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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Agricultor cabo-verdiano galardoado pela FAO apela seus pares a abrirem-se para a modernidade

O agricultor cabo-verdiano, galardoado com medalha comemorativa dos 70 anos da FAO, Fernando Garcia Veiga, apelou hoje aos seus pares a abrirem-se para a modernidade e a apostarem com afinco no sector da produção hortícola.


Fernando Garcia Veiga, conhecido por Pina, natural de João Teves de Órgãos, na ilha de Santiago, conta que iniciou a labuta na agricultura ainda criança e que trabalhou arduamente, procurando aprender sempre e a inovar.

“Eu nunca pensei que um agricultor em Cabo Verde receberia um prémio dessa envergadura. Por isso, peço aos agricultores que confiem no seu trabalho, que sejam humildes, que partilhem e se unam. O Governo já fez vários investimentos, agora temos água e condições para aumentar a nossa produção e apresentação produtos com qualidade”, disse.

Conhecido com um dos primeiros produtores de morango em Cabo Verde, Pina foi dos primeiros a investir no sistema de micro-irrigação, tendo também disponibilizado as suas terras para vários ensaios de produção de produtos pelo INIDA.

“Isso foi de boa valia porque aproveitei sempre para aprender e acredito que estou a receber essa medalha pelo facto de ter partilhado tudo que apreendi com os meus colegas agricultores”, disse o camponês de 48 anos e que neste momento tem uma larga produção de frutas e hortaliças, dedicando-se também a produção de aguardente.

Pina dedica a medalha a todos os agricultores cabo-verdianos e adianta que, enquanto agricultor já experiente, está disponível para continuar a partilhar todos conhecimentos adquiridos na vida.

Para além do agricultor Pina, foi também galardoado o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA), pelo trabalho desenvolvimento a nível de investigação agropecuária.

Segundo o representante da FAO em Cabo Verde, Rémi Nono Wondim, o arquipélago cabo-verdiano destacou-se ao conseguir duas das 50 medalhas destinadas para toda região africana, 47 países.

Essa distinção, conforme explicou, deveu-se ao trabalho que o país em colaboração com dos diversos parceiros, entre as quais a própria FAO, tem desenvolvido na promoção da horticultura.

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