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Joseph Pulitzer

sábado, 23 de abril de 2016

Força Aérea Portuguesa no transporte de orgãos humanos

A Força Aérea Portuguesa (FAP) anunciou que a realização de um voo especial com um dos seus ‘Falcon’, em coordenação com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e com o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), com a dupla missão de transporte de órgãos humanos para transplante, com parte deles a terem sido recolhidos na Ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, no Oceano Atlântico.


O voo teve lugar na quinta-feira, dia 21 de abril. O alerta foi dado à FAP pelo CHLC pelas 21h30 de Portugal Continental, tendo a Força Aérea sido informada de que se tratava de uma missão complexa. A FAP activou a tripulação de uma aeronave ‘Falcon 50’ da Esquadra 504 – ‘Linces’, reservada para missões de transporte de entidades de topo do Estado Português, mas também preparadas para estas missões que, em Portugal, felizmente, são feitas com alguma regularidade e excelente prontidão pela aviação militar.

Pelas 00h30 desta sexta-feira, dia 22 de abril, o Falcon 50 descolou de Lisboa com destino a Faro, onde aterrou meia hora depois, tendo deixado uma equipa médica do CHLC para efectuar a programada recolha de órgãos.
De seguida, pelas 01h20, a aeronave descolou de Faro em direcção a Tenerife, onde pousou pelas 03h25. Nesta ilha, desembarcou outra equipa médica encarregue da recepção dos órgãos entregues localmente pela equipa espanhola.
Pelas 03h50, o Falcon 50 descolou de Tenerife para regressar a Faro, onde aterrou pelas 05h35. A equipa médica que tinha ficado em Faro voltou a embarcar na aeronave.
A descolagem de regresso a Lisboa deu-se pelas 05h50, tendo o ‘Falcon 50’ chegado ao Aeródromo de Trânsito N.º 1 (Figo Maduro) pelas 06h20. As equipas médicas encarregaram-se de concluir a missão de transporte de órgãos.

Um comunicado distribuído nesta sexta-feira, dia 22 de abril, pela FAP e pelo IPST, destaca mais este trabalho de colaboração entre a aviação militar portuguesa e entidades nacionais do sector da saúde, explica os passos de mais esta missão conjunta que terminou com sucesso. Refere ainda algumas considerações ao acordo existente entre entidades portuguesas e espanholas e tece algumas considerações sobre este processo de recolha de órgãos para transplante em humanos, que reputamos de interesse comum:
“A disponibilidade para transplantação de um ou mais órgãos é um acontecimento imprevisível, sendo necessárias uma prontidão de resposta e uma coordenação de acções exigentes. Estas circunstâncias coincidiram de modo a ocorrerem, simultaneamente, duas missões: uma em Portugal e outra em Espanha.

A coordenação do processo que leva à concretização de uma transplantação é complexa e envolve múltiplos meios e factores. Especialmente, se tivermos em conta as distâncias entre as instituições envolvidas, a multiplicidade de intervenientes e os tempos úteis para o cumprimento do objectivo. Portugal tem, desde há uma dezena de anos, um acordo com Espanha, que permite que os órgãos disponíveis não sejam desperdiçados por falta de receptor.
Quando Espanha tem um órgão disponível, os procedimentos passam por uma activação do ponto focal internacional da Coordenação de Colheita e Transplantação, sediado no Gabinete do Centro Hospitalar do Porto. Aqui, é feita a avaliação nacional para a compatibilidade do receptor, desencadeando o processo de coordenação e colheita pelo gabinete respectivo: neste caso, o Gabinete Coordenador do Centro Hospitalar de Lisboa Central e os meios logísticos de resposta.

Em 2016, até à data, a coordenação entre a Força Aérea e o IPST já permitiu efectuar mais de uma dezena de missões de transporte de órgãos.
O IPST destaca a colaboração da Força Aérea como uma mais-valia em prol da saúde e da sociedade, evidenciando a vertente humanitária e um cumprimento do dever de forma exemplar nas missões de transporte de órgãos”.
 
 
(Chegada do avião da FAP e dos profissionais de saúde ao Aeródromo de Manobra nº1, em Lisboa, no final de mais uma missão)
 
 
 

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