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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Eliminar casos de paludismo nos próximos cinco anos em Cabo Verde

Cabo Verde quer eliminar os casos autóctones de paludismo até 2020 e, assim, acabar com a doença no país nos próximos cinco anos, à semelhança do anunciou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).


A meta foi traçada hoje na cidade da Praia por António Moreira, coordenador do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo (PNLCP), numa jornada de reflexão sobre a doença para assinalar o Dia Mundial da Malária.

Segundo António Moreira, o país dificilmente vai conseguir eliminar os casos importados, mas está a trabalhar para acabar com os casos locais da doença até 2020.

Em 2015, Cabo Verde registou 28 casos de paludismo, sendo sete locais e 21 importados de países endémicos vizinhos, e zero óbitos.

Este ano, segundo António Moreira, já contabilizou seis casos importados e nenhum local.

"Significa que estamos atentos, a população e todos os actores que intervêm nessa matéria, estamos a melhorar as condições, formações, super-visões, etc., no sentido de não ter a doença a partir deste ano", disse o responsável.

Em relação aos casos importados, o responsável pelo programa nacional disse que a missão do país é fazer a "vigilância apertada" nos portos e nos aeroportos internacionais, com rastreamento de passageiros, acompanhamento, consulta de viajantes, tudo para despistar a doença.

A Organização Mundial de Saúde anunciou hoje que 21 países, incluindo Cabo Verde e Timor Leste, estão em condições de eliminar o paludismo nos próximos cinco anos.

Para isso, um país deve conseguir registar zero casos de transmissão indígena de malária em pelo menos um ano até 2020.

António Monteira lembrou que Cabo Verde já esteve duas vezes à beira de eliminar o paludismo, mas por questões diversas não conseguiu.

Este responsável destacou hoje o envolvimento dos parceiros, como Câmaras, centros de saúde, universidades, igrejas e populações que, segundo disse, "têm vindo a fazer um trabalho enorme".

Presente na jornada de reflexão, o representante da OMS em Cabo Verde, Mariano Castelon, recomendou ao país uma "estratégia mais abrangente" para combater não só o paludismo, mas também todas as outras doenças transmitidas por mosquitos.

Mariano Castelon notou que o país está quase a acabar com o paludismo, tendo passado de uma fase de controlo para a fase de pré-eliminação, mas salientou que é preciso envolver as lideranças locais, universidades, ministérios e todos os outros parceiros e actores.

"Cabo Verde tem condições excepcionais para eliminar o paludismo, mas precisa fazer algumas transições e a primeira delas é ir do programa para uma plataforma de parceiros, que tem de ser reproduzida ao nível local", apontou o responsável sanitário.

O paludismo, também conhecido por malária, é uma doença provocada por um parasita do género Plasmodium, que é transmitido aos seres humanos através da picada de uma fêmea do mosquito Anopheles.

Ainda não existe qualquer vacina para a doença, embora recentemente a OMS tenha aprovado a realização de estudos piloto da candidata mais avançada.





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