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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Queixa–crime contra o coordenador de Varela

A empresa russa Poto SARL moveu uma queixa–crime contra o coordenador da Comissão de seguimento do dossiê de exploração de areias pesadas de Varela dos filhos e amigos de secção de Susana. A informação foi avançada à PNN por uma fonte que não entrou em detalhes sobre o tipo de crime Victor Sanhá terá cometido contra a firma em causa.


A PNN soube que o caso surge na sequência das denúncias feitas pela referida comissão às novas autoridades eleitas, numa carta datada de 10 de Julho, na qual afirmam que a empresa Poto SARL estava a explorar clandestinamente os minérios, na parcela número 12, que cobre uma área de 3,5 quilómetros quadrados, em Varela, concretamente em Nhiquim, norte da Guiné-Bissau, facto que obrigou à deslocação, na última semana de Julho, de uma equipa do Ministério de Recursos Naturais, no sentido de se inteirar sobre as actividades desenvolvidas pela empresa.

Em Nhiquim o ministro dos Recursos Naturais, Daniel Gomes, constatou que a Poto SARL já tinha produzido 170 toneladas de areias pesadas embaladas em sacos, sem a patente da Guiné-Bissau, que segundo as explicações dos responsáveis da empresa serão usadas para estudos laboratoriais.

Segundo a mesma fonte, a delegacia do Ministério Público (MP) junto do Tribunal Regional de Bissau já mandou um ofício à ministra de Justiça, Carmelita Pires, para que autorize Victor Sanha, Conservador do registo civil das regiões de Tombali e Quinara, seja ouvido no MP.

A fonte adiantou que, sem citar os motivos, a ministra da Justiça não despachou ainda o ofício da delegacia do MP junto do tribunal Regional de Bissau, pelo que o coordenador da comissão de seguimento do dossiê de exploração de areias pesadas de Varela dos filhos e amigos de secção de Susana, Victor Sanhá, continua a desenvolver as suas actividades de conservador regional.

Vários sectores da vida pública do país advogam a não exploração dos minérios guineenses neste momento, como é caso do Presidente da República, José Mário Vaz, que em várias ocasiões disse que o momento não é oportuno, já que a exploração irá beneficiar apenas um «grupinho» de pessoas.

Conforme os estudos feitos, o jazigo da areia pesada de Varela tem 86 mil toneladas de reserva. O Governo guineense tinha suspendido as actividades de exploração da empresa Poto SARL, mas, na semana passada, o ministro dos Recursos Naturais, Daniel Gomes, considerou que a empresa em causa já cumpriu todas as leis de exploração de minérios, pelo que autorizou o reinício da exploração de areias em Nhiquim, Varela, mesmo sem consentimento dos populares da zona, que questionam os benefícios locais da exploração em causa, uma vez que as suas bolanhas vão ser danificadas e haverá poluição do meio ambiente.
 
 
 

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