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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CPLP passa-se dos carretos com a G-Bissau

O secretário-executivo da CPLP lamentou hoje a nova crise política na Guiné-Bissau e anunciou que visitará o país lusófono de 10 a 12 de fevereiro para tentar ajudar as autoridades guineenses a ultrapassá-la.


"É de facto muito lamentável que a Guiné-Bissau, até hoje, não tenha encontrado a paz e estabilidade para poder dedicar-se às questões de desenvolvimento. Após a cimeira de Bruxelas, todos nós estávamos optimistas em que isso iria acontecer", disse Murade Murargy à Lusa à margem da reunião de pontos focais sobre Trabalho Infantil nos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que decorre em Lisboa até quarta-feira.

"A CPLP, juntamente com outras organizações internacionais que são nossas parceiras, tem feito apelos ao Governo e ao Presidente da República (Guiné-Bissau) para que reflictam um pouco e pensem no sofrimento do seu povo e que encontrem uma forma de pacificar o país e encontrar um Governo que possa empenhar-se mais nas questões de cooperação e desenvolvimento económico", salientou o diplomata moçambicano.

Murade Murargy adiantou que irá, juntamente como o presidente da CPLP, o chefe de Estado timorense, Taur Matan Ruak, deslocar-se à Guiné-Bissau "para ver em que medida será possível contribuir para esse diálogo entre as forças vivas da Nação guineense, para que possam dar um passo em frente".

As diligências para a visita já foram iniciadas, acrescentou, salientando que a deslocação efectuar-se-á com ou sem Governo, manifestando esperança em que o programa do executivo guineense seja aprovado no Parlamento ainda esta semana.

"Aguardamos esta semana para ver se o Programa de Governo é aprovado ou não, mas há todo um esforço que está a ser feito internamente com vista a que se ultrapasse esta crise, ou este momento de imbróglio, em que se encontra a Guiné-Bissau", frisou.

Murade Murargy lembrou ter recentemente conversado em Luanda com o Presidente da Guiné-Bissau, em que José Mário Vaz lhe apresentou as suas razões sobre a crise política reinante no país, nomeadamente as "divergências institucionais" que dividiram a Assembleia Nacional Popular (ANP) em dois parlamentos. "Queremos entender um pouco mais o que se passa para que o país consiga ultrapassar estas divergências institucionais", concluiu.
 
 
 
 

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