of children, child prostitution and child pornography.
Christof Heyns, Special Rapporteur on extrajudicial, summary or arbitrary executions.
Surya Subedi, Special Rapporteur on the situation of human rights in Cambodia.
Mirjana Najcevska, Working Group of Experts on People of African Descent.
Virginia Dandan, Independent Expert on human rights and international solidarity.
Ms. Patricia Arias, Chair-Rapporteur Working Group on the use of mercenaries as a means of violating human rights and impeding the exercise of the right of peoples to self-determination.
Farida Shaheed, Special Rapporteur in the field of cultural rights.
Magdalena Sepulveda, Special Rapporteur on extreme poverty and human rights.
François Crépeau ,Special Rapporteur on the human rights of migrants.
Tomas Ojea Quintana, Special Rapporteur on the situation of human rights in Myanmar.
Raquel Rolnik Special Rapporteur on adequate housing as a component of the right to an adequate standard of living, and on the right to non-discrimination in this context.
Marzuki Darusman, Special Rapporteur on the situation of human rights in the Democratic People’s Republic of Korea.
Pablo de Greiff, Special Rapporteur on the promotion of truth, justice, reparation and guarantees of non-recurrence.
Gulnara Shahinian, Special Rapporteur on contemporary forms of slavery, including its causes and its consequences.
Sheila Keetharuth, Special Rapporteur on the situation of human rights in Eritrea.
Richard Falk, Special Rapporteur on the situation of human rights in the Palestinian territories occupied since 1967.
Juan Mendez, Special Rapporteur on torture and other cruel, inhuman or degrading treatment or punishment.
Miklós Haraszti, Special Rapporteur on the situation of human rights in Belarus.
Mashood Baderin, Independent Expert on the situation of human rights in the Sudan.
Olivier de Schutter, Special Rapporteur on the right to food.
Heiner Bielefeldt, Special Rapporteur on freedom of religion or belief.
Chaloka Beyani, Special Rapporteur on the human rights of internally displaced persons.
Millennium Declaration, Resolution 55/2 of the UN General Assembly (GA) and Principles 10 and 17 of the Rio Declaration on Environment and Development.
(Fonte: ONU)
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Minha cor politica
Foi há poucos dias, de madrugada. Toca o telefone, atendo, era uma chamada do outro lado do Atlântico. Celebrei o acontecimento com o alarido com que nós, os negros, nos brindamos quando reencontramos um amigo ou parente que não vemos há anos.
E, de facto, há anos que não o via; ouvir-lhe a voz, mesmo com o avançado da hora, era motivo de festa. Esfreguei o olho, sacudi o sono e saltei da cama. Sim, sou do tipo que não consegue conversar deitado e em trajes menores. Talvez por pertencer àquele tempo distante em que não havia telemóveis e atender uma chamada implicava deslocarmo-nos até ao aparelho, geralmente estacionado na sala. Assim fiz, vesti-me e sentei-me no sofá.
Depois das saudações da praxe, o meu interlocutor não me deu espaço para mais dois dedos de conversa de chacha, fulminou com a pergunta: “Quem é o negro português?” Confesso que não esperava ter sido tirado da cama para identificar ou traçar o perfil de um grupo étnico, ainda que fazendo parte do mesmo. A resposta exige naturalmente uma reflexão mais cuidada, capaz de se esquivar e se distanciar dos lugares comuns em que quase inevitavelmente esbarramos, antes de mergulharmos e resgatarmos, no meio preconceito, recalque e estigma social, o verdadeiro rosto do negro luso.
Para traçar esse retrato, poderíamos até começar com os Descobrimentos e afirmar que o negro português é aquele que descobriu o caminho marítimo para a Índia, aquele que descobriu o Brasil. Se não fosse, como disse, pelo avançar da hora, falaríamos de astronomia e da origem das caravelas. Mas não da forma tímida e superficial que geralmente dedicamos à análise desses aspetos históricos, tão lusos, tão mouros, tão negros. Contudo, por não existirem muitos negros que se interessem por esses assuntos, continuamos a navegar nesse mar de silêncio, monocromático, convencidos de que a primeira coisa que os negros portugueses conheceram, uma vez em terra, foram os calabouços da alfândega do porto de Lisboa, onde, após o desembarque, eram avaliados, divididos em lotes e vendidos em leilão.
Aprendemos os modos, a língua, os santos, aprendemos até a falar baixinho e a andar com os olhos postos no chão. Numa conduta exemplar, evitando até questões elementares, como esta de “quem é o negro português?”. Portugal, se viveu isolado até 1974, então os negros, na sombra do império, estavam completamente esquecidos, entregues a uma solidão tão violenta que os poucos motivos de orgulho, como os feitos extraordinários de Eusébio, eram celebrados sem a euforia com que celebramos hoje os feitos de um patrício. Ter consciência da cor da pele e celebrar esse facto sempre foi tido como um acto político, ser negro é um acto político, e como os negros não "pensam", ter consciência política é perigosamente assustador.
( "Minha cor política" de Kalaf Epalanga)
(in: Público, 27/04/201, via Ana Andringa)
sábado, 19 de abril de 2014
Um país refém do cartel militar e do narcotráfico
As disputas incessantes entre a classe política e a elite militar guineense tornaram um país com potencial um dos mais pobres do mundo
É
um país cujo passado não parece deixar margem para algum outro futuro,
um país pequeno, com apenas 1,6 milhões de habitantes, e que assim mesmo
ilustra na perfeição como as divisões étnicas e os jogos de poder podem
favorecer uma minoria desonesta enquanto a maioria se vê entregue à
miséria. No entanto, e quase quatro décadas após a independência, os
guineenses mostraram no passado domingo que continuam a sonhar com a
soberania democrática e acorreram às urnas em números nunca antes
registados na história da Guiné-Bissau.
Saudadas pela generalidade dos observadores internacionais que as
acompanharam, as eleições gerais inspiraram confiança pelo ambiente de
"paz e tranquilidade" em que decorreram. Contudo, os observadores
continuam cépticos de que o seu sucesso seja o suficiente para fixar um
rumo que permita ao mais instável dos países de língua portuguesa
combater uma situação de aviltante pobreza, com uma enorme dívida
externa e uma economia que depende fortemente de doadores
internacionais.
Seja como for, o passo dado no dia 13 comprova - como assinalou
Joaquim Chissano, o chefe da maior delegação entre os parceiros
internacionais, a União Africana - o claro desejo dos guineenses de
conseguirem uma "mudança não apenas de liderança, mas da maneira de
viver", e anima a perspectiva da restauração da ordem constitucional ao
mesmo tempo que estimula um reforço da ajuda externa e permite amparar a
economia.
ciclo de instabilidade
Muitos anos de agitação política enfraqueceram as instituições
governamentais, devastaram a economia e fizeram de um país que em tempos
chegou a ser dado como um modelo potencial para o desenvolvimento no
continente africano um dos mais pobres do mundo, com a população a viver
na miséria, altamente subnutrida e quase sem acesso a cuidados de
saúde.
O impacto da crise política na sequência do golpe militar de Abril de
2012 aliado à queda a nível global dos preços da castanha de caju
(principal produto de exportação da Guiné-Bissau) no mesmo ano,
fragilizou a tal ponto a economia que quase metade da população ficou
sem ter como assegurar a sua alimentação, com as famílias a saltarem
refeições ou a serem forçadas a desfazer-se do gado para poderem
sobreviver até à colheita seguinte. Um relatório elaborado em Dezembro
de 2013 em conjunto pelo Programa Alimentar Mundial, pela Organização
para a Alimentação e Agricultura, pelo Plano Internacional e pelo
Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau constatou que apenas
7% das famílias tinham a alimentação assegurada e que 64% dos lares
enfrentavam problemas graves de escassez de alimentos.
Perante o cenário de disputas incessantes entre a classe política e a
elite militar, a mão da ajuda externa recolheu-se, adiando um
contributo vital para a sobrevivência dos guineenses. A desconfiança em
relação à capacidade dos dirigentes de assumirem um compromisso alargado
para trazer paz e tranquilidade aos guineenses fica bem patente no
facto de, desde a independência, em 1974, nenhum presidente ter
conseguido levar até ao fim o seu mandato.
Num país muito dependente das culturas primárias e de uma agricultura
de subsistência que procura ainda recompor-se da guerra civil - que, no
final da década de 1990, foi responsável pela morte de milhares de
pessoas, deixando tantas outras feridas ou deslocadas -, os serviços
públicos desmoronaram-se e operam de forma caótica e ineficiente, os
profissionais de saúde e os professores convocam greves umas atrás das
outras, enquanto o tráfico de droga deixou o país à mercê das suas lutas
de poder.
os militares e o narcotráfico
As Forças Armadas comprometeram-se a respeitar o processo eleitoral.
Contudo, o seu historial de intromissão na vida política não dá aos
guineenses motivo para confiarem nas suas promessas. Há dois anos, entre
a primeira e a segunda volta das presidenciais, o exército silenciou a
população e fez cair o governo de Carlos Gomes Júnior - líder da
principal formação política do país, o PAIGC (Partido Africano da
Independência da Guiné e Cabo Verde) -, na sequência do triunfo com
quase 49% dos votos e quando tudo apontava para a sua eleição como
presidente.
A perspectiva que ameaçava as Forças Armadas era a de uma reforma nas
suas hierarquias, planeada para reduzir a influência da etnia balanta -
a maior do país, representando um quarto da população guineense - na
estrutura militar. É pouco provável que Nuno Nabiam, um independente da
etnia balanta ao qual são atribuídas ligações à cúpula militar, consiga
vencer o candidato do PAIGC, José Mário Vaz. Não há nada, portanto, que
faça prever que desta vez os militares irão respeitar a vontade popular.
O que parece claro, como sublinhou Elisabete Azevedo-Harman,
investigadora associada do think tank britânico Chatham House, é que a
reforma das Forças Armadas se mostrou uma prioridade "crucial não apenas
devido à permanente interferência dos militares na política do país,
mas também devido ao problema do narcotráfico".
A Guiné-Bissau tornou-se um pólo no esquema de contrabando de cocaína
da América Latina para a Europa, com as Forças Armadas a operarem como
cartel, enquanto os seus líderes enriquecem e garantem que o país não
tem condições de encontrar uma solução política que possa contrariar o
seu esquema negocial. Isto leva hoje grande parte dos analistas a
defenderem que não há verdadeira esperança para a pequena ex-colónia
portuguesa se não houver um compromisso internacional que resgate a
população do aperto que lhe impõe o exército.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
"AFRICOM" (Parte III/III) o que é ?
AFRICOM at War
Durante anos, os oficiais superiores da AFRICOM e porta-vozes minimizaram o âmbito das operações norte-americanas no continente, sublinhando que o comando tem apenas uma única base e uma pegada muito leve lá. Ao mesmo tempo, eles têm acesso a jornalistas limitados e se recusou a revelar o número eo ritmo das operações do comando, bem como a localização de suas implementações e de bases que vão por outros nomes. Persona pública AFRICOM'S continua sendo uma das missões humanitárias e de apoio benigna-som para os parceiros locais.
"Nossa principal missão de ajudar os Estados africanos e as organizações regionais para reforçar as suas capacidades de defesa melhor permite africanos para resolver as suas ameaças de segurança e reduz as ameaças aos interesses dos EUA", diz o comando. "Nós nos concentramos nossos esforços em contribuir para o desenvolvimento de militares capazes e profissionais que respeitem os direitos humanos, de respeitar o Estado de Direito, e contribuir mais eficazmente para a estabilidade na África." Esforços como treinamento para as forças franco-atirador de proxy e missões black ops dificilmente vêm para cima. Bases são mais ignorados. A palavra "guerra" raramente é mencionado.
Investigações recentes do TomDispatch têm, no entanto, revelou que os militares dos EUA está realmente girando para a África. Agora médias muito mais do que uma missão de um dia no continente, a realização de operações com quase todas as forças militares Africano, em quase todos os países Africano , enquanto a construção ou a construção de acampamentos, compostos, e " locais de segurança de contingência . "Os EUA tem tido um papel activo na guerra de Líbia à República Centro Africano , enviou forças de operações especiais em países da Somália para o Sudão do Sul , realizou ataques aéreos e missões de rapto , até mesmo colocar as botas no chão em países onde prometeram que não.
"Nós mudamos de nossa intenção original de ser um comando mais agradável combatente a um comando combatente de combate a guerra real", do AFRICOM Rick Cozinhe explicou para o público de grande dinheiro-empreiteiros da defesa. Ele era inequívoca: os EUA tem sido "em guerra" no continente nos últimos dois anos e meio. Ele continua a ser visto quando AFRICOM vai passar essa notícia para o público americano.
Durante anos, os oficiais superiores da AFRICOM e porta-vozes minimizaram o âmbito das operações norte-americanas no continente, sublinhando que o comando tem apenas uma única base e uma pegada muito leve lá. Ao mesmo tempo, eles têm acesso a jornalistas limitados e se recusou a revelar o número eo ritmo das operações do comando, bem como a localização de suas implementações e de bases que vão por outros nomes. Persona pública AFRICOM'S continua sendo uma das missões humanitárias e de apoio benigna-som para os parceiros locais.
"Nossa principal missão de ajudar os Estados africanos e as organizações regionais para reforçar as suas capacidades de defesa melhor permite africanos para resolver as suas ameaças de segurança e reduz as ameaças aos interesses dos EUA", diz o comando. "Nós nos concentramos nossos esforços em contribuir para o desenvolvimento de militares capazes e profissionais que respeitem os direitos humanos, de respeitar o Estado de Direito, e contribuir mais eficazmente para a estabilidade na África." Esforços como treinamento para as forças franco-atirador de proxy e missões black ops dificilmente vêm para cima. Bases são mais ignorados. A palavra "guerra" raramente é mencionado.
Investigações recentes do TomDispatch têm, no entanto, revelou que os militares dos EUA está realmente girando para a África. Agora médias muito mais do que uma missão de um dia no continente, a realização de operações com quase todas as forças militares Africano, em quase todos os países Africano , enquanto a construção ou a construção de acampamentos, compostos, e " locais de segurança de contingência . "Os EUA tem tido um papel activo na guerra de Líbia à República Centro Africano , enviou forças de operações especiais em países da Somália para o Sudão do Sul , realizou ataques aéreos e missões de rapto , até mesmo colocar as botas no chão em países onde prometeram que não.
"Nós mudamos de nossa intenção original de ser um comando mais agradável combatente a um comando combatente de combate a guerra real", do AFRICOM Rick Cozinhe explicou para o público de grande dinheiro-empreiteiros da defesa. Ele era inequívoca: os EUA tem sido "em guerra" no continente nos últimos dois anos e meio. Ele continua a ser visto quando AFRICOM vai passar essa notícia para o público americano.
FIM
Um dia com José Ramos Horta
Poucos minutos passam desde as 7 da manhã, hora a que abriram as urnas para as Eleições Legislativas e Presidenciais, dois anos depois do Golpe de Estado, que impediu a realização da 2ª volta das Presidenciais.
José Ramos Horta, com parte do seu staff da UNIOGBIS e também
acompanhado por um elemento da CNE (Comissão Nacional de Eleições)
desloca-se à sede do antigo cinema da UBI, junto á Praça dos Heróis
Nacionais.
La fora uma fila com cerca de 40 pessoas, aguardam a sua vez para se dirigirem á secção de voto.
O processo decorre sem quaisquer atrasos. Dizem-nos, há capacidade do sistema para votar uma cadência de 70 eleitores por Hora.
Ramos Horta, o Representante Especial do Secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau.
Cumprimenta elementos da mesa, alguns eleitores, que reconhecem o
ex-Presidente de Timor-Leste, e que há mais de um ano, procura ser um
facilitador do diálogo e defensor intransigente da normalização da vida
democrática no País.
Alguns querem registar o momento, querem ficar na foto com Ramos Horta.
Alguns querem registar o momento, querem ficar na foto com Ramos Horta.
Em declarações ao repórter da Rádio Renascença, José Ramos Horta
mostra-se satisfeito, e aproveita para fazer um retrato da normalidade
com que as pessoas fazem a sua vida.
Depois, a pequena comitiva da UNIOGBIS segue para um dos bairros de
Bissau. É visível e crescente o número de pessoas, que àquela hora tão
cedo, exercem o seu dever cívico.
Cumprimentos á população, ambiente descontraído, calmo.
Ramos Horta interage com as pessoas, tira fotos.
E mostra-se desde logo satisfeito com a forma participada e ordeira com que decorre o acto eleitoral.
Mais assembleias de voto, nos bairros socias de Bissau.
Depois disso, uma paragem na GOSCE- Grupo das Organizações da
Sociedade Civil para as Eleições. Os membros deste grupo, prepararam uma
breve sessão de apresentação do trabalho, que consiste em acompanhar
aspectos ligados ao acto eleitoral, incluindo, por exemplo, o tom dos
discursos dos candidatos durante a campanha.
Foram eles responsáveis pela detecção de cerca de 80 incidentes de
natureza técnica, como falta de identificação adequada ou cadernos
eleitorais incompletos.
O Representante do Sec.Geral da ONU, Ramos-Horta elogiou este contributo da Sociedade Civil.
Sociedade civil que também se mobiliza em causas, como o apoio á
mulher guineense. Elas representam uma larga faixa dos eleitores
recenseados, mas a representação parlamentar feminina é de apenas 11.
José Ramos Horta, visitou em dia de azáfama com as eleições, a sede
da representação da REMPSECAO, organização dedica á proteção dos
direitos da mulher na Africa Ocidental e que promove acções cívicas e de
sensibilização também para o exercício do direito de voto.
Esteve também reunido com o Comando Central, que articulou o trabalho
das forças de segurança nacionais guineenses, Policia e Guarda
Nacional, instituições que colocaram no terreno cerca de 4 mil efectivos
com o objectivo de assegurar a tranquilidade e a normalidade da
votação.
O Ex-Presidente timorense, rumou durante a tarde a outros bairros
periféricos da capital guineense, mais a norte, como Bairro Militar.
Nalgumas assembleias de voto, foi possível constatar que a afluência às
urnas suplantou os 90%.
O Representante do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, deu algumas entrevistas a correspondentes locais e enviados especiais, em que sublinhou o elevado sentido cívico e a tranquilidade com que decorreram estas eleições para a Presidência da Republica e para a Assembleia Nacional Popular.
O Representante do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, deu algumas entrevistas a correspondentes locais e enviados especiais, em que sublinhou o elevado sentido cívico e a tranquilidade com que decorreram estas eleições para a Presidência da Republica e para a Assembleia Nacional Popular.
Ramos Horta, em declarações á Rádio Renascença, uma das principais
estações emissoras portuguesas, falou também do futuro e das prioridades
para a Guiné-Bissau, enfatizando a necessidade de se “mobilizarem
recursos, financiamento internacional, promover uma boa alimentação das
crianças, reabrir as escolas, medicamentos para os hospitais; tapar os
buracos das estradas; normalizar o comércio internacional para que a
castanha de cajú este ano venda melhor, com melhor preço e maior
quantidade”.
(in: blog Ramos Horta)
terça-feira, 15 de abril de 2014
"AFRICOM" (Parte II/III) o que é ?
Como parte do webinar para representantes da indústria, Wayne Uhl, chefe do Centro Internacional de Engenharia para o Distrito Europa do Corpo de Engenheiros do Exército, lançar luz sobre sombrias operações dos EUA no Mali antes (e possivelmente depois ) o governo eleito não foi derrubado em um golpe de Estado 2012 liderada por um oficial treinado nos EUA. Documentos elaborados por Uhl revelam que um composto americano foi construído perto de Gao, uma grande cidade no norte do Mali. Gao é o local de várias bases militares do Mali e um aeroporto "estratégica" capturado por militantes islâmicos em 2012 e retomada por tropas francesas e Mali início do ano passado.
Do AFRICOM Benjamin Benson não respondeu a vários pedidos de comentários sobre o composto Gao, mas Uhl ofereceu detalhes adicionais. O projeto foi concluído antes do levante de 2012 e "incluiu uma instalação do veículo de manutenção, um pequeno edifício de administração, instalações sanitárias com reservatório de água, um gerador a diesel com um tanque de armazenamento de combustível, e uma cerca de perímetro", ele me disse em uma resposta por escrito ao minhas perguntas. "Eu imagino que o site foi invadido durante o golpe e não é mais usado pelas forças norte-americanas."
Base oficial solitário da América no continente Africano, acampamento Lemonnier , ex-Legião Estrangeira francesa pós em Djibouti, foi em um surto de crescimento década-plus e serve um papel fundamental para a missão dos EUA. "Acampamento Lemonnier é a única pegada permanente que temos no continente e até o momento em AFRICOM pode estabelecer um local sede na África, acampamento Lemonnier será o centro de suas atividades aqui", Greg Wilderman, o gerente Militar Programa de Construção Naval para Comando de Engenharia Instalações, explicou.
"Em 2013, tivemos um grande salto na quantidade de projectos do programa", observou, citando especificamente um grande "força-tarefa" esforço de construção, uma referência oblíqua à Operações Especiais composto 220000000 dólares na base que TomDispatch primeiro informou sobre a 2013.
De acordo com os documentos fornecidos pelo Wilderman, cinco contratos no valor de mais de 322 milhões dólares (a ser pago através de fundos MILCON) foram concedidos para acampamento Lemonnier no final de 2013. Estas ofertas incluídas para um centro de fitness 25,5 milhões dólares e um Quartel-General Conjunto unidade de US $ 41 milhões em adição a o Composto de Operações Especiais. Este ano, Wilderman observou, existem dois contratos - no valor de 35 milhões dólares americanos - já programado para ser validado, e Capitão Rick Cozinhe trata especificamente para um arsenal e novos quartéis em 2014 mencionadas.
Do AFRICOM Benjamin Benson não respondeu a vários pedidos de comentários sobre o composto Gao, mas Uhl ofereceu detalhes adicionais. O projeto foi concluído antes do levante de 2012 e "incluiu uma instalação do veículo de manutenção, um pequeno edifício de administração, instalações sanitárias com reservatório de água, um gerador a diesel com um tanque de armazenamento de combustível, e uma cerca de perímetro", ele me disse em uma resposta por escrito ao minhas perguntas. "Eu imagino que o site foi invadido durante o golpe e não é mais usado pelas forças norte-americanas."
Base oficial solitário da América no continente Africano, acampamento Lemonnier , ex-Legião Estrangeira francesa pós em Djibouti, foi em um surto de crescimento década-plus e serve um papel fundamental para a missão dos EUA. "Acampamento Lemonnier é a única pegada permanente que temos no continente e até o momento em AFRICOM pode estabelecer um local sede na África, acampamento Lemonnier será o centro de suas atividades aqui", Greg Wilderman, o gerente Militar Programa de Construção Naval para Comando de Engenharia Instalações, explicou.
"Em 2013, tivemos um grande salto na quantidade de projectos do programa", observou, citando especificamente um grande "força-tarefa" esforço de construção, uma referência oblíqua à Operações Especiais composto 220000000 dólares na base que TomDispatch primeiro informou sobre a 2013.
De acordo com os documentos fornecidos pelo Wilderman, cinco contratos no valor de mais de 322 milhões dólares (a ser pago através de fundos MILCON) foram concedidos para acampamento Lemonnier no final de 2013. Estas ofertas incluídas para um centro de fitness 25,5 milhões dólares e um Quartel-General Conjunto unidade de US $ 41 milhões em adição a o Composto de Operações Especiais. Este ano, Wilderman observou, existem dois contratos - no valor de 35 milhões dólares americanos - já programado para ser validado, e Capitão Rick Cozinhe trata especificamente para um arsenal e novos quartéis em 2014 mencionadas.
Apresentação
de Cook também indicou que um número de projectos de construção de longa
duração em Camp Lemonnier foram criados para ser concluída este ano,
incluindo estradas, uma "fazenda de combustível", um avental logística
de aeronaves, e "melhorias taxiway", enquanto a construção de uma nova
aeronave hangar de manutenção, uma instalação de telecomunicações e uma
"área de carga de aviões de combate" estão programados para ser
concluída em 2015. "Há uma tremenda quantidade de trabalho em curso",
disse Cook, notando que havia 22 projetos atuais em andamento lá, mais
do que em qualquer outra base marinho em qualquer parte do mundo. E isso, ao que parece, é apenas o começo.
"No plano mestre", disse Cook, "há cerca de três quartos de um bilhão de dólares em projectos de construção que ainda gostaria de fazer em Camp Lemonnier ao longo dos próximos 10 a 15 anos." Essa base, por sua vez, seria apenas uma de uma constelação de acampamentos e compostos utilizados por os EUA na África. "Muitos dos lugares que estão tentando levantar-se ou tentam entrar são missões aéreas. Muita ISR ... está acontecendo em diferentes partes do continente. De um modo geral, a Força Aérea provavelmente vai ser atribuído a fazer muito disso ", ele disse aos empreiteiros. "A Força Aérea vai estar fazendo uma grande quantidade de trabalhos sobre estas bases ... que vão ser construídos em toda a camada do norte de África."
Corações e Mentes
Quando falei com Chris Gatz do Corpo de Engenheiros do Exército, os primeiros projectos que ele mencionou e os únicos que pareciam ansiosos para falar sobre os daqueles com nações africanas. Este ano, US $ 6,5 milhões em projectos haviam sido financiados quando falamos e de que, a maioria era de "assistência humanitária" ou projetos de construção de HA, principalmente no Togo e Tunísia, e as operações de manutenção da paz "" em Gana e Djibouti.
Uhl falou sobre projectos humanitários também. "Os projectos de alta disponibilidade são pequenos, difícil, um desafio para o Corpo de Engenheiros para realizar a baixo, em casa custo ... mas apesar de tudo isso, os projectos de alta disponibilidade são extremamente gratificante", disse ele. "A valorização expressa pelos moradores é fantástico." Ele, então, chamou a atenção para uma outra vantagem: ". Cada projecto bem sucedido é uma oportunidade de foto"
Uhl não foi o único oficial para tocar sobre a importância da percepção pública na África ou a necessidade de agradar "parceiros" militares no continente. Cozinhe falou com os empreiteiros, por exemplo, sobre os desafios do trabalho em locais inóspitos, sobre como burocrático extorsões por membros dos governos africanos poderiam causar consternação e construção atrasos, cerca de aprender a trabalhar com os moradores, e sobre o quão importante tais esforços eram para "conquistar os corações e mentes de pessoas na área."
Wildeman A Naval Facilities Engenharia do Comando falou sobre os desafios de trabalhar em um ambiente em que a disponibilidade de recursos era limitado, os perigos do terrorismo eram reais, e não havia "competição para a cooperação com os países [africanos] de algumas outras potências mundiais." Este foi, sem dúvida, uma referência ao aumento chinês do comércio , ajuda , investimento e laços económicos em todo o continente.
Ele também não deixou dúvidas sobre os planos norte-americanos. "Nós vamos estar na África por algum tempo para vir", ele disse aos empreiteiros. "Há muito mais a fazer."
Cozinhe ampliou esse tema. "É uma grande, grande lugar", disse ele. "Nós sabemos que não podemos fazê-lo sozinhos. Então, nós vamos precisar de parceiros na indústria, nós vamos precisar ... cidadãos locais e nacionais de países terceiros, mesmo. "
(Continua: II/III)
"No plano mestre", disse Cook, "há cerca de três quartos de um bilhão de dólares em projectos de construção que ainda gostaria de fazer em Camp Lemonnier ao longo dos próximos 10 a 15 anos." Essa base, por sua vez, seria apenas uma de uma constelação de acampamentos e compostos utilizados por os EUA na África. "Muitos dos lugares que estão tentando levantar-se ou tentam entrar são missões aéreas. Muita ISR ... está acontecendo em diferentes partes do continente. De um modo geral, a Força Aérea provavelmente vai ser atribuído a fazer muito disso ", ele disse aos empreiteiros. "A Força Aérea vai estar fazendo uma grande quantidade de trabalhos sobre estas bases ... que vão ser construídos em toda a camada do norte de África."
Corações e Mentes
Quando falei com Chris Gatz do Corpo de Engenheiros do Exército, os primeiros projectos que ele mencionou e os únicos que pareciam ansiosos para falar sobre os daqueles com nações africanas. Este ano, US $ 6,5 milhões em projectos haviam sido financiados quando falamos e de que, a maioria era de "assistência humanitária" ou projetos de construção de HA, principalmente no Togo e Tunísia, e as operações de manutenção da paz "" em Gana e Djibouti.
Uhl falou sobre projectos humanitários também. "Os projectos de alta disponibilidade são pequenos, difícil, um desafio para o Corpo de Engenheiros para realizar a baixo, em casa custo ... mas apesar de tudo isso, os projectos de alta disponibilidade são extremamente gratificante", disse ele. "A valorização expressa pelos moradores é fantástico." Ele, então, chamou a atenção para uma outra vantagem: ". Cada projecto bem sucedido é uma oportunidade de foto"
Uhl não foi o único oficial para tocar sobre a importância da percepção pública na África ou a necessidade de agradar "parceiros" militares no continente. Cozinhe falou com os empreiteiros, por exemplo, sobre os desafios do trabalho em locais inóspitos, sobre como burocrático extorsões por membros dos governos africanos poderiam causar consternação e construção atrasos, cerca de aprender a trabalhar com os moradores, e sobre o quão importante tais esforços eram para "conquistar os corações e mentes de pessoas na área."
Wildeman A Naval Facilities Engenharia do Comando falou sobre os desafios de trabalhar em um ambiente em que a disponibilidade de recursos era limitado, os perigos do terrorismo eram reais, e não havia "competição para a cooperação com os países [africanos] de algumas outras potências mundiais." Este foi, sem dúvida, uma referência ao aumento chinês do comércio , ajuda , investimento e laços económicos em todo o continente.
Ele também não deixou dúvidas sobre os planos norte-americanos. "Nós vamos estar na África por algum tempo para vir", ele disse aos empreiteiros. "Há muito mais a fazer."
Cozinhe ampliou esse tema. "É uma grande, grande lugar", disse ele. "Nós sabemos que não podemos fazê-lo sozinhos. Então, nós vamos precisar de parceiros na indústria, nós vamos precisar ... cidadãos locais e nacionais de países terceiros, mesmo. "
(Continua: II/III)
AQUI: Primeira parte I/III
"AFRICOM" (Parte I/III) o que é ?
EUA
Funcionários falam abertamente (Just Not a organização Repórteres)
sobre Bases, Ganhar corações e mentes, e "Guerra" na África
O que os militares vão dizer a um repórter eo que é dito a portas
fechadas são duas coisas muito diferentes - especialmente quando se
trata de os militares dos EUA na África. Durante anos, Comando África dos EUA (AFRICOM) tem mantido um véu de segredo sobre a maior parte do comando actividades e missões locais , consistentemente subestimando o tamanho, escala e escopo de seus esforços.
Em uma recente conferência de imprensa do Pentágono, o AFRICOM
comandante general David Rodriguez aderiu ao mantra típico, assegurando
os repórteres reunidos que os Estados Unidos "tem pouca presença em
frente" naquele continente.
Poucos dias antes, no entanto, os homens constroem a presença do
Pentágono havia contando uma história muito diferente - mas eles não
estavam falando com a mídia. Eles estavam falando com representantes de algumas das maiores empresas de engenharia militar do planeta. Eles estavam planeando para o futuro e a conversa era de guerra.
Recentemente eu experimentei este fenómeno me durante uma mesa redonda
media com o tenente-general Thomas Bostick, comandante os EUA Army Corps
of Engineers.
Quando perguntei o general me dizer exactamente o que o seu povo estava
construindo para as forças norte-americanas na África, ele fez uma pausa
e disse em voz baixa para o homem ao seu lado: "Você pode me ajudar com
isso?" Lloyd Caldwell, o Corpo de director de programas militares,
sussurrou: "Alguns de que estaria perto hold" - em outras palavras, a
informação muito sensível para revelar.
A única coisa Bostick parecia ansioso para me dizer sobre os planos
vagos para testar um protótipo de um dia "isolado painel cabana
estrutural", um novo tipo de eficiência energética do quartel sendo desenvolvidos por cadetes na Academia Militar dos EUA em West Point. Ele também assegurou-me que o seu povo seria voltar para mim com as respostas.
O que eu tenho em vez disso foi uma "entrevista" com um porta-voz do
Corpo, que ofereceu pouca substância quando se tratava de construção no
continente Africano.
Não há muita informação não estava disponível, disse ele, os projectos eram
pequenos, apenas pequenas quantidades de dinheiro foram gastos até agora
este ano, em grande parte canalizados para projectos humanitários.
Em suma, era como se a África era um remanso de construção, um lugar
sonolento, uma grande massa de terra sobre a qual pouco de interesse
estava acontecendo.
Fast forward algumas semanas e Capitão Rick Cook, o chefe da Divisão de
Engenharia do Comando África dos EUA, estavam se dirigindo a um público
de mais de 50 representantes de algumas das maiores empresas de
engenharia militar do planeta - e este repórter. Os contratantes estavam interessados em empregos e não estavam puxando qualquer socos. "Os dezoito meses ou assim que eu estive aqui, nós estivemos em guerra o tempo todo", disse Cook-los. "Estamos trabalhando para oferecer oportunidades para os povos africanos para corrigir seus próprios desafios africanos.
Agora, infelizmente, as operações na Líbia, o Sudão do Sul, Mali e, ao
longo dos últimos dois anos, têm provado que há sempre algo acontecendo
na África. "
Cook foi um dos três funcionários da construção militar dos Estados Unidos que, no início deste mês, falou abertamente sobre os esforços do Pentágono na África, para homens e mulheres de URS Corporation, AECOM, CH2M Hill, e outras empresas de topo. Durante um seminário web de acesso pago, o três deles insistiu que eles estavam buscando indústria "parceiros" porque o militar tem "grandes planos" para o continente. Eles previu um futuro marcado pela expansão, incluindo a construção de uma "pegada permanente" em Djibuti para a próxima década ou mais, um possível novo composto no Níger, e uma série de bases dedicado a actividades de vigilância se espalhando por todo o nível do norte da África . Eles até mesmo deixe menção deslizamento de um pequeno, composto anteriormente não reconhecido dos EUA no Mali.
O Plano DirectorDepois da minha escova de fora pelo general Bostick, entrevistei um Army Corps of Engineers especialista África, Chris Gatz, sobre projectos de construção de Comando de Operações Especiais da África em 2013. "Eu vou ser totalmente franco com você", disse ele, "na medida do os âmbitos desses projectos vai, eu não tenho boas ideias. "E quanto a dois projectos no Senegal eu tinha tropeçado? Bem, sim, ele, de fato, ter informações sobre um campo de tiro e uma "casa de disparar" que passou a ser em construção lá. Quando pressionado, ele também sabia sobre os planos que eu tinha observado em documentos anteriormente classificados obtidos por TomDispatch para o Corpo de construir uma instalação multiuso nos Camarões. E em que nós fomos. "Você tem mais informações do que eu", disse ele em um ponto, mas parecia que ele tinha muita informação também. Ele só não estava oferecendo muito do que para mim.
Mais tarde, perguntei se havia 2.013 projectos que foram financiados com contra-narco-terrorismo (CNT) dinheiro. "Não, na verdade não havia", ele me disse. Então eu perguntei especificamente sobre Níger.No ano passado, porta-voz do AFRICOM Benjamin Benson confirmado para TomDispatch que os EUA estavam a realização de inteligência, vigilância e reconhecimento, ou ISR, as operações de aviões não tripulados da Base da Aérienne 101 em Diori Hamani Aeroporto Internacional em Niamey, capital do Níger. Nos meses desde que, as operações aéreas lá só têm aumentado . Além disso, os documentos obtidos recentemente por TomDispatch indicou que o Corpo de Engenheiros do Exército está trabalhando em dois projectos anti-narco-terrorismo em Arlit e Tahoua, no Níger. Então eu disse Gatz o que eu tinha descoberto. Só então ele localizar os documentos certos. "Oh, bem, eu sinto muito", respondeu ele. "Você está certo, temos dois deles ... Ambos foram efectivamente concedidos para a construção."Esses dois projectos de construção da CNT foram realizados em nome das forças de segurança do Níger, mas em seu discurso aos representantes da indústria da construção, do AFRICOM Rick Cozinhe falou sobre outro projecto lá: a possível instalação EUA ainda a ser construído. "Ultimamente, um dos nossos maiores áreas de foco é no país do Níger. Nós tivemos indicações do país de Niger que eles estão dispostos a ser um parceiro nosso ", disse ele. O país, acrescentou, "está em uma localização estratégica agradável que nos permite chegar a muitos outros lugares razoavelmente rápido, por isso estamos trabalhando muito duro com os nigerianos para chegar a, eu não seria necessariamente chamá-lo de uma base, mas um lugar que pode operar a partir de uma base frequentemente. "
Não ofereceu nenhuma informação sobre a possível localização dessa instalação, mas os documentos de contratação recentes examinados pelo TomDispatch indicam que a Força Aérea dos EUA está procurando para comprar grandes quantidades de combustível de aviação a ser entregues a Mano Aeroporto Internacional do Níger Dayak.Vários pedidos de informações enviados para chefe de mídia da AFRICOM Benjamin Benson ficou sem resposta, como tinha consultas prévias sobre as actividades na Base Aérienne 101. Mas o coronel Aaron Benson, chefe da Divisão de Preparação de Forças Aéreas da África, que oferecem mais detalhes sobre o Níger mini- base. "Existe o potencial para a construção de estacionamento de aeronaves MILCON aventais no local futuro proposto no Níger", ele escreveu, mencionando um tipo específico de financiamento da construção militar dedicado a ser usado para bases "duradouras" em vez de instalações transitórias. Em resposta a outras perguntas, Cook se refere ao possível local como uma "unidade de base-like" que seria "semi-permanente" e "capaz de operações aéreas."
Pay to PlayAcontece que, se você quer saber o que os militares dos EUA está fazendo na África, é vantajoso para ser conectado a uma grande empresa de engenharia ou construção à procura de negócios. Então você está a par de um tipo bem diferente de avaliação privilegiada do futuro da presença dos EUA lá, um muito mais detalhado do que os pronunciamentos oficiais modestos que Comando África dos EUA oferece aos jornalistas. Questionado em uma recente conferência de imprensa do Pentágono se havia planos para um análogo do Oeste Africano para o Djibouti acampamento Lemonnier, a única base de "oficial" dos EUA no continente, o AFRICOM comandante general David Rodriguez foi normalmente guardado. Tal "local para a frente operacional" foi apenas "uma das opções" o comando foi remoendo, disse ele, antes de lançar para o tipo de linguagem difusa típica de respostas oficiais. "O que estamos realmente olhando para fazer é colocar sítios de localização de contingência, o que realmente têm alguma infra-estrutura apenas expedicionária que pode ser expandida com tendas", foi a forma como ele colocou. Ele nunca mencionou Níger, ou melhorias de aeroportos, ou a possibilidade de um semi-permanente "presença".Aqui, no entanto, é a realidade tal como a conhecemos hoje. Ao longo dos últimos anos, os EUA tem vindo a construir uma constelação de bases de drones em toda a África, voando inteligência, vigilância e missões de reconhecimento de não só Níger, mas também Djibuti, Etiópia e a ilha das Seychelles. Enquanto isso, uma base aérea em Ouagadougou, capital do Burkina Faso, serve como a casa de uma de Operações Especiais Conjuntas Air Destacamento, bem como da Trans-Sahara Short Take-Off and Landing iniciativa Airlift Suporte. Segundo documentos militares, que "iniciativa" apoia "as actividades de alto risco" realizadas por forças de elite de Operações Conjuntas Especiais Task Force-Trans Sahara. Documentos do Exército dos EUA África obtidos por TomDispatch também mencionar a implantação para o Chade de uma equipa de ligação ISR. E de acordo com Sam Cooks, um oficial de ligação com a Agência de Logística de Defesa, os militares dos EUA tem 29 acordos para usar aeroportos internacionais na África, como centros de reabastecimento.
(Continua: I / III)
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