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Joseph Pulitzer

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Filho de ex-Presidente da Mauritânia detido por tráfico de droga

Os ministros mauritanos da Justiça e do Interior anunciaram na sexta-feira que foram detidas 11 pessoas por tráfico de droga, alegadamente chefiadas por um filho do ex-Presidente Mohamed Khouna Ould Haidalla.

Estas 11 pessoas integram um grupo de suspeitos detidos ou procurados depois da apreensão, em 30 de janeiro passado, de uma importante quantidade de droga no litoral mauritano, explicaram aqueles ministros, respectivamente, Brahim Ould Daddah e Ahmedou Ould Abdallah, durante uma conferência de imprensa.


O assunto "envolve 17 pessoas no total", que foram detidas ou são procuradas por relacionamento com as "1,3 toneladas de cânhamo indiano", afirmou o titular da Justiça.

O ministro do Interior especificou que as acções dos alegados traficantes "eram realizadas sob a supervisão de Sidi Mohamed Ould Haidalla", filho de Mohamed Khouna Ould Haidalla, que dirigiu a Mauritânia de 1980 a 1984.

Sidi Mohamed Ould Haidalla já tinha sido envolvido na apreensão, em maio de 2007, de cerca de 600 quilos de cocaína, em Nouadhibou, no norte do país. Fonte judicial adiantou que este caso ainda não tinha sido julgado e que Sidi estava a aguardar o julgamento em liberdade.

Este suspeito esteve detido em Marrocos, onde foi julgado e condenado em 2008 a sete anos de prisão por tráfico de droga.

Além do cânhamo indiano, as forças mauritanas também apreenderam "oito veículos" e 2,3 milhões de ouguiyas (cerca de 6.000 euros) em liquidez.

"Vamos pedir penas para estes traficantes que podem ir de 30 anos de prisão firme até à pena perpétua, ou inclusive de morte", acrescentou Abdallah.

Desde há mais de uma dezena de anos que a África Ocidental se tornou numa placa giratória do tráfico de cocaína da América Latina para a Europa, com os traficantes a aproveitar a pobreza e a fraqueza dos Estados da região.
 
 
 

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