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Joseph Pulitzer

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Visibilidade internacional para a cultura

Com uma programação de cinco dias, o 8º Festival de Arte Negra (FAN) reúne um apanhado de actividades – quase todas gratuitas – reflectindo sobre influências culturais da matriz africana. Mas, além de dar visibilidade a artistas mineiros menos difundidos no cenário nacional, a curadoria artística do FAN também investe em um elo prático com a África, internacionalizando cada vez mais o festival.

“A programação sempre é pensada para haver uma ligação directa entre Brasil e África. É muito importante dialogar com o berço, com a matriz que nos ilumina e nos alimenta com essas culturas que utilizamos na Diáspora”, diz a curadora do FAN, Rosália Diogo.

Nessa perspectiva, os Encontros Literários, por exemplo, terão um foco específico na literatura negra feminina. Entre as convidadas, haverá a presença da escritora Paulina Chiziane, a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, “Balada de Amor ao Vento”, de 1990. Ao lado dela estará a socióloga e escritora Patrícia Gomes, de Guiné Bissau, que tem uma obra importante debruçada sobre os direitos das mulheres negras. Nos debates, ela apresenta o mais recente livro, “O Que É Feminismo?”, publicado pela Escolar Editora neste ano. Junto às estrangeiras, as autoras brasileiras Conceição Evaristo, Lívia Natal e Cristiane Sobral engrossam a discussão sobre a resistência de mulheres negras ao longo dos séculos.

Outra novidade do festival é o Cinema FAN, reunindo uma mostra de filmes africanos no Centro de Referencia da Moda. Ao todo, serão exibidas 12 películas gravadas em <CW1>países como Senegal, Congo, Angola, Moçambique e Burquina Fasso por meio de uma parceria com a Cinemateca Francesa – que assina boa parte das produções seleccionadas e cedeu os filmes para exibição no FAN. “O cinema e a literatura são duas das artes com grande potencial na África, mas pouca gente tem acesso a isso. O FAN é uma maneira de estreitar esse laço, trazer uma raiz que é tão brasileira até nós. É algo que a música hoje atinge bem, mas outras artes ainda não”, justifica Rosália.




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