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Joseph Pulitzer

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A crise do ouro negro, afecta CPLP

A crise mundial e a queda do preço do petróleo, que afecta vários estados lusófonos, obrigam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a "dar as mãos", disse hoje Rosa Escórcio Pacavira, ministra do Comércio de Angola.

"Se estamos numa crise mundial, que atinge todos, chegou a altura de dar as mãos e ultrapassar a crise juntos. Temos de nos ajudar mutuamente", afirmou Rosa Escórcio Pacavira, num encontro de ministros do Comércio da lusofonia, em Díli, a capital timorense.

"Chegou a hora de mostrar que a comunidade de que fazemos parte faz jus ao nome. Temos falado muito de forma teórica, temos agora de passar a questões mais práticas, apostando no desenvolvimento, com harmonia e estabilidade", frisou.

Pacavira falava numa conferência que decorre hoje em Díli no âmbito da segunda reunião dos ministros do Comércio da CPLP, a que se seguirá o 1.º Fórum Económico Global da CPLP.

"Temos potencial para exportar produtos entre nós. Somos 600 milhões de consumidores. Com a queda do preço do petróleo, temos de fomentar a agricultura, o turismo. Temos capacidade de produção de produtos na nossa comunidade mas que importamos de fora da comunidade, como o arroz e açúcar", afirmou.

"A crise é um momento de reflexão que gera grandes oportunidades que devemos aproveitar. Este é um momento de crise, mas deve ser também um momento de união", disse ainda Pacavira.

A queda dos preços do petróleo e o seu impacto em vários países da CPLP, nomeadamente os produtores, como Angola, Moçambique, Brasil ou Timor-Leste, a par da crise financeira mundial são duas questões em debate em Díli.

A governante angolana destacou que, no caso do seu país, a queda do preço do crude obrigou a adotar medidas de ajuste económico, com uma nova aposta no setor não petrolífero, uma solução que outros membros da CPLP também estão a implementar.

"São linhas mestras para aguentar Angola sem o petróleo. Se não fizermos isso, os países da nossa comunidade, com populações que ainda vivem na pobreza, perante uma crise ficam ainda mais fragilizadas", disse.

Também o responsável da União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP), Mário Costa, considerou que a actual conjuntura e o problema do petróleo "são uma nova oportunidade para dar vida nova" à comunidade lusófona.

"Este problema que vivemos é uma oportunidade dos países se diversificarem e da própria CPLP se afirmar como um fórum global desde que os governantes e os empresários saibam conviver entre si e queiram avançar em conjunto", afirmou.

"A CPLP tem dois tipos de países, economias maduras com tecnologias e 'know-how', outros com economias mais virgens que têm necessidades de diversificar as suas economias de forma rápida e profunda", afirmou.

O objectivo deve ser "dar à CPLP um cunho empresarial", ligando estes dois tipos de economias, capitalizando "como bloco, o maior produtor de petróleo do mundo", um mercado com 600 milhões de consumidores e onde, através das zonas a que pertence cada estado-membro, há acesso a 86 países.
 
 
 

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