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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Este palhaço é português e faz parte da melhor companhia cirsense do Mundo

Rui Paixão tem apenas 20 anos, mas já conta com um currículo invejável. Estudou Teatro e fundou a companhia “Cão à Chuva”. Recentemente tornou-se o primeiro palhaço português a integrar o Cirque du Soleil.


Mais do que um ator ou artista, Rui Paixão é um palhaço de alma cheia. Natural de Santa Maria da Feira, passou boa parte dos seus 20 anos a combater preconceitos devido à escolha da sua profissão, mas nunca desistiu.

Frequentou a Academia de Música e Artes de Rio Meão, no seu concelho, que foi o passaporte para a sua primeira participação na Viagem Medieval, em 2011, onde animava o público na companhia de um grupo de músicos. Depois, formou-se em teatro (curso de interpretação) na Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto e daí para a frente foi sempre a subir.

“Eu não sei se nunca tiro a maquilhagem ou se nunca a chego a pôr. A vida para mim é isto, uma simplicidade que só encontro quando estou vestido de palhaço”, revela o artista.

No final do ano passado, depois de ver um post na Internet onde o Cirque du Soleil pedia atores e clowns para um casting, decidiu tentar a sua sorte. “Enviei-lhes um vídeo e, passadas duas semanas, recebi um email do Cirque du Soleil a convidar-me para ir fazer a audição”.

Foi para Los Angeles com mais vontade de aprender do que esperança em ficar, mas entre quase uma centena de candidatos de todo o mundo, destacou-se e ficou nos cinco melhores. Disseram-lhe que era único, criativo e que a sua personagem encaixaria em novas criações.

“Foi a minha primeira experiência fora do país, a primeira vez que mandei fazer o passaporte, e entrei na maior companhia do mundo. É um sentimento especial…”.

Tornou-se o primeiro palhaço português a integrar a companhia circense canadiana, que se junta assim ao acrobata luso, Diogo Faria.

Enquanto aguarda pelo primeiro papel no Cirque du Soleil, Rui Paixão vai andar em digressão com a companhia que fundou em Portugal, a Cão à chuva, primeiro em França, depois Espanha e finalmente em Portugal.
 
 
 

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